sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O que a autoestima pode fazer por você


Conversamos com especialistas para saber o que uma boa autoestima pode fazer por você no trabalho, casamento ou até em uma balada

Autoestima: valorização e cuidado consigo mesma
"Ela é mais espontânea, corre mais riscos, fracassa mas tenta de novo. É mais aberta ao debate, aceita críticas com segurança e cresce com elas, porque não as leva para o lado pessoal". Estas são algumas características de uma pessoa com boa autoestima, segundo a psicóloga Ana Maria Rossi, doutora em Psicologia Clínica e Comunicação Verbal e autora do livro "101 Maneiras de Viver Melhor". Não é difícil concluir que, no ambiente de trabalho, o felizardo que reúne todas estas características será o primeiro da fila para uma promoção. Quem tem boa autoestima é mais confiante, tende a se expor mais e ter mais presença. Na hora da promoção, será mais lembrada do que uma colega amuada ou que não costuma defender seu próprio ponto de vista.
No casamento
Sabe aquela famosa pergunta "se você não se valoriza, quem é que vai te valorizar?". Nada mais verdadeiro. "A autoestima significa a valorização e o cuidado consigo mesmo", explica Daniella Marques, psicóloga do Setor de Gerenciamento em Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Quem tem a autoestima lá em cima estimula a valorização do parceiro - recebendo inclusive mais elogios e estímulos positivos. Mulheres que cuidam bem de sua autoestima também têm mais coragem de ousar e de mudar quando é preciso. "Quem tem a autoestima elevada consegue analisar o custo-beneficio de uma relação e não precisa de aprovação ou validação dos outros", completa Ana Maria. Portanto, não fica presa a um relacionamento em ruínas.

Na relação com seus filhos
Ser mãe significa saber dizer "não" em boa parte do tempo. Mulheres sem autoconfiança podem enfrentar crises de culpa a cada vez que negam um desejo do filho - o que não é bom para ela, nem para a criança. "Pessoas com mais autoestima se tornam mais disponíveis para lidar com dificuldades e fatores externos e têm mais tolerância para situações de estresse", diz Ana Maria. "Fica mais fácil exercer o papel materno sem se descabelar", completa.

Na balada
Ao conhecer gente nova, você se retrai ou é realmente aberta e confiante? "Uma pessoa que assume as próprias imperfeições e defende suas posições e crenças passa para outras pessoas o que ela realmente é", explica Daniella. "Isso torna a pessoa naturalmente mais receptiva". Indivíduos com a autoestima elevada conseguem ser realmente abertos para novas amizades - e, quem sabe, relacionamentos futuros. No quesito beleza, ela também ajuda muito: se você chegar em uma festa se sentindo bonita, com autoestima de sobra, as pessoas também vão achar você ótima - vale mais do que a roupa certa ou o corte de cabelo do momento.  

Com as amigas
Quem não gosta de estar perto de alguém confiante? A autoestima faz com que as pessoas lidem com os obstáculos como se fossem desafios, e não problemas intransponíveis. Gente disposta e capaz de resolver um drama é sempre boa companhia, como explica Gisela Rao, escritora e autora do blogVigilantes da Autoestima. "O bacana de uma amiga com a autoestima lá em cima é que ela nos ajuda a sair das frias e nos arranca do papel de vítimas que adoramos fazer. Ela não fica fazendo listas de infelicidades e geralmente topa ir em todos os lugares que propomos, porque não vai achar que está gorda, feia ou que não tem roupa", brinca. E aponta na mosca o que torna as pessoas que estão de bem consigo mesmas companhias tão agradáveis. "Amiga com autoestima fica nos validando, ou seja: aponta em nós o que temos de melhor em nós mesmas e que nem imaginávamos".

E o excesso, faz mal?
Segundo a psicóloga Ana Maria Rossi, ao contrário do que muita gente imagina, não existe a armadilha do "excesso de autoestima". O que é visto como excesso de autoestima - arrogância, narcisismo ou egoísmo - são, na opinião da psicóloga, justamente o oposto: a falta dela. "A pessoa que precisa depreciar os outros o tempo todo para se valorizar faz isso por falta de autoestima, mascarada pela arrogância", diz. "Dizer que alguém tem problema por excesso de autoestima é como falar que fulano está doente por 'excesso de saúde'", finaliza.

Quem é feliz vive mais, indica estudo


A doença faz você se sentir menos feliz ou a felicidade protege contra doenças?
Um novo estudo mostra que adultos mais velhos que se consideravam felizes viveram mais do que outros que estavam menos contentes com suas vidas. "O estudo aponta para uma ligação fascinante entre a forma como nos sentimos felizes no nosso dia-a-dia e a sobrevivência", disse Andrew Steptoe, diretor da Divisão de Saúde da População da University College London e autor da pesquisa.
Os autores do estudo também descobriram que altos níveis de emoções negativas, como a ansiedade, não significam a perda de alguns anos de vida. Os pesquisadores acreditam que felicidade tenha conexão com saúde, mas admitem que a pesquisa não fornece provas sobre isso. O desafio, a partir de agora, é descobrir os mecanismos específicos que as conectam. “A doença faz você se sentir menos feliz ou a felicidade protege contra doenças? Esta pesquisa é sobre a segunda possibilidade”, disse Steptoe.
Embora não haja provas sobre a relação de felicidade e longevidade, a mensagem para levar para casa é bastante clara, segundo Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia da Universidade da Califórnia. “A sugestão irresistível é que devemos trabalhar duro para aumentar as emoções positivas em nossas vidas diariamente”, disse.
Emoções positivas e negativas
O estudo, que foi publicado em outubro na Proceedings of the National Academy of Sciences, ouviu 3.850 pessoas com idades entre 52 e 79 anos. Foi pedido que elas descrevessem seus sentimentos - felicidade, entusiasmo, preocupação, ansiedade ou medo - quatro vezes durante um período de 24 horas. Os voluntários estavam participando de um estudo sobre o envelhecimento.

