terça-feira, 4 de outubro de 2011

Noivas viajam para comprar os vestidos no exterior


Variedade de cortes, modelos de estilistas famosos e preços em conta atraem mulheres que estão planejando o casamento
De cerca de dois anos pra cá, uma enxurrada de noivas desembarca nos Estados Unidos atrás do vestido para usar no grande dia. Com a variedade de marcas e a vantagem dos preços baixos, apesar da variação do câmbio, comprar o vestido de noiva no exterior tornou-se um negócio vantajoso. Foi assim com a profissional de marketing Cristiane Barcelos, 32 anos. Um ano antes da data do casamento, ela viajou de férias com a família para Orlando e aproveitou para ir a Nova York com a mãe para comprar o vestido.
Cristiane em três momentos: carregando o vestido pelas ruas de Nova York; durante a prova e no dia do casamento
“Em um só dia visitei cinco lojas. No final, voltei para comprar o escolhido na primeira. Queria um modelo de cava americana, mas acabei ficando com um tomara-que-caia off white, de tafetá com renda francesa, maravilhoso!”, conta. “Foi a aquisição mais importante de toda a viagem”. Como o grande dia ainda estava longe, ela fez os ajustes aqui no Brasil mesmo. Cristiane dá uma dica importante para as noivas que pretendem fazer o mesmo: a maioria das lojas tem vestidos de pronta entrega e sob encomenda. Se você não pode voltar para buscá-lo meses depois, peça para ver apenas os primeiros.
Angela Teodoro adiantou tudo pela internet e teve tempo de fazer as provas do vestido de noiva em Nova York, EUA
Noiva prevenida vale por duas
Vale a pena pesquisar incansavelmente as lojas pela internet antes de comprar a passagem. Assim, a noiva não vai bater perna sem rumo até encontrar as lojas que fazem mais o seu estilo. A advogada Vera Lucia, 29 anos, preferia um modelo mais simples. Por isso, foi direto às lojas de departamento com sessão de noivas, chamadas de “bridal shop”. “Sei que aquelas que gostam de um vestido mais elaborado devem procurar lojas especializadas e agendar as visitas com antecedência”, ressalta.
A partir de experiências pessoais, elas criaram negócios para ajudar as noivas
A também advogada Angela Teodoro, 27 anos, saiu do Brasil com tudo marcado. “Entrei no site de uma loja chamada Pronovias e foi paixão à primeira vista. Antes disso não tinha visto nenhum vestido no Brasil que tivesse me agradado tanto. Os modelos são mais simples, sem muitos bordados, mas muito bem desenhados”. Ela escolheu o vestido que queria pela internet mesmo, conversou com uma das vendedoras por e-mail, enviou as medidas e chegou a Nova York direto para a primeira prova. Como ela ia ficar por mais tempo, pois estava visitando o noivo que havia se mudado pra lá, fez a segunda prova uma semana depois e já embarcou com o vestido prontinho.
Para entrar nos Estados Unidos, é necessário um visto do consulado americano e os agendamentos das entrevistas para consegui-lo estão demorando meses. Portanto, se você não tem o visto e está a menos de seis meses do casamento, melhor comprar o vestido por aqui mesmo.
Mas o mercado dos vestidos vai além do eixo Brasil-EUA. São vários os ateliês especializados em noivas na Europa, principalmente na Espanha. A marca Pronovias, por exemplo, escolhida pela Angela Teodoro, é de lá.
A advogada Larissa Machado, 29 anos, já estava com o casamento marcado quando foi fazer um mestrado em Barcelona. Foi a uma butique e amou um vestido de tule e renda de seda da marca Rosa Clará. “O mesmo vestido no Brasil custava R$ 17 mil. Paguei 1.900 euros”, conta.
Larissa fez os primeiros ajustes na Espanha mesmo. Mas como voltou para o Brasil quatro meses antes do casório, teve de fazer mais alguns por aqui. Mesmo assim, valeu a pena. “Recomendo às noivas comprar o vestido no exterior, não só por causa do preço, mas também porque quando a gente compra um vestido pronto diminui muito a ansiedade”. E é claro que você não deve colocar na conta apenas os valores em dinheiro. Visitar uma cidade incrível só pode acrescentar momentos especiais ao álbum de memórias do seu casamento.





Casal é expulso de jogo do Bayern de Munique por fazer sexo na arquibancada

Na torcida visitante em Hoffenheim, o casal só parou após serem flagrados pela segunda vez e expulsos com ameaças de prisão
Pelo menos um casal de torcedores do Bayern de Munique se emocionou nas arquibancadas da Wirsol Rhein-Neckar Arena, durante o empate em 0 a 0, no último sábado, entre os bávaros e o Hoffenheim. Mas não foi devido à partida, e sim porque eles foram expulsos do jogo por fazerem sexo no meio da torcida.
Com aproximadamente 30.000 torcedores presentes no estádio, o casal foi flagrado pela primeira vez por volta dos 16 minutos do primeiro tempo. Não demorou para que os seguranças chegassem e pedissem para que o casal parasse. O pedido foi respeitado até o intervalo, quando o casal recomeçou e foi expulso da partida sob ameaças de serem presos por atentado ao pudor.
“Não parecia certo. Eles não tinham inibições. Os dois abaixaram as calças e começaram, enquanto as pessoas em volta não pareciam se incomodar com aquilo”, disse um torcedor que presenciou o ocorrido ao jornal alemão Bild.
Apesar do empate, que quebrou a sequência de seis vitórias consecutivas, o Bayern de Munique segue liderando o Campeonato Alemão, com três pontos a mais que o segundo colocado

Anvisa proíbe venda de emagrecedores à base de anfetamina no Brasil

Com decisão, os anfetamínicos estão proibidos de serem prescritos pelos médicos. Remédios eram utilizados há mais de 30 anos no País
A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça-feira banir do mercado os remédios para emagrecer à base de anfetaminas e manter o uso dos derivados de sibutramina com controle mais rigoroso. O diretor-presidente da Anvisa e relator do processo, Dirceu Barbano, propôs o banimento dos inibidores de apetite anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol) em todo o País com base em estudos internacionais que constataram a baixa eficácia desses medicamentos na perda de peso e riscos à segurança do paciente. .
Com a decisão, os anfetamínicos, usados há mais de 30 anos no Brasil, estão proibidos de serem prescritos pelos médicos, fabricados no País e os atuais registros serão cancelados. As farmácias e drogarias terão dois meses para retirá-los das prateleiras, conforme Barbano. “Para que os pacientes tenham tempo de readequar o tratamento”, disse o relator.
Sibutramina
Quanto à sibutramina, o relator sugeriu que continua liberado o uso do medicamento para o tratamento de obesidade desde que o paciente apresente sobrepeso significativo e não sofra de problemas cardíacos. O paciente e o médico terão de assinar termo de responsabilidade sobre os riscos à saúde. O uso da sibutramina ficará sob monitoramento da vigilância sanitária.
Anvisa suspende fabricação e uso de emagrecedor
Médicos contrariam Anvisa e defendem venda de emagrecedores
O diretor Agenor Álvares foi o único a discordar do relator. Ele defendeu também o veto à sibutramina. “Se vários países tiraram [do mercado] com base em evidências científicas, não podemos ignorar essas evidências. Se eles têm cuidado com as populações deles, temos também que ter com a nossa. Essa substâncias devem ser retiradas nos mesmos moldes das outras [anfetamínicos]”, disse o ex-ministro da Saúde.
Já a diretora Maria Cecília Brito propôs que a manutenção da sibutramina volte a ser analisada pela agência dentro de um ou dois anos.
Histórico
Lançada em fevereiro deste ano, a proposta original da Anvisa era vetar os emagrecedores, tanto os feitos com anfetamina como aqueles à base de sibutramina, seguindo o exemplo dos Estados Unidos e da União Europeia. O principal argumento era que os riscos à saúde oferecidos por esses remédios, como problemas cardíacos e alterações no sistema nervoso central, superam o benefício da perda de peso.
Em nove meses de discussão, os técnicos da agência reguladora mudaram de opinião. No último relatório, os técnicos permaneceram com a posição de vetar os anfetamínicos, mas decidiram manter a sibutramina, pois há comprovação de que o último ajuda a reduzir o peso de 5% a 10% em um prazo de quatro semanas.
A ideia de fechar o cerco a esses remédios foi alvo de reclamações de entidades médicas. A Anvisa promoveu dois grandes debates públicos, em que a proposta foi contestada pelos especialistas do setor. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), os remédios auxiliam no combate à obesidade e, se banidos, reduzem as possibilidades de tratamento para quem precisa perder peso.
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia lançaram um abaixo-assinado contra o banimento dos anorexígenos. Segundo as organizações, quando prescritos de forma correta, os remédios contribuem para a redução do peso. As entidades ressaltam que os médicos têm conhecimento das contraindicações.



