''É bom ser mulher!!!! Porque podemos ser todas em uma só, fortes e corajosas, frágeis e acessíveis, mães, filhas, amantes, donas de casa, profissionais. Somos sensíveis e analisamos no dia-a-dia a melhor maneira de demonstrar o que pensamos . "Nosso cérebro dá conta de vários serviços ao mesmo tempo. ''Porque mulheres são como chocolates. Podem ser brancas ou negras. Podem ser doces ou amargas. Podem até virem acompanhadas, mas no final todo mundo gosta.'' Irene Mell
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terça-feira, 2 de abril de 2013
Secretaria Municipal de Saúde promove reunião do ESF em Barra de São João
A Secretaria de Saúde de Casimiro de
Abreu promove nesta terça-feira (26), no bairro Vila Nova, distrito de
Barra de São João, o primeiro encontro público do Programa Estratégia
Saúde da Família com a comunidade. A reunião acontecerá às 18 horas e é
aberta ao público. O objetivo é estimular a criação de um conselho
comunitário para acompanhar as ações do governo, além de informar a
população sobre serviços e demandas. Outra finalidade da Prefeitura de
Casimiro de Abreu é estreitar cada vez mais o diálogo com as comunidades
de cada região. Uma vez por mês, cada ESF casimirense realizará este
encontro com os moradores que são acompanhados pelo programa.
Secretaria de Educação de Casimiro de Abreu adere ao sistema de avaliação estadual
As escolas municipais de Casimiro de
Abreu passaram a contar com novo sistema de avaliação de ensino. A
Secretaria de Educação aderiu ao SAERJ (Sistema de Avaliação da Educação
do Estado do Rio de Janeiro). O termo de adesão foi assinado pelo
prefeito Antonio Marcos. “O objetivo é acompanhar mais de perto a
evolução do processo ensino-aprendizagem”, disse a secretária de
Educação, Sônia Coelho.
Com a adesão, Casimiro de Abreu passou a integrar o “Saerjinho”, que consiste no programa de avaliação diagnóstica do processo Ensino Aprendizagem da Rede Estadual de Ensino. O programa passou a ser oferecido aos municípios do Estado do Rio de Janeiro neste ano. Os alunos serão avaliados bimestralmente, aferindo suas habilidades e competências dentro de um currículo mínimo.
— Esse currículo mínimo foi elaborado pelo Governo do Estado, com base nos parâmetros nacionais de educação básica. As provas serão aplicadas nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências para os 5º e 9º anos do Ensino Fundamental. Com o “Saerjinho”, os professores da rede saberão com mais rapidez como anda o aprendizado de seus alunos e em que áreas eles têm mais dificuldades — informou Sônia Coelho.
A proposta da Secretaria de Educação em parceria com o SAERJ é preparar os alunos da rede municipal de ensino de maneira mais eficaz. Outro objetivo é elevar cada vez mais a nota do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). “A prova será útil para que os educadores possam elaborar estratégias pedagógicas para aperfeiçoar o ensino municipal”, concluiu a secretária.
Com a adesão, Casimiro de Abreu passou a integrar o “Saerjinho”, que consiste no programa de avaliação diagnóstica do processo Ensino Aprendizagem da Rede Estadual de Ensino. O programa passou a ser oferecido aos municípios do Estado do Rio de Janeiro neste ano. Os alunos serão avaliados bimestralmente, aferindo suas habilidades e competências dentro de um currículo mínimo.
— Esse currículo mínimo foi elaborado pelo Governo do Estado, com base nos parâmetros nacionais de educação básica. As provas serão aplicadas nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências para os 5º e 9º anos do Ensino Fundamental. Com o “Saerjinho”, os professores da rede saberão com mais rapidez como anda o aprendizado de seus alunos e em que áreas eles têm mais dificuldades — informou Sônia Coelho.
A proposta da Secretaria de Educação em parceria com o SAERJ é preparar os alunos da rede municipal de ensino de maneira mais eficaz. Outro objetivo é elevar cada vez mais a nota do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). “A prova será útil para que os educadores possam elaborar estratégias pedagógicas para aperfeiçoar o ensino municipal”, concluiu a secretária.
Publicado em 27/3/2013
Terapia precoce pode ajudar a prevenir autismo
Aos primeiros sinais, bebês de 6 meses entram na terapia a fim de evitar o autismo
Três anos se passaram desde que Diego recebeu o diagnóstico de
autismo, aos 2 anos de idade. Desde então, sua mãe Carmen Aguilar já fez
incontáveis contribuições para as pesquisas sobre a síndrome.
Ela doou todos os tipos de amostras biológicas e concordou em manter um diário de tudo o que come, inala ou esfrega na pele. Uma equipe de pesquisadores presenciou o nascimento de seu segundo filho, Emilio. A placenta, algumas amostras de tecido da mãe e as primeiras fezes do bebê foram colocados em um recipiente e entregues para serem analisados.
Atualmente, a família participa de outro estudo: uma iniciativa de vários cientistas norte-americanos que buscam identificar sinais de autismo em crianças a partir dos 6 meses (até hoje, a síndrome não pode ser diagnosticada de forma confiável antes dos 2 anos de idade). No Instituto MIND , no Davis Medical Center da Universidade da Califórnia, os cientistas estão observando bebês como Emilio em um esforço pioneiro para determinar se eles podem se beneficiar de tratamentos específicos.
Assim, quando Emilio mostrou sinais de risco de autismo na sua avaliação de 6 meses – não fazia contato visual, não sorria para as pessoas, não balbuciava, mostrava interesse incomum por objetos – seus pais aceitaram de imediato o convite para que ele participasse de um programa de tratamento chamado “Infant Start”.
O tratamento consiste de uma terapia diária, chamada “Early Start Denver Model” (ESDM), baseada em jogos e brincadeiras. Testes aleatórios têm demonstrado que a técnica melhora significativamente o QI, a linguagem e a sociabilidade em crianças com autismo. Além disso, os pesquisadores dizem que quanto antes tiver início o tratamento, maior será potencial de sucesso.
"No fundo, o que podemos fazer é evitar que uma certa proporção de autismo ocorra," explica David Mandell, diretor adjunto do Centro de Pesquisas de Autismo do Hospital Pediátrico da Filadélfia. "Eu não estou dizendo que estas crianças estão sendo curadas, mas podemos estar alterando suas trajetórias de desenvolvimento ao intervir precocemente, para que elas nunca sigam o caminho que leve à síndrome. É impossível conseguir isso se ficarmos esperando o completo surgimento da doença."
Ela doou todos os tipos de amostras biológicas e concordou em manter um diário de tudo o que come, inala ou esfrega na pele. Uma equipe de pesquisadores presenciou o nascimento de seu segundo filho, Emilio. A placenta, algumas amostras de tecido da mãe e as primeiras fezes do bebê foram colocados em um recipiente e entregues para serem analisados.
Atualmente, a família participa de outro estudo: uma iniciativa de vários cientistas norte-americanos que buscam identificar sinais de autismo em crianças a partir dos 6 meses (até hoje, a síndrome não pode ser diagnosticada de forma confiável antes dos 2 anos de idade). No Instituto MIND , no Davis Medical Center da Universidade da Califórnia, os cientistas estão observando bebês como Emilio em um esforço pioneiro para determinar se eles podem se beneficiar de tratamentos específicos.
