''É bom ser mulher!!!!
Porque podemos ser todas em uma só, fortes e corajosas, frágeis e acessíveis, mães, filhas, amantes, donas de casa, profissionais.
Somos sensíveis e analisamos no dia-a-dia a melhor maneira de demonstrar o que pensamos .
"Nosso cérebro dá conta de vários serviços ao mesmo tempo.
''Porque mulheres são como chocolates. Podem ser brancas ou negras. Podem ser doces ou amargas. Podem até virem acompanhadas, mas no final todo mundo gosta.''
Irene Mell
Pais devem ficar de olho no que as crianças assistem.
Assistir a filmes com cenas de sexo durante a infância pode influenciar no comportamento sexual na adolescência. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos, o hábito faz com que aumente a possibilidade de o jovem perder a virgindade mais cedo, ter mais parceiros sexuais e não usar preservativo em relações casuais. Os dados são do jornalDaily Mail.
Os cientistas listaram 684 filmes de maior bilheteria entre 1998 e 2004 e avaliaram seu conteúdo sexual. Depois, pediram a 1.228 participantes, com idade entre 12 e 14 anos, que dissessem quais daqueles filmes haviam visto. Seis anos depois, eles foram entrevistados e falaram sobre a vida sexual.
“Esses filmes parecem influenciar fundamentalmente a personalidade por meio de mudanças em busca de sensações, que têm implicações de longo alcance para todos os seus comportamentos de risco”, disse o pesquisador Ross O’Hara. Embora seja impossível provar a ligação direta entre filmes e comportamento sexual, o profissional enfatizou que os resultados sugerem que os pais devem realmente evitar que as crianças tenham acesso a conteúdo erótico.
Nota: “Não introduziras, pois, uma abominação em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, pois é amaldiçoada.”Deuteronômio 7:26.
Seguir a Palavra do Senhor é sabedoria! Uma casa que se edifica distante das abominações do mundo, sempre ira perseverar. A que for edificada seguindo os padrões mundanos, estará entregue ao deus deste século. E seu ganho será ilusão e destruição.
“Abstende-vos de toda aparência de mal”I Tessalonicenses 5:22.
Nas últimas 36 horas, o sul da Califórnia sofreu um verdadeiro bombardeio tectônico e registrou nada menos que 128 tremores de pequena e média magnitude. Apesar de os tremores serem comuns naquela região, o enxame sísmico chamou a atenção e lembrou que a região pode ser palco de um intenso terremoto a qualquer momento.
A incrível sequência de abalos teve início às 12h53 pelo horário de Brasília, com o registro de um tremor de 3.3 magnitudes localizado a 17 km do norte-nordeste da cidade de Indio. O segundo sismo ocorreu quase seis horas depois, quando outra ruptura de 2.5 magnitudes foi detectada a 5 km de Brawley.
Após esses dois tremores, todo o sul da Califórnia passou a tremer seguidamente, como se um verdadeiro bombardeio sísmico tivesse sido desencadeado a intervalos menores que 10 minutos.
Todos os tremores registrados até às 22h31 BRT eram de magnitude baixa, comuns naquela região. Nesse instante um evento mais forte, calculado em 5.3 magnitudes foi detectado na mesma localidade de Brawley, a apenas 12 km de profundidade.
A atividade sísmica permaneceu constante até ás 23h57, quando outro evento de magnitude 5.5 foi novamente registrado abaixo de Brawley.
Até a manhã desta segunda-feira o USGS, Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, já havia computado pelo menos 128 tremores, a maior parte deles de média e baixa intensidade.
Apesar da atividade sísmica naquela região do Pacífico ser bastante comum, um enxame de tremores nessa quantidade foge aos padrões estatísticos. Normalmente, a falha de San Andreas – onde ocorreram os sismos – registra entre 4 e 12 tremores diariamente. Esse número pode atingir entre 30 e 50 quando ocorre um enxame sísmico.