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Redução de estômago aumenta problemas dentários

Pesquisadores encontraram mais cáries, bruxismo e compulsão por mastigar gelo enrte pacientes; entenda por que isso acontece
Os efeitos colaterais trazidos pela cirurgia de redução do estômago, chamada de bariátrica, começam a ser mapeados agora, após 10 anos de pacientes submetidos à técnica voltada aos obesos mórbidos.
O Grupo de Estudo da Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo detectou que a saúde bucal é afetada pela cirurgia. Houve aumento de cáries, bruxismo (ranger dos dentes durante à noite) e até compulsão por mastigar gelo, sintomas relatados por 80% dos 114 pacientes avaliados. São três as principais hipóteses para o surgimento desses problemas.
“Estes pacientes estudados foram aqueles que passaram pelas cirurgias mais agressivas, que comprometiam a absorção de vitaminas pelo organismo, um dos prováveis motivos para o enfraquecimento dos dentes”, afirma a cirurgiã dentista e autora do trabalho, Vera Kogler.
Além disso, cita a especialista, a operação altera o ph e a acidez da região estomacal, que afeta também a boca e aumenta a sensação de secura, o que influenciaria a vontade de mastigar gelo e também o aparecimento de cáries.
Outra provável interferência é que o paciente operado precisa comer várias vezes ao dia e nem sempre faz a higiene correta após as pequenas refeições. “Tradicionalmente, os picos de cárie na população acontecem entre os 6 e os 17 anos. Mas percebemos que aqueles que fizeram bariátrica voltam a ter este problema”, completa Vera.
O Grupo de Obesidade do HC agora seleciona novos pacientes, submetidos às técnicas menos invasivas de bariátricas, para verificar se serão desencadeadosos os mesmos efeitos. Outra preocupação é que os idosos, que já têm a arcada dentária mais frágil, também passaram a figurar entre os pacientes submetidos às cirurgias de redução do estômago. “Temos que ter uma preocupação maior ainda com este público”, completa Vera Kloger.





Cresce o contágio da aids entre jovens gays e idosos

Homens deixam camisinha de lado e crescem nas estatísticas do HIV
Na sala escura da boate gay e nos encontros marcados após o baile da terceira idade, os homens brasileiros de todas as idades e orientações sexuais têm deixado a camisinha de lado e, por isso, crescido nas estatísticas da aids.
O novo boletim do Ministério da Saúde, que mapeia os casos de contaminação pelo vírus HIV, revela a vulnerabilidade generalizada, impulsionada pelo uso de drogas – seja o ecstasy ou o Viagra.
A proporção de registros entre homossexuais de 13 a 24 anos bateu recorde. Este grupo, em 2010, somou 35,1% do total de infecções masculinas na faixa etária, a maior taxa desde o início da epidemia, em 1980. Simultaneamente, entre os mais maduros, os heterossexuais são maioria dos infectados e acima dos 30 anos representam 43%.
“Não há orientação sexual de risco e sim comportamento perigoso para a aids, muito influenciado pelo abuso de álcool. E os homens, de forma geral, têm negligenciado bastante o preservativo. É um panorama alarmante”, afirma um dos principais infectologistas do País, Artur Timerman, que atua nas redes públicas e privadas de saúde. No último ano, entre seus pacientes, há um casal de 14 e 15 anos, ambos soropositivos e uma senhora de 82 que adquiriu o vírus do marido, de 78 anos.
Evolução de casos em homossexuais em homens entre 13 e 24 anos
Grupo etário está mais negligente com a camisinha. Dados em porcentagem:
Indiferenças
No início do mês, J.F, 31 anos, morreu e o atestado de óbito teve origem na infecção do vírus HIV, descoberta tarde demais para que os coquetéis de remédios fizessem efeitos e revertessem o quadro.
Homossexual - assumido para os amigos e escondido da família - ele sempre teve medo de fazer o teste para confirmar se as transas desprotegidas tinham mesmo resultado na infecção. Emagreceu, mas só quando as diarreias ficaram constantes procurou o médico.
Jovem bem sucedido na profissão de comunicação, solteiro, nunca foi promíscuo, mas também nunca exigiu proteção em suas relações sexuais eventuais, acertadas em maioria nos encontros no centro paulistano - uma das regiões com alta concentração de casas noturnas para o público gay.
Em uma destas boates, inclusive, que conta com o chamado “dark room” (sala escura em que tudo pode acontecer mas onde só entra quem quer) a falta de temor com as doenças sexualmente transmissíveis (DST) fica exposta no chão. “Eles (a casa) até distribuem camisinha para quem vai entrar. Mas os preservativos ficam fechados e lacrados, jogados no fim da noitada e recolhidos pelo pessoal da faxina”, conta um dos frequentadores.
A indiferença com a possibilidade de contrair aids ou qualquer outra DST também marca os encontros dos “cinquentões” heterossexuais. “Minha geração não aprendeu a usar camisinha. Eu, até descobrir ser soropositivo, nunca tinha usado uma vez sequer e tinha uma média de 18 parceiras por ano”, conta S.C., 59 anos, que trabalha com comércio exterior, mora na zona oeste paulistana e é um autodefinido “apaixonado pelas mulheres”.
Agora, ele não só aprendeu a usar medicamentos para a disfunção erétil, como após a ereção garantida, cobri-la com preservativo. “Podia ter aprendido antes. Mas tenho amigos que mesmo acompanhando de perto o meu caso continuam deixando a camisinha como um enfeite na carteira.”
Homens que fazem sexo com mulheres ganham espaço nas estatísticas. Números em porcentagem:
Pré ou pós 80’s
Os maiores de 50 e os menores de 30 fazem parte de gerações que ou eram pequenos demais para lembrar os tempos mais árduos da aids ou já estavam maduros o suficiente para sentirem os impactos diretos que a epidemia provocou nos filhos dos anos 70.
Mas nesta primeira década dos anos 2000, os mais velhos e os mais novos foram colocados no alvo do HIV e, ao mesmo tempo, convivem com a falsa ideia de que para “tratar a doença só é preciso tomar um remedinho”, afirma o infectologista Jean Gorinchteyn do Instituto Emílio Ribas, uma das referências nacionais do tratamento da aids.
“O preservativo continua encarado como uma necessidade só para evitar gravidez, portanto desnecessário para quem tem relações homossexuais ou está fora da faixa da fertilidade”, completa Gorinchteyn, que coordena um ambulatório só para soropositivos maiores de 50 anos, onde 60% são homens e oito em cada dez casados com mulheres.
“Um erro perigoso, porque nem tratar a aids é fácil e nem a camisinha tinha de ser vista só como um método contraceptivo. Aids não tem cura, tem tratamento complicado e pode matar”, alerta o médico. No País, são 27,3 mortes diárias por aids.
Medo de falhar
O desdém com a camisinha também tem como combustível o medo de falhar. A falta de jeito e de hábito em colocar o preservativo podem atingir em cheio a potência. “Ninguém quer ter fama de broxa”, contou um jovem de 27 anos, consumidor de drogas e que marca “rapidinhas” sexuais pelo celular.
Mesma aflição foi relatada por um recém-viúvo, de 75 anos, que não tinha relações com penetração plena há 8 anos com a esposa e se viu no papel de adolescente quando uma mulher 20 anos mais jovem, conhecida no bailão do clube, deu a entender que gostaria - e aceitaria - ir para cama com ele.
Este temor tenta ser curado com remédios em prol da potência (para disfunção erétil) ou que prometem ampliar a sensibilidade (entorpecentes sintéticos), influenciando ainda mais no comportamento de risco. O resultado é a ampliação do desuso da camisinha. No Brasil, seis em cada dez homens admitem não utilizar a proteção em todas as relações sexuais, conforme contabilizou o Ministério da Saúde.
Embriagado
Entre os desprotegidos, estão os que sabem ser portadores do vírus HIV e ainda assim mantêm relações sexuais sem camisinha. “Eu contei a uma amiga que tinha o vírus e ela bateu o pé para a gente não transar de preservativo, porque era melhor”, conta S.C.
Sobre os “kamikazes” sexuais, o professor de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon – e médico especializado em aids – diz que este comportamento revela falta de ética e preocupação com o outro, duas posturas típicas do novo tempo. “Precisamos rever como tratar estes casos. São como pessoas embriagadas, que pegam o automóvel e dirigem a 300 km por hora. Será mesmo que elas não sabem que vão fazer vítimas”, deixa Olson a pergunta no ar.