Assim, quando Emilio mostrou sinais de risco de autismo na sua avaliação de 6 meses – não fazia contato visual, não sorria para as pessoas, não balbuciava, mostrava interesse incomum por objetos – seus pais aceitaram de imediato o convite para que ele participasse de um programa de tratamento chamado “Infant Start”.
O tratamento consiste de uma terapia diária, chamada “Early Start Denver Model” (ESDM), baseada em jogos e brincadeiras. Testes aleatórios têm demonstrado que a técnica melhora significativamente o QI, a linguagem e a sociabilidade em crianças com autismo. Além disso, os pesquisadores dizem que quanto antes tiver início o tratamento, maior será potencial de sucesso.
"No fundo, o que podemos fazer é evitar que uma certa proporção de autismo ocorra," explica David Mandell, diretor adjunto do Centro de Pesquisas de Autismo do Hospital Pediátrico da Filadélfia. "Eu não estou dizendo que estas crianças estão sendo curadas, mas podemos estar alterando suas trajetórias de desenvolvimento ao intervir precocemente, para que elas nunca sigam o caminho que leve à síndrome. É impossível conseguir isso se ficarmos esperando o completo surgimento da doença."
Observação e interação
Sally Rogers, a cientista do Instituto MIND que acompanha a família Aguilar, conta que já enfrentou muitos desafios na adaptação da terapia de crianças de mais de um ano para os bebês. Mesmo os bebês com desenvolvimento normal para a idade ainda não podem falar ou gesticular, muito menos fingir.
Rogers pede que os pais prestem atenção no balbuciar e nas interações sociais simples que ocorrem durante as rotinas normais de alimentar, vestir, dar banho e trocar o bebê.
Durante a primeira sessão com Emilio, de 7 meses, Sally demonstrou aos pais Carmen e Saul jogos de esconde-esconde, cócegas e outras brincadeiras de interação com pessoas. Ela falou sobre as 12 semanas seguintes e como eles fariam para que Emilio trocasse sorrisos, atendesse pelo nome e balbuciasse, começando com uma única sílaba ("ma"), depois passando para duas ("gaga") e mais adiante para combinações mais complexas ("maga").
"A maioria dos bebês vem ao mundo com uma espécie de ímã embutido que atrai as pessoas", explica Sally. "Uma coisa que sabemos sobre o autismo é que ele enfraquece esse ímã. Não é que não se interessem, mas eles têm um pouco menos de atração pelas pessoas. Então, como podemos aumentar nosso apelo magnético para chamar sua atenção? "
A lição número um foi o contato visual. Sally pediu que os pais se revezassem para brincar com Emilio, incentivando-os a ficar cara a cara com o bebê e permanecer na sua linha de visão. Carmen Aguilar inclinou-se sobre o cobertor azul e sacudiu um brinquedo. "Emilio? Onde está o Emilio?"
Do outro lado do espelho de duas faces, um pesquisador acompanhava a sessão e um assistente monitorava três câmeras de vídeo na sala. Sally Ozonoff, que foi a primeira a escolher Emilio para o estudo, parou para observar.
"Ele está olhando apenas para o objeto, embora o rosto de sua mãe esteja a oito centímetros de distância", disse ela. "Ele tem um rosto muito sóbrio e tranquilo".
Saul Aguilar foi o próximo a tentar. Ele colocou Emilio em uma cadeira vermelha feita de um saco de sementes e dobrou os lados sobre o bebê. "Chuá, chuá, chuá!", fez Saul. Nenhuma resposta.
Ele levantou Emilio para cima de sua cabeça e imitou um avião. Emilio olhou para o teto.
Então Saul colocou o bebê de volta na cadeira e pegou um lobo de pelúcia. Pôs o lobo sobre a cabeça e deixou-o cair em suas mãos. "Pschooo! Uuooó!” Finalmente, Emilio olhou. "Isso foi ótimo", disse Sally Rogers ao pai do bebê. "Você colocou o brinquedo sobre a cabeça e ele foi atraído para o seu rosto. Você usou o brinquedo para melhorar a interação social. Ao trazê-lo até o seu rosto, Emilio percebe você."
Sally Rogers, a cientista do Instituto MIND que acompanha a família Aguilar, conta que já enfrentou muitos desafios na adaptação da terapia de crianças de mais de um ano para os bebês. Mesmo os bebês com desenvolvimento normal para a idade ainda não podem falar ou gesticular, muito menos fingir.
Rogers pede que os pais prestem atenção no balbuciar e nas interações sociais simples que ocorrem durante as rotinas normais de alimentar, vestir, dar banho e trocar o bebê.
Durante a primeira sessão com Emilio, de 7 meses, Sally demonstrou aos pais Carmen e Saul jogos de esconde-esconde, cócegas e outras brincadeiras de interação com pessoas. Ela falou sobre as 12 semanas seguintes e como eles fariam para que Emilio trocasse sorrisos, atendesse pelo nome e balbuciasse, começando com uma única sílaba ("ma"), depois passando para duas ("gaga") e mais adiante para combinações mais complexas ("maga").
"A maioria dos bebês vem ao mundo com uma espécie de ímã embutido que atrai as pessoas", explica Sally. "Uma coisa que sabemos sobre o autismo é que ele enfraquece esse ímã. Não é que não se interessem, mas eles têm um pouco menos de atração pelas pessoas. Então, como podemos aumentar nosso apelo magnético para chamar sua atenção? "
A lição número um foi o contato visual. Sally pediu que os pais se revezassem para brincar com Emilio, incentivando-os a ficar cara a cara com o bebê e permanecer na sua linha de visão. Carmen Aguilar inclinou-se sobre o cobertor azul e sacudiu um brinquedo. "Emilio? Onde está o Emilio?"
Do outro lado do espelho de duas faces, um pesquisador acompanhava a sessão e um assistente monitorava três câmeras de vídeo na sala. Sally Ozonoff, que foi a primeira a escolher Emilio para o estudo, parou para observar.
"Ele está olhando apenas para o objeto, embora o rosto de sua mãe esteja a oito centímetros de distância", disse ela. "Ele tem um rosto muito sóbrio e tranquilo".
Saul Aguilar foi o próximo a tentar. Ele colocou Emilio em uma cadeira vermelha feita de um saco de sementes e dobrou os lados sobre o bebê. "Chuá, chuá, chuá!", fez Saul. Nenhuma resposta.
Ele levantou Emilio para cima de sua cabeça e imitou um avião. Emilio olhou para o teto.
Então Saul colocou o bebê de volta na cadeira e pegou um lobo de pelúcia. Pôs o lobo sobre a cabeça e deixou-o cair em suas mãos. "Pschooo! Uuooó!” Finalmente, Emilio olhou. "Isso foi ótimo", disse Sally Rogers ao pai do bebê. "Você colocou o brinquedo sobre a cabeça e ele foi atraído para o seu rosto. Você usou o brinquedo para melhorar a interação social. Ao trazê-lo até o seu rosto, Emilio percebe você."
