quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Barriga negativa não é para todo mundo

Barriga "para dentro" de Candice Swanepoel vira desejo entre mulheres; médicos avisam que nem todo biotipo favorece o estilo, e tentar chegar lá pode ser perigoso

Não basta mais ser magra e ter gominhos no abdome. A nova moda entre as mulheres é a barriga negativa, aquela com uma curvatura para dentro, que deixa os ossos do quadril e das costelas saltados, destacando a magreza. A modelo sul-africana Candice Swanepoel costuma exibir a sua, bem como Adriane Galisteu, Luciana Gimenez e outras celebridades. Recentemente a webcelebridade Daiane Dornelles, aclamada no Instagram por sua magreza, morreu, vítima de complicações com a anorexia nervosa .
Esta foto que a modelo Candice Swanepoel publicou em seu instagram dias antes do desfile da Victoria's Secret deu origem à mania da barriga negativa. Foto: Reprodução/Instagram
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Fadlo Fraige, endocrinologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, avisa que não é todo o mundo que pode ter a barriga "para dentro", e define o tipo de corpo que a favorece: “É o da pessoa que sempre foi magra e possui família com esse mesmo biotipo”. O personal trainer e fisiologista Givanildo Matias explica que quem tem o abdome assim são as mulheres longilíneas, com perfil de modelo. “Não são todas que conseguirão chegar ao resultado que querem. Uma mulher mais curvilínea pode até tentar, mas é bem pouco provável que dê certo. Para aquela concavidade negativa, tem de haver uma grande diminuição de gordura e até perda de massa muscular. Então, para a maioria, mesmo fazendo todo esforço do mundo, não será possível”, explica.
Reprodução/Instagram
Matias alerta para o fato de que a barriga negativa apresenta perigos para a saúde, pois o músculo abdominal de quem tem pouca massa muscular fica mais vulnerável. “A pessoa pode ter desvios posturais e dores na coluna. Não é algo muito bom para gestação também, pois o abdome fica enfraquecido. Além disso, para ter essa curvatura, a mulher, provavelmente, terá um índice de gordura abaixo de 16%, próximo à desnutrição, e aí já corre o risco de entrar no quadro de menorreia”, cita.
Os especialistas fazem questão de ressaltar que, para quem é magra naturalmente, é possível ser saudável e ter a barriga negativa. “É preciso analisar cada caso, mas há quem tenha essa concavidade. Depende das características das pessoas. Tem gente que tem o osso saltado mesmo”, avalia Matias.
Fraige chama a atenção para a excessiva busca pela magreza, que pode ser prejudicial à saúde. “Isso pode vir a romper o equilíbrio metabólico. O paciente perde massa proteica muscular, diminui a resistência imunológica e tem a chance de ter outras complicações”, fala, referindo-se aos excessos que uma pessoa chega a cometer para alcançar objetivos como a barriga negativa. “Quem não tem o biotipo adequado não deve buscar a barriga negativa. O ideal é que a mulher esteja com a saúde em dia, realize constantes exercícios físicos e se alimente corretamente. Assim, terá saúde e certamente estará em forma”, completa o endocrinologista.
Cristiane Moraes Pertusi, doutora em psicologia do desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP), também fala dos problemas que essa perseguição exagerada pelo corpo tido como ideal podem acarretar. “Se isso se tornar uma obsessão e o único foco da vida, pode trazer danos psicológicos e físicos. A busca exagerada pelo corpo perfeito e a falta de flexibilidade para lidar com as naturais limitações e imperfeições podem levar a distúrbios psicológicos como anorexia, bulimia, depressão entre outras patologias.” Ela defende que o mais importante é se cuidar de maneira saudável, orientada por médicos e até se necessário por psicólogos. “Ter uma boa imagem de si próprio, cuidar-se r aceitar seus limites e os do próprio corpo é fundamental para uma vida saudável.”
Para ter uma barriguinha em dia, Matias dá as seguintes dicas: “É precisa reduzir a gordura corporal, dar ênfase aos exercícios aeróbicos, como correr, caminhar, andar de bicicleta ou patins, e fazer uma alimentação muito bem regrada”. Para não correr grandes riscos, os especialistas avisam: antes de começar qualquer coisa, é melhor consultar um nutricionista e um profissional de educação física, para não passar dos limites.

Como ensinar seu filho a ser uma 'criança-cidadã'

Dar o exemplo é a principal maneira de mostrar às crianças como elas podem – e devem – se comportar socialmentE:


Dentro e fora de casa, inevitavelmente, o comportamento dos pais influencia o dos filhos. Se você não está consciente disso, pense nas seguintes situações: será que pedir para a criança contar uma mentirinha ou deixar um carrinho de supermercado atrapalhando a passagem de outros veículos são bons exemplos? Se quiser criar uma criança socialmente boa, que respeita os outros, a resposta é não. 

Segundo a educadora Adozinda Kuhlmann, que recebeu o título de Cidadã Paulistana em 2007, aos seus 90 anos, os exemplos que os pais dão funcionam muito melhor do que as regras. “Nós nascemos para conviver, e respeitando as pessoas com quem você convive, o sentimento social de todos ao redor acaba se aprimorando”, revela.

Informação, debate e exemplo 

Para que uma criança adote uma postura socialmente correta e viva bem em sociedade, primeiramente é preciso que os pais reflitam sobre o assunto. Segundo Daniela de Rogatis, coordenadora daCompanhia de Educação , que auxilia pais na educação dos filhos, a criança vai acompanhar o modo como os pais se comportam na vida social. “Meu filho não será gentil se eu não for gentil, se a gentileza não for um valor dentro de casa”, diz. Por isso, ela explica que quando tal comportamento passa a fazer parte do dia a dia da criança, ele passa a ser natural para ela. 