O objetivo dos pesquisadores foi monitorar o que é conhecido como "efeito positivo" e "efeito negativo". Efeito positivo é um termo abrangente que se refere a emoções positivas, como paz, felicidade e empolgação. Efeito negativo é o oposto - a ansiedade, por exemplo.
Em seguida, os pesquisadores acompanharam os participantes para ver quantas pessoas morreram durante os cinco anos seguintes. Mais de 7% das pessoas que relataram o menor nível de felicidade morreram. Em comparação, apenas 3,6% das pessoas que se declararam com o maior nível de felicidade faleceram.

Mesmo levando em consideração fatores como renda, sexo e saúde, os pesquisadores concluíram que os que se declararam mais felizes tinham 35% menos chance de morrer do que aqueles que se diziam menos felizes. Os estudiosos questionaram o fato do efeito negativo estar relacionado ao tempo de vida mais curto das pessoas declaradamente menos felizes. “Um dos motivos parece ser que sentir-se deprimido estava ligado a ter uma doença pré-existente”, disse Steptoe.
A pesquisa focou em mortes de maneira geral sem levar em consideração causas específicas como, por exemplo, câncer. Além disso, os pesquisadores avaliaram apenas o bem-estar em um período de 24 horas e não consideraram os fatores de risco individuais, tais como a obesidade.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A prática nem sempre leva à perfeição, diz estudo


Praticar bastante é essencial para se atingir a excelência em uma habilidade específica. Mas isso não é tudo

Pesquisadores estudam como a prática afeta o desempenho dos jogadores de xadrez
Para se tornar verdadeiramente bom em alguma atividade algumas qualidades devem ser consideradas, como, por exemplo , o QI ou a memória de trabalho. Pelo menos é o que sugerem pesquisadores que estudaram como a prática afetava o sucesso de jogadores de xadrez.
Para o estudo, publicado na edição de outubro da revista Current Directions in Psychological Science, os pesquisadores também consideraram pesquisas anteriores e notaram que nem a prática mais difícil nem a mais longa compensam a falta de outras características importantes que são relevantes para uma determinada atividade.
Os autores do estudo apontam que existe uma crença de que as pessoas serão melhores em áreas como esporte, música ou xadrez se praticarem muito, mas eles discordam dessa visão. “Não é bem assim. Se considerarmos pessoas que são excelentes em alguma atividade, muitas praticaram por três mil horas enquanto outras treinaram por 30 mil horas para atingirem o mesmo nível. E ainda há pessoas que praticaram mais de 30 mil horas e não conseguiram isso ", afirma Guillermo Campitelli, pesquisador da Edith Cowan University, em Joondalup, Austrália.

Música e xadrez
Ao pesquisar estudos prévios sobre como a prática afeta músicos, Campitelli e seu parceiro de estudo se deram conta de que músicos melhores em leitura de pauta sem estudo prévio da mesma têm uma memória de trabalho melhor, e a habilidade de manter informações relevantes ativas na mente.

Quando se trata de xadrez, no entanto, as qualidades que ajudam alguns jogadores a se tornarem os melhores ainda não foram identificadas, embora os pesquisadores sugiram que os jogadores de xadrez possam ter um alto QI mais alto do que a população em geral.
Os pesquisadores também descobriram que 82% dos jogadores adultos são destros, em comparação a 90% da população em geral. Eles afirmam que isso poderia sinalizar uma discrepância no desenvolvimento do cérebro que melhora a habilidade espacial em algumas pessoas permitindo que elas sejam ótimas jogadoras de xadrez.

Britânico dava esteroides para mulher se sentir feia e ficar em casa


Britânico admitiu em tribunal ter ministrado esteroides para sua mulher para fazê-la sentir-se gorda

Drogas fizeram mulher desenvolver pelos no rosto e costas; objetivo do marido era desencorajá-la a sair de casa e trabalharUm britânico admitiu em tribunal ter ministrado esteroides para sua mulher com o objetivo de fazê-la sentir-se gorda e preferir ficar em casa, cuidando da família em vez de trabalhar, segundo a imprensa local.

"Você fez isso para que ela desistisse de seu emprego, ganhasse peso e ficasse em casa, dependente de você", disse o juiz, ao ler a sentença.Segundo jornais ingleses, Dalwara Singh recebeu do tribunal da cidade inglesa de Leicester uma sentença de 12 meses de prisão com suspensão condicional, o que significa que ele não terá de cumprir a pena a não ser que cometa outra infração nos próximos dois anos.
As drogas que o marido deu secretamente para a esposa a fizeram desenvolver pelos no rosto e costas, além de causar coceiras e erupções em sua pele. Quando a esposa disse que precisava ver um médico, ele disse que ela estava se preocupando sem motivos.
Após semanas, uma filha adolescente do casal flagrou o pai amassando remédios e o plano foi descoberto. A vítima tomou as drogas entre novembro de 2010 e janeiro deste ano.
O casal está casado há 17 anos e tem um filho e uma filha, ambos adolescentes. O pai saiu de casa, tem acesso limitado a seus filhos e se diz "profundamente envergonhado".
Além da sentença suspensa, ele terá que frequentar aulas de um programa para combater abusos domésticos. Qualquer contato com sua esposa deve ser feito apenas por meio de advogados.