Cérebro e vivências
Embora as causas do autismo ainda sejam um mistério, os cientistas concordam que existe algum fator genético ou biológico envolvido. Tratamentos experimentais como o “Infant Start” visam abordar o ambiente social em que o bebê vive, para descobrir se as mudanças em casa podem alterar o desenvolvimento biológico da doença.
"As experiências formam os cérebros dos bebês de uma maneira muito física", explica Sally. "As experiências determinam as sinapses; algumas são construídas e outras são dissolvidas."
Na teoria, se um bebê prefere objetos em vez de rostos, uma "cascata de desenvolvimento" pode começar: os circuitos cerebrais que nasceram para a leitura facial são usados para outro fim, como o processamento da luz ou de objetos. Assim, os bebês perdem a capacidade de entender os sinais emocionais transmitidos pela observação de expressões faciais. Quanto mais tempo o cérebro de um bebê seguir este curso de desenvolvimento, mais difícil torna-se a intervenção.
Entretanto, o esforço de frear o autismo através de intervenções antecipadas apresenta um problema científico.
Como não existe um diagnóstico formal de autismo antes dos 2 anos, é impossível distinguir entre os bebês que são ajudados pela intervenção e os que jamais teriam desenvolvido autismo. Os pesquisadores precisam obter uma série de avanços com bebês como Emilio antes de fazer um estudo aleatório, comparando os bebês que recebem o tratamento com aqueles que não o recebem.
Os pais de Emilio estão felizes por seu filho participar da primeira fase do programa piloto. Eles viram o filho mais velho, Diego, progredir tanto na terapia comportamental entre as idades de 3 e 5, que ficam muito esperançosos com o que poderá acontecer com o mais novo.
Saul Aguilar largou o emprego em uma empresa de telecomunicações para cuidar de Emilio e trabalhar em seus objetivos todos os dias. Carmen Aguilar havia deixado seu emprego de assistente social quando o primeiro filho recebeu o diagnóstico. Mas os planos para o futuro tiveram que ser revistos depois da avaliação de 6 meses de Emílio.
"Eu sou a primeira pessoa da minha família a ir para a universidade," diz Carmen Aguilar. "Meu pensamento foi: 'agora já preparei o futuro de meu filho." Mas, depois de saber que Emilio também pode ter autismo, ela diz que "você para de olhar para tão longe no futuro; somos forçados a pensar um dia de cada vez."
Embora as causas do autismo ainda sejam um mistério, os cientistas concordam que existe algum fator genético ou biológico envolvido. Tratamentos experimentais como o “Infant Start” visam abordar o ambiente social em que o bebê vive, para descobrir se as mudanças em casa podem alterar o desenvolvimento biológico da doença.
"As experiências formam os cérebros dos bebês de uma maneira muito física", explica Sally. "As experiências determinam as sinapses; algumas são construídas e outras são dissolvidas."
Na teoria, se um bebê prefere objetos em vez de rostos, uma "cascata de desenvolvimento" pode começar: os circuitos cerebrais que nasceram para a leitura facial são usados para outro fim, como o processamento da luz ou de objetos. Assim, os bebês perdem a capacidade de entender os sinais emocionais transmitidos pela observação de expressões faciais. Quanto mais tempo o cérebro de um bebê seguir este curso de desenvolvimento, mais difícil torna-se a intervenção.
Entretanto, o esforço de frear o autismo através de intervenções antecipadas apresenta um problema científico.
Como não existe um diagnóstico formal de autismo antes dos 2 anos, é impossível distinguir entre os bebês que são ajudados pela intervenção e os que jamais teriam desenvolvido autismo. Os pesquisadores precisam obter uma série de avanços com bebês como Emilio antes de fazer um estudo aleatório, comparando os bebês que recebem o tratamento com aqueles que não o recebem.
Os pais de Emilio estão felizes por seu filho participar da primeira fase do programa piloto. Eles viram o filho mais velho, Diego, progredir tanto na terapia comportamental entre as idades de 3 e 5, que ficam muito esperançosos com o que poderá acontecer com o mais novo.
Saul Aguilar largou o emprego em uma empresa de telecomunicações para cuidar de Emilio e trabalhar em seus objetivos todos os dias. Carmen Aguilar havia deixado seu emprego de assistente social quando o primeiro filho recebeu o diagnóstico. Mas os planos para o futuro tiveram que ser revistos depois da avaliação de 6 meses de Emílio.
"Eu sou a primeira pessoa da minha família a ir para a universidade," diz Carmen Aguilar. "Meu pensamento foi: 'agora já preparei o futuro de meu filho." Mas, depois de saber que Emilio também pode ter autismo, ela diz que "você para de olhar para tão longe no futuro; somos forçados a pensar um dia de cada vez."
Filhos com Síndrome de Down trazem alegria, não arrependimento, aos pais
Em pesquisa, 8 a cada 10 pais disseram que ter filhos com a Síndrome melhorou suas vidas e 94% dos irmãos se declaram "orgulhosos"
Síndrome de Down: cerca de 8 a cada 10 pais relataram que os filhos tornaram a vida melhor
Quando Louise Borke descobriu que seu filho tinha Síndrome de
Down, ele tinha apenas alguns dias. A reação dela? “Choque e surpresa,
inquietação e ansiedade”, recordou.
Hoje, 22 anos depois, Borke é capaz de avaliar a vida com seu filho,
Louis Sciuto, e diz: “Tem sido divertido. Tem seus desafios, não vou
negar, mas tem sido divertido. É recompensador e não tenho
arrependimentos”.
Borke não está sozinha. Em uma série de pesquisas recém-concluídas, 96% dos pais disseram não se arrepender de ter tido um filho com Síndrome de Down. Para quase 8 a cada 10, a criança melhorou suas vidas, ensinando-os a ter paciência, aceitação e flexibilidade, entre outras coisas.
Os irmãos expressaram visões semelhantes, com 94% se sentindo “orgulhosos” e 88% declarando que o irmão especial os tornou uma “pessoa melhor”. E virtualmente todas as pessoas com Síndrome de Down participantes da pesquisa disseram estar felizes com sua vida e com quem são.
“As vozes que ouvimos expressaram muita satisfação e positividade sobre suas vidas, a despeito de terem grandes desafios”, disse o médico Brian Skotko, coordenador das pesquisas, publicadas na edição de outubro do “American Journal of Medical Genetics”.
Skotko, do Programa de Síndrome de Down no Children’s Hospital Boston, espera que os resultados ajudem famílias a tomar decisões sobre os bebês ainda não nascidos, especialmente agora, que os testes pré-natais se tornam mais abrangentes.
Atualmente, o exame pré-natal para Síndrome de Down envolve risco de aborto e é feito por apenas cerca de 2% das mulheres grávidas. Mas testes novos e virtualmente 100% seguros estão para chegar ao mercado, e Skotko quer garantir que os pais às voltas com esta “complexa, sensível e difícil decisão” tenham informação de qualidade para guiá-los.