No entanto, o tratamento dos pais para com os filhos também faz uma grande diferença. A psicóloga infantil Beatriz Otero, da Clínica Multidisciplinar Elipse , diz que não adianta apenas dizer ao seu filho, por exemplo, que é feio mentir. “Se ele se comporta de uma maneira errada, o ideal é conversar, explicar a situação, as consequências daquele comportamento”, explica. 

De acordo com Cláudia Porto, editora do Mingau Digital , site criado para crianças, pais e professores, famílias que aceitam qualquer comportamento de um filho não estão contribuindo para que ele cresça emocionalmente saudável. “E muito menos para que ele tenha uma vida feliz quando adulto”, completa. 

Levar questões de sustentabilidade para dentro de casa pode proporcionar à criança uma noção maior de respeito à diversidade e ao meio ambiente. “O que é sustentável pode ser abordado em diversos aspectos, principalmente a questão do consumo, de como lidamos com as coisas dentro de casa”, afirma Rogatis. Você sempre trata lixo como lixo ou aproveita a caixa do brinquedo para outra coisa? Se uma criança aprende que tudo pode ser aproveitado, ela passa a incorporar esta noção. Assim, os pais abrem mais espaço para discutir sobre o que é ser socialmente saudável. 

Fora de casa 

Para uma criança adotar uma atitude generosa em relação ao mundo, é preciso que os pais tenham paciência e deem importância para o assunto. Porém, há diversas iniciativas que também podem ser tomadas, como mostrar à criança que não somente os pais agem de determinada forma, mas pessoas que estão no meio social em que ela vive, seja professores, pais dos amigos, outros parentes. “Uma tia que se oferece para ensinar a empregada a ler, um avô que ajuda a consertar brinquedos, isso tem um valor inestimável para a criança”, revela Porto. 

Além disso, ele indica que, se for possível, é bom envolver a criança num projeto social ou ambiental. “Mas tem que ser um projeto que ajude a resolver um problema, e não assistencialista”, explica. Por exemplo: participar de um mutirão para limpar a praia, plantar mudas em áreas degradadas, ajudar a pintar um orfanato. Segundo a especialista, atitudes como estas farão com que a criança se sinta bem e ficará mais fácil para elas adotarem essa prática. 

Se a escola que a criança estuda também procura ensiná-los sobre o que é socialmente benéfico e se preocupa com projetos sócio-ambientais, é mais uma oportunidade para a criança refletir sobre as responsabilidades que deve ter no meio em que vive. Com três filhos pequenos de diferentes idades – nove, seis e cinco anos –, Rogatis conta que eles também estão inseridos neste aprendizado; e também levam reflexões para dentro de casa. “Na escola eles obtêm bons exemplos, como a questão da economia de água que eles incorporaram e trouxeram para casa”, afirma. Ela acredita que, em alguns aspectos, eles refletem até melhor do que os adultos sobre que conduta deve ser tomada.
Respeitar a criança 

Segundo Adozinda Kuhlmann, é preciso ter conhecimento do seu filho para passar para ele valores bacanas. “Os pais precisam respeitar e saber o que se passa com o filho sempre”, afirma. Se ele também for respeitado, será mais fácil respeitar o próximo. 

Além disso, ela explica que não adianta querer cercear a criança, ficar em cima para que ela faça isso ou aquilo. “É preciso explicar o que acontece, as razões para aquilo e as consequências dos atos”, completa. 

Com o trabalho das escolas, ONGs e até mesmo da mídia, as crianças hoje estão mais informadas sobre as questões da cidadania. “Elas estão num ambiente que proporciona oportunidade para ser socialmente melhor”, afirma Rogatis. Mas os pais também devem aproveitar este momento para refletirem sobre o próprio papel no tema e, assim, passarem uma postura mais sustentável para os filhos – sempre com naturalidade.
Adotar um bicho carente: a criança ajuda a cuidar e cria mais noção de solidariedade- Adote um animalzinho carente. Isso ensina a criança desde cedo a ter mais compaixão e a cuidar do próximo

- Dê o exemplo primeiro. Não adianta xingar as pessoas no trânsito e depois exigir que o seu filho não xingue o amiguinho

- Ensine o seu filho a cuidar das coisas – guardar os brinquedos, arrumar a casa no fim do dia, não jogar coisas boas fora

- Leve a criança com você quando for ajudar uma ONG ou doar os brinquedos delas para crianças carentes

- Recicle o lixo, não gaste muita água, não deixe luzes acesas à toa – tudo isso acaba virando hábitos socialmente saudáveis para seu filho

- Seja gentil sempre que possível: dê lugar aos mais velhos na fila, ajude alguém que esteja perdido na rua, não maltrate garçons ou atendentes (ainda que algo tenha saído errado) 
 

Seu filho não obedece? 9 dicas para mudar isto

Se a criança tem até 7 anos de idade, especialistas garantem que é possível estimulá-la com mais facilidade a obedecer

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Especialistas garantem que você pode estimular a criança a obedecer com mais facilidade
“Tudo o que eu peço, ela faz o contrário. Às vezes, perco a cabeça”, conta a cabeleireira Marlene Dias, mãe de Monique, 5 anos. Como ela, muitas mães sentem dificuldade em fazer com que os filhos obedeçam. Com ajuda de especialistas em educação e psicologia infantil, selecionamos dicas que vão acabar com essa tormenta e permitir um desenvolvimento mais tranquilo e saudável para o seu filho - e menos cansaço para você.
1. Eduque sem culpa 
Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os pais devem sentir-se autorizados a educar. “Eles têm essa função e serão cobrados por isso”, diz Isabel Kahn, psicóloga e professora da PUC-SP. Os pais que trabalham devem administrar o sentimento de culpa. “Quando a mãe explica que precisa trabalhar, o filho pode sentir falta dela, mas ele compreende a situação”, garante.

Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar: nada de tentar compensar a ausência por meio da superproteção ou de permissividade. “Ao perceber que os pais se sentem culpados, a criança pode adotar comportamentos manipuladores”, alerta a psicanalista Patrícia Nakagawa, mestre em psicologia escolar, aprendizagem e desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo.
2. Crie um bom vínculo afetivo 
Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer.

“Para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela”, afirma a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro “Guia Prático dos Pais” (Edit. Paulinas). Ao chegar do trabalho, dedique pelo menos 15 minutos para brincar. “A qualidade da interação é muito mais importante do que a quantidade”, completa a psicóloga Juliana Nutti, que é doutora em Educação pela UFSCAR e coordenadora do curso de especialização em Psicopedagogia do Centro Universitário Central Paulista.
3. Valorize o papel da criança 
Seu filho precisa conhecer a importância dele na família. Para isso, é bom que ele tenha o seu lugar reservado na mesa de jantar e seja ouvido pelos pais. “A criança deve saber que obedecer aos pais contribui para o desenvolvimento de uma dinâmica familiar harmoniosa, na qual todos são recompensados”, explica Juliana Nutti.

4. Crie uma rotina 
Utilize o bom senso e estabeleça uma rotina para o seu filho. “A rotina é fundamental, pois traz segurança e faz com que a criança se sinta cuidada. Aos poucos, dê-lhe uma certa autonomia para executar pequenas ações sozinhos. A criança gosta de sentir-se capaz”, garante Adriana Tanasovici, psicopedagoga do colégio SAA, em São Paulo. Uma rotina bem adaptada ao ritmo da criança reduz a ansiedade, faz com que ela se lembre de algumas tarefas cotidianas, como escovar os dentes após as refeições, e tenha um sono de qualidade.

5. Dê ordens claras 
Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos seus olhos da criança. É preciso persistência, mas psicólogos garantem que funciona: “Diga o que ela deve fazer uma única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo”, diz Suzy Camacho.

6. Esteja preparado para lidar com a desobediência 
Ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. “Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem que saber que ela não pode pular uma janela ou não deve agredir o coleguinha”, ressalta Isabel Kahn.

7. Diante da birra, fique firme 
Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. “Se estiver em público, não se preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção dela para outra coisa, mas não ceda”, afirmou Suzy Camacho. “Os pais precisam ouvir as necessidades da criança, não a birra”, observou Adriana Tanasovici.

8. Oriente a babá 
Combine com os cuidadores as diretrizes da educação do seu filho.“Esse diálogo é imprescindível para que não se estabeleça um relacionamento conflitante e a criança fique confusa”, explica a psicanalista Patrícia Nakagawa.

9. Educa-se o tempo todo 
Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. “A educação é um processo que não ocorre apenas em situações de desobediência. A criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano”, diz Patrícia Nakagawa. Por isso, seja verdadeiro.“Se enganamos ou mentimos uma vez, as crianças podem perder a confiança nos pais”, completa Adriana Tanasovici. 


O que estraga nossas crianças?

Seis especialistas opinam sobre os maiores problemas dos pais na educação dos filhos atualmente

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Infância idealizada: pais erram ao tentar a todo custo poupar os filhos de frustrações
John Robbins é um autor norte-americano responsável por alguns best sellers - como "The New Good Life" e "Diet for a New America", ainda não publicados aqui - e colunista do Huffington Post. Ativista anticonsumo, ele publicou recentemente um artigo que toca em um ponto crucial da sociedade contemporânea: o que está estragando nossas crianças? Fomos ouvir vários especialistas, de diferentes áreas, para descobrir.
1. Excesso de consumo 
Para o próprio John Robbins, de acordo com artigo publicado no Huffington Post, o problema passa longe do que alguns erroneamente classificam como "excesso de amor". Ele aponta a cultura de consumo como verdadeira responsável pelo problema. "O que estraga as crianças é o fato de que as ensinamos a preencher seu vazio a partir de fora, comprando coisas e fazendo atividades, em vez de aprender como se preencher por dentro, fazendo boas escolhas e desenvolvendo a criatividade", escreve.

2. Ausência forçada do pai 
Segundo Mirian Goldenberg, antropóloga e autora de "Toda mulher é meio Leila Diniz" (Ed. BestBolso), a ausência da figura paterna é o maior problema para a geração atual de crianças. E essa ausência, muitas vezes, é causada pela própria mãe, ainda que ela seja casada com o pai. "Muitas mulheres vivem a maternidade como um poder que não querem compartilhar e percebem os homens como meros coadjuvantes — ou até mesmo figurantes — em um palco em que a principal estrela é a mãe", diz Mirian. "No entanto, não existe absolutamente nada na 'natureza' masculina que impeça um pai de cuidar, alimentar, acariciar, acalentar e proteger seu bebê, assim como não há uma 'natureza' feminina que dê à mãe a autoridade de se afirmar como a única capaz de cuidar do recém-nascido".

3. Competição entre os pais 
A pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade de São Paulo, vê vários fatores que podem estragar as crianças, mas ressalta um deles: a mudança na estrutura familiar. Muitos pais que trabalham fora se eximem de suas responsabilidades como educadores e não têm nenhum controle sobre os filhos. "As crianças se aproveitam e os pais competem entre si, para ofertar coisas aos filhos", comenta.