Descobertas sobre imunidade ganham o Nobel de Medicina de 2011


Bruce Beutler, Jules Hoffmann e Ralph Steinman, falecido na última sexta-feira, foram anunciados como vencedores
Em uma cerimônia que se iniciou às 11h30 em Estocolmo (6h30 no horário de Brasília), a Fundação Nobel deu início ao anúncio de seus premiados em 2011 com o prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia. O prêmio foi dividido entre o americano Bruce A. Beutler, Jules A. Hoffmann, de Luxemburgo, e Ralph M. Steinman, do Canadá.
Mas o anúncio foi feito antes do comitê do prêmio saber de uma notícia triste: Steinman, que chefiava o Centro de Imunologia e Doenças Imunes da Universidade Rockfeller, em Nova York, faleceu aos 68 anos de câncer pancreático na última sexta-feira (30). Ele teria direito a metade do prêmio, de 1,5 milhões de dólares (cerca de 2,8 milhões de reais). A Universidade anunciou seu falecimento praticamente ao mesmo tempo em que o Nobel era anunciado.
O Instituto Karolinska, responsável pelo Nobel, fez uma reunião de emergência para deliberar o assunto e anunciou que mesmo com esse fato, o prêmio vai ser considerado válido. Desde 1974, o Nobel não pode ser dado postumamente, a não ser que o laureado faleça entre o anúncio do prêmio e sua entrega, que tipicamente acontece dois meses depois. Também de acordo com as regras, Steinman teria morrido sem saber que ganharia um dos maiores prêmios da ciência mundial. "O Prêmio Nobel foi dado a Ralph Steinman em um ato de boa fé, baseado na informação que ele estava vivo," disse o Instituto Karolinska, que organiza a premiação, em um comunicado. "Deste modo, a Fundação Nobel acredita que o que aconteceu é correlato com o exemplo em nosso estatutos que mantém o prêmio a quem foi laureado e faleceu antes da cerimônia de entrega". Foi a primeira vez na história do Nobel que algo do tipo aconteceu.
Anúncio dos vencedores do Nobel de Medicina, esta manhã: morte de Steinman traz uma situação inédita para o prêmio
Defesas do corpo
Os trabalhos de Beutler e Hoffman e de Steinman ganharam o Nobel por ter trazido novas compreensões sobre o funcionamento do sistema de defesa do corpo humano. "Os premiados do Nobel deste ano revolucionaram nossa compreensão do sistema imunológico ao descobrir as principais chaves de sua ativação", diz o texto que anunciou os ganhadores.
Beutler e Hoffmann descobriram proteínas no corpo que reconhecem microorganismos invasores e ativam seu sistema de defesa, enquanto Steinman descobriu as células dendríticas e sua capacidade única de ativar e regular as fases finais da resposta imunológica, quando o organismo “se livra” de seus invasores.
Bruce Beutler, 54 anos, é professor de genética e imunologia no Insituto de Pesquisa Scripps, em La Jolla, na Califórnia. Jules Hoffmann, 70, chefiou um laboratório de pesquisa em Estrasburgo, na França, entre 1974 e 2009 e foi presidente da Academia Nacional de Ciências entre 2007 e 2009.
Hoffman fez sua descoberta em 1996, ao pesquisar como as moscas de frutas combatiam infecções. Dois anos mais tarde, uma pesquisa de Beutler em ratos mostrou que o mesmo mecanismo das moscas acontecia também em mamíferos.
Já Steinman descobriu as células dendríticas em 1973. Elas são capazes de ativar as células T, que produzem anticorpos contra infecções e guardam na memória as características do microorganismo invasor, de modo a mobilizar as defesas do corpo mais rapidamente no caso de um novo ataque.
"Acho que foi uma grande tragédia ele não ter vivido o suficiente para saber que ganhou o Nobel", lamentou Beutler, que conhecia Steinman havia quase 30 anos. "Estou muito feliz por receber esse prêmio, principalmente na companhia dos meus honrados colegas Ralph Steinman e Jules Hoffmann", disse. "Isso confirma que o trabalho que fizemos na década de 1990 para encontrar o receptor de LPS foi importante e valioso, e espero continuar usando o mesmo enfoque geral por muitos anos."
A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá no dia 10 de dezembro em Estocolmo. No ano passado, o cientista britânico Robert Edwards, considerado o pai do bebê de proveta, recebeu o prêmio por seus esforços na pesquisa da fertilização in vitro.
Nos próximos dias, a Fundação Nobel anunciará os vencedores das demais categorias, correspondentes a Física, Química, Literatura, da Paz e Economia.
Veja a lista dos premiados anteriores com o Nobel de Medicina e Fisiologia:
2010: Robert Edwards (Grã-Bretanha)
2009: Elizabeth Blackburn (Austrália-Estados Unidos), Carol Greider e Jack Szostak (Estados Unidos)
2008: Harald zur Hausen (Alemanha), Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier (França)
2007: Mario Capecchi (Estados Unidos), Oliver Smithies (Estados Unidos) e Martin Evans (Grã-Bretanha)
2006: Andrew Z. Fire (Estados Unidos) e Craig C. Mello (Estados Unidos)
2005: Barry J. Marshall (Austrália) e J. Robin Warren (Austrália)
2004: Richard Axel (Estados Unidos) e Linda B. Buck (Estados Unidos)
2003: Paul C. Lauterbur (Estados Unidos) e Peter Mansfield (Grã-Bretanha)
2002: Sydney Brenner (Grã-Bretanha), John E. Sulston (Grã-Bretanha) e Robert Horvitz (Estados Unidos)
2001: Leland H. Hartwell (Estados Unidos), R. Timothy Hunt (Grã-Bretanha) e Paul M. Nurse (Grã-Bretanha)





