quinta-feira, 5 de julho de 2012

O poder dos quietos


Bestseller mostra como os introvertidos são essenciais em um mundo que não para de falar

Divulgação
Livro de consultora norte-americana mostra como os introvertidos podem se dar bem em um mundo que não para de falar
Basta ser pega de surpresa em alguma situação ou receber um elogio para a auxiliar – administrativa, Débora Rocino, de 30 anos, ficar com o rosto totalmente vermelho. Falar em público, até para fazer um brinde de aniversário, é um desafio e nenhum programa social substitui o prazer de ficar em casa lendo um livro ou ouvindo música ou, simplesmente, quieta. A noitada perfeita é uma reunião de poucos amigos. Para eles, Débora é uma boa ouvinte, além de uma pessoa delicada e reflexiva. Se você também se identificou com este perfil, talvez seja, assim como Débora, um introvertido.

De acordo com um dos estudos descritos no livro “O Poder dos Quietos”, da autora Susan Cain (editora Agir, 2012), pelo menos um em cada três norte-americanos são introvertidos. Levando em conta que o país é considerado um dos mais extrovertidos do mundo, esse número pode ser ainda mais alto em outras nações.
Susan Cain conversou com o iG e explicou que, em um mundo supercompetitivo, onde a comunicação e os bons contatos são cada vez mais valorizados, tem-se a impressão de que esta estatística está errada. Isso acontece porque, segundo ela, provavelmente muitas pessoas “fingem”, consciente ou inconscientemente, ser extrovertidas para atender ao “Ideal da Extroversão” segundo o qual pessoas falantes são consideradas socialmente mais espertas, mais bonitas e mais interessantes.
O típico extrovertido tão valorizado no mundo atual prefere a ação à contemplação, assumir riscos à cautela, a certeza à dúvida. É o tipo de pessoa que toma decisões rapidamente, tem capacidade de liderança, é sociável e sente-se confortável sob a luz dos holofotes. Já a introversão, junto com seus “parentes e agregados” -- sensibilidade, seriedade e timidez -- é, muitas vezes, vista como um traço de personalidade de “segunda classe”. No livro, Cain cita exemplos de pais de crianças introvertidas que buscam ajuda terapêutica para ‘consertar’ seus silenciosos rebentos, na esperança de que eles se tornem as pessoas assertivas, competitivas e falantes que parecem destinadas a dominar o mundo.
O preconceito contra os introvertidos
Quando questionada sobre suas razões para escrever o livro, Cain responde: “Existe um preconceito contra os introvertidos. Nossas escolas, locais de trabalho e instituições religiosas são desenhadas para extrovertidos e muitos introvertidos acreditam que têm algum problema e que, por isso, devem tentar ‘fingir’ que são extrovertidos. Esse preconceito gera um imenso desperdício de talentos, de energia e, no final, de felicidade”.
A verdade é que os introvertidos simplesmente preferem passar mais tempo sozinhos e não têm a mesma necessidade de contato interpessoal que os extrovertidos. Se isso faz com que recusem tenazmente convites para happy hours e festas de aniversários, não necessariamente os torna ermitões empoeirados, ao contrário, embora não se sintam tão confortáveis em discussões de grupos, são mais cooperativos e conseguem funcionar melhor em times, ao contrário de suas competitivas contrapartidas extrovertidas.
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Susan Cain: "Introvertidos são mais criativos e mais inovadores"
Introvertidos são mais criativos e mais inovadores
Estudos, como o realizado pelo Instituto de Análise e Pesquisa da Personalidade da Universidade da Califórnia, mostram, ainda, que introvertidos são mais criativos e inovadores. Albert Einstein, Chopin, Steven Spielberg e Bill Gates, introvertidos assumidos, estão aí para provar.
“A maioria das pessoas criativas é introvertida”, vai além Susan, “isso se deve, em parte, a sua capacidade de ficarem quietos. Introvertidos são pensadores cuidadosos e reflexivos, que aguentam bem a solidão que o processo de geração de ideais exige”, conclui.
Com um perfil mais concentrado, as pessoas mais quietas também são ótimas na resolução de questões complexas, que exigem maior precisão, e mais cautelosas com relação a riscos.
Também é preciso diferenciar timidez de introversão. “Timidez é o medo do julgamento social negativo, é ser excessivamente preocupado com o que as pessoas pensam de você. Introversão é simplesmente a preferência pela calma, por menos estimulação. Na prática, muitos introvertidos também são tímidos, mas nem todos”, explica Susan Cain na entrevista ao iG.
O Ideal da Extroversão no mercado de trabalho
Arquivo pessoal
Bruno Dellore, 30 anos, 100% introvertido: recorri a várias técnicas para falar em público
A pressão da sociedade para sermos pessoas comunicativas, confiantes e expansivas faz com que os introvertidos – que preferem muitas vezes o silêncio do quarto a um papo de botequim – sejam muitas vezes taxados de “chatos”, “sérios demais” e “antissociais”.
No mercado de trabalho, não é diferente. Geralmente, o perfil mais procurado pelos headhunters é o do profissional que sabe liderar equipes, tem um bom marketing pessoal e se sai bem em apresentações e no contato com clientes.
O analista de planejamento Bruno Dellore, de 30 anos, que se considera “100% introvertido”, teve que se adequar às exigências do mercado da Moda para se dar bem profissionalmente. De poucas palavras e do tipo pensativo, seu maior desafio era fazer apresentações em público. “Passava mal e ficava dias sem dormir quando precisava dar algum treinamento”, conta ele. A aversão à exposição foi sendo superada ao longo do tempo. “Adotei algumas técnicas e usei uma nova metodologia. Agora, visto a ‘fantasia’ do apresentador”, diz.
Susan Cain afirma que introvertidos são capazes, sim, de fazer excelentes apresentações em público e agir como extrovertidos pelo bem de um trabalho que considerem importante, de pessoas que amem ou de qualquer coisa a que deem um alto valor.
Isso significa que a pessoa consegue incorporar um “personagem” momentaneamente em torno de um ideal, mas logo voltará à personalidade original. “Somos como elástico em repouso. Podemos nos esticar, mas até certo ponto”, diz a autora em um trecho do livro que já teve mais de um milhão de exemplares vendidos nos Estados Unidos.
Na hora de liderar, os introvertidos também têm seu valor. Ao contrário do que sugere o senso comum, uma pesquisa realizada por Adam Grant, professor de administração da Wharton University da Pensilvânia, uma das mais importantes escolas de negócios do mundo, constatou que os chefes introvertidos podem produzir melhores resultados que os extrovertidos, especialmente com funcionários proativos. Introvertidos são mais propensos a deixar os empregados executarem suas próprias ideias e estariam mais abertos a sugestões.
Débora Rocino vencendo os medos: online é mais fácil
Arquivo pessoal
Débora Rocino, 30 anos, vencendo o medo com a ajuda das redes sociais
Mas nem todos conseguem vencer seus medos com tanta facilidade. Débora Rocino, que se considera uma introvertida extremamente tímida, desde pequena detesta ser o centro das atenções. Em busca de superar a vergonha, decidiu se colocar em uma prova de fogo: posar para um book de fotos. “Levei mais de quarenta minutos para conseguir fazer a primeira foto, mas consegui. Sei que vão existir muitos momentos em que precisarei encarar este tipo de situação”, conta.
No fim, Débora gostou tanto da experiência que colocou as imagens em seu perfil no Facebook. Assim como ela, muitos introvertidos sentem que podem se expressar mais facilmente online do que pessoalmente. “Eles podem fazer conexões com os outros pela web e, em seguida, estender essas conexões para o mundo real, sem ter que percorrer o processo inicial de conhecer os rituais de conversa fiada que muitos introvertidos não gostam”, finaliza Susan Cain.