Falha de San Andreas
A costa oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos lugares com a maior atividade sísmica do planeta. É ali que se encontra a conhecida falha de San Andreas, uma gigantesca rachadura visível de 1300 km de extensão que marca os limites entre as duas maiores placas tectônicas do planeta: a placa norte-americana e a placa do Pacífico.
Apesar de não ser perceptível aos nossos olhos, naquela região a placa norte-americana desliza 14 mm por ano em sentido sudeste enquanto a placa do Pacífico se desloca em sentido oposto a 5 mm por ano. Vez por outra a resistência entre elas aumenta e a energia do movimento se acumula até ser repentinamente liberada. Esse deslizamento entre as placas causa grande instabilidade em todo o Estado da Califórnia e foi a causa do violento terremoto que abalou a cidade de São Francisco em 1906.
Big One: O Grande Abalo
De acordo com o Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, USGS, o Estado da Califórnia tem 99% de chances de ser atingido nos próximos 30 anos por um grande terremoto superior a 6.7 graus e 46% de possibilidades para um tremor de 7.5 graus, que os habitantes locais chamam de “Big One”, capaz de sacudir a cidade de Los Angeles com graves consequências.
Um levantamento realizado em 2008 mostrou a existência de mais de 300 falhas em todo o Estado da Califórnia.
Para os especialistas, se a região sofrer um abalo de forte intensidade, acima de 9.2 magnitudes, a energia liberada poderá ser suficiente para separar definitivamente parte da Califórnia do resto do continente americano.
Tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem.1 Pedro 2:12.
O que quer que sejamos no coração manifestar-se-á no caráter, e terá influência em todos com quem nos associarmos. Nossas palavras, nossas ações, são cheiro de vida para vida, ou de morte para morte. E no juízo seremos levados face a face com aqueles a quem poderíamos haver ajudado a seguir caminhos retos, seguros, por meio de palavras escolhidas, de conselhos, caso tivéssemos dia a dia comunhão com Deus e um interesse vivo, permanente na salvação de suas almas.
O cristão não se deve contentar em ser meramente ativo homem de negócios. Não deve estar tão absorvido com os negócios mundanos que mal tenha um tempo de lazer ou um pensamento para a recreação e amizade, para o bem de outros, para o cultivo da mente ou o bem-estar da alma. São louváveis a energia e a diligência nas ocupações, mas estas não devem levar-nos a negligenciar o amor para com Deus e os semelhantes, ordenado pela Bíblia.
Nossa direção nos assuntos temporais, nossa conduta uns para com os outros, são comentados com rigor e severidade. O que dizemos na igreja não é de tanta importância como nosso comportamento no círculo familiar e entre nossos vizinhos. A palavra bondosa, o ato atencioso, a verdadeira delicadeza e hospitalidade, exercerão constante influência em favor da religião cristã.
Não permitamos que seja dado acerca de qualquer de nós o testemunho: “A religião não os tornou nada melhores. São tão condescendentes consigo mesmos como os mundanos, tão astutos nos negócios como sempre”. Todos quantos dão tal fruto espalham com Cristo em vez de com Ele ajuntar. Põem obstáculos no caminho daqueles a quem, por uma orientação coerente, poderiam ganhar para Jesus. É nosso dever como cristãos dar ao mundo provas inequívocas de que estamos obedecendo ao grande mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 19:19), que é o mesmo que a regra áurea de nosso Salvador: “Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós”. Mateus 7:12.
A batalha de todo homem Contém conselhos e orientações na área da sexualidade de forma que princípios e valores bíblicos da fidelidade no casamento e a Deus não sejam perdidos. Trata-se de um bom livro para os que possuem pouca ou muita fraqueza dentro deste contexto além de ser uma ótima fonte de orientações para qualquer homem necessitado de ajuda.