Desmatamento na Amazônia cresce 13,5% em relação ao ano passado

Embora tenha ocorrido aumento no acumulado do ano, o desmatamento em agosto representa o menor índice histórico para o mês
O desmatamento na Amazônia Legal cresceu 13,56% de janeiro a agosto de 2011 em comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgados hoje (3).
A área devastada aumentou de 1.393 quilômetros quadrados em 2010, para 1.582 km² neste ano. No período, Mato Grosso, Rondônia, Acre e Tocantins apresentaram avanço na região de floresta degradada se comparada ao ano anterior. Sozinho, o Estado de Mato Grosso devastou 769 km² até agosto deste ano. Isso equivale a quase a área total desmatada em todos os outros Estados da Amazônia Legal - 813 km².
Um dos motivos dessa expressiva retirada da floresta foi a lei de zoneamento aprovada pelo governo de Mato Grosso, em abril, explicou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Ramiro Hofmeister. A lei que flexibiliza a conservação de reservas legais em algumas áreas do Estado deve ainda ser aprovada pelo Ministério.
O Valor apurou que a ministra Izabella Teixeira já pediu para o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) não aprovar a lei estadual. O texto pode ser reenviado ao governo estadual para adaptação.
Ao anistiar os produtores rurais que haviam desmatado até fim de abril deste ano, houve uma corrida para reduzir a área de reserva legal para o percentual menor permitido pela lei, disse o coordenador geral de Zoneamento e Monitoramento Ambiental do Ibama, George Porto Ferreira.
A legislação do Estado reduziu, de 80% para até 50%, a parte da propriedade que deve ser preservada. Alguns produtores rurais já foram autuados pela fiscalização, o que resulta no pagamento de multa, apreensão de bens, além de terem parte da propriedade embargada.
Caso a lei de zoneamento estadual seja modificada - como deseja o governo -, as áreas devastadas além da reserva legal deverão ser recuperadas, explicou o diretor Hofmeister.
Menor índice histórico para o mês de agostOs dados do Inpe mostram também que houve redução de 38% na área devastada no mês de agosto, em comparação com o mesmo mês de 2010. "É o menor [desmatamento em] agosto da história", anunciou a ministra, ao comparar dados desde 2004, quando começou o monitoramento do sistema Deter. O MMA atualizou o desmatamento de 2010 para 7.000 km2, o melhor resultado anual desde 1988, quando o levantamento começou a ser feito.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira atribui a redução à ação da fiscalização nas regiões que apresentavam maiores índices de desmatamento, como Boca do Acre (AC), São Félix do Xingu (PA), Novo Progresso (PA), Redenção (PA) e Sinop (MT).
O sistema detecta apenas desmatamentos com área maior que 25 hectares. Devido à cobertura de nuvens, pode ser que nem todos os desmatamentos sejam identificados pelo Deter, que no período de janeiro a agosto deste ano constatou 1.582 km2 de florestas derrubadas, área 14% superior à registrada em igual período do ano passado (1.393 km2). O maior crescimento relativo foi registrado em Rondônia, que atingiu 249 km2 (+102%). A maior expansão em termos absolutos foi em Mato Grosso, onde atingiu 769 km2 (mais 316 km2).
Izabella Teixeira atribui o aumento ao repique nos desmatamentos ocorridos em abril deste ano em Mato Grosso, quando houve derrubada de 405,5 km2. A explicação, diz a ministra, foi dada pelos secretários de Meio Ambiente de Mato Grosso e Rondônia, que atribuíram o repique às discussões sobre o novo Código Florestal. No caso de Mato Grosso, outro fator que teria contribuído foi a anistia concedida até o final do mês pelo pela lei estadual que criou o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), que ainda depende de aprovação do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
A ministra afirmou que encomendou um estudo, que será divulgado até o final do ano, sobre a correlação entre a alta de preços das commodities e as taxas de desmatamento. Ela disse que em função do gabinete de crise instalado em maio deste ano o Ministério do Meio Ambiente está tendo acesso aos bancos de dados dos Estados, para checar se os desmatamentos foram autorizados. Segundo ela, apenas o Pará ainda não disponibilizou as informações.
As ações desencadeadas neste ano na Amazônia Legal resultaram no embargo de 72.490 hectares e de 55 serrarias. Os fiscais emitiram 3.148 autos de infração, que representam R$ 1,2 bilhão em multas. A fiscalização apreendeu 127 tratores, 29 barcos e 226 caminhões. Somente na Operação Disparada, deflagrada em março deste ano, foram apreendidos 5,3 mil bovinos.
Na coletiva de hoje, a ministra também divulgou o dado final sobre desmatamento elaborado pelo projeto Prodes relativo ao ano passado (agosto/09 a agosto/10). A estimativa divulgada no final do ano passado era de 6.451 km2 e agora passou para 7.000 km2, mesmo assim se mantendo no menor patamar da série histórica iniciada em 1988.





Homem mata irmãs a tiros em Jaú, interior de SP

O homem matou suas duas irmãs e se suicidou na noite de domingo. Motivo pode ser desentendimento por divisão de bens da família
Um homem matou suas duas irmãs e depois se suicidou na noite de domingo (2), na fazenda onde moravam, em Jaú, interior de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Francisco Miranda de Almeida Prado, de 59 anos, atirou contra as irmãs, Ana Cecília Miranda de Almeida Prado, de 60 anos, e Ana Carolina Miranda de Almeida Prado, de 66 anos, após uma discussão.
O delegado do 1º Distrito Policial de Jaú, Euclides Francisco Salviato Júnior, contou que a única testemunha no local era a mãe dos três, de 89 anos, que está internada em estado de choque. Um policial militar que esteve no local do crime conversou com ela e registrou no boletim de ocorrência que a motivação do crime poderia ser um desentendimento por uma divisão de bens da família, informação ainda não confirmada oficialmente para a polícia.
A mãe chegou a tirar a arma do filho e pedir ajuda aos vizinhos. A polícia foi chamada por vizinhos e teve que arrombar o portão para entrar na casa. O corpo da irmã mais velha foi encontrado na escada e o da mais nova na varanda da casa. O corpo do homem estava no chão da sala. A arma estava jogada no chão da cozinha, atrás da geladeira.
O delegado afirma que ainda não entrou em contato com a família para colher depoimentos porque quer esperar o velório e o enterro dos três, que ocorre nesta tarde. Depois disso, ele quer ouvir a mãe e um irmão dos três, que não morava com eles na cidade.



domingo, 2 de outubro de 2011

65% das mulheres deixam de fazer exercícios quando engravidam

Mitos confundem gestantes. “Elas deixam de ir à academia e à padaria”, diz especialista
O sedentarismo faz mal a qualquer pessoa e também é nocivo à gestante. Nenhum médico recomenda a inatividade física, mas basta o resultado dar positivo para a gravidez e as futuras mamães são até incentivadas a parar de mexer o corpo.
Não há contraindicação para o esporte durante a gestação – a não ser em condições específicas de gestação de risco (como hipertensão) – mas um levantamento feito pelo Centro de Estados do Labarotário de Aptidão Física (Celafisc), entidade ligada à Secretaria de Saúde de São Paulo, mostrou que elas entram em estado de “hibernação” logo no primeiro trimestre de gravidez.
Foram acompanhadas 127 mulheres, com idades entre 16 e 40 anos, ao longo dos nove meses de gestação. O resultado da pesquisa é que 65% deixaram de praticar o mínimo de atividades físicas com o corpo recomendado como saudável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Pronta para o verão? Confira um treino e uma dieta para ficar em forma até dezembro
Entre as participantes, a redução de exercícios não se deu apenas no tempo de lazer, como também no dia a dia trivial. “Percebemos que as grávidas deixam de ir à academia, mas também não vão mais à padaria a pé, mudam o trajeto do trabalho e se não usavam carros para a locomoção, começam a usar”, afirma o presidente do Celafisc, Timóteo Araújo.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram o pedômetro – aparelho que contabiliza os passos dados pela mulher ao longo do dia. Dentre essas gestantes, o nível de exercícios caiu 34% durante a primeira semana que souberam que seriam mães. Já no terceiro trimestre a redução bateu 41% em relação ao início da gestação.
Obesas não devem ganhar quilos na gestação
Mesmo grávida, a recomendação é fazer ao menos 30 minutos de atividades físicas por dia, que podem ser divididos em três turnos de 10 minutos. Para chegar ao mínimo, valem caminhadas leves, subir escada, varrer a casa e até passear com o cachorro.
“Nesta primeira etapa do estudo não conseguimos detectar o real motivo que leva a redução de atividade. Sabemos que um período de transformação hormonal, que o ganho de peso reduz a mobilidade e que até a postura fica diferente. Mas mesmo que de formas diferenciadas, a mulher não precisa virar sedentária só porque engravidou”, acrescenta Araújo.
Continuar mexendo o corpo, mesmo na gravidez, é uma das formas mais eficazes de ganhar ao menos um quilo por mês na gestação, como preconiza a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Também é uma maneira de fazer dos exercícios uma rotina, garantindo a recuperação da forma após o parto.