Especial Bicicleta: os benefícios de pedalar


como atividade física ou meio de transporte, a bike proporciona condicionamento físico, equilíbirio e alívio do estresse

Com as facilidades da vida moderna, o sedentarismo ganha cada vez mais espaço no dia a dia, gerando ou agravando problemas de saúde.



Manter uma dieta equilibrada e introduzir a atividade física na rotina são premissas básicas para ficar longe das doenças.
“Exercícios simples, como caminhar ou andar de bicicleta, ajudam a prevenir doenças crônicas como obesidade, colesterol alto ehipertensão”, diz Mauro Guiselini, professor de educação física do curso de Educação Física do Complexo Educacional FMU, de São Paulo.
O ciclismo traz benefícios físicos e emocionais, contribuindo muito para a qualidade de vida. “Como atividade aeróbica, gera perda de peso, ajuda a equilibrar a pressão e os níveis de triglicérides. Também trabalha equilíbrio e confiança, além de relaxar e combater o estresse. Praticada com bom senso e na medida da forma física de cada um, a atividade quase não tem restrições”, completa Marcos Paulo Reis, treinador de corrida e ciclismo, diretor técnico da MPR Assessoria Esportiva, de São Paulo.
Até usada como meio de transporte a bicicleta é boa para a saúde. “Muita gente busca essa alternativa de locomoção e acaba ganhando fôlego e bem-estar. Chegar ao escritório pedalando traz muito mais disposição para seu dia”, atesta o atleta e consultor Cleber Ricci Anderson, da Anderson Bicicletas de São Paulo.

Elas aprenderam a andar de bicicleta depois dos 50


Além de iniciar nova atividade física, duas mulheres contam que ganharam mais autoestima, confiança e motivação no dia a dia

Arquivo pessoal
Maria Regina Fernandes, 53 anos: "pedalar é descobrir um mundo de possibilidades"
Aprender a andar de bicicleta remete à infância. O presente de Papai Noel aos 5 anos, as primeiras pedaladas com rodinhas de apoio, os primeiros tombos, a primeira deslizada sem ajuda. Quem não lembra disso? Algumas mulheres têm estas memórias bem fresquinhas. Passaram por tudo isso só depois que apagaram as 50º velinhas do aniversário.
Para a nutricionista Maria Regina Fernandes, de 53 anos, o sonho de se equilibrar em duas rodas ficou adormecido por muito tempo.
“Quando pequena, eu e meu irmão ganhamos bicicletas. A dele era verde com duas rodas e a minha, um triciclo azul – naquela época, meninas não andavam em duas rodas. Meu pai adorava bicicletas e participava de competições na juventude, mas não teve tempo de me ensinar”, conta Maria Regina.
O tempo passou e o desejo foi engavetado. Com 30 e poucos anos, ela comprou uma bicicleta cor-de-rosa e resolveu que aprenderia a pedalar sozinha.
“Levei a bike para o sítio e tentei, sem sucesso, pedalar em uma estradinha de terra”. A magrela acabou encostada e Regina se contentou em pedalar na ergométrica da academia.
Há pouco mais de dois meses, a nutricionista recebeu de uma amiga, por uma rede social, informações sobre um curso para adultos que não sabem pedalar nas ruas.
“Era minha oportunidade de aprender. Enviei um e-mail para a Cláudia Franco, organizadora das aulas, e fiquei aguardando ansiosa pela resposta. Nesse meio tempo, fui a uma loja com meu sobrinho e compramos duas bikes. Falei para o vendedor que não sabia andar de bicicleta e ele logo providenciou duas rodinhas”, revela.
Na primeira aula oficial, a providência foi logo retirar as rodinhas de apoio. “O que senti? Taquicardia, calor, uma sensação de que não daria conta do recado. No meio da aula precisei sentar e respirar fundo para continuar”.
Foi só na quarta aula que Regina experimentou a liberdade. “Dei várias voltas pela quadra, com a Cláudia me apoiando. De repente, ela me soltou… e eu não caí. Foi uma sensação deliciosa de ser capaz, de liberdade, de felicidade. Tive vontade de gritar: ‘consegui pedalar!’”
Regina aprendeu a pedalar no dia da árvore, quando também tem início a primavera, estação marcada por vários passeios ciclísticos. “Foi muito significativo. Lembrei-me de uma frase que ouvi há anos: uma flor tem seu momento certo para desabrochar, nem antes, nem depois. Eu demorei um pouco, mas aconteceu”.
Os sonhos de Regina foram renovados, a ponto de ela planejar não só uma volta completa pela ciclofaixa na capital paulista, como também uma viagem de bicicleta pela França.
“Pedalar é muito mais do que se equilibrar em duas rodas. É desbravar novos caminhos e descobrir um mundo novo de possibilidades, além de reduzir os pneuzinhos da barriga”, brinca.
ciclofemini
A empresária Heloísa Capelas, 55 anos: "Estou aprendendo muito sobre mim mesma"
O mesmo ocorreu com a empresária e terapeuta Heloísa Capelas. Em sua lista de coisas a fazer aos 55 anos, ela estabeleceu: aprender a andar de bicicleta. Há 40 dias, deu início ao projeto.
“Já me equilibro, mas ainda não sei brecar nem desviar com habilidade”, conta.
O desejo de pedalar era antigo, mas por um receio do pai – ele achava que ela e os irmãos poderiam se machucar –, Heloísa nunca foi atrás de concretizar seu sonho.
“Até que vi que esse medo era do meu pai e não meu”.
Que sentimentos experimentou com a pedalada na vida adulta? “Estou aprendendo muito sobre mim. O primeiro aprendizado foi sobre minhas habilidades – achava que eram menores. Até melhorei minha performace em outras áreas, como falar inglês, por exemplo”.
Heloísa fala ainda do ganho de confiança. “Quando a nossa autoimagem melhora, tudo melhora ao redor. Estou mais segura e muito mais alegre. A crença de que seria difícil e de que eu era incapaz desapareceram quando consegui me equilibrar e sair pedalando. Foi incrível. Se equilibrar na bike é como se equilibrar na vida”, vibra.