Alguns capítulos apresentam temas como: Desviando e subjugando os olhos, como domar sua mente para evitar pensamentos impuros, estimando o seu único tesouro e carregar a honra baseada em princípios elevados. Estes capítulos tratam de questões complexas enfrentadas pelos homens especialmente no que diz respeito as tentações nos olhos e na mente…
Apresenta limites que necessariamente precisam ser impostos e pensamentos que urgentemente precisam ser administrados e controlados. Mesmo nos assuntos mais complexos defende bem os valores cristãos para não serem comprometidos pela indulgência e fraqueza masculina. A área sexual é delicada e deve representar, dentro do casamento, uma dimensão clara da santidade e sagracidade do próprio valor do mesmo. Com muito êxito, tenta ensinar que foi Deus quem estabeleceu o relacionamento íntimo entre homem e mulher e deseja que os casais casados desfrutem dos gozos nupciais entre ambos. O prazer sexual não é pecado desde que conservado dentro do matrimônio e restrito a princípios claros. Por esta razão, a batalha de todo o homem serve de estímulo à fidelidade por parte do homem e ao reavivamento das sensibilidades sexuais que envolvem a própria esposa, caso tenham sido perdidos.
Pontos fortes - O autor foi muito feliz na maneira de abordar os meios que podem ser eficazes para controlar os olhos e os pensamentos que conduzuriam ao adultério e as lutas desmedidas contra a busca por arquivos, revistas e filmes que conduzem ao fracasso.
Pontos fracos - Creio que a abordagem a respeito das experiências de pessoas que tiveram momentos de fraqueza e de queda não deveriam ser apresentados no livro de uma maneira tão incisiva. Este tipo de abordagem pode fazer com que o leitor masculino viage em seus pensamentos atraindo sobre si as tentações sustentadas pela própria capacidade de imaginação.
Creio ser dispensável qualquer relato de experiências fortes e picantes que sejam capazes de estimular o homem que absorve tal conteúdo. Por demais, o livro é extraordinário e, para os que pretendem lutar e vencer suas tentações, este manual deve ser uma fonte riquíssima de orientações bem precisas e adequadas para os homens. Vale a pena tal investimento e aconselho a leitura deste manual de instruções para os homens guerreiros que pretendem buscar reavivamento e reforma em seu relacionamento.
Apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.Romanos 12:1.
O Dr. Neil Nedley estava aplicando um exame de esteira ergométrica em um paciente com suspeita de doença coronariana. Harold, o paciente, olhou para o médico e disse: “Doutor, realmente acho que o resultado deste exame não tem a menor importância. Cada um de nós temos nossa hora de morrer; esta hora está determinada, e não há nada que possamos fazer sobre isto.”
Harold acreditava que Deus decide se vamos viver ou morrer. Quando Deus chama o seu número, acabou-se. Não há nada que você possa fazer. Harold não é o único a pensar assim. Muita gente acredita que saúde é uma questão de sorte. É como jogar um dado.
Abundantes evidências científicas provam que essa teoria é totalmente falsa. Ela não leva em consideração o modo como o nosso estilo de vida afeta nossa saúde. Pesquisas demonstram claramente a relação entre os maus hábitos e o aumento das doenças.
Estou convencido de que Deus quer dar-nos boa saúde e o diabo quer destruí-la. O apóstolo João declarou assim o desejo de Deus para nós: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.” III João 2. Ellen White escreveu: “A saúde deve ser tão sagradamente cuidada como o caráter.” – Orientação da Criança, pág. 343.
O maligno induz as pessoas a destruir seus corpos e a pensar que isto faz pouca diferença para sua saúde espiritual. Elas aceitam o prazer temporário trazido por alguma condescendência física – drogas, álcool, fumo, alguns tipos de comida ou imoralidade sexual – e, ao assim fazerem, destroem tanto o corpo quanto a alma. A relação entre a mente e o corpo é tão íntima que qualquer hábito físico que afeta o corpo também afeta a mente.
Deus deseja que sejamos saudáveis para que nossa mente se torne clara para identificarmos Sua voz. Nossa saúde é uma prioridade para Ele. Deus deseja que ela se torne prioridade também para nós.