​​Salmão grelhado com tomates assados


INGREDIENTES

  • 4 filés de salmão (180 g cada)
  • 4 tomates médios cortados ao meio no sentido horizontal
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 8 galhos de tomilho despetalados
  • 4 dentes de alho fatiados finos
  • Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

MODO DE PREPARO

Aqueça o forno a 250°C (quente). Em uma assadeira arrume os tomates virados com as sementes para cima e tempere-os com sal e pimenta e regue com azeite. Junte os filés de salmão e espalhe o alho e o tomilho na assadeira. Leve ao forno por 10 minutos ou até o salmão ficar opaco e os tomates macios. 
Retire do forno, polvilhe pimenta moída na hora e sirva em seguida. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Trombose venosa profunda

Definição
A trombose venosa profunda é uma condição na qual um coágulo de sangue se forma em uma veia bem profunda do corpo.
Nomes alternativos
TVP, coágulos sanguíneos nas pernas, tromboembolismo, síndrome pós-flebítica, síndrome pós-trombótica
Causas, incidência e fatores de risco
A trombose venosa profunda (TVP) afeta principalmente as veias grandes no segmento inferior das pernas e das coxas.
O coágulo pode bloquear a circulação sanguínea e causar inchaço e dor. Quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, é chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.
Os coágulos de sangue podem se formar quando algo retarda ou altera o fluxo de sangue nas veias.

Coágulo sanguíneo
Os fatores de risco incluem:
Após um catéter de marca-passo ter sido passado através da veia na virilha
Repouso absoluto
Hábito de fumar
Fraturas na pélvis ou nas pernas
Parto nos últimos 6 meses
Insuficiência cardíaca
Medicamentos como estrogênio e pílulas anticoncepcionais
Obesidade
Cirurgia recente (especialmente cirurgia de quadril, joelho ou no aparelho reprodutor feminino)
Glóbulos sanguíneos demais sendo produzidos pela medula óssea (policitemia vera) fazendo com que o sangue fique mais denso e lento que o normal
Você também tem mais probabilidade de desenvolver TVP se você tiver alguma das seguintes condições:
Sangue que tem mais propensão de coagular (hipercoagulabilidade)
Câncer
Tomar estrogênios ou pílulas anticoncepcionais. Este risco é ainda maior se você fumar.
As TVPs são mais comuns em adultos com mais de 60 anos, mas podem ocorrer em qualquer idade.

Trombose venosa profunda, iliofemoral
Ficar sentado por períodos longos ao viajar pode aumentar o risco de TVPs. É mais provável quando um ou mais dos fatores de risco listados acima também estejam presentes.
Sintomas
Alterações na cor da pele (vermelhidão) em uma perna
Aumento de calor em uma perna
Dor em uma perna (ao ficar em pé e colocar todo o peso sobre esta perna)
Sensibilidade em uma perna
Pele que parece quente ao toque
Inchaço (edema) em uma perna
Exames e testes
Seu médico realizará um exame físico. O exame pode mostrar uma perna vermelha, inchada ou sensível.
Os seguintes testes podem ser feitos:
Exame de ultrassom com Doppler de um membro
Exame de sangue de dímero-D
Pletismografia das pernas
Raio X para mostrar as veias na área afetada (venografia)
Exames de sangue podem ser feitos para verificar se há mais chance de coagulação de sangue (hipercoagulabilidade). Esses testes incluem:
Resistência à proteína C ativada (verifica se há a mutação do fator V de Leiden)
Níveis de antitrombina III
Teste genético para procurar por mutações que tornem você mais suscetível a desenvolver coágulos de sangue, inclusive a mutação G20210A da protrombina
Anticorpos anticoagulantes ou antifosfolipídeos de lúpus
Níveis de proteína C e S
Triagem para coagulação intravascular disseminada (CIVD)
Tratamento
Seu médico receitará um medicamento para afinar seu sangue (chamado anticoagulante). Isso evitará que se formem mais coágulos ou que os antigos fiquem maiores. Essas drogas não podem dissolver coágulos existentes. A heparina é geralmente a primeira droga ministrada.
Se a heparina for ministrada por via intravenosa (IV), você deverá ficar no hospital.
Formas mais novas de heparina podem ser ministradas por injeção uma ou duas vezes por dia. É possível que você não precise ser hospitalizado, ou tenha de ficar pouco tempo, se for prescrita esta forma mais nova de heparina.
Uma droga chamada varfarina (Coumadin) será iniciada junto com a heparina. A varfarina é tomada via oral. Ela leva vários dias para fazer efeito total. A heparina não deve ser interrompida até a varfarina ter sido ministrada na dose certa por pelo menos 24 horas.
Você provavelmente tomará varfarina por pelo menos 3 meses. Algumas pessoas devem tomá-la pelo resto de suas vidas, dependendo do risco de ter outro coágulo.
Quando estiver tomando varfarina, você poderá ter mais propensão à hemorragia, mesmo em atividades com as quais esteja acostumado.
Alterar o modo de tomar a varfarina, tomar outros medicamentos e ingerir determinados alimentos podem alterar o modo como a varfarina funciona em seu corpo. Se isso ocorrer, você poderá ter mais propensão a ter formação de coágulo ou problemas de hemorragia.
Tome o medicamento da maneira prescrita pelo seu médico
Saiba o que fazer se você se esquecer de uma dose
Você precisará fazer exames de sangue com frequência para certificar-se de estar tomando a dose certa
O seu médico prescreverá meias de compressão. Elas melhorarão a circulação sanguínea em suas pernas e reduzirão o risco de ter coágulos sanguíneos. É importante usá-las todos os dias.
Em casos raros, pode ser necessária uma cirurgia se os medicamentos não funcionarem. A cirurgia pode envolver:
Colocação de um filtro na maior veia do corpo para impedir que coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões
Remoção de um coágulo sanguíneo grande da veia ou injeção de medicamentos trombolíticos
Evolução (prognóstico)
Muitas TVPs desaparecem sem nenhum problema, mas elas podem retornar. Algumas pessoas podem ter dor e inchaço por longo tempo nas pernas, conhecido como síndrome pós-flebítica. Usar meias apertadas (compressão) durante e após a TVP pode ajudar a prevenir este problema.
Há mais probabilidade de que os coágulos sanguíneos se desprendam e causem embolia pulmonar (EP) do que se formem na parte inferior das pernas ou em outras partes do corpo.
Complicações
Um coágulo sanguíneo pode desprender-se da perna e deslocar-se para os pulmões (embolia pulmonar) ou para qualquer outro local do corpo, podendo colocar sua vida em risco. O tratamento rápido de TVP ajuda a prevenir esse problema.
A síndrome pós-flebítica se refere a inchaço de longo tempo (edema) na perna que teve a trombose venosa profunda. Alterações na cor da pele e dor também podem estar presentes.
Esses sintomas podem ser notados imediatamente ou não se desenvolver por um ou mais anos depois disso. Este problema é chamado síndrome pós-trombótica.
Ligando para seu médico
Consulte um profissional da área da saúde se tiver sintomas de TVP.
Vá para o pronto-socorro ou ligue para o número de emergência local (como 192) se você tiver TVP ou apresentar dor no peito, dificuldade para respirar, tosse com sangue, desmaio, perda de consciência ou outros sintomas graves.
Prevenção
Use as meias de compressão que seu médico prescreveu. Elas melhorarão o fluxo sanguíneo em suas pernas e reduzirão o risco de ter coágulos sanguíneos.
Os médicos podem prescrever anticoagulantes para ajudar a prevenir a TVP em pessoas com risco alto ou naquelas que estiverem sendo submetidas a uma cirurgia de alto risco.
Movimentar suas pernas com frequência durante longas viagens de avião ou automóvel ou em outras situações nas quais você fica sentado ou deitado por longos períodos pode ajudar a prevenir a TVP. As pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos podem precisar de injeções de heparina quando estiverem em um voo que dura mais que 4 horas.
Não fume. Se você fuma, pare. As mulheres que estiverem tomando estrogênio devem parar de fumar