8 dicas para viajar sozinha de bicicleta


Saiba como evitar problemas e aproveitar toda a liberdade de viajar em duas rodas por conta própria, com segurança

Por que uma mulher viajaria de bicicleta sozinha? Talvez porque não tenha arrumado companhia na data escolhida para viajar, porque não foi possível conciliar o roteiro desejado com as companhias disponível ou talvez até como primeira opção, porque a experiência de viajar sozinha de bicicleta pode ser libertadora e proporcionar um encontro consigo mesma.



Verônica Mambrini
Viajar sozinha de bicicleta pode ser uma experiência ibertadora e proporcionar um encontro consigo mesma

Contudo, como fazer com que esse tipo de viagem seja seguro e agradável e não se transforme numa tremenda roubada? A repórter do iG viajou de bike por conta própria durante uma semana e entrevistou ciclistas experientes em viagens solo. Com a ajuda deles, preparou um roteiro com os preparativos, dicas e macetes para sua experiência ser um sucesso!
1 – Planejamento 
Como em qualquer viagem, quanto mais organizada, mais fácil se torna driblar os “perrengues”. Isso inclui ter uma ideia precisa do roteiro, da duração, do custo, reserva financeira para emergências e alimentação. Nada pior do que chegar a uma cidadezinha encantadora e encontrar todas as pousadas e hotéis legais lotados ou não encontrar nenhum camping por perto (claro, se acampar estiver nos seus planos).

“No mapa do trajeto escolhido, vejo as cidades e - bendita internet!- procuro informações como hospedagem, alimentação e pontos para visita”, conta a cicloviajante Yasmin Costa, que faz travessias sozinha de bicicleta desde 1995. Ela recomenda também guias de viagem e reservas, sempre. “Os guias têm muita informação, mas desconfie sobretudo da quilometragem indicada. Eles são feitos para carros e o que são subidas de 15km para carros? Nada. Já de bike, podem causar bastante desconforto, não?”, diverte-se.
A quilometragem diária a ser percorrida deve ser próxima daquela a qual a viajante está acostumada, sem correrias. Pelo contrário, o ideal é chegar cedo ao destino do dia, se possível ainda com luz e ter tempo para se acomodar e aproveitar a cidade. Não vale a pena arriscar uma pedalada noturna só para avançar mais um pouco.
2 – Roteiros e destinos 
Boa parte de uma cicloviagem se passa na estrada, então é fundamental que elas sejam bonitas, seguras e tranqüilas. “O maior receio ao se viajar sozinha é a segurança, então temos que ter cuidado redobrado. A primeira coisa é escolher bem o roteiro, um caminho tranquilo e que não passe por muitas cidades grandes”, recomenda Eliana Garcia de Britto, cofundadora do Clube de Cicloturismo do Brasil.
Para quem prefere não ousar nos caminhos, Eliana sugere rotas de cicloturismo já demarcadas, como o Circuito Vale Europeu, o Circuito Costa Verde e Mar e o Caminho da Luz (todos no Brasil). “Porque sempre há alguém da organização dos roteiros monitorando de alguma maneira sua viagem, isso dá uma segurança extra”, explica.
3 - Equipamento 
Não é preciso uma bicicleta sofisticada ou muitos equipamentos, principalmente para quem pretende ficar em pousadas e hotéis. Basta uma bicicleta com marchas, equipada com um bagageiro e um par de alforjes (bolsas laterais onde a bagagem vai acomodada). Melhor do que ter que fazer consertos é evitá-los: saia de casa com a bicicleta revisada e em perfeito estado de funcionamento.