A ausência dos pais por conta de trabalho não é necessariamente um problema em si. O erro, alerta o pediatra antroposófico e neonatologista Sergio Spalter, é tentar suprir essa ausência com concessões que visam evitar 100% a frustração da criança. A criança aprende, assim, que para conseguir qualquer coisa basta chorar. "O problema é que, na vida futura, muitas vezes não haverão concessões, e uma pequena frustração poderá significar um grande problema para aquele jovem, que passará a desistir dos desafios", diz Spalter.
5. Excesso de fast food 
A nutricionista Daniela Murakami, da Nutrir e Brincar - Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil, destaca um lugar onde facilmente se pode estragar uma criança: a mesa. Pais que optam pela comida fácil, rápida e pouco nutritiva das redes de fast-food ou de congelados para agradar seus filhos (e ter menos trabalho) podem estar plantando uma semente perigosa. "Esses 'mimos' são um risco para a saúde das crianças, pois elas passam a ingerir alimentos muito calóricos, com alto teor de gordura, sódio e açúcar refinado e não aceitam alimentos importantes, como frutas, verduras e legumes", explica. "Sentar-se com maior frequência à mesa e ter suas refeições com os filhos, pedir a ajuda da criança para preparar algum alimento, fazer um piquenique saudável no parque são formas 'inteligentes' de mimar as crianças, sem, contudo, estragá-las", completa ela.

6. Insegurança dos pais 
Cada geração tenta reparar os erros da geração anterior - e, assim, a geração atual de pais, criada ouvindo muito "não", tem uma dificuldade em impor limites aos filhos. Perdidos na idealização de uma infância plenamente feliz, eles querem conselhos e orientações de médicos e da escola para tomar qualquer atitude com a criança. "Que lugar sobrou para os pais? Eles são meros executores dos conselhos e recomendações da escola e do médico? Isso fala de uma falta de confiança na própria experiência, no saber adquirido justamente quando eles eram crianças", explica Adela Stoppel, professora do curso de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientiae. Para Adela, ser pai implica assumir certos riscos, se responsabilizar pelas decisões sobre a educação de filhos, colocar em prática convicções pessoais, ideais e crenças. "Nossos filhos esperam que nós lhes digamos o que achamos e o que não achamos bom com base em nossa própria experiência", conclui.

Educar sem bater é possível

Especialistas diferenciam autoridade de autoritarismo e explicam os princípios para ter – e manter – a autoridade com seu filho

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Autoridade: imposição de limites é parte do processo de educar
Impor limites não é tarefa fácil para pai algum. Muitos têm medo de perder o amor dos filhos por serem severos demais. Porém, a autoridade parental é indispensável para educar, criar consciência e, consequentemente, começar a construir o caráter das crianças. O importante é não confundir “criar regras” com “impor vontades”. E é possível fazer isso tudo sem bater.
Adela Stoppel de Gueller, psicóloga e coordenadora do setor de Clínica e Pesquisa do Departamento de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientae, chama atenção para o fato de que os pais são, inicialmente, a referência mais importante de autoridade de uma criança – e não devem se esquecer disso nem quando são enfrentados pelos filhos. “À medida em que as crianças crescem e vão ganhando autonomia, elas questionam a autoridade parental e as leis da sociedade. Nesse momento, é importante que os pais mostrem aos filhos que a autoridade que eles detêm não é arbitrária, que não é um capricho”, recomenda.
A psicóloga explica que discutir as decisões tomadas pode desgastar a autoridade dos pais. “É importante que os pais, quando devem dizer não, não tenham que ficar se justificando. Não é a explicação do ‘não’ que coloca as crianças para pensar, é o ‘não’ puro e simples que faz com que elas reflitam pela lei e pelos limites”, defende Adela. A educadora Cris Poli reforça o argumento da psicóloga e afirma que, desde pequenos, temos que aprender que vivemos em uma sociedade que tem limites. “Pais não podem temer deixar os filhos frustrados porque vão negar algum pedido deles. Ensinar, colocando regras, é educar”, fala a apresentadora do programa “Supernanny” (SBT).
Autoridade x autoritarismo 

A linha entre autoridade e autoritarismo parece tênue. Porém, os dois conceitos são bastante distintos. Enquanto autoridade significa impor regras necessárias para um bom convívio, autoritarismo é sinônimo de imposição, uso excessivo de poder. Mara Pusch, psicóloga da Unifesp, diz que autoridade parental não deixa criança alguma retraída ou traumatizada. “Os pais precisam entender que autoridade é mostrar que você tem o poder de decisão sobre o seu filho. O problema é que, quando dessa decisão não é bem exposta às crianças, vira autoritarismo. O filho precisa enxergar que tem autonomia para escolher o que quer, mas que o seu desejo pode ser ou não realizado”.

Uma criança se sente acuada quando sofre uma vigilância constante, quando há controle em demasia sobre as suas ações. Adela destaca que, ao notarmos crianças retraídas ou sufocadas, é preciso pensar que ela está sentido o peso da autoridade como excessivo e que pode não ter forças para suportá-lo. “O retraimento é como um refúgio para os filhos que se sentem assim. É importante que os pais repensem seu lugar e escutem a criança. Às vezes, em alguns desses casos, é a criança quem cria uma imagem de um pai extremamente autoritário e isso não corresponde à realidade. Nessas horas, pode ser importante consultar um especialista”, afirma a psicóloga.
O fim da palmada
Um projeto de lei do governo federal que prevê punição para quem aplicar castigos corporais em crianças e adolescentes está tramitando no Congresso Nacional. Sua aprovação, que é bastante provável, marcaria o fim da era das palmadas e dos beliscões, tão conhecidos pelos adultos de hoje. A discussão, que gera muita polêmica, é tratada por Cris Poli com naturalidade. A educadora defende, desde sempre, que para educar não é preciso bater. “Métodos de disciplina é que ensinam o que é certo e errado. Palmadas e puxões de orelha são usados apenas pelos pais que não conseguem se impor e perdem a paciência com os filhos”, fala. “Eu sequer vejo necessidade de uma lei para proibir isso. O que precisamos é de uma campanha de conscientização disciplinar”, acrescenta a educadora.
Mara defende o castigo como uma boa forma de punição para os filhos que descumprem as regras da casa. Para a psicóloga, o castigo tem que ser algo que tanto a criança quanto o adulto consigam cumprir. Não pode ser uma atitude drástica. “Não adianta o pai ameaçar e não dar conta do recado. Se a criança só fica tranquila com o videogame, e o pai tira isso completamente dela, não vai funcionar. Não defendo castigos assustadores, pois isso gera medo”.
Adela complementa o argumento da psicóloga dizendo que os pais devem refletir sobre os castigos que impõem e admitir quando foram severos demais na hora de aplicá-los. “Admitir um erro não implica em perder autoridade, ao contrário, é algo que pode fortalecer os pais porque a criança vê ali um ser racional, que reflete sobre suas ações”, diz.