Borke não está sozinha. Em uma série de pesquisas recém-concluídas, 96% dos pais disseram não se arrepender de ter tido um filho com Síndrome de Down. Para quase 8 a cada 10, a criança melhorou suas vidas, ensinando-os a ter paciência, aceitação e flexibilidade, entre outras coisas.
Os irmãos expressaram visões semelhantes, com 94% se sentindo “orgulhosos” e 88% declarando que o irmão especial os tornou uma “pessoa melhor”. E virtualmente todas as pessoas com Síndrome de Down participantes da pesquisa disseram estar felizes com sua vida e com quem são.
“As vozes que ouvimos expressaram muita satisfação e positividade sobre suas vidas, a despeito de terem grandes desafios”, disse o médico Brian Skotko, coordenador das pesquisas, publicadas na edição de outubro do “American Journal of Medical Genetics”.
Skotko, do Programa de Síndrome de Down no Children’s Hospital Boston, espera que os resultados ajudem famílias a tomar decisões sobre os bebês ainda não nascidos, especialmente agora, que os testes pré-natais se tornam mais abrangentes.
Atualmente, o exame pré-natal para Síndrome de Down envolve risco de aborto e é feito por apenas cerca de 2% das mulheres grávidas. Mas testes novos e virtualmente 100% seguros estão para chegar ao mercado, e Skotko quer garantir que os pais às voltas com esta “complexa, sensível e difícil decisão” tenham informação de qualidade para guiá-los.
Passo à frente
Nos Estados Unidos, é permitido às mulheres optar pelo aborto ao
saberem que a criança tem algum problema de saúde. Ninguém sabe
exatamente quantas mulheres decidem interromper a gestação ao descobrir
que seus filhos terão Síndrome de Down. Mas alguns estudos selecionados
sugerem que o número pode ser alto: de 80 a 90%.
“Quando todo mundo tiver a oportunidade de saber, antes do parto e com um simples exame de sangue, quais decisões serão tomadas sobre a gestação? Será que os bebês com a Síndrome irão desaparecer pouco a pouco?”, questionou Skotko. “As pessoas com Síndrome de Down devem falar sobre o que significa ter esta condição”.
Julie Cevallos, vice-presidente de marketing da NDSS, a National Down Syndrome Society (Sociedade Nacional da Síndrome de Down), disse que “esta pesquisa é um grande passo à frente. É particularmente notável que as informações venham direto das famílias, irmãos e das próprias pessoas com a Síndrome”. E acrescentou: “Quanto mais informação, e quanto mais acurada for esta informação, melhor. Há muita informação errada por aí, além de estereótipos”. Cevallos é mãe de Nina, de 2 anos, que tem a Síndrome.
“Quando todo mundo tiver a oportunidade de saber, antes do parto e com um simples exame de sangue, quais decisões serão tomadas sobre a gestação? Será que os bebês com a Síndrome irão desaparecer pouco a pouco?”, questionou Skotko. “As pessoas com Síndrome de Down devem falar sobre o que significa ter esta condição”.
Julie Cevallos, vice-presidente de marketing da NDSS, a National Down Syndrome Society (Sociedade Nacional da Síndrome de Down), disse que “esta pesquisa é um grande passo à frente. É particularmente notável que as informações venham direto das famílias, irmãos e das próprias pessoas com a Síndrome”. E acrescentou: “Quanto mais informação, e quanto mais acurada for esta informação, melhor. Há muita informação errada por aí, além de estereótipos”. Cevallos é mãe de Nina, de 2 anos, que tem a Síndrome.
Uma das crianças clicadas por fotógrafos do projeto Special Kids Photography
Skotko, membro do conselho da NDSS, tem uma irmã de 32 anos com a
Síndrome. “Ela tem uma vida social ativa, mais do que eu jamais tive”.
Quanto a Louis Sciuto, sua mãe, Louise, diz que ele acaba de arrumar um emprego e também leva uma vida socialmente ativa, assistindo aos últimos lançamentos do cinema, praticando esportes e saindo com garotas e outros casais de amigos.
O que ela diria aos pais que descobriram que seus filhos podem ter Síndrome de Down? “Não tenham medo. É diferente, mas não pior. Meu filho tem amigos cujos pais me dizem que seus filhos se tornaram pessoas melhores por conhecerem Louis”.
Quanto a Louis Sciuto, sua mãe, Louise, diz que ele acaba de arrumar um emprego e também leva uma vida socialmente ativa, assistindo aos últimos lançamentos do cinema, praticando esportes e saindo com garotas e outros casais de amigos.
O que ela diria aos pais que descobriram que seus filhos podem ter Síndrome de Down? “Não tenham medo. É diferente, mas não pior. Meu filho tem amigos cujos pais me dizem que seus filhos se tornaram pessoas melhores por conhecerem Louis”.
Como ajudar seu filho a conviver com as diferenças?
Pedagogos explicam que um dos principais pontos na educação inclusiva está na quebra dos preconceitos em casa
No Brasil, há mais de 385 mil alunos com necessidades especiais
inscritos em escolas regulares do ensino público. Mesmo em minoria,
eles apresentam um mundo diferente para os outros alunos, abrem espaços
para novos tipos de interação e de relacionamento. Mas a questão é: será
que apenas inserir as crianças com necessidades especiais em escolas
comuns – um conceito chamado de educação inclusiva – faz com que as
outras crianças consigam aceitá-los?
“A escola é o segundo modelo de sociedade com que a criança tem
contato”, diz o professor William Sanches, autor do livro “Mais
Respeito!” (Editora Mundo Mirim). “O primeiro modelo de sociedade vem da
família”, completa. Sanches explica que as crianças mais novas tendem a
tomar tudo que seus pais falam como verdades. Por isso, quando os pais
demonstram preconceito, os filhos têm mais propensão a seguir este
pensamento.
Maria das Dores Nunes, coordenadora pedagógica da Escola Estadual
Clarisse Fecury, em Rio Branco, no Acre, afirma que uma das principais
barreiras para o trabalho de educação inclusiva no local foi o
preconceito dos pais. Neste ano, a escola ganhou o prêmio “Experiências
Educacionais Inclusivas” do MEC e da Organização dos Estados
Ibero-americanos, por causa de seus projetos efetivos de inclusão
educacional. Nem sempre foi assim. Maria das Dores diz que, em 2004,
quando a escola começou a colocar alunos especiais nas salas regulares,
os pais das crianças estranharam. “No início não foi bem aceito, porque
os pais dos alunos não tinham conhecimento sobre as condições destas
crianças especiais”, fala.
Para fugir da hostilidade e do preconceito, a escola acreana optou
por dar palestras e fazer reuniões com os pais das crianças. Segundo
William Sanches, quando os pais aprendem sobre as condições destas
crianças, conseguem encará-las com maior naturalidade – ato que será
imitado pelos filhos. “O pai tem que ter consciência da naturalidade com
que encara os fatos, para que a criança aja no mundo também de maneira
natural”, afirma Sanches.