Para aumentar a margem de segurança, use roupas discretas. É melhor ser invisível e confundir-se com os locais do que deixar claro nas vestimentas que você é de fora e que está equipado. Roupas de ciclismo supercoloridas, por exemplo, podem ser trocadas por peças em dry-fit em cores mais neutras. Mesmo o capacete, tão necessário numa competição, acaba sobrando às vezes. “Os ‘bikers’ me recriminam, mas não uso capacete”, diz Yasmin. Pelo Código Brasileiro de Trânsito, ele não é obrigatório. Ela opta por algum boné qualquer, para se proteger do sol – como costuma fazer a maioria dos trabalhadores brasileiros que vão de bike. Chegar sem alarde é inclusive uma postura mais humilde, que tende a ganhar mais simpatia dos locais.
“É importante chamar o mínimo de atenção, o que nem sempre é possível com uma bicicleta carregada. Quanto menos carga, menos atenção você vai despertar. Outra dica é colocar uma calça ou bermuda por cima da lycra, evitando roupas coladas ao corpo”, ensina Eliana. Roupas e acessórios cor-de-rosa, por exemplo, são quase um atestado visual de que há uma mulher pedalando a bicicleta, o que pode aumentar a vulnerabilidade. Por via das dúvidas, melhor evitar.
Verônica Mambrini
Viajar de bicicleta sozinha implica em riscos, que podem e devem ser minimizados por precaução e planejamento
4 – Preparo técnico 
Não precisa ser uma mecânica profissional, mas faz toda diferença saber o funcionamento básico de sua bicicleta. Regular os freios, trocar pneus e montar as rodas na bicicleta são reparos e ajustes simples e fáceis de aprender que dão autonomia à mulher. Com um pequeno kit de ferramentas é possível fazer a maior parte dos consertos necessários numa viagem desse tipo. “Sei montar guidão, pedal, colocar as rodas, dar uma acertada nas marchas”, exemplifica Yasmin. O resto ela deixa por conta das bicicletarias, comuns em qualquer cidade. “Não tem aperto. Nunca fiquei pelo caminho”, diz a professora de Educação Física.
É bom ter noção de primeiros socorros e organizar um pequeno kit, nem que seja para cuidar do ralado no joelho de um tombo na estrada. E até para cair, tem jeitinho. “Se soltar o corpo e deixar ele rolar, vai machucar menos do que se tentar se segurar ou salvar a bike. Pula fora, desacelera e deixa a bike para lá”, recomenda Yasmin A técnica foi festada e aprovada pela reportagem, com nenhum machucado registrado nas quedas da viagem.
5 - Rede de segurança 
É praticamente inevitável que família e amigos fiquem preocupados com a viagem. Combinar como será feita a comunicação é bom para eles, que ficam com o coração tranqüilo, e para a viajante, que sabe que pode contar com apoio caso aconteça algum imprevisto. Ao telefonar ou mandar mensagem informando que está tudo bem, é importante dar a referência de onde se está. Ah, e ninguém precisa se descabelar com um pequeno atraso na comunicação, ok? Às vezes o sinal de celular é ruim no local escolhido para passar a noite, por exemplo. O importante é não ficar tempo demais sem dar notícias.

6 – Preparo físico 
Para fazer uma cicloviagem, não é necessário ser atleta, mas é bom estar com o condicionamento físico em dia. “Se tiver esgotamento físico, você irá se colocar numa situação de risco, porque terá que buscar esse tipo de ajuda no caminho”, alerta Eliana.

Quem parte do zero (ou de perto dele), pode reforçar o treino numa academia. “No fundo, a preparação é feita na sua bike, na que você vai viajar”, afirma Yasmin. Musculação e treinamento de resistência ajudam a encarar períodos longos na bike, sem dores. “A bicicleta tem que ser uma extensão do seu corpo. Ela será suas pernas durante uma boa parte do dia.” De acordo com a professora, corrida também pode ajudar bastante a aumentar o fôlego. "Sem pressa. Como explicar que o tempo é o que ficamos viajando e não no lugar de chegada?", lembra Yasmin.

7 – Bagagem 
Não adianta levar coisas demais e deixar a bike pesada e desagradável de pedalar. Também não é o caso de levar coisas de menos, a ponto de passar desconforto por causa de um item que ficou em casa. Roupas adequadas ao clima e uma ou duas mudas extras são o suficiente. Se a viagem for um pouco mais longa, vale mais a pena lavá-las no caminho do que levar muitas trocas.

Dependendo do estilo da viajante, macetes como um vestido preto de corte simples são uma mão na roda para programas menos esportivos, como sair para jantar ou visitar museus. O essencial, além das roupas, é água, chinelos ou papete, um lanche para o percurso do dia e kit de ferramentas (para quem não pretende acampar). Claro que um batonzinho e um rímel não matam ninguém e deixam as fotos da viagem mais bonitas.
8 – Horários 
Precisa acordar cedo? Não necessariamente. É só reduzir a quilometragem do dia, e ganhar umas horinhas para espreguiçar e tomar café com calma. Mas vale a pena espantar a moleza e pular da cama para aproveitar as horas da manhã, que são as melhores para pedalar, evitando o sol forte do meio dia. É bom se programar para chegar cedo, porque se houver qualquer imprevisto, como um pneu furado, há margem de tempo para resolver tudo sem aflições.

Afinal, não é para relaxar e conhecer o mundo em outro ritmo, sem pressa, que serve uma viagem de bicicleta?

Causas do acidente com o voo 447 serão divulgadas nesta quinta-feira


Familiares das vítimas já foram recebidas pelas autoridades francesas esta manhã

As causas do acidente com o voo AF 447 serão finalmente divulgadas nesta quinta-feira. Após três anos da tragédia que matou as 228 pessoas a bordo do Airbus A-330 da companhia Air France, que fazia a rota Rio-Paris, o Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês) apresentará seu relatório final, apontando o que levou à queda da aeronave.
Antes da imprensa, foi a vez das famílias de vítimas de acidentes, que foram recebidas por responsáveis do BEA na manhã desta quinta, no aeroporto de Bourget, periferia da capital francesa.
Maarten Van Sluyer, membro da Associação de Famílias de Vítimas do Voo AF 477 veio a Paris para acompanhar a divulgação das causas do acidente de perto. Em entrevista ao IG antes da reunião com os responsáveis do BEA, ele disse não acreditar que o texto final trará novidades em relação aos relatórios anteriores.
“Acho que a diferença será que esse relatório será mais detalhado, mas não vai mudar em nada as causas apontadas anteriormente”, disse Maarten.
Medidas errôneas
Os relatórios anteriores do BEA apontavam que a queda do avião da Air France poderia ter sido causada por erro humano. Segundo os últimos elementos divulgados pelo escritório há cerca de um ano, os pilotos não teriam compreendido os avisos do computador de bordo sobre a perda de sustentação da aeronave.
Ainda segundo o mesmo relatório, essa perda de sustentação ocorreu após o congelamento dos sensores Pitot, que levaram à perda dos indicadores de velocidade na cabine. Um dos co-pilotos teria, então, puxado o manche para trás, embicando o avião para o alto e levando a aeronave a perder sustentação.
Entenda como funcionam os sensores Pitot:
Fator humano
No entanto, o escritório francês que investiga o caso ainda não conseguiu responder um dos grandes mistérios que envolvem o acidente do AF 447: o que teria levado o co-piloto a forçar o avião até o limite de sua sustentação?
Manter o bico do aparelho levantado em situações como a enfrentada pelo AF 447 é um erro básico, que todo piloto aprende a evitar nos primeiros dias de sua formação. Além disso, o alarme de “stall”, que indica a perda de sustentação e altitude da aeronave, disparou dezenas de vezes nos quase quatro minutos que transcorreram entre o congelamento dos Pitot e o impacto no oceano.
Para tentar entender porque o co-piloto não adotou a medida correta (picar o avião, ou seja, inclinar o bico para baixo para ganhar velocidade e sustentação), o BEA criou um “grupo de fator humano”. Formado por especialistas de diversas áreas, esse grupo divulgará suas conclusões na tarde desta quinta-feira, dentro do relatório final do órgão francês.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