Anvisa faz alerta aos médicos sobre risco de pílula

Estudos internacionais mostram que anticoncepcionais com menos reações adversas triplicam incidência de trombose
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta segunda-feira (31) um alerta sobre os possíveis efeitos colaterais das pílulas anticoncepcionais combinadas (COCs), sendo as mais conhecidas no mercado a Yaz e a Yasmin.
A medida foi tomada após um novo estudo internacional reforçar que os anticoncepcionais que contêm o hormônio drospirenona aumentam em até três vezes o risco de trombose venosa entre as usuárias. Em nota, a fabricante destes medicamentos, o laboratório Bayer, informou que tem conhecimento da nova pesquisa, mas que ainda analisa os resultados para comentá-los.
A Bayer afirmou também que “os resultados de estudos de segurança realizados pós-comercialização de até 10 anos dão suporte à conclusão da Bayer de que os produtos são seguros e eficazes quando utilizados conforme indicação médica.”
Estas pílulas ganharam popularidade por provocarem menos reações adversas – comuns nos anticoncepcionais, como inchaço, ganho de peso, dores de cabeça e também diminuição da libido –, benefícios agregados justamente por serem produzidas com doses diferenciadas de hormônios que agora, tudo indica, mostram-se como responsáveis pelo o aumento da incidência dos coágulos.
O novo ensaio científico – que levou a Anvisa a emitir o alerta – foi publicado semana passada no periódico científico Britsh Medical Journal, uma das revistas médicas mais respeitadas no meio acadêmico. Nele, pesquisadores dinamarqueses revisaram os dados de todas as mulheres da Dinamarca que não ficaram grávidas no período entre 2001 e 2009.
Foi constatado o registro de 4.200 casos de trombose venosa. Na comparação entre usuárias de pílula tipo COC e usuárias de pílulas só com progesterona, o risco do problema que resulta em trombose foi duas vezes maior. Quando foram comparadas a mulheres que não usavam nenhum medicamento contraceptivo, a incidência nas usuárias das pílulas do tipo COC foi três vezes maior.
No mês passado, a FDA (Food and Drug Administration), agência norte-americana responsável por regular o mercado de alimentos e medicamentos nos EUA, já havia emitido um comunicado de advertência sobre estes efeitos colaterais no sistema venoso feminino.
A Anvisa agora segue a mesma linha e avalia que mesmo sem novos achados contundentes para a proibição do medicamento, vai reforçar aos médicos que fiquem atentos aos possíveis casos de trombose entre as usuárias. Na nota técnica, a agência brasileira orienta que os profissionais notifiquem qualquer efeito colateral apresentado por suas pacientes, mesmo que eles já estejam previstos na bula.
Benefícios e malefícios
O presidente da Comissão de Contracepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Rogério Bonassi, ponderou que os novos resultados dinamarqueses ainda não são definitivos e que não há motivo para pânico ou alarde.
“A trombose, mesmo entre usuárias de pílulas Yaz e Yasmin, é um evento muito raro”, afirma.
“Entre usuárias de anticoncepcionais comuns, o risco de trombose é de cinco casos para cada 100 mil mulheres. A incidência, portanto, aumenta para 10 casos em 100 mil entre as consumidores de COCs, uma incidência ainda muito pequena”, avalia.
“Isso sem contar que a gravidez é um fator de risco muito maior para este problema venoso. Entre as grávidas a incidência é de 60 casos em cada 100 mil.”
Ainda de acordo com Bonassi, os benefícios destas pílulas são muitos, em especial na redução de sensações desagradáveis para as pacientes. Ele afirmou também que a trombose tem causa genética e não é muito influenciada por hábitos de vida (exceto obesidade). Por isso, defente o especialista, todos os métodos contraceptivos precisam ser discutidos entre o médico e paciente antes de iniciar o uso.