Nada de pena
De acordo com a coordenadora pedagógica do colégio paulistano Equipe,
Luciana Bittencourt, as crianças menores tendem a encarar os alunos
especiais com mais naturalidade. “As crianças menores veem que é uma
pessoa como qualquer outra, com suas habilidades e suas dificuldades”,
aponta. Sanches explica que quando as crianças crescem, alguns conceitos
permanecem enraizados. Dessa forma, fica mais complicado mudá-los.
William Sanches e Maria das Dores concordam: um ponto importante, que
deve ser discutido em casa, é o fato de que estes alunos especiais não
devem ser vistos com um sentimento de pena. Afinal, a educação inclusiva
busca também desenvolver ao máximo a independência das crianças
portadoras de necessidades especiais. Se as outras crianças sentem dó e
se prontificam a fazer tudo por elas, esse objetivo não será atingido.
Sanches explica que os pais devem “mostrar para os filhos como eles
podem ajudar de uma maneira solidária, mostrar para elas que as crianças
especiais podem fazer as atividades ditas ‘normais’”, completa.
No final das contas, diz Sanches, ensinar uma criança a aceitar
alguém com necessidades especiais não é diferente de ensiná-la a tratar
pessoas fora dos padrões estabelecidos. Como educadora, Luciana ressalta
que, para as crianças, esta é uma relação muito benéfica. “A
diversidade amplia o repertório das relações. Certamente, no futuro,
estas crianças serão pessoas que não sentirão necessidades de seguir os
padrões”, completa.
Carinho dos pais na infância molda o cérebro das crianças
Neurocientista Suzana Herculano-Houzel explica como o afeto familiar determina as reações dos filhos diante do estresse, conflito e frustração
O cérebro não nasce pronto. Além da genética, as
experiências vivenciadas nos primeiros três anos de vida são
determinantes – até mais do que os genes - para moldar o funcionamento
cerebral diante de situações estressantes, desafiadoras e frustrantes.
Quem avisa é a neurocientista Suzana Herculano-Houzel,
uma das principais estudiosas da “mente das crianças” do País. Segundo
ela, dados científicos comprovam que o carinho dos pais, recebido na
primeira infância (período entre 0 e 5 anos), é o grande responsável por
reações cerebrais - às vezes só manifestadas na vida adulta.
"Apesar de ser muito mais
marcante na infância, o carinho sempre influencia. Nunca é tarde para
começar", afirma a neurocientista Suzana H. Houzel
Em palestra realizada na sede da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (entidade que elabora programas voltados à população infantil), em São Paulo, Suzana explicou como as doses de afeto são receitas de sucesso para arquitetar um cérebro sadio no presente e no futuro. “Receber ou não carinho modifica para sempre como o cérebro vai reagir diante do estresse e da frustração”, afirma.
Leia as principais conclusões da especialista, que é
autora de cinco livros, professora e coordenadora do Laboratório de
Neuroanotomia comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ):
A formação do cérebro
“As crianças não são adultas por dois motivos principais: o primeiro é que elas não têm a experiência trazida com o passar dos anos. O segundo fator é o cérebro infantil. O órgão não nasce pronto, é menor e mais leve do que o cérebro de um adulto. Até o terceiro ano de vida, é o período em que o cérebro mais cresce e ganha peso. Uma das explicações para o crescimento cerebral é que, neste intervalo de anos, há maturação das conexões entre os neurônios, o que faz o peso da massa encefálica aumentar, ficar mais densa. Este processo é determinante para o bom funcionamento do cérebro.
“As crianças não são adultas por dois motivos principais: o primeiro é que elas não têm a experiência trazida com o passar dos anos. O segundo fator é o cérebro infantil. O órgão não nasce pronto, é menor e mais leve do que o cérebro de um adulto. Até o terceiro ano de vida, é o período em que o cérebro mais cresce e ganha peso. Uma das explicações para o crescimento cerebral é que, neste intervalo de anos, há maturação das conexões entre os neurônios, o que faz o peso da massa encefálica aumentar, ficar mais densa. Este processo é determinante para o bom funcionamento do cérebro.
Durante este amadurecimento cerebral, a criança tem uma
capacidade de aprendizado rápida e impressionante. É o período em que
elas aprendem a detectar sons, enxergar e constituir habilidades, das
mais variadas. Por exemplo: todos nascemos com plena capacidade de
aprender qualquer idioma. Capacidade esta que vamos perdendo ao longo da
vida.”
“
Várias
pesquisas científicas compravam o carinho físico, o toque e o contato
como um moldador cerebral que torna a criança mais hábil e com o sistema
de proteção orgânico mais forte.
Influências na formação cerebral
“Este período de crescimento do cérebro é chamado de
período crítico. Todo e qualquer processo de aprendizado, sendo criança
ou adulto, exige a repetição, por meio da tentativa e do erro. Mas nos
primeiros anos de vida, o cérebro compreende mais rápido como reagir,
sem precisar de tantas tentativas assim. Para criar um comportamento e
uma reação padrão diante de algum estímulo - que pode ser um barulho, um
estresse, uma sensação de medo, de solidão ou de felicidade - não é
preciso repetir tantas vezes.
Neste contexto, é claro que a genética influencia em
nossas habilidades e características. Mas a vivência da criança e os
exemplos que ela tem dentro de casa são fundamentais para a criação
deste comportamento. A capacidade de linguagem de uma criança, por
exemplo, é intimamente ligada ao vocabulário da mãe, às palavras que ela
fala com o bebê, só para citar um exemplo da influência do ambiente no
desenvolvimento do cérebro infantil.”
O poder do carinho
“Sabendo desta influência tão significativa do exemplo no
período de aprendizagem, o estímulo dos pais dados à criança durante a
primeira infância é uma importante ferramenta para o desenvolvimento de
habilidades. Não só isso. O comportamento também é moldado nesta fase.
Se a mãe faz de qualquer probleminha um problemão, o cérebro da criança
aprende a reagir de forma estressada a qualquer situação. Isso significa
que o perfil de reação ao estresse na fase adulta é aprendido e traçado
na infância. São vários fatores que moldam esta reação cerebral. Pode
ser influenciada, negativamente, por violências físicas ou verbais
vivenciadas logo nos primeiros anos de vida. Uma mãe que grita demais ou
age em descontrole passa a mensagem para o filho de que ele deve agir
desta maneira quando não conseguir fazer alguma coisa.
A boa notícia é que o carinho também molda o cérebro. São
várias pesquisas científicas que compravam o carinho físico, o toque e o
contato como um moldador cerebral que torna a criança mais hábil e com o
sistema de proteção orgânico mais forte. Isso acontece por causa da
ocitocina, um hormônio altamente influente na formação cerebral, que é
produzido durante a amamentação e liberado também no abraço, no beijo,
na massagem. A ocitocina é responsável por fazer com que o cérebro
produza a capacidade de vínculo e acalma todas as partes cerebrais
acionadas em situações estressantes. O que é uma ótima prevenção da
ansiedade e outros transtornos de comportamento que, às vezes, só se
manifestam na vida adulta. Receber ou não carinho modifica para sempre
como o cérebro vai reagir diante do estresse e da frustração. Mas apesar
de ser muito mais marcante na infância, o carinho sempre influencia.
Nunca é tarde para começar.”