NOTICIAS DE CASIMIRO DE ABREU


Pré-cadastramento para transporte universitário é iniciado em Casimiro de Abreu

NOTICIAS DE CASIMIRO DE ABREU


Vem aí o XX Festival de Crustáceos e Frutos do Mar de Barra de São João
Está tudo pronto para começar o XX Festival de Crustáceos e Frutos do Mar de Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu. O melhor da gastronomia local será experimentado nos dias 13, 14 e 15 de julho. O evento, que acontece há duas ...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

É dever dos juízes fazer valer a Lei da Ficha Limpa, diz presidente do TSE


Cármen Lúcia informou que o Rio de Janeiro e outros quatro Estados pediram a presença do Exército para garantir a segurança dos juízes:

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia Rocha, afirmou que é dever dos juízes fazer valer a Lei da Ficha Limpa, que barra das eleições políticos que tenham sido condenados em segunda instância. A ministra destacou que a lei é resultado de uma iniciativa popular. "É preciso que nós, juízes, tenhamos uma conduta exatamente coerente com a demanda da sociedade", afirmou.
A ministra participou de encontro hoje com o presidente do TRE-RJ, desembargador Luiz Zveiter; juízes eleitorais; e chefes de cartório das 249 zonas eleitorais fluminenses, durante o Seminário de Direito Eleitoral, na sede do tribunal de Justiça, no centro do Rio.
A ministra afirmou ainda que o tribunal está se esforçando para que haja a presença de pelo menos um juiz em cada zona eleitoral e que a segurança de cada juiz esteja assegurada. Segundo ela, cinco Estados pediram a presença do exército em alguns municípios. Um deles é o Estado do Rio. Até o fim do mês, o TSE decidirá se aprovará ou não.
Nestas eleições, segundo a ministra, serão mais de 350 mil candidatos a prefeitos e vereadores. Cármen Lúcia destacou também o papel do cidadão ao defender e lutar pelos seus direitos. "As leis não fazem milagre. O que faz milagre é o cidadão quando exige a aplicação da lei", disse a ministra.
Durante seu discurso de 30 minutos para uma plateia lotada no auditório da escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, a ministra pediu que todos os presentes trabalhem com o rigor da lei durante estas eleições. "O TSE está 100% a disposição ao que for necessário", disse Cármen Lúcia.
A ministra caracterizou a eleição deste ano como "acalorada" por decidir a candidatura de prefeitos e vereadores que, segundo ela, são mais próximos da população.
Celular
Já Zveiter afirmou que o tribunal tem intenção de proibir celulares nas cabines de votação. De acordo com Zveiter, os cidadãos que não cumprirem a proibição poderão ser presos. A iniciativa tem como objetivo evitar que eleitores tirem fotos dos seus votos para provar que votaram em determinados candidatos.
O desembargador afirmou que pediu ao TSE a presença do Exército em determinadas regiões do Estado do Rio, que são classificadas como "críticas" pelo tribunal, em tempos de votação. São regiões que, por englobarem características específicas, como presença elevada de milícias; e de outras forças que podem obrigar o eleitor a mudar seu voto, podem dificultar a eficiência do andamento do processo eleitoral, no âmbito democrático, na hora da votação.
Segundo Zveiter, foi feito um levantamento de regiões críticas que serão definidas exatamente assim que o TSE permitir a presença do exército. "O Exército poderá dar tranquilidade para a população", disse Zveiter. Nestas zonas, além do Exército, haverá presenças das polícias militar, civil, federal, e rodoviária federal. Ocorrerá, ainda, um esforço para que a circulação das pessoas nestas zonas seja limitada à votação e à circulação de moradores. Entre as regiões citadas como críticas por Zveiter estão o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), além de Campos e Rio das Ostras. 

HISTÓRIA DO MUNICÍPIO


De uma antiga aldeia do Século 18 denominada Indaiaçu, nasceu a cidade de Casimiro de Abreu na região serrana, ao lado da Reserva Biológica Nacional do Poço das Antas. Os primeiros habitantes dessa região foram os índios Goitacás, que em equilíbrio com o meio físico viviam e dominavam uma vasta área de terras, organizados em grupos não muito numerosos para poderem assim controlar seu território.
No espaço hoje compreendido como município de Casimiro de Abreu habitaram os índios Saruçus pelos sertões do rio São João e lagoa de Jurtunaíba. Senhores das opulentas matas, esses corajosos índios desde a infância hábeis nadadores da NaçãoGoitacá,começaram a ser interiorizados pelo colonizador desde o século XVII. Com o conhecimento do governo português, a nação Goitacá foi aos poucos eliminada. Essa nação era formada de várias tribos, que dominavam as terras compreendidas entre os rios Macaé e Itabapoana, até a Serra do Mar. Eram índios guerreiros, que viviam em luta entre si. Além dos Saruçus haviam ainda os Guanhans, no sertão do Imbé e Lagoa de Sima; os Coroados e Coropós, á margem do rio Paraíba, em terras altas; os Puris ao norte do Rio Muriaé e os Guarulhos, nas planícies da foz do rio Paraíba.
Cada tribo tinha sua própria língua, embora se entendessem perfeitamente entre os acentos ásperos e gotejados. Os índios Saruçus formavam suas aldeias com casas pequenas e barreadas, cobertas de palha. Quando estavam caçando ou pescando, faziam apenas pequenos abrigos com galhos e folhagens. Cobriam-se com pouca roupa tecidas de algodão de embira, fiadas com os dedos, entre as coxas. Não só gostavam de se enfeitar como também eram muito asseados. O banho era a primeira atividade do dia e, se estava quente, ele era repetido várias vezes.Os índios de modo geral quando não estavam caçando ou pescando, estavam sentados ou deitados a conversar. Os homens também se ocupavam em fazer redes, preparar flechas e tecer cordas; já as mulheres preparavam a comida, as panelas de barro, os cestos trançados de folhas de palmeira de cuité, os potes e depósitos de cerâmica, e a bebida feita de milho socado e mandioca ralada com mel, postos para azedar. Ficavam ofendidos quando estrangeiros se recusavam a beber de sua aguardente. Não economizavam no comer e no beber. Se muito tivessem, muito comiam, até acabar. A alimentação era a base de muita fruta silvestre como jabuticaba e jenipapo, além de mel, palmito, peixes e caças, temperadoscom alguma pimenta. Quando catequizados e aldeados, plantavam mandioca, milho e feijão mas somente para consumo. Suas ferramentas não eram muitas: facas, feitas de lascas de seixos; machados de pedra dura e outros de ossos preparados; longas lanças. Essas ferramentas eram também usadas nas freqüentes guerras. Os arcos eram grandes, de madeira sólida e flexível, as flechas, de bambu leve, com pontas agudas de diferentes feitios, dependendo do alvo que queriam acertar, e enfeitadas com penas coloridas que orientavam a direção do tiro.