Focando principalmente em relacionamentos e aparências, os manuais de autoajuda dão fórmulas para a felicidade
As prateleiras de qualquer livraria estão abarrotadas de livros que prometem revolucionar a vida das mulheres e ensiná-las a lidar com todos os problemas. São receitas de sucesso para tudo: livrar-se dos quilos a mais que insistem em se acumular na cintura, resolver de uma vez por todas a vida sentimental, casando com o cara certo, enriquecer o bastante para nunca mais ter que se preocupar com dinheiro.
Resolvemos compilar todas essas receitas e conselhos emontar o perfil de como seria, na prática, a mulher ideal, criada graças aos maiores best-sellers de auto-ajuda.
“O que toda mulher inteligente deve saber” de Steve Carter e Julia Sokol (editora Sextante) propõe-se ser o roteiro oficial das mulheres inteligentes, que já começaram com o pé direito ao comprar o livro. “As mulheres inteligentes sabem que nenhuma mulher nasce inteligente”, afirma a obra. Depois de seguir ao pé da letra esse manual, a mulher terá aprendido a distinguir o homem “certo” do homem “errado”, identificando os potencialmente violentos e os mentirosos.
E se o relacionamento ainda assim não der certo? O guia ensina também a lidar com a separação, que ela vai tirar de letra. Ficar ligando para o ex e implorar por migalhas de amor? Jamais! Seguindo os 11 mandamentos da mulher inteligente, ela está pronta para sair-se bem de qualquer emboscada sentimental.
Não é a primeira vez que essa mulher desvenda os mistérios do sexo oposto. Há anos ela tem uma bíblia na cabeceira para entender porque é tão difícil falar a língua deles. “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”, de John Gray, (ed. Rocco) ensinou-a que homens e mulheres são de planetas diferentes. E que se ela quiser um armistício, vai precisar aprender a dominar a estranha língua dos marcianos. “Você vai aprender novas estratégias para conseguir o que você quer nessas horas de conflito”, promete o livro. Não tentar dar conselhos a eles é uma dica. Aliás, melhor não falar muito para não irritá-los.
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Julia Roberts vive Elizabeth Gilbert em "Comer, Rezar, Amar"
“Esperar que um homem, que esteja em sua caverna, instantaneamente se abra, se torne sensível e amável é tão irreal como esperar que uma mulher que esteja aborrecida imediatamente se acalme e seja completamente razoável”, diz o clássico. A mulher de Vênus vai aprender a fortalecer seu homem e a nunca tentar mudá-lo, para que ele possa ser e agir como seu “cavaleiro da armadura reluzente”.
Mas para conseguir se destacar – positivamente - no mar das outras bilhões de mulheres do planeta, nada como estar magra. Se possível, como uma francesa: magra sem precisar nunca fazer dieta, nem exercícios, ao contrário, curtindo os prazeres da mesa. Ela vai comer frugalmente, diminuir elegantemente a quantidade de comida que põe no prato, mas com prazer. Tomar sua taça de vinho para acompanhar as refeições e trocar o carro por uma rotina a pé ou de bicicleta.
Se, mesmo aproveitando para andar alguns quarteirões com os filhos até a creche, fazer supermercado ou ir para o trabalho a pé, as calorias queimadas não forem suficientes, ela pode sempre recorrer à sopa de alho-poró, até perder os quilinhos extras. É essa a receita de bem viver de “As Mulheres Francesas não Engordam”, escrito por Mireille Giuliano (ed. Campos), presidente do braço americano da companhia que produz o champanhe Veuve Clicquot.
Magra e com foco bem definido nos exemplares certos do sexo oposto, como se comportar? Antes de mais nada, ela deve saber se posicionar, dizer “não”. Em suma, livrar-se da “Síndrome da Boazinha”, descrita pela psicóloga Harriet B. Braiker no livro homônimo (ed. Best-Seller). O subtítulo revela a meta feminina: “Como ser poderosa curando sua compulsão por agradar”. Como? Diga “não” sempre que quiser dizer “não”, por exemplo. A dra. Braiker ensina técnicas e jeitos diferentes de dizer não: fazer uma contraproposta, se omitir, adiar a resposta ou simplesmente repetir a negativa como um “disco arranhado”.