Pais ajudam crianças autistas a darem e receberem afeto
No Dia Mundial do Autismo, familiares e especialistas fazem campanha contra o mito de que portadores não reconhecem o carinho
Aos dois anos de idade, o caçula da família Fonseca, João
Pedro, foi diagnosticado como portador do transtorno autista. Desde
então, o menino fez - e faz - cair por terra os estereótipos
disseminados sobre o problema no desenvolvimento infantil que afeta um
milhão de pessoas do Brasil, conforme contabilizou o Instituto de
Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).
"Quem olha para o João Pedro, hoje com nove anos,
cantando, feliz, brincando e sendo este menino que é carinho puro,
duvida que ele seja autista. Deve ser porque eu nunca duvidei do
turbilhão de sentimentos e capacidades que sempre moraram dentro do meu
filho”, avalia Denise Fonseca, 40, que é professora e faz parte de um
grupo de mães de autistas do Rio de Janeiro, o Mundo Azul.
“Graças à terapia precoce e a nossa não desistência,
todas essas sensações foram, pouco a pouco, traduzidas em beijos e
abraços diários”, completa.
João Pedro, 9 anos, aprendeu com o irmão Jorge, 14, a gostar de Skank e Paralamas do Sucesso. Foto: Divulgação
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Causas e consequOs especialistas ainda não conseguem afirmar com clareza
quais são as causas do autismo - condição que não é detectada por exames
no pré-natal e, na maior parte das vezes, só se manifesta a partir dos
dois anos de idade. Mas os estudiosos sabem que os principais sintomas
do espectro autista - dificuldade na fala, na comunicação, de fazer
contato visual e estabelecer relação com o entorno - contribuíram para
disseminar duas informações equivocadas e perigosas sobre eles.
“Um dos maiores perigos de acreditar que o autista é incapaz de afeto e que não vive no mesmo mundo que o nosso é que, assim, ele acaba subestimado e diminui as chances de desenvolvimento da criança”, alerta a psicomotricista e pedagoga Eliana Boralli Mota, fundadora da AUMA (Associação dos Amigos da Criança Autista).
“Eu trabalho há 24 anos na área e conheci autistas de todos os lugares: Brasil, América Latina, Europa e Japão. Em todos os casos, sempre encontrei neles o idioma universal do afeto. Mas é preciso um trabalho para ajudá-los a organizar estas sensações e então manifestá-las", orienta Eliana.
Preconceito no consultório
Os potenciais afetivos e de capacidades dos autistas são minados pelo preconceito e pela falta de informação presentes, inclusive, em parte dos psicólogos, psiquiatras e neurologistas. Eliana, por exemplo, antes de virar especialista na área, levou a filha Nathália, na época com três anos, à clínica de um dos nomes mais famosos do tratamento de autistas dos anos 1990.
“O médico disse que minha filha nunca seria capaz de falar. Sentenciou que, em 15 anos, ela estaria internada em uma clínica, com camisa de força”, lembra a mãe que ficou incomodada com a rapidez de um prognóstico tão severo, dado após um único contato com a menina.
“Eu não me conformei com aquelas informações e fui atrás de outras possibilidades. Hoje, a Nathália está com 27 anos, é alfabetizada, uma pessoa cheia de vontades e bem temperamental. Tenho um orgulho danado quando a vejo expressar sensações das mais elaboradas. Ela sempre diz ter saudade de mim", diz a mãe que atua para levar estas possibilidades de convívio afetivo dos autistas a outros pais.
Arquivo pessoal
As descrições científicas sobre os autistas confirmam que o caminho entre "sentir" e "manifestar" é mais complicado para eles do que para os não portadores do transtorno. De acordo com as descrições dos catálogos médicos “há modificação na captação e organização sensorial da audição, visão, paladar, olfato e tato”. Estas alterações comprometem a capacidade de imitação, percepções, coordenação motora e integração por vias sensoriais.
“A maior dificuldade do autista é se colocar no lugar do outro", define a fonoaudióloga Aline Kabarite, diretora do Instituto Priorit - entidade que oferece atendimento multifatorial (psicologia, dança, esporte, teatro e terapia) a cerca de 100 crianças e adolescentes autistas.
Aline explica que as sensações para o autista são, em alguns casos, muito mais aguçadas. “Às vezes, um som que passa despercebido para outras pessoas provoca um incômodo terrível nos autistas. Um abraço não desperta, imediatamente, prazer, e sim, desconforto”, informa.
Por isso, explica ela, o trabalho com os autistas tem como objetivo fazer com que eles fiquem adaptados a uma forma de linguagem que torne mais fácil expressar as sensações e receber essas informações.
“É um refinamento social e é importante que os pais reconheçam as formas de afeto que inicialmente podem estar ocultas”, diz ao citar exemplos. “Enquanto a criança autista não reconhece como processar o carinho da mesma maneira que nós estamos acostumados, para ela fazer um desenho, preparar um café da manhã ou colocar a mão no ombro podem ser maneiras mais elaboradas de expor suas sensações afetivas.” ências
“Um dos maiores perigos de acreditar que o autista é incapaz de afeto e que não vive no mesmo mundo que o nosso é que, assim, ele acaba subestimado e diminui as chances de desenvolvimento da criança”, alerta a psicomotricista e pedagoga Eliana Boralli Mota, fundadora da AUMA (Associação dos Amigos da Criança Autista).
“Eu trabalho há 24 anos na área e conheci autistas de todos os lugares: Brasil, América Latina, Europa e Japão. Em todos os casos, sempre encontrei neles o idioma universal do afeto. Mas é preciso um trabalho para ajudá-los a organizar estas sensações e então manifestá-las", orienta Eliana.
Preconceito no consultório
Os potenciais afetivos e de capacidades dos autistas são minados pelo preconceito e pela falta de informação presentes, inclusive, em parte dos psicólogos, psiquiatras e neurologistas. Eliana, por exemplo, antes de virar especialista na área, levou a filha Nathália, na época com três anos, à clínica de um dos nomes mais famosos do tratamento de autistas dos anos 1990.
“O médico disse que minha filha nunca seria capaz de falar. Sentenciou que, em 15 anos, ela estaria internada em uma clínica, com camisa de força”, lembra a mãe que ficou incomodada com a rapidez de um prognóstico tão severo, dado após um único contato com a menina.
“Eu não me conformei com aquelas informações e fui atrás de outras possibilidades. Hoje, a Nathália está com 27 anos, é alfabetizada, uma pessoa cheia de vontades e bem temperamental. Tenho um orgulho danado quando a vejo expressar sensações das mais elaboradas. Ela sempre diz ter saudade de mim", diz a mãe que atua para levar estas possibilidades de convívio afetivo dos autistas a outros pais.
João Pedro foi diagnosticado como portador do transtorno autista aos dois anos de idade
Sensações aguçadas
As descrições científicas sobre os autistas confirmam que o caminho entre "sentir" e "manifestar" é mais complicado para eles do que para os não portadores do transtorno. De acordo com as descrições dos catálogos médicos “há modificação na captação e organização sensorial da audição, visão, paladar, olfato e tato”. Estas alterações comprometem a capacidade de imitação, percepções, coordenação motora e integração por vias sensoriais.