O canibalismo, visto com tanto terror pelos europeus, fazia parte de um ritual "sagrado" de guerra. A vitória das guerras eram tão festejadas quanto os casamentos, com cerimônias iniciadas por danças seguidas de muita bebida. Os mortos também eram muito festejados e os mais distintos eram enterrados com cerimônias, em urnas cerâmicas chamadas camocis, em posição, sentada. Com certa freqüência, trocavam objetos entre si e com os portugueses. Preferiam os espelhos, lenços vermelhos e facas, ficando com as lâminas e trocando o cabo.

Costumavam vender bolas de cera que juntavam quando o mel, que usavam também na confecção de velas e de seus arcos e flechas. Mesmo aldeados retiravam-se para as matas, retornando em algum tempo.

NOTICIAS DE CASIMIRO DE ABREU


Prefeito Antonio Marcos inaugura Ginásio Poliesportivo do Bairro Industrial: sonho vira realidade
O prefeito Antonio Marcos inaugurou o moderno Ginásio Poliesportivo Isaque de Oliveira Ramos, na manhã do último sábado (30). O antigo sonho dos moradores do Bairro Industrial, em Casimiro de Abreu, finalmente virou realidade. ...
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domingo, 1 de julho de 2012

SERÁ QUE ALGUÉM LEMBRA DO QUE ERA DESCASO?


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008( DATA QUE FOI PUBLICADO)

Descaso com o povo.


Barra de São João 2º Distrito de Casimiro de Abreu, também esta sofrendo com as chuvas e não começou hoje.
Há muito tempo a AMBSJ( Associação de Moradores de Barra de São João) vem avisando ao governo do estado lamentável em que se encontram determinados bairros, principalmente quando chove, mas não deram atenção.
Agora quem sofre é a população com o descaso com que sempre foram tratados, enquanto eles estão nos seus apartamentos, ou casas muitas vezes bem longe desta cidade.

Bairros que estão com problemas sérios:
Cidade Praiana;

Peixe Dourado II;

Jardim Miramar ;

Jardim Santa Irene ;
Palmital.

A ONDE VOCÊ ESTAVA QUE NÃO VIU ISTO ACONTECER? A ONDE?