Recuperando a autoridade

Nunca é tarde demais para recuperar a autoridade com o seu filho. Pelo menos é o que dizem as três especialistas. Para Adela, antes de tentar resgatar o controle da situação em casa, os pais têm que olhar para si mesmos e recuperar a confiança em si. “Se conseguirem isso, os filhos vão perceber e passar a confiar na palavra deles”, explica.
Para os casos mais graves, quando as crianças já não respondem às regras e fazem birra por qualquer coisa, Mara sugere terapia familiar. “Pode ser bom para o pai entender por que perdeu a autoridade e visualizar a dinâmica da casa. Normalmente, quem está dentro da situação não consegue enxergar direito. É importante também perceber como a criança age em outros ambientes, se é sem limites fora de casa”, recomenda.
Cris Poli afirma que o mais importante é que os pais se convençam de que a autoridade está com eles e que educar é uma responsabilidade, não uma escolha. “A minha experiência indica que o primeiro passo é assumir o papel de educador dentro de casa e se posicionar com firmeza. A partir daí, o pai ou a mãe tem que rever sua postura e tentar mudar o que está errado”, finaliza.

Escola de princesas recua no tempo e ensina meninas a ter ‘bons modos’

Idealizadora do projeto propõe que meninas sejam independentes sem esquecer de ter bons modos, de saber organizar a casa e de se apresentar bem

Em uma casa de 360 m² com 12 cômodos na cidade mineira de Uberlândia (a 556 km de Belo Horizonte), meninas de 4 a 15 anos de idade aprendem a ter bons modos, a ser respeitosas com familiares e amigos, a lidar com a organização da casa e a se apresentar bem. Não, você não está lendo sobre os ensinamentos de uma escola vitoriana dos séculos 18 e 19. Mas do Brasil do século 21: mesmo reconhecendo que as mulheres precisam estudar, trabalhar, viajar e conquistar seu lugar no mundo e sua independência, a formação de uma família feliz no futuro e os conhecimentos domésticos devem ancorar os atributos de suas alunas. Pelo menos é o que pensa a singular pedagogia da Escola de Princesas, fundada em janeiro de 2013 por Nathália Mesquita.
Na escola, meninas de 4 a 15 anos de idade aprendem a ser 'princesas modernas', segundo dona da instituição. Foto: Divulgação
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“Eu queria um novo conceito de princesa: uma mulher completa, que domina tanto o gerenciamento da casa quanto a realização profissional. Sempre acreditei que não é preciso abrir mão de um lado por causa do outro”, explica Nathália, formada em Letras, professora há 17 anos, casada e mãe de dois meninos, de 13 e 9 anos de idade.
Da idealização da escola, que nasceu por meio de um sonho – literalmente: ela uma noite sonhou com um lugar em que ensinava tudo isso a meninas de variadas idades –, até a sua abertura foram oito meses de planejamento, escolha do local de funcionamento e registro de marcas registradas e patentes, uma vez que não havia nada parecido com isso no mundo. “Meu marido era a única pessoa que sabia, e me apoiou desde a manhã em que contei meu sonho para ele. Mantivemos tudo em sigilo”, lembra.
Depois de uma divulgação modesta pela internet e no boca a boca pela cidade, mães e pais começaram a efetuar as matrículas de suas filhas. A criadora da escola até se assustou: “Foram 150 meninas logo no primeiro mês. Eu esperava que aparecessem umas 20. Até o fim de agosto, 600 alunas passaram por aqui, e já temos fila de espera para o começo de 2014”.
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Escola de Princesas começou a funcionar no início do ano e já tem fila de espera para 2014
Do básico ao avançado
O conteúdo varia de acordo com a idade das garotas ao chegarem à escola. Elas são divididas pela faixa etária (de 4 a 6 anos, de 7 a 9, de 10 a 12 e de 13 a 15) em turmas com no máximo dez alunas. Há também a possibilidade de fazer aulas particulares.
As mais novinhas aprendem desde o básico, como arrumar os cabelos, manter a higiene e usar roupas limpas, até o avançado, como cuidar das roupas e do quarto e se alimentar. Nathália ensina que “não é preciso sair por aí de vestido e tiara de pedras para ser uma princesa. Uma roupa limpa e bem cuidada é suficiente para a apresentação ser digna”. Ela reforça para as pequenas que elas não devem ser consumistas ou dar mais valor às roupas do que à educação.
“As que chegam mais velhas já sabem algumas coisas, então podemos ir direto ao específico: cozinhar, arrumar o quarto, conversar, ter bons modos, se produzir com delicadeza”, afirma. Destas, muitas são levadas pelas mães com o objetivo de serem preparadas para se virarem sozinhas em outra cidade quando entrarem na faculdade dali a alguns anos. “Às vezes, a menina sabe tudo de inglês e dos esportes que aprendeu, mas não consegue fazer um lanchinho, ligar a máquina de lavar roupa”, justifica.
Em todos os módulos, o curso se apoia em seis tópicos principais, cuja abordagem muda apenas para ficar pertinente à idade das alunas. “A essência é elas entenderem que podem enfrentar todas as situações da vida com sucesso, que têm capacidade para serem mulheres completas”, esclarece, de antemão, Nathália.
O primeiro é “A identidade de princesa”, em que se fala sobre a importância do caráter, da autoestima, da individualidade e até de sustentabilidade. O ponto alto são as biografias de princesas fictícias (dos contos de fadas) e reais, as preferidas da professora, que diz: “Mostro a elas que as princesas da vida real, como a da Suécia, estudam, trabalham, casam e não abandonam a profissão por isso. Que o mundo não é cor de rosa, que elas vão fazer faculdade e ser independentes, por isso precisam estar preparadas”.
Em seguida vem “Os relacionamentos de princesa”, sobre obedecer os mais velhos, dar valor à família e até como agir na internet. “Elas precisam saber o que e como postar nas redes sociais, como se preservar de assédio de adultos desconhecidos”, detalha. O terceiro tópico é “Etiqueta de princesa”, com lições de comportamento à mesa, em situações sociais, boas maneiras, postura corporal e organização pessoal.
No quarto tópico, “Estética de princesa”, as alunas fazem a festa diante do espelho. É nele que elas aprendem a arrumar os cabelos, a fazer maquiagens e a combinar roupas e acessórios, além de reforçar as noções de higiene pessoal e alimentação saudável. Uma preocupação de Nathália aqui é impedir que as meninas queiram pular etapas da infância e da adolescência: “Explico que elas são princesas, não rainhas, então não vão se vestir como mais velhas ou exagerar na maquiagem. Tudo tem sua fase, e elas entendem”.
Os dois últimos tópicos são “O castelo de Princesa”, focado no aspecto organizacional de toda a casa (com noções de corte e costura, culinária básica e lavanderia) e na educação financeira, e “De princesa a rainha”, uma preparação para a fase adulta – inclusive com aulas de educação sexual. Para tudo isso, a fundadora da Escola de Princesas conta com o auxílio de profissionais como psicóloga, nutricionista e cozinheira, entre outros.
Muitas críticas
Nathália conta que 90% das mães que matriculam as filhas em suas aulas são profissionais superatarefadas que veem a escola como um apoio à educação familiar. “Elas confessam que adorariam ensinar as meninas o que elas aprendem aqui, mas não teriam como, porque focaram tanto na carreira que não sabem fazer as coisas da casa”, diz.
É claro que choveram críticas à Escola de Princesas desde sua inauguração. O principal motivo seria um suposto reforço de estereótipos machistas que as aulas promoveriam ao ensinar as meninas a cuidarem da casa. Nathália garante que não se abala com elas, porque “100% das críticas são de quem não conhece o trabalho da escola, que acha que é ‘uma escolinha de princesinhas de contos de fadas’ porque associa a palavra ‘princesa’ a uma figura passiva à espera de um príncipe salvador, e isso está longe de ser o que acontece aqui. Convido qualquer uma dessas pessoas a vir ver o que as meninas aprendem”.
“Há quem alegue que aulas de etiqueta são uma futilidade, mas quem não gosta de estar perto de uma pessoa bem educada? Algumas feministas dizem que é um retrocesso, mas que mal há em saber fazer sua própria comida, em saber cuidar da sua roupa? Elas não fazem isso também?”, questiona.
Para acabar de vez com a ideia de sexismo, Nathália revela que tem um projeto semelhante focado nos meninos, “porque eles também precisam ser educados e aprender a tratar as mulheres”. Os registros já estão providenciados e a formatação do curso está em andamento. “Eu me preocupo com a formação de todos. Precisava começar por algum dos lados e escolhi as meninas. Acho que foi porque não tive filhas. Crio meus príncipes em casa e minhas princesas na escola”, finaliza.