Depois de superar a dependência da aprovação da família, dos colegas de trabalho e dos amigos, está na hora de entrar em campo. Essa mulher não tem mais nenhuma dúvida de que ser boa moça não faz sucesso. Em “Porque os homens se casam com as manipuladoras”, de Sherry Argov (ed. Best Seller), ela vai aprender a fazer um homem obedecê-la e ainda achar que a ideia foi dele, a ponto de implorar para que ela se case com ele.
Ao ser uma mulher livre, forte e segura e independente, certamente ela vai garfar o melhor solteirão do pedaço. Aliás, ela já sabia disso há tempos. Desde o lançamento de “Meninas Boazinhas Vão para o Céu, as Más Vão à Luta”, Ute Ehradt (Ed. Objetiva), que fez sucesso nos anos 1990, ela já tinha se acostumado com a ideia de ser um pouco rebelde para manter o respeito dos outros.
Mas mesmo tendo emagrecido ao desfrutar os prazeres da boa mesa, aprendido a se posicionar firmente e a dizer “não” e conhecendo todas as estratégias para evitar os canalhas, os violentos e os maus sujeitos, pode ainda ter um último problema pela frente. Depois depois de alguns encontros com o cara perfeito, ele deixa de retornar suas ligações e e-mails e ignora seu convite para sair.
“Ele simplesmente não está a fim de você”, de Greg Behrendt e Liz Tuccillo (Ed. Rocco) dá uma luz: nem sempre o esforço feminino vale a pena, ainda que você tenha feito tudo para ser irresistível. Para Greg, “os homens preferem ser atropelados por elefantes pegando fogo do que dizer, pura e simplesmente, que não estão a fim de você.” Nunca, em hipótese alguma, ela deve ir procurá-lo. Ao contrário, melhor desistir do rapaz em questão – e, quem sabe, começar o ciclo todo de novo.
A qualidade da sua vida pessoal influencia na sua vida profissional e vice-versa
Ao longo das últimas quatro décadas, pesquisas envolvendo a relação entre trabalho e família atraíram muita atenção. Inicialmente, era o aumento da participação feminina no mercado de trabalho que causava interesse, com muitas pesquisas concentradas nos conflitos vivenciados por mulheres que buscavam equilibrar as demandas do trabalho e da família. Entretanto, um número cada vez maior de pesquisas sobre a família e o trabalho tem mostrado os aspectos positivos que podem surgir da interação entre ambas as esferas, tanto para homens, quanto para mulheres.
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O difícil equilíbrio entre vida conjugal e profissional está relacionado a uma boa interação das duas áreas
Por exemplo, recursos adquiridos em uma área podem ser reinvestidos na outra. A participação em um dos domínios pode gerar uma energia que pode ser utilizada para melhorar as experiências no outro.
"O enriquecimento na relação entre família e trabalho" se refere a essa nova linha de pesquisa, que explora as maneiras pelas quais os recursos adquiridos no ambiente de trabalho podem melhorar a qualidade da vida familiar e vice versa. No estudo "Uma análise qualitativa das condições facilitadas do enriquecimento na relação entre família e trabalho", Sowon Kim e Mireia Las Heras, do Instituto de Estudios Superiores de la Empresa da Universidade de Navarra, na Espanha, discutem os fatores que contribuem para a troca de recursos vitais entre ambos os domínios.
Elas descobriram que um maior nível de satisfação conjugal está significativamente ligado a uma maior satisfação no emprego, ao passo que discordâncias conjugais refletem em uma maior insatisfação no emprego.
Kim e Las Heras pesquisaram casais com carreiras duplas, entrevistando-os a respeito de diversas dinâmicas familiares, incluindo a vida conjugal, os filhos e a gestão da casa, bem como a respeito de experiências ligadas ao trabalho. O mais importante eram as condições que permitiam o enriquecimento na relação entre família e trabalho.