Denuncias feitas pelo CMS ao CGU em 2006
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 32
Missão da SFC: "Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos."
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2.3.1 CONSTATAÇÃO: Plano Municpal de Saúde exercícios de 2005/2006 e o Relatório de.Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controlessão da SFC: "Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos."
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Gestão exercício de 2005, não estão aprovados pelo ConsFATO: De acordo com informações/documentação disponibilizada pelo Conselho Municipal de Saúde - CMS, o Plano Municipal de Saúde exercícios de 2005/2006 e o Relatório de Gestão exercício de 2005, ainda não foram aprovados pelo referido conselho, sendo que a Secretaria Municipal de Saúde, apenas elaborou o Relatório de Gestão após o questionamento por parte desta equipe de fiscalização. O Gestor Municipal de Saúde, após o término do trabalho de campo informou que está encaminhando tais documentos para serem apreciados e aprovados pelo CMS, o que deverá acontecer no dia 18 de agosto do corrente ano. A ausência de um Plano Municipal de Saúde evidencia, portanto, a falta de um planejamento, por parte do gestor municipal, das ações de assistência básica à saúde, o que pode terminar por comprometer o atendimento à população usuária do SUS em Casimiro de Abreu, uma vez que o citado documento é fundamental para a definição da política municipal de saúde. Na Ata da Reunião do Conselho Municipal de Saúde realizada em 17 de julho de 2006, existe registro de que o conselho não aprovou a prestação de contas apresentada pelo Fundo Municipal de Saúde, relativa ao exercício de 2005. Tanto o Relatório de Gestão como o Plano Municipal de Saúde são requisitos essenciais para a habilitação do município nas condições de gestão previstas na NOB-SUS 96 e ratificadas na NOAS 01/2002, sendo necessários para a garantia da regularidade das transferências do Fundo Nacional de Saúde, conforme estabelecido nos incisos III e IV do art. 4º da Lei n.º 8.142/90 e no "Manual para a Organização da Atenção Básica", aprovado pela Portaria GM/MS N.º 3.925, de 13/11/199.
EVIDÊNCIA: Declaração do gestor; Ata da Reunião do CMS realizada em 17 de julho de 2006; e Documentação anexa ao Ofício n.º 475/2006.
MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: Após o recebimento do Relatório Preliminar O Gestor Municipal de Saúde, por meio do Ofício n.º 475/2006 informou que tanto o Plano Municipal de Saúde dos exercícios de 2005/2006 como o Relatório de Gestão exercício de 2005, foram aprovados pelo Conselho Municipal de Saúde com ressalvas, tendo ainda encaminhado cópia de suas contestações para os fatos citados pelo ao mencionado conselho, como as motivações para a não aprovação plena dos mencionados documentos.
ANÁLISE DA EQUIPE: As contestações apresentadas pelo Gestor Municipal de Saúde não corrigem a impropriedade aqui relatadas, demonstra, apenas, que as ações de saúde desenvolvidas no município não estão sendo plenamente apreciadas e aprovadas pela Conselho Municipal de Saúde..Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 34
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2.3.2 CONSTATAÇÃO: Indícios de que o Gestor Municipal de Saúde não vem atuando em conjunto com o Conselho Municipal de Saúde.FATO: O CMS disponibilizou documentação onde constam informações de que a Secretaria Municipal não desenvolveu ações em conjunto com o CMS das quais destacamos: A Secretaria Municipal de Saúde firma acordos, contratos e convênios sem que o Conselho tome conhecimento; Os programas e ações de saúde, aprovados em conferências e nas reuniões do Conselho, não são implantados pelo Secretário de Saúde; O Programa de Saúde Mental, aprovado em Conferência e pelo colegiado, foi implantado no município com o objetivo, principal, de promover a reintegração dos usuários no meio social e reverter gradativamente o modelo assistencial de forma asilar para um modelo voltado para reinserção do indivíduo na sociedade, porém, não teve nenhuma assistência prestada pela SMS. O Secretário Municipal de Saúde motivado no fato da Psicóloga, coordenadora do programa e membro do CMS, ter votado contra a continuidade de um contrato, procedeu a sua exoneração e paralisou a execução do programa; As contratações de recursos humanos são feitas de maneira aleatória, sem prova seletiva ou outro meio transparente, . Os medicamentos são distribuído de forma irregular; Os Postos de Saúde estão necessitando de reformas e ampliações urgentes, sendo que nada se faz; Colocação de funcionários, para exercerem atividades que necessitam de registro em conselho de classe, sem que os mesmos possuam qualquer registro; Falta manutenção de uma maneira geral, nos aparelhos necessários ao atendimento dos usuários; Falta de veículos oficiais em boas condições, para transportar os pacientes que necessitam submeterem-se a tratamentos específicos, não são oferecidos pelo município; A dotação orçamentária destinada ao CMS não vem sendo utilizada pelo mesmo, uma vez que a Secretaria Municipal de Saúde não presta nenhum tipo de apoio ao CMS; Inclusão de funcionários na folha de pagamento do município, sem que os mesmos efetivassem a devida prestação dos serviços; existência de funcionários com dois ou maios vínculos empregatícios (Estado, Ministério da Saúde, contrato), sendo que muitas vezes não fazem se quer um; e - realização de concursos públicos para cargos na área da saúde, sem prévia apreciação a aprovação do CMS. Cabe informar que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou inquérito civil público para apurar irregularidades existentes na Administração Pública Municipal, denunciadas pelo CMS, especificamente na área da saúde. O citado inquérito resultou no Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, celebrado em 05/08/2004, entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Promotoria de.Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 35
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Tutela Coletiva - Núcleo Macaé junto ao 3º Centro Regional de Cabo Frio, o Conselho Municipal de Saúde e o Município de Casimiro de Abreu, no qual o município se comprometia a Administrar as ações de saúde em conjunto com o mencionado conselho, remetendo-o todos os documentos solicitados e que tenham pertinência com a função exercida por este órgão, em prazo razoável, que não impeça ou torne ineficaz a atuação do CMS. De acordo com as Informações prestadas pelo CMS, o Gestor Municipal de Saúde não vem cumprindo as disposições contidas no já mencionado termo.
EVIDÊNCIA: Termo de Compromisso de Ajustamento de conduta, celebrado entre Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Promotoria de Tutela Coletiva - Núcleo Macaé junto ao 3º Centro Regional de Cabo Frio, o Conselho Municipal de Saúde e o Município de Casimiro de Abreu; Ofício n.º024/2004 emitido pelo CMS em 30/03/2004, endereçado ao Promotor de justiça, Comarca de Cabo Frio; Ofício n.º064/2004 emitido pelo CMS e endereçado ao Promotor de Ofício n.º086/2004 emitido pelo CMS em 28/09/02/2004 e endereçado ao Promotor de justiça, Comarca de Cabo Frio; Ofício n.º014/2006 emitido pelo CMS em 09/02/2006 e endereçado ao Promotor de justiça, Comarca de Cabo Frio; e Ofício n.º017/2006 emitido pelo CMS e endereçado ao Fundo Municipal de Saúde. Documentação anexa ao Ofício n.º 475/2006.
MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: Após o recebimento do Relatório Preliminar O Gestor Municipal de Saúde por meio do Ofício n.º 475/2006 enviou as seguintes informações: "- Reza a Lei 8.142 esta inserida na Constituição Federal de 1988. Que todas as contratações e convênios só têem validade com a chancela do Conselho Municipal de Saúde. O que foi cumprido. As alegações referentes a exoneração da Coordenadora do Programa de Saúde mental e paralisação do mesmo, não são verídicas, provas documental podem ser enviadas através do contrato de trabalho. Todos os técnicos que possuem Entidade de Classe, só são contratados mediante apresentação de registro do referido conselho As demais contestações na forma do relato do Conselho Municipal de saúde e suas veracidades estão sendo averiguadas pelo Ministério Público".