“A maior dificuldade do autista é se colocar no lugar do outro", define a fonoaudióloga Aline Kabarite, diretora do Instituto Priorit - entidade que oferece atendimento multifatorial (psicologia, dança, esporte, teatro e terapia) a cerca de 100 crianças e adolescentes autistas.
Aline explica que as sensações para o autista são, em alguns casos, muito mais aguçadas. “Às vezes, um som que passa despercebido para outras pessoas provoca um incômodo terrível nos autistas. Um abraço não desperta, imediatamente, prazer, e sim, desconforto”, informa.
Por isso, explica ela, o trabalho com os autistas tem como objetivo fazer com que eles fiquem adaptados a uma forma de linguagem que torne mais fácil expressar as sensações e receber essas informações.
“É um refinamento social e é importante que os pais reconheçam as formas de afeto que inicialmente podem estar ocultas”, diz ao citar exemplos. “Enquanto a criança autista não reconhece como processar o carinho da mesma maneira que nós estamos acostumados, para ela fazer um desenho, preparar um café da manhã ou colocar a mão no ombro podem ser maneiras mais elaboradas de expor suas sensações afetivas.” ências
quarta-feira, 20 de março de 2013
Prefeito Antônio Marcos entrega espaço de lazer e convivência no Palmital
O prefeito de Casimiro de Abreu Antônio Marcos inaugurou na última sexta-feira (15), a praça “Anderson Ramos Garcia”, no bairro Palmital, distrito de Barra de São João. O espaço conta com calçamento, parque infantil, campo de areia de futebol, bancos e mesas para jogos e iluminação reforçada. Diversas autoridades participaram do evento, além da família do homenageado e pessoas da comunidade Antônio Marcos agradeceu a acolhida dos moradores. “O que for preciso para melhorar a comunidade do Palmital, faremos. O calçamento chegará em breve. A obra da drenagem do cemitério está em andamento. Inauguraremos este ano a escola do bairro. Assim, as crianças deixarão de estudar de favor em Rio das Ostras. Melhoramos o transporte, a iluminação pública e a reformamos o tanque de pesca”, disse. O novo espaço de lazer e convivência deverá receber em breve a instalação de refletores no campo de futebol a pedido dos moradores A praça recebeu o nome de “Anderson Ramos Garcia”, vítima de leucemia em 1997. A mãe do homenageado, Maria Ramos Garcia, também marcou presença. “Toda a família está emocionada com a homenagem. E a comunidade fica grata com mais esta obra aqui no Palmital”, concluiu.
Publicado em 18/3/2013
Secretaria de Trabalho e Renda promove 30 vagas de emprego para deficientes físicos
A Secretaria de Trabalho e Renda de Casimiro de Abreu pretende encaminhar 30 pessoas com deficiência física para ocupar vagas na empresa TE-AG (Techint Andrade Gutierrez) sediada em Itaboraí. São cargos de recepcionista e auxiliar de serviços gerais, entre outros. É necessário apenas ter o ensino fundamental incompleto. O salário é de R$ 957,00 e a jornada de 44 horas semanais.
Os contratados terão benefícios como plano de saúde e odontológico, vale-refeição, vale-alimentação, seguro de vida e participação bianual nos lucros da empresa. O cadastro será aberto a partir de 25 de março. A Secretaria de Trabalho e Renda fica na Rua Valdenir Henringer da Silva, 197, Centro. Os candidatos devem apresentar original e cópia da carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho, PIS ou cartão cidadão e comprovante de residência. Mais informações pelos telefones 2778-1176 ou 2778-1791.
Publicado em 19/3/2013
Casimiro de Abreu vai comemorar o Dia Mundial da Água nesta sexta-feira
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Casimiro de Abreu vai comemorar o Dia Mundial da Água nesta sexta-feira (22). Estão previstas diversas atividades gratuitas, na Praça Feliciano Sodré, a partir das 10 horas. De acordo com o secretário Maurício Porto, o objetivo é promover uso racional da água. “É um recurso limitado e indispensável à manutenção de todas as formas de vida” observou.
Origem da data - Em 22 de março de 1992, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou o Dia Mundial da Água para orientar a população sobre esse bem natural. A preocupação surgiu através dos grandes índices de poluição ambiental, envolvendo a qualidade da água. Foi elaborada a Declaração Universal dos Direitos da Água com medidas cautelosas para garantir a preservação ambiental e a consciência ecológica.
Programação
10h - Abertura Oficial
10h30 - Apresentação alunos CIEP 459 Municipalizado José Bicudo Jardim
10h45 - Apresentação do Grupo Trinca Lata
11h - Dinâmica com a Fundação Municipal Casimiro de Abreu
13h - Apresentação da Secretaria de Saúde/Vigilância Sanitária
14h - Apresentação Consórcio Intermunicipal Lagos São João
14h30 - Apresentação do Grupo Trem Cultural
15h - Apresentação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE)
15h30 - Apresentação FUNASA
16h - Encerramento com a apresentação da Banda Marcial CIEP 459 Municipalizado José Bicudo Jardim
Abertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Casimiro de Abreu
Começaram no dia 19, as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Casimiro de Abreu para as áreas de educação e administração direta e indireta. As inscrições poderão ser feitas até 10 de abril. As provas objetivas estão previstas para 18 e/ou 19 de maio. São vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior com salários de R$ 740,00 a R$ 1.314,00 e benefícios.
Os interessados em participar do concurso público da Prefeitura de Casimiro de Abreu podem obter todas as informações nos editais que estão no site da PMCA (www.casimirodeabreu.rj.gov.br) e também no site www.incp.org.br. As inscrições valem R$ 30 (nível fundamental), R$ 50 (nível médio), R$ 70 (nível superior). Para a área de educação são 106 vagas e para administração direta e indireta 87 vagas no total.
Publicado em 19/3/2013
Alunos de creches municipais de Casimiro de Abreu se divertem com artistas circenses
Alunos de creches municipais de
Casimiro de Abreu se divertem com artistas circenses
A Secretaria de Educação de Casimiro de Abreu promoveu na terça-feira
(19) momentos de encantamento entre as crianças do pré-escolar. As creches
municipais da cidade contaram com a visita de artistas circenses que
interpretam personagens que deslumbram os pequenos. A Galinha Pintadinha e o Pintinho
Amarelinho fizeram a alegria da garotada.
Sucesso de público e crítica, os personagens têm sido utilizados em diversas ocasiões com atividades pedagógicas. Os alunos do Centro de Educação Infantil Municipal Nossa Senhora da Saúde e da Creche Municipal Antônio de Souza e Silva se divertiram e puderam aprender algumas pequenas lições com os artistas. A iniciativa também agradou aos profissionais que atuam diretamente com os alunos.
Sucesso de público e crítica, os personagens têm sido utilizados em diversas ocasiões com atividades pedagógicas. Os alunos do Centro de Educação Infantil Municipal Nossa Senhora da Saúde e da Creche Municipal Antônio de Souza e Silva se divertiram e puderam aprender algumas pequenas lições com os artistas. A iniciativa também agradou aos profissionais que atuam diretamente com os alunos.