As mulheres do estudo revelaram que suas vidas pessoais lhes davam o apoio emocional necessário para que elas se tornassem gestoras mais eficientes, a exemplo da citação a seguir: "Se me sinto bem em casa, isso melhora o meu humor e, indiretamente, melhora meu trabalho. Quando eu preciso confrontar as pessoas no trabalho, meu humor faz muita diferença. Se me sinto bem em casa, me sinto bem aqui".
Da mesma maneira, experiências de trabalho positivas surtiam um efeito positivo na vida familiar, conforme revelou um homem que abriu recentemente uma empresa de marketing.
"Quando recebo um projeto interessante", contou aos pesquisadores, "isso me deixa feliz, e eu quero compartilhar essa alegria com minha esposa. Isso melhora a dinâmica familiar, o humor e as conversas".
Alguns recursos, como habilidades, perspectivas, bens materiais e capital social, geralmente transcendem tanto os domínios da família, quanto os do trabalho. Os fatores que contribuem para os recursos familiares incluem a concordância conjugal, boas experiências como pais e a divisão de responsabilidades.
Um homem destacou a importância da compreensão de sua esposa:
"Nós temos qualidades que se complementam e gostos que se completam", afirmou, "então, eu não preciso justificar tudo o que quero fazer, nem cada decisão que tomo em relação a nossa casa ou a nossa família. Nós geralmente concordamos a respeito dos principais aspectos da vida".
As experiências dos pais também eram muito importantes. Homens que se tornam pais costumam ficar mais satisfeitos e comprometidos com suas carreiras do que os homens sem filhos. Conforme um homem falou, a família passa a ser o seu "plano de vida". Um maior comprometimento com a família se transforma em um comprometimento mais profundo com outras áreas da vida, incluindo o trabalho.
As pessoas também costumam aplicar aquilo que aprenderam no trabalho na educação de seus filhos. De acordo com um entrevistado: "Quanto mais conhecimento tenho, mais posso ajudar e ensinar os meus filhos".
Pessoas casadas também aprendem com os conhecimentos adquiridos por seu cônjuge no ambiente de trabalho. Uma professora que participava do estudo destacou a importância da experiência de seu marido como contador, quando ela aceitou uma nova função com responsabilidades administrativas.
"Agora eu sou responsável por fazer orçamentos", afirmou, "e o conhecimento de contabilidade do meu marido ajuda muito".
O estudo concluiu que as empresas interessadas em melhorar o equilíbrio entre trabalho e família deveriam incluir treinamentos a respeito do enriquecimento na relação entre família e trabalho e sobre a importância do compartilhamento de recursos entre ambas as esferas. Além disso, os gestores devem saber se os recursos familiares de seus subordinados estão melhorando seu desempenho no trabalho.
Mais do que isso, os gestores devem liderar pelo exemplo. Isso significa que eles devem ficar atentos aos recursos a sua disposição, utilizando-os em ambos os campos da vida. Dessa maneira, os gestores são capazes de encorajar os demais a melhorar seu desempenho no trabalho e a viver vidas mais balanceadas e saudáveis.
Protagonistas do filme "Colegas", premiado em Gramado, Ariel Golbenberg e Rita Pokk falam da paixão pela profissão, de preconceito e do projeto de virarem também diretore
"Para ser ator é preciso dar o sangue." A frase parece ter saído da boca de um profissional experiente, e é mesmo. Ariel Goldenberg, 31 anos, é um dos protagonistas de "Colegas" , filme ganhador do último Festival de Gramado . A vitória na serra gaúcha, divulgada pela equipe como se fosse o "Oscar brasileiro", provocou burburinho na internet. Não só pela qualidade do longa, mas pelo fato de ele ser estrelado por atores com síndrome de Down.
Ariel encabeça "Colegas" ao lado da mulher, Rita Pokk, 32 anos, e do carioca Breno Viola, os três downianos. Na trama escrita pelo diretor Marcelo Galvão, o trio, viciado em cinema, foge do instituto onde morava depois de assistir a "Thelma e Louise" e cai na estrada a bordo do Karmann Ghia vermelho do jardineiro, interpretado por Lima Duarte, também o narrador.