Essa dor é endometriose?

Saiba reconhecer os sintomas da doença que acomete principalmente mulheres na fase reprodutiva

A endometriose ocorre quando o tecido do útero cresce fora do útero, geralmente nos ovários ou trompas.

O site womenshealth.gov menciona estes sintomas típicos da endometriose. Fique alerta:
- Infertilidade
- Dor abdominal, na parte inferior das costas ou dor pélvica antes ou durante a menstruação
- Sangramento entre os períodos mentruais
- Dor intestinal, distensão abdominal, constipação ou diarréia
- Dores durante ou logo após a relação sexual
- Dor ao evacuar
Definição
Endometriose é uma condição na qual o tecido que age como a mucosa que reveste a parede interna do útero (endométrio) cresce em outras regiões do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade.
Essa formação de tecido (implante) normalmente ocorre na região pélvica, fora do útero, nos ovários, no intestino, no reto, na bexiga e na delicada membrana que reveste a pélvis. Entretanto, os implantes também podem ocorrer em outras partes do corpo.
Causas, incidência e fatores de risco
Todo mês, os ovários produzem hormônios que estimulam as células da mucosa do útero (endométrio) a se multiplicarem e estarem preparadas para receber um óvulo fertilizado. A mucosa aumenta de tamanho e fica mais espessa.

Endometriose
Se essas células (chamadas de células endometriais) crescerem fora do útero, surge a endometriose. Ao contrário das células normalmente encontradas dentro do útero que são liberadas durante a menstruação, as células fora do útero permanecem no lugar.
Elas, às vezes, sangram um pouco, mas se curam e são estimuladas novamente durante o ciclo seguinte.
Esse processo contínuo provoca os sintomas da endometriose (dor) e pode causar cicatrizes (aderências) nas trompas, ovários e estruturas ao redor na pélvis.
A causa da endometriose é desconhecida, mas existem diversas teorias. Uma delas afirma que as células endometriais liberadas durante a menstruação podem "voltar para cima" através das trompas de Falópio para dentro da pélvis. Elas, então, são implantadas e crescem na cavidade pélvica ou abdominal. Isso é chamado de menstruação retrógrada.
Ela ocorre em muitas mulheres, mas pode haver algo diferente no sistema imunológico das mulheres que desenvolvem a endometriose em comparação ao sistema imunológico das que não apresentam a doença.
A endometriose é um problema comum. Às vezes, ela pode ser passada para as gerações seguintes de uma mesma família. Embora, normalmente, a endometriose seja diagnosticada entre 25 e 35 anos, a doença provavelmente começa quando a menstruação regular inicia.
Uma mulher cuja mãe ou irmã tem endometriose apresenta seis vezes mais probabilidade de desenvolver endometriose do que as mulheres em geral.
Ciclos menstruais anormais
Outros possíveis fatores de risco:
Começar a menstruar muito cedo
Nunca ter tido filhos
Ciclos menstruais frequentes
Menstruações que duram sete dias ou mais
Problemas como hímen não perfurado, que bloqueia a passagem do sangue da menstruação
Sintomas
A dor é o principal sintoma das mulheres com endometriose. Pode incluir:
Menstruações dolorosas
Dor no baixo abdome ou cólicas que podem ocorrer por uma semana ou duas antes da menstruação
Dor no baixo abdome durante a menstruação (a dor e as cólicas podem ser incômodas e uniformes ou intensas)
Dor durante ou após a relação sexual
Dor ao evacuar
Dor pélvica ou lombar que pode ocorrer a qualquer momento do ciclo menstrual
Observação: Em muitos casos, não há sintomas. Na realidade, algumas mulheres com casos graves de endometriose nunca sentem dor, enquanto outras com endometriose leve sentem dor intensa.
Exames e testes