Veias saltadas envelhecem os pés de Sarah Jessica Parker

Seriam os saltos altíssimos, usados por anos, os culpados pela aparência dos pés da atriz?
A atriz Sarah Jessica Parker, 46 anos, chamou atenção na cerimônia de gala do New York City Ballet's, em Nova York, nos Estados Unidos. Não só pela boa forma e pelo belo vestido, mas também pelas veias grossas e saltadas nos pés.
Ao periódico inglês Daily Mail, Sarah admitiu que o uso de saltos ao longo de anos definitivamente acabou com seus pés: "Eu basicamente os destruí. Eles não sentem nada, não têm sensibilidade".
“É normal ter veias saltadas nos pés e nas mãos. Quanto mais clara a pele, mais elas aparecem", explica o cirurgião vascular Charles Angotti, da Clínica Colaneri, de São Paulo.
"Algumas pessoas com alterações no sistema vascular, geralmente hereditárias, podem começar a desenvolver veias dilatadas e varizes com a idade. E o uso constante e principalmente o tamanho do salto podem contribuir para o aparecimento de problemas”, completa o médico.
Veias salientes também são comuns em quem faz muita musculação, diz o cirurgião vascular Eduardo Toledo de Aguiar, do Spaço Vascular, de São Paulo.
Segundo os especialistas, a perda de sensibilidade, no entanto, não poderia ser atribuída ao calçado. “As causas podem ser neurológicas ou posturais”, acredita Aguiar.
Detalhe dos pés, com veias salientes, da estrela Sarah Jessica
Os pés marcados não devem ser apenas uma preocupação estética. “Pode ser a ‘ponta do iceberg’ das varizes. Por isso, diante de um caso como esse, solicitamos um ultrassom com Doppler para ver como está a circulação. Às vezes o problema só é visível naquela região, mas pode estar em toda a perna”, diz Angotti.
Além das veias salientes, as varizes apresentam sintomas como cansaço, sensação de peso nas pernas, câimbra e queimação, que costumam piorar no período menstrual.
vasos e varizes“
Além da genética, outros fatores são desencadeantes das varizes: elevado número de gestações, trabalhar muito tempo em pé ou sentada e não fazer uma atividade física regular”, alerta Aguiar.
Em relação ao tratamento, se forem apenas vasinhos superficiais, eles são facilmente eliminados por meio de uma técnica chamada escleroterapia. Um líquido é injetado através de agulhas extremamente finas, dentro do vasinho, com a intenção de provocar uma inflamação da parede - esta inflamação destruiria a veia, transformando-a em uma cicatriz imperceptível.
Para os casos de varizes, dependendo do calibre das veias, os tratamentos podem ser a escleroterapia com espuma (feito em consultório, o procedimento é rápido e não impede as atividades diárias); laser (que destrói a veia por calor) e cirurgia (para casos de veias mais largas).
Para evitar os problemas das veias salientes e das varizes, os médicos recomendam evitar a obesidade, criar o hábito de elevar as pernas por alguns minutos diariamente (especialmente se você trabalha muito tempo de pé ou sentada) e, principalmente, incorporar os exercícios no dia a dia. “Se você praticar atividade física regular vai dificultar o aparecimento de varizes”, finaliza Aguiar.



Quimioterapia durante a gravidez é segura, diz estudo

Pesquisa sugere que induzir o parto prematuro é mais arriscado para o bebê do que o tratamento quimioterápico em si
Tratar grávidas com câncer com drogas quimioterápicas fortes parece não fazer mal os bebês, mas antecipar o parto para evitar submetê-los à quimioterapia faz, de acordo com um estudo feito por especialistas em câncer.
Os cientistas que estudaram a saúde e o desenvolvimento mental de crianças nascidas de mães que fizeram tratamentos contra o câncer durante a gravidez constataram que eles não foram afetados pela quimioterapia, mas foram prejudicados se nasceram prematuros, seja naturalmente ou por indução.
“Os dados sugerem que as crianças sofrem mais com a prematuridade do que com a quimioterapia pré-natal”, disse Frederic Amant, oncologista ginecológico do Hospital da Universidade de Leuven, na Bélgica, que liderou a pesquisa e apresentou suas descobertas no Congresso Europeu Multidisciplinar de Câncer (EMCC), em Estocolmo, na Suécia.
Segundo ele, os resultados mostram que não há necessidade de grávidas com câncer se submeterem a abortos ou atrasarem o tratamento quimioterápico para após o primeiro trimestre de gestação, mas ressaltou que os médicos devem evitar induzir o nascimento precoce, se possível.
Estima-se que 2.500 a 5.000 mulheres grávidas na Europa são diagnosticadas com câncer a cada ano – um diagnóstico que é duplamente traumático, pois as futuras mães temem que tanto a doença quanto o tratamento possam prejudicar o bebê.
Amant disse que em sua experiência, muitas mulheres decidem interromper a gravidez porque não sabem dos riscos do tratamento de câncer para o feto, mas presumem que é prejudicial. Médicos, também, muitas vezes aconselham suas pacientes a adiar o tratamento de câncer ou induzir o parto mais cedo – geralmente em torno de 32 semanas de gestação, disse ele.
Mas, de acordo com as descobertas do especialista, o conselho é descabido se a quimioterapia é dada após as primeiras 12 a 14 semanas de gravidez. Apenas uma fração desses medicamentos atravessa a placenta e chega ao feto, Amant disse, e as drogas parecem não ter impactos no desenvolvimento dos bebês.
Entre as 70 crianças nascidas a partir de 68 gestações no estudo, cerca de dois terços foram entregues antes de 37 semanas de gestação. A equipe de Amant constatou que as taxas e tipos de defeitos congênitos entre os bebês foram semelhantes às da população em geral, assim como saúde, crescimento e desenvolvimento. Os pesquisadores também não encontraram anormalidades cardíacas.
O que o grupo descobriu foi: enquanto o desenvolvimento cognitivo – medido por escores como o quociente de inteligência (QI) e testes comportamentais – estava na faixa normal para a maioria das crianças, os que tinham QI abaixo do normal foram principalmente aqueles que nasceram prematuramente.
É já sabido que os bebês nascidos muito cedo têm um risco maior de desenvolver dificuldades de aprendizagem, e estudos recentes mostraram também que as crianças nascidas até 1 ou 2 semanas antes do período normal de gestação (40 semanas) também são mais propensos a desenvolver dificuldades de aprendizagem.
Amant ressaltou que porque o número de mulheres neste estudo foi pequeno e o tempo de acompanhamento foi relativamente curto – ele e a equipe planejam estudar um número maior de mulheres por mais tempo em pesquisas futuras.
"Neste estágio não sabemos exatamente as consequências a longo prazo da quimioterapia pré-natal, incluindo seu efeito sobre a fertilidade dessas crianças e probabilidade delas desenvolverem câncer quando forem mais velhas", disse o médico.






Cardápio de domingo: salmão

Onze receitas com o saboroso pescado que é muito mais do que recheio de sushis
Espécie migratória de águas frias, o salmão pode ser consumido cru, defumado, assado, marinado, grelhado inteiro, em postas ou filés. Rico em ômega 3, compõe uma dieta que fortalece o coração. Mas não estamos falando de temakis e niguiris para o domingo. Na seleção de receitas do iG Comida, o saboroso pescado aparece escoltando massas, recheando sanduíches e bolinhos e até na sopa. Pesque a sua combinação preferida de ingredientes e bom apetite!