Ariel Goldenberg e Rita Pokk, do filme "Colegas", exibem Kikitos ganhos em Gramado: preparação para o Oscar. Foto: Amana Salles/Fotoarena
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Deixando um rastro de crimes e procurados pela polícia (tudo na maior inocência possível), cada um tem o compromisso de realizar um sonho – casar, voar, ver o mar. Por trás dessa história de visual encantador e repleta de referências cinematográficas, há o objetivo nada cifrado de acabar com o preconceito.
Amana Salles/Fotoarena
Versão do cartaz na parede do apartamento
Se na ficção os protagonistas viviam segregados, na vida real não poderia ser mais diferente. Prestes a completar nove anos juntos, Rita e Ariel (ou Ari, seu apelido) moram num apartamento amplo no bairro do Sumaré, em São Paulo, na companhia de Corine, mãe de Ariel. Cercados por filmes e obras de arte, trabalham meio período – ela numa rede de drogarias, ele como auxiliar de escritório –, mas querem mesmo é se afirmar como atores.
Os dois atuaram pela primeira vez juntos numa versão teatral de "Romeu e Julieta". Ariel conseguiu papéis na novela "Jamais Te Esquecerei" (2003), do SBT (na qual Rita faz uma participação), e num episódio da série global "Carga Pesada". Depois, já casados, ficaram conhecidos nacionalmente ao participar do documentário "Do Luto à Luta" (2005), de Evaldo Mocarzel, vencedor de seis prêmios no Festival do Recife. Nas entrevistas para divulgar o filme, cruzaram com Marcelo Galvão, que também ia conversar com a jornalista Marília Gabriela, e daí nasceu a parceria para "Colegas".
Por quatro anos, o casal ensaiou todos as semanas com o diretor. A prévia foi o aquecimento para as filmagens, realizadas ao longo de três meses em Paulínia, São Paulo, Torres (litoral gaúcho) e Buenos Aires. A dupla descarta qualquer privilégio em relação ao resto da equipe. "Não é fácil acordar de madrugada para poder gravar", garante Ariel ao iG . "Tiveram cenas com uns horários bem loucos. E nas de chuva, a água era gelada pra caramba."
Reprodução
Ariel faz graça em vídeo para campanha do filme
Dificuldades assim não impediram os dois de sonhar alto. "Quero ser famosa, conhecida no mundo inteiro, dar várias entrevistas", conta Rita, que fez curso de interpretação na Associação para o Desenvolvimento Integral do Down (ADID). Ela sentiu um pouco do gostinho da fama na serra gaúcha, ao ser assediada pelo público nas ruas de Gramado. "Eu conversava com meus fãs, tirava fotos, contava a história do filme, quem era Marcelo Galvão, um monte de coisa."
Já Ariel quer oficializar a profissão fazendo seu registro profissional de ator ("já tenho até currículo pronto") e voltar a trabalhar na TV.
"Eu gostaria muito de trabalhar em novela", diz ele, "não em uma, várias". Rita, por outro lado, prefere ficar mais focada: "Por enquanto só quero atuar no cinema. Depois, mais tarde, vou ver o que quero fazer". "Atriz tem que aceitar tudo", rebate Ariel, engatando uma discussão que se estende por vários minutos.
Preconceito e inclusão
Há poucos dias, a produtora Gatacine, responsável por "Colegas", abriu uma campanha na internetpara arrecadar recursos para auxiliar o lançamento do filme, previsto para entrar em cartaz no dia 9 de novembro. Ariel é o garoto-propaganda, e ele não desperdiça nenhuma oportunidade de divulgar o projeto. "Queria que as empresas dessem mais patrocínio para a gente. O tema de 'Colegas' é o preconceito", defende.