Laparoscopia pélvica
Testes que são realizados para diagnosticar a endometriose:
Exame pélvico
Ultrassonografia transvaginal
Laparoscopia pélvica
A laparoscopia é realizada quando uma cirurgia menos invasiva é desejada. Também é chamada de cirurgia do "band-aid" porque apenas pequenas incisões precisam ser feitas para acomodar os instrumentos cirúrgicos usados para visualizar o conteúdo abdominal e realizar a cirurgia.
Tratamento
As opções de tratamento incluem:
Medicamentos para controlar a dor
Medicamentos para impedir que a endometriose piore
Cirurgia para retirar as áreas de endometriose
Histerectomia com retirada dos dois ovários
O tratamento depende dos seguintes fatores:
Idade
Gravidade dos sintomas
Gravidade da doença
Se você deseja ter filhos
Algumas mulheres que não desejam ter filhos e que apresentam um grau leve da doença e dos sintomas podem optar por fazer apenas exames periódicos uma ou duas vezes por ano para que o médico verifique se a doença não está piorando.
Os sintomas podem ser controlados com:
Exercícios e técnicas de relaxamento
Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINE), como ibuprofeno, naproxeno, acetaminofeno ou analgésicos receitados para aliviar a cólica e a dor
O tratamento pode envolver a interrupção do ciclo menstrual e a criação de um estado similar à gravidez. Isso é chamado de pseudogravidez e pode ajudar a impedir que a doença piore. Para isso, são usadas pílulas anticoncepcionais com estrogênio e progesterona.
Você deve tomar o medicamento, de forma contínua, durante seis a nove meses e parar de usá-lo por uma semana para menstruar. Os efeitos colaterais são spotting (manchas de sangue), sensibilidade nos seios, náusea e outros efeitos colaterais hormonais
Este tipo de terapia alivia a maioria dos sintomas da endometriose, mas não evita as cicatrizes (aderências) causadas pela doença. Ela também não reverte as alterações físicas que já ocorreram
Outro tratamento envolve comprimidos ou injeções de progesterona. Os efeitos colaterais podem ser incômodos e incluir depressão, ganho de peso e spotting (manchas de sangue).
Para algumas mulheres, podem ser receitados medicamentos que impedem a produção de estrogênio pelos ovários. Esses medicamentos são chamados de drogas agonistas de gonadotropina e incluem acetato de nafarelina (Synarel) e Lupron Depot.
Alguns possíveis efeitos colaterais incluem sintomas de menopausa, como ondas de calor, secura vaginal, alterações de humor e perda precoce de cálcio dos ossos
Em razão da perda de densidade óssea, esse tipo de tratamento geralmente é limitado a seis meses. Em alguns casos, ele poderá ser prolongado por até um ano se pequenas doses de estrogênio e progesterona forem receitadas para reduzir os efeitos colaterais de enfraquecimento ósseo
A cirurgia é uma opção para as mulheres que apresentam dor intensa que não diminui com o tratamento de hormônios ou que desejam engravidar agora ou no futuro.
Uma laparoscopia ou laparotomia pélvica é realizada para diagnosticar a endometriose e retirar ou destruir todo o tecido relacionado à endometriose e o tecido cicatricial (aderências)
As mulheres que têm doença ou sintomas graves e não querem ter filhos no futuro podem fazer a cirurgia para retirada do útero (histerectomia). Um ou os dois ovários e as trompas de Falópio também podem ser removidos. Uma em cada três mulheres que não retiraram os dois ovários durante a histerectomia apresentará os sintomas novamente e precisará de cirurgia mais tarde para remover os ovários
Evolução (prognóstico)
A terapia hormonal e a laparoscopia pélvica não curam a endometriose. Entretanto, elas podem aliviar os sintomas de modo parcial ou completo em muitas pacientes por vários anos.
Retirar o útero (histerectomia), os dois ovários e as trompas de Falópio é a melhor chance de cura da endometriose. Talvez seja necessário fazer terapia de reposição hormonal depois da remoção dos ovários. Em casos raros, a doença pode voltar, mesmo após a histerectomia.
A endometriose pode causar infertilidade, mas não em todas as pacientes, principalmente se for leve. A cirurgia laparoscópica pode ajudar a aumentar a fertilidade. A chance de sucesso depende da gravidade da endometriose. Se a primeira cirurgia não ajudar a engravidar, será pouco provável que repetir a laparoscopia ajude. As pacientes devem considerar outros tratamentos para infertilidade.
Complicações
A endometriose pode causar dificuldades para engravidar (infertilidade). Outras possíveis complicações:
Dor pélvica crônica ou prolongada que interfere na vida social e no trabalho
Cistos grandes na pélvis (chamados de endometriomas) que podem sofrer ruptura
Outras complicações são raras. Em alguns casos, os implantes da endometriose podem causar obstruções no trato gastrointestinal ou urinário.
Muito raramente, um câncer pode se desenvolver nas áreas de endometriose após a menopausa.
A dor nas costas ou outros sintomas voltarem a ocorrer depois de tratar a endometriose
Considere a possibilidade de fazer exames de detecção precoce de endometriose se sua mãe ou irmã tiverem sido diagnosticadas com endometriose ou se você não conseguir engravidar após um ano de tentativas.
Prevenção
As pílulas anticoncepcionais podem ajudar a impedir ou retardar o desenvolvimento da doença




Dermatologista de estrelas dá dicas e recomenda tratamentos

Juliana Neiva ensina como cuidar da pele no inverno e demonstra aplicação do laser fracionado
Além da profissão, sabe o que Paola Oliveira, Luiza Valdetaro, Carol Castro e Isabel Fillardis têm em comum? A resposta é fácil e pode ser notada mesmo em high definition: uma pele lisinha e impecável.
Muito mais que a sorte de uma herança genética favorável, elas contam com uma poderosa aliada, a dermatologista carioca Juliana Neiva. “Todo dia a gente tem a oportunidade de cuidar da pele, que é o maior órgão do corpo. Ninguém pode conter o envelhecimento, mas é possível dar atenção a cada fase da vida, para que tenhamos qualidade ao longo dos anos”, diz a médica.
O alerta é válido principalmente para essa época do ano. Durante o inverno é preciso ter atenção e cuidados extras com a pele, que passa por um ressecamento natural. “Nesse período é comum você perder a oleosidade normal, que é uma barreira de proteção natural da pele. Com isso há uma facilitação de doenças como alergias, eczemas e coceiras”, explica Juliana, que recentemente esteve no Congresso da Academia Americana de Dermatologia, em Miami.