Salmão defumado dá um up grade ao sanduíche, receita boa para lanchinhos a qualquer hora do dia


Salada com lascas de salmão é opção leve para abrir ou acompanhar a refeição
Salmão com legumes coberto por molho de tomate caseiro

Número de acidentes aéreos no Brasil é o maior em dez anos

Mesmo sem grandes tragédias, quedas causaram uma morte a cada quatro dias. Especialistas apontam falta de preparo dos novatos
O número de acidentes aéreos registrados no Brasil nos oito primeiros meses de 2011 é o maior no período nos últimos dez anos, conforme relatório do mês de setembro do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB). Somente em comparação com o ano passado, houve um crescimento de 60%.
Avião pega fogo após queda em Cotia, São Paulo, em setembro
De janeiro a agosto, foram registrados 103 acidentes aéreos em todo o Brasil (84% com aviões e o restante com helicópteros). Média de 12 por mês ou um a cada 60 horas. Nos oito primeiros meses de 2010, o Cenipa registrou 64 casos – um a cada 90 horas. O número de ocorrências registradas pelo Cenipa nos oito primeiros meses de 2011 supera em 35% a média anual dos últimos dez anos (76,1 acidentes/ano) e é maior que o registrado durante o ano todo entre 2001 e 2008.
Além disso, nos oito primeiros meses, 2011 já contabilizou 91% dos acidentes aéreos ocorridos nos doze meses de 2009, atual recordista em acidentes nos últimos anos.
A tendência é que o próximo relatório já aponte um recorde anual no volume de acidentes aéreos no Brasil. Apenas em setembro, o iG contabilizou sete quedas de aeronaves em cinco Estados (duas no Pará, duas em Goiás, uma em São Paulo, outra no Rio de Janeiro e outra no Paraná) com seis mortes. Também em setembro, dois aviões estacionados em São Paulo pegaram fogo e uma outra aeronave perdeu parte da fuselagem em Goiás.
Especialistas apontam fundamentalmente dois fatores que contribuíram para o crescimento do número de acidentes aéreos no país. Falhas no preparo de novos pilotos e um tráfego aéreo mais intenso no país.
O instrutor Jefferson Fragoso, formado pelo Cenipa, afirma que a extinção do Departamento de Aviação Civil (DAC), que foi incorporado à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), por exemplo, fragilizou o processo de treinamento de novos pilotos na aviação geral. “Existe um alto custo para investimentos em simuladores de voo no Brasil. Na aviação comercial, existem estímulos para se arcar com esse investimento. Na aviação geral, não há essa facilidade”, declarou Fragoso. “80% dos acidentes aéreos contam com algum fator humano”, complementou.
Somente na última semana, ocorreram três acidentes aéreos. Dois deles em um mesmo dia. Na quinta-feira (29), em Santarém, cidade distante 1.520 quilômetros de Belém, um monomotor caiu e duas pessoas morreram. Entre elas, o proprietário do avião. Horas depois, em Anápolis, Goiás, uma das portas a de um monomotor se desprendeu, caiu e atingiu uma residência. Três dias antes, também no Pará, um helicóptero do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) caiu sobre uma residência em Itaituba, a 887 quilômetros da capital do Estado.
Acidentes aéreos no Brasil Acidentes Mortes

Ano
2001 73 78
2002 63 69
2003 70 67
2004 63 80
2005 58 36
2006 70 210
2007 102 271
2008 109 57
2009 113 65
2010 110 39
2011 - só até agosto 103 70
“O aumento dos movimentos aéreos vem acontecendo em todos os setores da aviação civil brasileira, o que reflete uma maior exposição ao risco”, afirmou ao iG em julho, Carlos Eduardo Pellegrino, diretor de operações de aeronaves da Anac. Em números, nos oito primeiros meses de 2011, houve um crescimento de 18,7% no fluxo de passageiros em todos os aeroportos do país.
Mortes
Apesar de 2011 não ser um ano com registro de grandes tragédias - como a queda do Boeing-737 da Gol em setembro de 2006 e que resultou na morte de 154 pessoas e o acidente com o Airbus A-320 da TAM, em julho de 2007 em Congonhas, com 162 vítimas - 70 pessoas já morreram em acidentes aéreos ocorridos nos oito primeiros meses deste ano. Uma média aproximada de uma vítima a cada quatro dias.
Pelos dados do Cenipa, nos últimos dez anos, esse é o quinto em número de mortes e o terceiro se forem excluídos 2007 e 2008, quando ocorreram duas das maiores catástrofes da aviação civil brasileira. A quantidade de mortes no espaço aéreo brasileiro nos oito primeiros meses de 2011 aumentou 80% em comparação com todos os doze meses do ano passado.
A maior tragédia na aviação civil esse ano ocorreu em Pernambuco, quando 16 pessoas morreram após a queda de um bimotor nas proximidades da praia de Boa Viagem, em Recife. Além destes, também ocorreram em 2011 acidentes parecidos em Manaus, quando sete pessoas morreram na decolagem de um avião de pequeno porte. Em Santa Catarina, oito pessoas morreram em um acidente com um avião da Força Aérea Brasileira.
Os dados também apontam uma maior interiorização dos acidentes aéreos no país. Hoje, uma boa parte das ocorrências são registradas fora das capitais brasileiras. Nos últimos cinco dias, por exemplo, os três incidentes aéreos ocorreram no interior dos estados do Pará e Goiás.



sábado, 1 de outubro de 2011

Ele emocional, ela racional

Casal desconstrói a ideia de que mulheres são extremamente sentimentais e os homens todos iguais
Depois de dez anos de namoro, Giovana Batistella, 30 anos, e Robson Raineri, 40, resolveram se casar. Para ela, uma ida rápida ao cartório oficializaria a união de forma prática. Mas ele, romântico confesso, queria uma cerimônia de troca de alianças grandiosa, com a noiva chegando de helicóptero no local do casamento, um sítio. Depois de muita conversa, ela convenceu o namorado a deixar de lado a ideia da aeronave, optando ambos por uma subida ao altar mais convencional. Assim, o casamento foi marcado para o final de 2012.
O casal evidencia transformações sociais das últimas décadas, que amplia as possibilidades comportamentais para homens e mulheres – e sem dedos apontados. “Estamos caminhando para uma sociedade mais igualitária na expressão e na busca do equilíbrio entre os gêneros”, analisa a psicóloga e terapeuta de casais Margarete A. Volpi, explicando que a maneira de uma pessoa se comportar não está necessariamente ligada ao sexo dela.
De alguma forma, os casais que invertem os papéis tradicionais colocam em xeque a teoria propagandeada pelo best-seller de autoajuda “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus” (Editora Rocco). Com mais de 40 milhões de exemplares vendidos no mundo todo, o livro escrito pelo terapeuta John Gray generaliza ao dizer que eles e elas são diferentes em tudo, inclusive no jeito de amar. Na obra, homens são descritos como objetivos e menos afeitos a demonstrar seus sentimentos. Já as mulheres se comportam de forma oposta, sendo mais emocionais e afetivas. Talvez as características essencialmente femininas e masculinas sejam mesmo essas, mas na vida real os personagens não são tão óbvios assim.