Itamar Aguiar/Pressphoto
Ariel e Rita abraçam o diretor Marcelo Galvão em Gramado: ensaios do filme duraram quatro anos
E os dois atores já foram alvo de preconceito? "Já sentimos bastante. As pessoas olham diferente para a gente", lamenta Rita. "Acham que Down é mongol, que não sabe falar direito, ficam nos subestimando", acrescenta Ariel, que condena qualquer tipo de preconceito, racial, religioso, o que for. "Queria que você colocasse isso na reportagem: perante os olhos da sociedade, somos Down, mas aos olhos de Deus, somos normais."
E não são só os downianos que "Colegas" pretende ajudar. A sessão no Festival de Gramado contou com o recurso da audiodescrição, permitindo que cerca de 30 deficientes visuais pudessem acompanhar as aventuras do filme por meio de fones de ouvido.
Antigo parceiro de Hector Babenco, com quem trabalhou em longas como "Pixote", "O Beijo da Mulher Aranha" e "Brincando nos Campos do Senhor", o produtor Marçal de Souza – que perdeu a visão em 2007, por conta de diabetes – diz que está tentando viabilizar a facilidade para alguns cinemas quando "Colegas" estrear. Além disso, negocia com a distribuidora a inclusão de legendas em parte das cópias, para beneficiar, desta vez, os surdos. Em Gramado, um grupo compareceu à sessão usando camisetas que diziam "Para quem não ouve, mas se emociona. Legenda para nós".
Essa "corrente do bem" tem gerado um interesse crescente por "Colegas". "O filme tem esse poder. Todo mundo quer assistir, recebemos milhões de e-mails", comenta Marçal.
"O que falta é o público voltar ao cinema. É uma judiação quando o filme é visto só por 20 mil, 30 mil pessoas. Tem muita gente querendo saber quando o filme vai ser lançado em DVD, para esperar e ver no sofá. Não se dão conta de que o cinema evoluiu muito tecnicamente, se perde muito em casa, no som, na imagem."
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Febre de prêmios: foto de Ariel que ilustra página do Facebook do projeto "Eu Vou Pro Oscar"
Rumo ao Oscar
Quando participaram de "Do Luto à Luta", Ariel e Rita foram convidados por Evaldo Mocarzel para experimentar dirigir algumas cenas de um curta fictício ( assista aqui ). Os dois gostaram tanto que hoje, além de serem atores, sonham em pular também para trás das câmeras. Eles, inclusive, já trabalham na história.
Amana Salles/Fotoarena
O casal exibe filmes da coleção: fãs de terror
O casal é fanático por filmes de horror. No quarto, a prateleira é repleta de DVDs do gênero – estão lá "O Silêncio dos Inocentes", "O Exorcista", "Brinquedo Assassino", Poltergeist" e por aí vai. Ariel tem na ponta da língua uma das falas do maníaco Hannibal Lecter, interpretado por Anthony Hopkins e citado em "Colegas". "Comi o fígado dele com caldo de feijão e um bom chianti", recita o ator, imitando inclusive a célebre salivação do assassino em série.
"Estou escrevendo o roteiro do meu filme, junto com o storyboard", conta Ariel, sem revelar detalhes. "Minha história é diferente da dele. Tem suspense, terror, tudo junto", arremata Rita.
Imersa nessa realidade, a dupla pensa grande. Para encerrar com chave de ouro a carreira de "Colegas", depois da estreia, os dois querem trazer um Oscar inédito para o Brasil. Indagado se gosta de assistir a premiação da Academia de Hollywood, a maior festa do cinema mundial, Ariel logo mostra que não está para brincadeira: "Eu quero ganhar o Oscar, é diferente".
Séria, a meta rendeu uma página no Facebook e no Twitter , que Rita, ansiosa por ver Brendan Fraser e Stephen King em pessoa, ajuda a atualizar. Enquanto pratica a pose com os Kikitos conquistados em Gramado, o casal pensa positivo. "Se Deus quiser, a gente vai levar o Oscar para casa, para provar do que somos capazes", torce Rita. "Vamos chegar aqui e gritar: 'ganhamos o Oscar!!!'". Ninguém duvida.