Publicado em 20/3/2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Secretaria de Trabalho e Renda auxilia jovens a conseguir o primeiro emprego
A Secretaria de Trabalho e Renda de Casimiro de Abreu está viabilizando oportunidades de emprego na Brasilcenter, empresa parceira da Embratel. São 500 vagas que podem ser ocupadas por pessoas com ou sem experiência, maiores de 18 anos. O processo seletivo vai até o dia 20 de fevereiro, das 9h às 17h, na sede da Secretaria que fica na Rua Valdenir Henringer da Silva, 197, Centro. Mais informações pelos telefones 2778-1176 e 2778-1791.
A estudante Laurine dos Santos tem 18 anos e nunca trabalhou. Para ela, a vaga é oportunidade de aprender uma profissão, adquirir experiência e se qualificar para o mercado de trabalho. “Moro em Rio das Ostras e procuro emprego desde o ano passado, quando completei o ensino médio. Estou esperançosa em ter meu currículo aprovado e começar a trabalhar”, disse.
Outras pessoas também se inscreveram. O frentista Marcos Fernando da Silva, de 23 anos, há quatro trabalha em um posto de gasolina de Casimiro de Abreu. “Seria uma chance de trabalhar menos horas por dia, o que resultaria em mais tempo para investir numa qualificação. Sonho em trabalhar com vendas e busco novas oportunidades na área profissional”, concluiu.
Volta às aulas nas escolas municipais de Casimiro de Abreu com muita expectativa
O retorno das atividades escolares nas unidades municipais de ensino de Casimiro de Abreu transcorreu com tranqüilidade ontem (18). A expectativa da Secretaria de Educação era acompanhar os profissionais e a recepção dos estudantes. Mais de seis mil alunos voltaram às aulas e todos os professores compareceram. O transporte e a merenda escolares funcionaram dentro do previsto.
As 22 escolas municipais receberam inspeções da equipe técnica da Secretaria de Educação no primeiro dia de aula. A secretária e a subsecretária Sonia Coelho e Gracenir Oliveira, respectivamente, visitaram várias unidades na cidade e nos distritos. “Consideramos esse primeiro dia bastante positivo. A presença absoluta dos alunos, além do empenho de professores e de outros profissionais contribuíram bastante para o sucesso desse retorno às aulas”, avaliou Sônia.
Publicado em 19/2/2013
Campanha de vacinação anti-rábica animal acontece neste fim de semana Quem tem cão e gato em casa deve procurar vacinar seu bicho de estimação. Neste sábado (23), será realizada mais uma campanha de vacinação anti-rábica em todo o município de Casimiro de Abreu. A Divisão de Vigilância Sanitária e Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde reservou 13 postos de vacinação. A população deve comparecer no horário de funcionamento que será das 7h às 17h. A vacina contra a raiva animal é indispensável para proteger os bichos domésticos de doenças, além de garantir a segurança e saúde de seus proprietários. A vacina é gratuita. A raiva é adquirida por meio de um vírus que afeta cães e gatos. Estes são os principais transmissores da doença infecciosa por meio da saliva, mucosas e feridas abertas. A raiva animal é uma doença que pode matar e são raros os casos de cura relatados. Postos de Vacinação em Casimiro de Abreu: • Crem Manoel Marques Monteiro – Centro • ESF – Mataruna • Associação dos Cegos – Santa Ely • ESF – Bairro Industrial • ESF – Professor Souza • ESF – Boa Esperança • ESF – Rio Dourado • Condomínio Green Village – Vila Verde • ESF – Palmital • Escola Municipal Pastor Abel de Souza • Escola Erotildes Tardeli – Barra de São João • Ciep 406 Ludivi Teixeira Bastos – Barra de São João • PA Dengue Barra de São João (Meio Ambiente) – Beira Rio
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Hospital Municipal de Casimiro de Abreu realiza cirurgia pioneira com videolaparoscopia
Foi realizada na terça-feira(5), no Hospital Municipal de Casimiro de Abreu, a primeira cirurgia de vesícula com utilização de técnica videolaparoscópica. O método é minimamente invasivo, feito por auxílio de uma endocâmera no abdômen.O secretário de Saúde, Armando de Nijs, acompanhou o procedimento. O serviço deve se tornar rotina na unidade. Uma equipe de cirurgiões está capacitada para esse tipo de operação.
A técnica de videolaparoscopia é considerada menos agressiva ao paciente, já que não são realizados cortes profundos, abertura de parede abdominal e o risco de sangramentos é bem menor. Uma cirurgia tradicional de vesícula pode durar de uma a duas horas em média. Já com a videolaparoscopia o tempo de operação leva de 20 a 30 minutos para ser concluída.
O resultado da cirurgia foi considerado satisfatório. “Foi um sucesso a operação. A paciente terá uma recuperação melhor e mais rápida. O método proporciona isso”, comentou o secretário Armando de Nijs. Três orifícios mínimos foram abertos na barriga da paciente. O instrumental cirúrgico e a endocâmera entram na cavidade por meio de tubos com válvulas. Os cirurgiões fazem incisões com auxílio do equipamento. Durante todo o tempo, a área operada é visualizada em uma grande tela.
A Secretaria de Saúde de Casimiro de Abreu pretende realizar cirurgias videolaparoscópicas sempre que necessárias. O Hospital Municipal é um das poucos da região a contar com esse método “É mais conforto e segurança para pacientes que precisam se submeter a esse tipo de cirurgia. Um investimento importante em saúde no governo Antonio Marcos”, observou o secretário. O equipamento de videolaparoscopia será utilizado pela unidade por meio de comodato. As cirurgias são inteiramente gratuitas e realizadas por meio Hospital Municipal de Casimiro de Abreu realiza cirurgia pioneira com videolaparoscopia
Pré-vestibular social em Casimiro de Abreu segue com inscrições abertas
A Secretaria de Educação de Casimiro de Abreu, a partir deste ano, reassume integralmente o Projeto Pré-Vestibular Social. O objetivo é tornar ainda mais dinâmico e atraente o curso que tem ajudado vários estudantes a ingressarem em universidades públicas e particulares nos últimos anos. As inscrições podem ser feitas na sede da Semed, até o dia 1 de março, de 9h às 17h. O endereço fica na Rua Francisco Maria Talles, 570, bairro Mataruna. Mais informações pelo telefone 2778-4441.
Publicado em 8/2/2013
Escola de Dança de Casimiro de Abreu ainda tem inscrições abertas
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A Escola de Dança de Casimiro de Abreu tem vagas limitadas para diversos cursos. Os interessados devem se dirigir à Rua Francisco Lopes, 62, Centro, portando cópia da certidão de nascimento, CPF e RG do responsável, além de foto 3x4 e comprovante de residência. “Balé e Dança Criativa” são indicados para crianças com idade superior a cinco anos. Já os cursos de “Dança Contemporânea e Preparação Corporal e Improvisação” são destinados a jovens a partir de 14 anos. Entre as novidades, há vagas também para crianças na “Dança de Salão”. |
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Publicado em 8/2/2013 |
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