Cérebro pode ter sexo diferente do corporal
Qual é o sexo do seu cérebro? Descubra aqui
Robson, por exemplo, faz questão de demostrar seu afeto, inclusive com gestos grandiosos, como levar a namorada para Nova York só para surpreendê-la com um pedido de casamento em plena Estátua da Liberdade. “Eu não tenho vergonha de demonstrar meus sentimentos. Não me importo com o que os outros vão achar”, diz o empresário. Giovana também contraria a tese de Gray. “Eu não consigo ser muito pegajosa, eu não sou muito romântica, de ficar de grude toda hora. Eu não consigo ser assim, eu sou mais realista”, conta.
A psicóloga e hipnoterapeuta Viviane Scarpelo acredita que a independência feminina e a diminuição dos preconceitos estimularam formas mais autênticas de agir. “Num aspecto geral, homens e mulheres sentem-se livres atualmente para viverem da maneira que consideram mais confortável e até mesmo mais saudável. Não existe uma receita de casal e família perfeitos”, avalia.
Cérebros trocados
Não é de hoje que a neuropsicologista inglesa Anne Moir defende que o sexo cerebral pode não ser igual ao do corpo. De acordo com sua hipótese científica, homens mais emocionais poderiam ter o cérebro feminino, e mulheres mais racionais, o cérebro masculino. Essa diferenciação neurológica supostamente ocorreria antes de virmos ao mundo, durante a gestação, devido ao nível de exposição dos bebês ao hormônio testosterona.
“Na gravidez, quanto mais o feto é exposto à testosterona, mais o cérebro dele se organizará como masculino, quanto menos ele é exposto ao hormônio, mais feminino será o cérebro”, esclarece Anne sobre a ação da substância hormonal produzida pelo homem, mas também presente no corpo da mulher. A neuropsicologista criou até um teste para que qualquer um possa ter pistas sobre a tendência de seu sexo cerebral.
Diferenças que se completam
As diferenças geralmente são benéficas para uma relação, desenvolvendo um bom equilíbrio. “Os casais se formam exatamente porque um vê o outro como um espelho, no qual enxerga características similares. Mas há também a necessidade de encontrar no companheiro elementos que faltam na gente, que nos completam”, aponta Viviane. A especialista ressalta ainda que as necessidades do dia a dia é que vão determinando o comportamento dos parceiros e a dinâmica do relacionamento. “Cada casal constrói o seu próprio DNA, que determina e se ajusta de acordo com as transformações naturais da vida em comum”, complementa Margarete.





19 praias que valem uma caminhada

Isoladas por trilhas, nem sempre muito fáceis, praias paradisíacas garantem um contato único com a natureza
Elas têm charme e estão praticamente intocadas. Mas, como donzelas nobres e exigentes, algumas das praias mais belas do Brasil requerem do pretendente uma prova de amor.
O sacrifício, interessante em seus mistérios e pequenas dificuldades, vale a pena: após alguns minutos de trilha pela mata, elas se descortinam em surpresas magníficas.
Para facilitar a corte, o iG Turismo listou 19 dessas belezas naturais que se escondem por detrás de matas e montes. Chegar até elas é apenas uma questão de fôlego ou inspiração.
SANTA CATARINA



1 – Praia do Gravatá, em Laguna
Praia do Gravatá, em Laguna
Acesso: trilha a partir da comunidade pesqueira de Ponta da Barra ou pela Praia do Tamborete
Duração da caminhada: 20 minutos
Ao percorrer a belíssima trilha que leva à Praia de Gravatá, o banhista pode encontrar frutos do butiá – símbolo de Laguna. Chegando ao destino, basta relaxar com o visual de sua enseada de 700 metros de extensão. Queridinha dos surfistas, é praticamente deserta.
2 – Praia Vermelha, em Garopaba
Acesso: a partir da Praia do Rosa, dando a volta no costão Ouvidor
Duração da caminhada: 1 hora
A caminhada que leva à Praia Vermelha é realmente inspiradora por sua vista panorâmica. Por esse motivo, muitos surfistas não se importam em andar quase uma hora para chegar lá. Além disso, são presenteados com ondas perfeitas de seu mar agitado.



3 – Praia do Saquinho, em Florianópolis
Praia do Saquinho, em Florianópolis
Acesso: a partir da Praia da Solidão ou pela Praia dos Naufragados
Duração da caminhada: 40 minutos
A Praia do Saquinho é completamente rústica, sem bares ou qualquer outro serviço ao banhista, além de não ter energia elétrica ou água encanada para a pequena comunidade, que literalmente se esconde na Mata Atlântica. Ali, o mar é perigoso, portanto toda atenção é necessária. Relaxar, no entanto, pode não depender apenas das águas. O visual compensa, com pedras, areia muito clara e mar azul.

4 – Praia Triste, em Bombinhas
Acesso: trilha da Costeira de Zimbros, a partir da Praia da Lagoa
Duração da caminhada: 20 minutos
As águas calmas e tranquilas não são tristes, embora o nome da praia remeta a algo bucólico e, afinal, deserto. Cristalino, o mar convida ao mergulho. No meio da mata há ainda uma cachoeira.
SÃO PAULO
5 – Pitangueiras, em São Sebastião
Acesso: Rod. Prestes Maia – SP-055/BR-101 Rio-Santos) km 131
Duração da caminhada: 10 minutos
É preciso caminhar uns dez minutos para chegar à pequena praia, depois de estacionar o carro em alguma picada de mato ou na própria estrada. A boa notícia é que o guarda-sol pode ficar em casa: grandes árvores fazem a sombra dos poucos visitantes que chegam ali. Pouco recuada, economiza os passos até a água. Tem areias fofas e claras. O mar é muito calmo e protegido – um convite a visitantes de todas as idades.



6 - Praia Branca, no Guarujá
Prainha Branca, no Guarujá
Acesso: ao lado da travessia de balsas Guarujá-Bertioga
Duração da caminhada: 20 minutos
Esta grande praia (tem mais de 1.300 metros de extensão) consegue ficar escondida no fim da estrada para Bertioga, próxima à balsa. Faz parte da reserva ambiental da Serra do Guararu. Para chegar até ela o banhista deve caminhar durante 20 minutos por uma trilha fácil e bem estruturada, ornamentada naturalmente por árvores e o canto de pássaros.
Apesar de isolada, possui bares que garantem uma infraestrutura menos selvagem. Quando a maré está baixa, uma pequena ilha pode ser acessada a pé. Suas ondas, no entanto, podem ser traiçoeiras se a maré estiver alta.
O destino é ponto de partida para outras trilhas que levam a verdadeiras pérolas naturais da região, como a trilha do Camburizinho (ela presenteia o banhista com o cenário de um rio que deságua no mar).



7 - Praia do Cedro, em Ubatuba
Praia do Cedro, em Ubatuba
Acesso: estrada de terra que começa na Praia Vermelha e vai até o Farol da Ponta Grossa
Duração da caminhada: 20 minutos
Localizada na Enseada do Mar Virado. Praticamente intocada e bela, com suas calmas águas transparentes e rochas. É pequena, com grande recuo de areias claras. Para chegar até ela, é preciso primeiro encarar uma estrada de terra com carro e depois caminhar durante 20 minutos.
RIO DE JANEIRO
8 - Praia Azeda, em Búzios
Acesso: trilha a partir da Praia dos Ossos
Duração da caminhada: 15 minutos
Situada entre a Praia dos Ossos e a Praia de João Fernandes, a Azeda faz parte de uma área de proteção ambiental. Essa pequena enseada é especialmente boa para o banho e o mergulho, pois piscinas naturais se formam com águas cristalinas e mornas. O nome da praia remete à cor do mar, verde-limão. Do lado direito da praia, um pequeno caminho perto das pedras leva à sua irmã, a Praia Azedinha. Barcos podem eventualmente oferecer bebidas e alugar cadeiras e guarda-sóis, mas, de forma geral, ambas são bastante rústicas.



9 – Praia do Sossego, em Niteroi
Praia do Sossego, em Niterói
Acesso: pela Praia de Piratininga, perto do Costão
Duração da caminhada: 50 minutos
Situada na Região Oceânica de Niteroi, entre Piratininga e Camboinhas, tem apenas 50 metros de extensão, mas encanta por ser a única faixa litorânea sem habitações na cidade – preservando a atmosfera selvagem. Suas areias são quase brancas e as águas transparentes. A maioria dos visitantes chega de iate, em parte porque a trilha que conduz até ela não é bem sinalizada.