FESTA DE EMANCIPAÇÃO DE CASIMIRO DE ABREU


Secretaria de Meio Ambiente é contemplada com veículo novo


A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Casimiro de Abreu foi contemplada pelo Governo do Estado com a entrega de um carro zero quilometro. O veículo modelo Sandero foi doado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para reforçar a fiscalização contra crimes ambientais e melhorar as condições de licenciamento no município. Em solenidade no Palácio Guanabara, o vice-prefeito de Casimiro de Abreu, Zedequias Costa, recebeu as chaves das mãos do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Melo. 
A doação é fruto da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre o governo estadual e a Prefeitura de Casimiro de Abreu para a descentralização do licenciamento ambiental. O acordo prevê a doação de vários equipamentos, como o carro, computador, GPS, máquina fotográfica, entre outros. “Esses equipamentos vão auxiliar o trabalho dos nossos técnicos e ajudar a estruturar o departamento de Fiscalização e Licenciamento da Semmads”, explicou o secretário municipal de Meio Ambiente, Maurício Porto. 
A presidente do Inea destacou a importância da descentralização no licenciamento de empreendimentos de baixo impacto. Segundo Marilene Ramos, a entrega dos veículos aos municípios é uma forma do estado entender que só é possível trabalhar com as prefeituras em parceria. “É impossível para qualquer órgão estadual estar presente em todos os 92 municípios fluminenses. Quanto mais as secretarias municipais estiverem equipadas e fortalecidas, melhor estará o Meio Ambiente do estado”, observou a presidente do Inea.
A solenidade, que também contemplou outros 33 municípios fluminenses, contou ainda com a participação do governador do estado Sérgio Cabral; o vice-governador Luiz Fernando Pezão, do secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc; e outras autoridades do estado. 