As clientes Carol Castro, Isabel Fillardis e Paola Oliveira
Mas para quem pensa que a estação é uma vilã no que diz respeito aos cuidados estéticos, a dermatologista desmitifica a ideia. Juliana, que tem 11 anos de experiência na área de cosmiatria - parte estética da dermatologia, garante que essa é a temporada ideal para vários tipos de tratamentos. “A brasileira quer estar sempre bem e deve aproveitar esse período para investir em aplicações que tenham restrição ao sol”, disse a médica, que recebeu a reportagem do iG em seu consultório, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro.
Em entrevista ao iG, Juliana Neiva dá dicas preciosas e fala sobre cuidados e tratamentos para essa época do ano, como a aplicação de laser que ministrou na atriz Luiza Valdetaro.
DICAS PARA CUIDAR DA PELE NO INVERNO
- O banho quente é o grande vilão do inverno, pois retira a "gordura boa" da pele. O ideal é que os banhos sejam mornos e rápidos;
- É muito bom, antes do banho, aplicar óleo de semente de uva nas partes mais ressecadas do corpo. Mas atenção: esse é um cuidado exclusivamente corporal, o produto não deve ser usado no rosto;
- Lance mão de sabonetes com hidratante. O efeito “leave-in” forma uma camada de proteção na pele. Aposte também em cremes de hidratação com penetração profunda, aplique até três minutos após o banho;
- Mesmo um rosto com acne precisa ser hidratado, essa questão foi destacada no último Congresso Americano de Dermatologia. Claro que as peles oleosas precisam de hidratantes com um toque mais seco e sem brilho (efeito matte).
- O rosto pede hidrantes específicos. Diferentemente do corpo, a face tem maior número de glândulas sebáceas, então um hidratante pesado pode obstruir os poros;
- Pessoas que têm histórico de alergia devem evitar o contato direto da pele com a lã. O ideal é colocar uma camisetinha de malha branca de algodão, já que uma de cor tem pigmento e pode causar alergia;
- Quem sofre de rosácea (pessoas com a pele mais avermelhada ou com o nariz mais granuloso) deve evitar vinho e sopas quentes, porque podem agravar o problema;
- Todas as estações têm peculiaridades, mas o protetor solar é fundamental em todas elas.
A atriz Luiza Valdetaro se entrega aos cuidados da dermatologista Juliana Neiva
TRÊS TRATAMENTOS PARA FAZER JÁ!
Durante o inverno, os tratamentos com laser mais forte são recomendados, uma vez que a pele está menos exposta aos raios de sol. Aliando a dermatologia tradicional a equipamentos de última geração, Juliana Neiva destaca os três “top” procedimentos da estação:
1) Triniti (de rejuvenescimento)
Tratamento de última geração realizado com três tipos diferentes de laser em um só equipamento, que promove a renovação da pele e melhora a textura. A luz intensa pulsada serve para vasos, manchas e poros abertos. A fracionada trata rugas profundas e também ameniza as falhas que surgem ao redor da boca, conhecidas popularmente como “códigos de barra”. E para terminar a radiofrequência, que dá uma sustentação e combate a flacidez do rosto e pescoço através do aquecimento das fibras colágenas e elásticas na parte mais profunda de sustentação da pele, o que induz a reformulação e produção de fibras mais resistentes.
2) Depilação a laser
Essa é a também chamada “depilação definitiva”. É uma época propícia, porque no inverno não há bronzeamento, já que o sol é absolutamente proibido durante o tratamento. As mulheres se beneficiam muito, principalmente aquelas que têm pelos encravados. É um método seguro e consagrado, que obtém resultado em seis seções, em média. A diminuição é gradativa.
3) Laser Fracionado (para estrias e cicatrizes de acne)
É um laser que tem penetração profunda. As estrias não desaparecem necessariamente – depende do tempo que elas estão lá e da qualidade da pele – mas podem ser minimizadas. As estrias aparecem por questões multifatoriais: genética, ganho e perda de peso, hormônios, todo tipo de estiramento de pele, como puberdade e gravidez. Cerca de 70% das mulheres podem ter estrias em algum momento da vida e quando a quantidade é grande, a pessoa tem maior predisposição a ter flacidez na área.





Por que elas têm idades iguais e aparências tão diferentes?

Viral da web comparando a guru do bem-estar Gillian McKeith com a cozinheira Nigella Lawson esqueceu de falar do peso da genética
Qual a receita de um bom viral? Junte fotos polêmicas, pessoas conhecidas, faça uma legenda tendenciosa e publique em uma rede social que fermente a história.
Na última semana, Gillian McKeith, nutricionista e apresentadora do programa americano “Você é o que você come”, que propõe mudanças radicais no comportamento alimentar das famílias participantes, e a cozinheira britânica Nigella Lawson, à frente de um programa de TV que ensina a fazer delícias gastronômicas e comer sem culpa, foram personagens involuntários de intensos debates virtuais.
Uma montagem comparando a pele e a aparência das duas – elas têm a mesma idade: 51 anos – foi publicada no Facebook e rendeu não apenas comentários, mas apologias ao consumo irrestrito de gorduras e ao sedentarismo.
Não é para menos. As fotos mostram Gillian, paladina da saúde e do bem-estar, com uma pele bastante deteriorada pelo sol, enrugada e flácida. Do outro lado, uma Nigella menos encanada com dietas e padrões alimentares corretos ostenta uma cútis perfeita, lisa e reluzente.