ANÁLISE DA EQUIPE: As informações apresentadas pelo Gestor Municipal, sem a disponibilização da documentação comprobatória das mesmas, são insuficientes para comprovar a impertinência das informações prestadas pelo Conselho Municipal de Saúde, as quais indicam que a Secretaria Municipal de Saúde não desenvolve as ações da saúde em conjunto com o citado conselho..Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 36
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2.3.3 CONSTATAÇÃO: Incidências de irregularidade na execução dos recursos finnaceiros repassados pelo Governo Federal e destinado ao Piso de Atenção Básica de Saúde.
FATO: Na análise das despesas custeadas com recursos federais destinadas ao Piso de Atenção Básica, constatou-se as seguintes impropriedade/irregularidades: Prorrogação irregular do prazo de vigência do contrato de locação de equipamentos de informática firmado em 10/06/2005, uma vez que a mencionada contratação foi realizada com dispensa de licitação fundamentada no artigo 24-II da Lei 8.666/93, com base no valor inicialmente contratado que foi de R$ 7.500,00 ( sete mil e quinhentos reais). Por conta da prorrogação o valor comprovadamente executado foi de R$ 16.000,00 (dezesseis mil reais), portanto, excedendo ao valor limite para dispensa de licitação que é de R$ 8.000,00 (oito mil reais). O Gestor Municipal informou que as mencionadas prorrogações foram realizadas após apreciação e aprovação da procuradoria Jurídica do município e da Secretaria Municipal de Controle Interno, situação que não corrige a impropriedade ora relatada. Termo e Parceria firmado entre o Município de Casimiro de Abreu e o Instituto de Desenvolvimento à Ecologia, Saúde e Educação - IDESE, Ausência de documentação comprobatória da efetivação dos pagamentos mensais, por parte do IDESE, aos profissionais envolvidos na execução das ações de saúde, bem como dos recolhimentos dos correspondentes encargos sociais, conforme os processo de números 044/2006, 057/2006 e 065/2006. O Gestor Municipal em 15/08/2006 informou que a documentação comprobatória da efetivação dos pagamentos aos profissionais, só deverá ser apresentada ao município, anexa ao relatório sobre a execução do objeto do referido Termo de Parceria, ao término de cada exercício, tendo disponibilizado os comprovantes relativos aos recolhimentos dos correspondentes encargos sociais, face a intempestividade não foi possível proceder a análise adequada da documentação apresentada. A documentação contida nos processos de pagamentos acima mencionados indica que os recursos financeiros repassados ao IDESE, são especificamente para pagamento relativos a gestão dos recursos humanos que desenvolvem as ações de saúde do município, sendo o montante de recursos financeiros dispendido até 30/06/2006 no valor de R$ 1.618.573,04(hum milhão, seiscentos e dezoito mil, quinhentos e setenta e três reais e quatro centavos). Cabe ressaltar que a Gestão de Recursos humanos, no decorrer do exercício de 2005, em sua maioria, foi realizada por meio de prestação de serviços de autônomos, os recursos financeiros dispendidos nessa ação totalizaram o valor de R$ 3.156.765,47 (três milhões, cento e cinqüenta e seis mil, setecentos e sessenta e cinco reais e quarenta e sete centavos). - Prorrogação irregular do prazo de vigência, inicialmente pactuado (seis meses), do contrato de manutenção corretiva e preventiva de equipamentos odontológicos e médico-hospitalares.Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 37
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existentes nas unidades básicas de saúde do município, firmado em 07/07/2005, uma vez que a mencionada contratação foi realizada com licitação na modalidade convite, fundamentada no artigo 22-III da Lei 8.666/93, com base no valor mensal de R$8.510,00 (oito mil e quinhentos e dez reais) e global de R$51.060,00 (cinqüenta e um mil e sessenta reais), inicialmente pactuados, sendo que por conta das prorrogações o prazo final de execução foi para 31/12/2006, estando o valor, comprovadamente executado até 31/07/2006, em R$110.630,00 (cento e dez mil e seiscentos e trinta reais), portanto, excedendo ao valor limite para a modalidade de licitação utilizada pela administração. A irregularidade em questão torna-se ainda mais relevante, em virtude da ausência no instrumento convocatório da previsão de sucessivas prorrogações, uma vez que a exceção citada no Art. 57-II da Lei 8.666/93, tem como objetivo aumentar a possibilidade de obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração, portanto tal intenção deveria estar mencionada no instrumento convocatório. O relatório das atividades de manutenção executadas pela empresa contratada, apresentado pelo gestor, demonstra que no período de 01/03/05 a 11/08/06 foram realizadas apenas 58 visitas, em média 3 visitas mensais, sendo portanto, insuficiente para atestar a efetiva prestação de serviço nos termos pactuado. - Pagamentos de despesa com alimentação e hospedagem de três estagiários e um professor do Internato Rural com recursos financeiros destinados à execução das ações de atenção básica a saúde e repassados pelo Governo Federal no valor total de R$ 31.176,00(trinta e um mil e cento e setenta e seis reais), por conta do Termo Parceria firmado entre o Município de Casimiro de Abreu e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O Gestor Municipal, em 14/08/2006, apresentou os relatórios dos serviços executados pelos profissionais, os dados constantes dos citados relatórios, indicam a atuação dos mesmos em unidade básica de saúde, situação esta que não pôde ser verificada "in loco" face a intempestivadade na disponibilisação da documentação. Cabe ressaltar que o custeio das despesas aqui referenciadas, com recursos financeiros destinado ao PAB é passível de questionamento.
EVIDÊNCIA: processo de números 044/06, 057/06 e 065/06; e Documentação anexa ao Ofício n.º 076/06, de 11/08/2006, recebido em 14/08/2006.
MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: Não houve manifestação sobre este item.
ANÁLISE DA EQUIPE: Não se aplica.
2.3.4 CONSTATAÇÃO: Impropriedades na condução de Procedimentos Licitatórios.
FATO: Na análise dos processos relativos aos convites 03/2005, 05/2005,.02/2006 e 03/2006 constatou-se as seguintes impropriedade; - ausência de assinaturas com identificação dos representantes das empresas, bem como dos membros da CPL convites 03/2005, 05/2005 e 03/2006; O gestor informou que os membros da CPL não tinham carimbos na época, os quais já foram providenciados, e as assinaturas dos licitantes foram identificadas por meio das cópias dos contratos sociais, documentos de identidades anexo ao processo. As informações não sanam a impropriedade. - Abertura da reunião de habilitação e das propostas com o comparecimento de apenas duas empresa, convites 05/2005, 03/2006 e 02/2006; O gestor informou que a impropriedade ocorreu em virtude de urgências de proceder as aquisições. - Item 10.1 do edital estabelecendo que o licitante que enviar os envelopes A - Documentação e B - Propostas de preços, e não estiver presente na reunião, não cabe entrar com recursos ou discordar do resultado da licitação, o que vai de encontro com estabelecido no inciso III, Art. 43-III e alíneas "a" e "b", inciso I, Art. 109, ambos da Lei 8.666, convites 03/2005, 05/2005, 02/2006 e 03/2006. O Gestor municipal informou que os instrumentos convocatórios foram apreciados por sua Assessoria Jurídica, sendo que tal fato não corrige a falha ora relatada.
EVIDÊNCIA: Processos relativos aos Convites de números Convites 03/05, 05/05, 02/06 e 03/06; e Documentação anexa ao Ofício n.º 076/06, de 11/08/2006, recebido em 14/08/2006.
Gente esta é apenas parte do relatorio do CGU

Inauguração do ginásio polesportivo no B. INdustrial