  

Secretaria Municipal de Educação inicia comemorações pela Semana da Pátria




    Começaram na segunda-feira (2) em Casimiro de Abreu os festejos pela Semana da Pátria. Uma solenidade realizada no Ciep Municipalizado Jose Bicudo Jardim marcou o início das comemorações do Dia da Independência que será no próximo sábado. Estudantes, professores, diretores de escolas e banda de música participaram. O evento também contou com um recital de poemas do grupo Poesia e Arte.
    O prefeito Antônio Marcos e a secretária de Educação, Sônia Coelho não puderam estar presentes devido a outros compromissos. Ambos foram representados pela subsecretária Gracenir Oliveira. “A Independência do Brasil de Portugal é um marco histórico de nossa autonomia como Nação. É uma data que não pode ser esquecida pelo simbolismo que representa. Devemos exercer o patriotismo”, disse.
    A Semana da Pátria em Casimiro de Abreu contará com uma série de atividades nas unidades escolares de todo o município. A Secretaria Municipal de Educação juntamente com os diretores de escolas prepararam uma vasta programação que será realizada em diferentes locais. Todos os detalhes do cronograma de eventos podem ser conferidos na listagem abaixo.


Programação Semana da Pátria em Casimiro de Abreu 


C. E. I. M. de Palmital
04/09 – 8h - Café Colonial
06/09 – 10h – Desfile cívico

Creche Municipal Maria do Carmo da Motta
04/09 – 14h – Lanche Brasileiro
             15h – Apresentação musical

C. E. I. M. Nossa Senhora da Saúde
05/09 – 15h30min. - Caminhada em prol da Pátria
06/09 – 15h30min. - Festa do Verde e Amarelo – Apresentações

Creche Municipal Emília Bastos Muzy
06/09 – 8h30min. – Desfile em prol da Pátria

Creche Municipal Gélio Alves Farias
06/09 –10h – Exposição de trabalhos
            14h – Passeio com bandinha rítmica

Creche Municipal Antonia de Souza e Silva
06/09 – Caminhada em prol da Pátria

E. M. Renata Teixeira Bastos
04/09 – 9h/14h – Lanche Patriota
05/09 – 9h/15h – Apresentação dos alunos


Pré-Escolar Anexo ao CECA Municipalizado
06/09 – 9h – Exposição de trabalhos alusivos à Pátria

C. E. I. M. João Teixeira Bastos
06/09 – 9h – Caminhada Cívica

C. E. I. M. Profª. Elizete de Oliveira Pinto
05/09 – 9h/14h – Caminhada em prol da Pátria
06/09 – 9h – Exposição de trabalhos

E. M. Pastor Luiz Laurentino
02/09 – 8h30min./14h – Passeata com a Ed. Infantil
06/09 – 9h/14h – Passeata sob o tema: “Convivendo e Cuidando do nosso Brasil” - Apresentação das turmas


E. M. Patrick Marchon Portal
05/09 – 10h/15h - Gincana da Pátria
06/09 – 10h/15h – Apresentação de paródias, poesias e desfile.

E. Mul. Profº. Moysés Silveira
04/09 – 9h30min./14h30min. – Festival de pipas
05/09 – 8h/13h30min. – Gincana
06/09 – 8h/13h – Pintura em muros


E. M. Rosa Branca
06/09 – Culminância da Semana da Pátria


E. M. Profª. Erotildes Tardelli Moreira
05/09 – 8h/15h – Desfile Cívico

E. M. Santa Luzia
06/09 – 10h30min. Apresentação de paródias e poesias / Exposição de trabalhos
          15h – Caminhada sob o tema: “Eu te amo Brasil”

C. M. Casimiro de Abreu
05/09 – 9h/14h – Caminhada Cívica
06/09 – 7h30min. – Exposição de trabalhos



E. M. Vila Verde
06/09 – 9h30min./14h30min. – Passeata em prol da Pátria e Exposição de trabalhos

E. M. Christiane Siqueira S. de Carvalho
03/09 – 10h/12h30min. -  Palestra com o tema: “Como posso cuidar da minha Pátria?”
05/09 – 10h/16h – Caminhada pela Pátria


CIEP 459 Mun. José Bicudo Jardim
02/09 – 14h – Cerimônia de Abertura da U. E. com apresentações e premiações.


E. M. Pastor Abel de Souza Lyrio
06/09 – 10h/16h – Apresentação de danças e teatro



CIEP 406 Mun. Ludevis Teixeira Bastos
04/09 – 15h – Sarau de poesias
05/09 – 11h – Apresentação da música “Aquarela do Brasil”
06/09 – Desfile cívico com a Unidade Escolar e comunidade
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Musicoterapia, educação física e oficinas de artesanatos são oferecidas para idosos de Barra de São João


Projeto Renovar, da Secretaria de Assistência Social, beneficia centenas de moradores de vários locais do município de Casimiro de Abreu

Com os mesmos objetivos de promover a integração, a autoestima, a qualidade de vida e a geração de renda com os quais diversos projetos direcionados à população de todas as idades são conduzidos, a Secretaria de Assistência Social de Casimiro de Abreu oferece o Renovar, em vários locais do município.
Em Barra de São João, uma vez por semana, 40 pessoas, de 60 a mais de 90 anos, se encontram em um salão anexo a Biblioteca Municipal Carlos Drumond de Andrade. O objetivo é participar de dinâmicas de grupo para trabalhar as memórias, as emoções, a autoestima, o equilíbrio e a articulação, estimuladas por meio das aulas de Musicoterapia, Educação Física e Artesanato.
Casimirense, Ilza Machado, de 91 anos, é a que freqüenta o grupo há mais tempo. Para ela, as aulas de pintura em tecido são as que mais gosta. “A sensação que esse projeto me traz é ótima. Tenho mais saúde e disposição. Além disso, adoro cantar um forró”, declarou a dona de casa, se referindo ao coral do Renovar. 
Muito popular e querida entre os integrantes, a instrutora de Musicoterapia, Aline Araujo, conta que a prática da oficina faz com que eles se sintam mais motivados e felizes. “A música afasta a solidão que acomete a muitos. Fazer parte desse processo, contribuindo para a recuperação da autoestima dessas pessoas, é algo muito satisfatório”, disse Aline, musicista profissional.
Roberto Carlos, Luiz Gonzaga, Tim Maia, músicas evangélicas e até mesmo sucessos populares do momento estão no repertório do grupo.
A mais jovem participante a integrar o Renovar, Celma de Souza, de 62 anos, conta que passou a fazer parte do grupo porque estava em busca de um pouco de distração para a sua rotina do lar. “Já aprendi a fazer crochê e estou até criando algumas peças para vender em casa”, complementou.
Outra integrante do Renovar que aprendeu a fazer artesanato durante as oficinas e que chega a lucrar R$ 300 por mês com as vendas em casa é Nair Pires. Ela informa que antes não tinha uma fonte de renda direta. 
De acordo com a coordenadora do grupo, a psicóloga Fátima Mussi, é notória a evolução positiva de vários aspectos dos participantes que ingressam no Renovar. “Algumas pessoas com mais dificuldades de se expressar, com enfermidades, ociosas e passando por processos depressivos logo conseguem superar as adversidades, mostrando os resultados proporcionados por intermédio das oficinas oferecidas pelo projeto”, informou.
O Renovar é desenvolvido por meio do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS e faz parte do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF. Oferecido no bairro Palmital, no distrito Professor Souza e na sede do município, integra centenas de pessoas, a partir de 60 anos. Interessados podem obter mais informações procurando os CRAS ou o Centro Comunitário do Palmital.  