As duas mulheres, apesar de terem idades iguais, têm genéticas distintas e provavelmente mentiveram comportamentos diferentes ao longo de suas vidas.
Alimentação, uso de drogas, álcool, tabagismo e estresse representam um terço dos danos causados à pele. O comportamento de risco, embora prejudicial, não é determinante – representa módicos 30% dos danos sofridos, pontua Alexandre Filippo, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira e da Academia Americana de Dermatologistas.
“Genética desfavorável e excesso de exposição ao sol, principalmente até os 30 anos, são as principais causas de flacidez, rugas e do envelhecimento precoce”, endossa o especialista.
Segundo Filippo, a alimentação irregular é prejudicial ao equilíbrio do corpo, mas não influencia diretamente na saúde da pele. “É um fator secundário, que pouco compromete a pele de quem tem uma genética boa, como, provavelmente, é o caso da Nigella.”
Contra a genética, pouco se pode fazer. É loteria. Embora o fator sorte seja um dos mais relevantes na dermatologia, ele não garante uma pele viçosa e brilhante para sempre. Cuidados e tratamentos ajudam a potencializar o valor da herança familiar, endossam os médicos.
Hoje, inúmeros tratamentos podem reduzir os danos da pele combalida, alivia Silvia Nahas, dermatologista do Hospital Sirio Libanês. De acordo com a especialista, é possível reverter 50% dos problemas escancarados no rosto de Gillian, a nutricionista americana.
“A sensação que a imagem passa é de que ela não cuidou da flacidez e da superfície da pele. O afinamento é nítido. Cremes, peeling e laser são bons tratamentos para estimular a produção de colágeno. Hidratam os vasos, fecham os poros e amenizam as manchas. Além disso, nessa idade, a menopausa é outro vilão, pois a pele perde o viço.”
Excessos de restrições alimentares e atividade física de impacto também são prejudiciais, aponta a médica
“A mulher depois dos 50 anos não pode ficar sem comer proteína. A corrida, quando praticada intensamente, também envelhece bastante. O impacto provoca mais flacidez. Nessa idade o indicado é optar por exercícios como a musculação e o pilates.”
No caso da cozinheira Nigella, o sobrepeso também alivia as marcas do tempo. Silvia ressalta que embora a alimentação não seja um fator relevante no aspecto da pele, açúcares e gorduras, são, sim, nocivos, principalmente na meia-idade.
“O rosto mais rechonchudo mascara rugas e sinais da idade, mas o açúcar destrói as células da pele de uma forma mais intensa do que a gordura, não pode ser absolvido.”
A polêmica, na visão dos médicos, serve como alerta para a prevenção. Independente da veracidade das imagens, o que deve restar em mente é que quanto mais cedo a pele for tratada com cuidado e atenção, menores os impactos futuros.
Depois, segundo Silvia, basta tomar uma taça de vinho tinto por dia para combater radicais livres e manter-se longe (e protegido) do sol para que a o rosto tenha apenas sinais de uma vida bem vivida.



"Vamos conseguir tirar de letra", diz Lula em vídeo

Muito rouco, ex-presidente afirma que essa não é a primeira batalha que enfrentou e que não vê a hora de discursar de novo


Em vídeo postado no site de seu instituto na tarde desta terça-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradece o apoio dos brasileiros, fala de economia e diz que "vai tirar de letra" o câncer de laringe, diagnosticado no sábado. No vídeo, Lula diz que quer "agradecer pelo carinho, a solidariedade" dos brasileiros e fala que seu câncer é o típico problema que "acontece com todo mundo e a gente acha que só acontece com os outros".


Na sequência, ele afirma: "Estou preparado para enfrentar mais uma batalha e vamos conseguir tirar de letra. Basta que a gente siga as recomendações médicas, que faça o que precisa ser feito. Não foi a primeira nem a última batalha que vamos enfrentar. Com a solidariedade de vocês vai ser muito mais tranquilo, muito mais fácil".
Depois, ele fala sobre política: "Precisamos continuar acreditando no Brasil, botando fé neste País, é inexorável a caminhada do País para se transformar em uma grande economia". Nesta sequência, ele pede que os brasileiros continuem apoiando a presidenta Dilma Rousseff.
Antes de se despedir, diz que não é hora de ficar abatido. "Não existe espaço para pessimismo. Não existe espaço para ficar lamentando que o dia não foi bom. Se o dia não foi bom hoje, a gente faz ele ficar melhor amanhã, com muita garra", diz o ex-presidente. "Sem perseverança, sem muita persistência, sem muita garra, a gente não consegue nada. Nenhum ser humano pode se deixar por uma dor, um câncer. Temos que lutar. Afinal de contas, é por isso que viemos para Terra, para melhorar a vida de todo mundo".
Por fim, Lula se mostra ansioso para voltar à vida pública: "Estou doido para falar com os companheiros e companheiras, mas ainda não estou podendo. Então até a primeira assembleia, o primeiro comício, o primeiro ato público".
Tratamento médico
Lula deixou por volta das 15h30 desta terça-feira o hospital Sírio-Libanês, onde foi submetido à primeira sessão de quimioterapia para tratamento de um câncer na laringe. Segundo os médicos, Lula não apresentou até agora sintomas dos efeitos colaterais do tratamento e só reclamou de fome.
“Em termos de náusea ele não teve absolutamente nenhuma. Tanto que a grande preocupação dele, ao longo de toda a manhã, era saber a que horas ele poderia almoçar. Essa foi a grande questão que tivemos de discutir durante toda a manhã. Talvez ele se sinta um pouco cansado no decorrer dos próximos dias, mas nada diferente do que a gente pode sentir em um resfriado forte”, disse o oncologista Artur Katz