10 – Praia do Cachadaço, em Paraty
Praia do Cachadaço, em Paraty
Acesso: trilha a partir do canto direito da Praia do Meio
Duração da caminhada: 30 minutos
Além de tornar a praia belíssima, as pedras vulcânicas que despontam na Cachadaço represam água esverdeada do mar para formar uma grande piscina natural que abriga diversos peixes (a dica é levar o snorkel). Suas areais são finas e claras. Embora seja uma pequena enseada, alguns trechos do mar podem ser perigosos: há redemoinhos e buracos.
11 – Praia do Tanguazinho , em Angra dos Reis
Acesso: trilha a partir da Estrada do Contorno, no Saco do Tanguazinho
Duração da caminhada: 5 minutos
Águas esverdeadas e cristalinas contrastam com a areia branca, presenteando os banhistas que se aventuram pela rústica trilha guiada por uma escada feita de troncos. A vegetação que a cerca é densa, com muitas palmeiras.



12 – Praia do Forno, em Arraial do Cabo
Praia do Forno, em Arraial do Cabo
Acesso: trilha parte do Porto do Forno
Duração da caminhada: 20 minutos
Mata preservada, águas cristalinas, mornas (por isso o nome) e esverdeadas compõem o cenário exuberante desta praia de 500 metros de extensão, indicada para mergulho e pesca submarina. A profundidade média da água é de dois metros, com visibilidade de mais de 15 metros. Pedras desenham seus cantos e asseguram uma grande diversidade de peixes. Embora muitos prefiram chegar até ela de barco, a trilha é bonita e presenteia o banhista com uma vista única da região.
ESPÍRITO SANTO
13 – Praia Ponta do Aghá, em Piúma
Acesso: em meio às rochas, a partir da Praia Maria-Neném
Duração da caminhada: 10 minutos
Pequena, deserta, com areais claras e ondas fracas – apesar de suas águas fundas e com pedras. Seu visual é enriquecido pelo Monte do Aghá, símbolo do município, composto por rochas de 300 metros de altura. Pode ser escalado.



14 – Praia dos Padres , em Guarapari
Praia Ponta dos Padres, em Guarapari
Acesso: trilha a partir da Praia da Bacutia
Duração da caminhada: 5 minutos
Escondida atrás de um pequeno morro verde enfeitado por palmeiras, é pouco frequentada. Tem areias escuras e água calma e esverdeada. Árvores fornecem a sombra necessária e as rochas que adornam os cantos da praia compõem o cenário perfeito para uma foto.
BAHIA



15 – Praia do Moreira, em Cumuruxatiba
Praia do Moreira, em Cumuruxatiba
Acesso: por uma fazenda no trecho da Costa das Baleias, a 8 km ao Norte do centro
Duração da caminhada: 5 minutos
Coqueiros, areia clara e água morna fazem da pequena enseada o destino ideal para quem procura um refúgio deserto. Na maré baixa, grandes piscinas naturais se formam nos arrecifes, exibindo uma colorida vida marinha. Por sua atmosfera romântica, também é conhecida como “Praia dos Namorados”.
16 – Praia do Rio Verde, em Trancoso
Acesso: pela Praia dos Coqueiros, à direita do Quadrado
Duração da caminhada: 15 minutos
Badalada, atrai surfistas e adeptas do topless. Mesmo assim, consegue manter alguns redutos de calmaria para quem deseja apenas apreciar seu bonito cenário de coqueiros e mata virgem. Perto da orla há o Rio Verde, onde o banho de água doce é mais do que recomendado. Também conhecida como “Praia da Pedra Grande”, concentra algumas pousadas e barracas charmosas. Embora seja uma praia aberta, suas águas esverdeadas são calmas e propícias ao banho.
17 – Praia Cova da Onça, na Ilha de Boipeba
Acesso: trilha a partir da praia da Ponta dos Castelhanos
Duração da caminhada: 3 horas
Situada em uma pequena vila de pescadores, tem águas escuras em função dos manguezais ao redor. Mesmo assim, vale o esforço: é a mais deserta do extremo Sul da ilha. Seu nome remete à gruta que teria, conforme as lendas, servido de esconderijo a jesuítas que fugiam dos ataques indígenas comuns durante a época da colonização. É muito procurada para a caça submarina. Na maré baixa, exibe bancos de areia que dão mais charme ao local. A trilha que leva até ela encanta com suas árvores frutíferas.
PERNAMBUCO
18 – Praia de Gravatá, em São José da Coroa Grande
Acesso: trilha a partir do povoado de Abreu do Una
Duração da caminhada: 30 minutos
Semideserta, é considerada uma das melhores praias do litoral nordestino para a prática de pesca submarina. Alguns veranistas aproveitam seu isolamento para praticar nudismo, embora o local não seja liberado oficialmente para isso. Coqueiros, águas claras e calmas e areia branca compõem o belo visual. Na maré baixa, bancos de areia surgem e o mar fica distante. Recifes formam piscinas naturais. São 700 metros de extensão.
RIO GRANDE DO NORTE
19 – Praia dos Tourinhos, em São Miguel do Gostoso
Acesso: a partir do povoado ou Praia do Reduto
Duração da caminhada: 40 minutos
Considerada por muitos uma das praias mais bonitas do Brasil, a Praia de Tourinhos é praticamente deserta. Suas águas são calmas, mas quando a maré sobe, os recifes espirram fortes jatos d’água que são um espetáculo à parte. Seu pôr-do-sol também é famoso. Mas são as formações rochosas de dunas petrificadas há mais de 2 mil anos, com formatos semelhante a rebanhos de touros, que dão nome à praia e impressionam os turistas. Foi refúgio de holandeses no século 17.



Professor de Direito mata aluna no Distrito Federal

Atirou três vezes na estudante por não aceitar fim do relacionamento entre eles. Depois, rodou com o corpo por horas e se entregou
Um professor do curso de Direito do Centro Universitário de Brasília (Uniceub) matou uma aluna em Brasília nesta sexta-feira. Suênia Sousa Faria, de 24 anos, cursava o 7º semestre e levou dois tiros na cabeça e um no tórax. Os dois haviam tido um caso quando a jovem estava separada do marido, com quem reatou há cerca de dois meses.
O professor Rendrik Vieira Rodrigues, 35, abordou Suênia por volta das 13h30, quando ela saía da faculdade, e entrou no carro com ela. Depois de atirar contra a estudante, ele rodou por horas com o corpo dentro do carro. Ele se entregou à 27ª Delegacia de Polícia no Recanto das Emas, cidade-satélite distante 26 quilômetros de Brasília.
Segundo a polícia, o professor não aceitava o fim do relacionamento e a ameaçava de morte desde o rompimento. Rendrik usou uma pistola .380 para matar a vítima. Ele jogou a arma fora.



Mais de 1 bilhão de pessoas já acessam internet do celular, diz Google

Segundo pesquisa, 91% dos usuários usam smartphones para fazer buscas, 84% utilizam aplicativos e 81% checam e-mails
Cerca de 1 bilhão de pessoas já acessam a internet desde seus telefones celulares, ou seja, 20% das cinco bilhões que têm um aparelho em todo o mundo, segundo um estudo do Google.
O relatório da companhia americana também destaca que o momento em que os usuários mais utilizam a conexão à internet é quando estão em casa (93% dos participantes da pesquisa) ou se deslocando (76% das respostas).
Os consumidores usam seus smartphones sobretudo para fazer buscas na rede (91% dos casos), para utilizar aplicativos (84%) e checar seus e-mails (81%).
Dos usuários, 43% afirmaram que acessam todos os dias as redes sociais através de seus celulares e 20% asseguraram que diariamente veem vídeos nestes dispositivos.