    


    Na próxima sexta-feira (6), serão oficialmente entregues à população casimirense as obras de melhorias do Estádio Municipal Canutão, no distrito de Barra de São João. Uma solenidade está marcada para acontecer às 19 horas, e contará com as presenças do prefeito Antônio Marcos e da equipe de governo. O campo passou pela troca de alambrado, ganhou pintura e uma nova iluminação.
    A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos investiu R$ 240 mil em melhorias. O estádio passou a contar com seis postes de iluminação moderna e potente, além de um transformador equipado. A partir de agora, a Secretaria de Esporte Lazer também poderá realizar atividades noturnas no campo. A população pode solicitar o uso do espaço, mas é preciso fazer agendamento na Subsecretaria, localizado nas dependências do Ginásio Poliesportivo em Barra de São João.
    — Nós temos registrado a frequência de mais de 500 pessoas nos fins de semana no campo. Com a inauguração da iluminação, poderemos estender o atendimento a outros praticantes de esporte. Os interessados podem procurar pela Subsecretaria de Esporte e Lazer ou fazer contato pelo telefone 2774-5211 — informou o subsecretário Leandro Ramos.
    A Prefeitura de Casimiro de Abreu está em fase de fechamento de uma parceria com o Fluminense para a implantação de uma escolinha de futebol.  Trata-se do projeto “Guerreirinhos” já desenvolvido pelo time de Laranjeiras. Ainda faltam alguns detalhes para que o projeto seja colocado em prática. O Estádio Canutão deverá ser um dos locais onde acontecerão as aulas.
    O Prodesporte, projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, deverá ganhar incentivos nos próximos meses com a melhor utilização do Canutão em Barra de São João.  Algumas competições já estão previstas para acontecer nas próximas semanas. O Campeonato de Futebol Amador foi iniciado no último dia 1 e será concluído no dia 27 de outubro.
    De acordo com os organizadores do Campeonato de Futebol Amador, a categoria Master também vai disputar no Canutão, a partir do dia 15 de setembro até 27 de outubro. “Os jogos do master serão de 8h às 12h e as outras partidas do torneio são de 13h às 17h. Esta nova fase do Canutão trará ainda mais integração social entre as pessoas em Barra de São João”, concluiu Leandro Ramos.   

  

Secretaria de Educação inicia cursos de inclusão digital em Casimiro de Abreu




    O Núcleo de Tecnologia Municipal da Secretaria de Educação de Casimiro de Abreu deu início ao curso de inclusão digital voltado para os servidores. A aula inaugural aconteceu na terça-feira (3) no Laboratório de Tecnologia Educacional da Semed. O curso tem duração de 40 horas. A primeira turma é formada por 14 alunos. Em breve, inscrições serão abertas para professores da rede municipal.
    De acordo com a coordenadora do Departamento de Convênios e Projetos, Andreza Kiffer, o objetivo é capacitar o máximo de servidores. “Em 2014, pretendemos envolver todas as unidades de ensino. Queremos que os professores possam usar os recursos digitais em sala de aula. Nem todos os professores dominam o computador e é preciso inovar o ensino com esta ferramenta cada vez mais”, disse.
    O curso “Primeiros Passos: Inclusão Digital” vai ser realizado sempre às terças-feiras, de 18h às 21h. O conteúdo programático consta de ensino sobre aplicativos MS Office, Sistema Operacional e Hardware”, explicou o instrutor e técnico do núcleo, Rodolfo Pinheiro. Outros cursos serão desenvolvidos pelo NTM da Secretaria de Educação no próximo ano
    A possibilidade de aprender mais sobre computadores interessou o grupo de servidores inscritos. Alguns estão em contato pela primeira com o universo digital. É o caso da auxiliar de serviços gerais Dilcéa Santana. Aos 42 anos, ela nunca havia utilizado o equipamento. “Tenho três filhas e sempre paguei cursos de computação para elas. Priorizei as meninas, mas como surgiu esta oportunidade de eu estudar gratuitamente aqui, decidi fazer o curso”, comentou.
    Outra novata na área digital é a auxiliar de serviços gerais Neíze Cordeiro, de 65 anos de idade. Ela é a mais velha do grupo e uma das mais entusiasmadas. “Quando eu tinha 14 anos fui estudar datilografia. Nunca mais tive contato com digitação e nem sei como liga um computador. Agora posso aprender e estou muito feliz. Já até planejo comprar um notebook para treinar em casa e usar da melhor maneira possível”, concluiu.
Publicado em 4/9/2013