terça-feira, 23 de agosto de 2011

Como é o dia a dia de uma família sem fé

Em um país onde a religião tem grande importância, como será a rotina de famílias que não acreditam em Deus?
O Brasil é um país de população reconhecidamente religiosa. Mas não absolutamente: o grupo dos sem religião cresce cada vez mais e, de acordo com dados do IBGE, levantados pela “Folha de S. Paulo”, já chega a 12,8% da população, formando assim o segundo maior contingente de uma mesma “corrente”.
Neste grupo estão incluídos os ateus e os agnósticos. A diferença entre eles é sutil. Os ateus negam a existência de Deus. Já os agnósticos, apesar de muitos também não acreditarem, acham que a questão da existência ou não de Deus não pode ser definida. De qualquer forma, os dois grupos abrem mão do que há de mais presente na vida de uma enorme parcela de brasileiros: a religiosidade.
Mas afinal, como é a rotina de uma família que não acredita em Deus em um país onde a maioria das pessoas tem crenças em divindades? Como lidam com questões morais, sobre a morte e com a constante vigilância dos que desconfiam do caráter de alguém que não guia sua vida de acordo com doutrinas religiosas?
“Já ouvi algumas vezes uma afirmação que considero preocupante. Muitos me dizem que, porque não tenho religião, posso matar ou roubar. Fico espantada. O pensamento inverso é que, se aquela pessoa não tivesse uma religião, seria capaz destas coisas”, conta a psicóloga Iara Hunnicutt, 58, que é agnóstica. Segundo ela, muitas pessoas não conseguem distinguir caráter e religião. “Sempre respondi que qualquer um pode optar por matar ou roubar e depois arcar com as consequências. Mas eu jamais faria isso por que é simplesmente errado e condenável.”
Conversão religiosa: a escolha de uma nova crença
Fé em vida após a morte pode ajudar a superar tragédia
A bióloga e professora universitária Cristina Bertoni, 33, também tem seus momentos de questionamentos por parte da sociedade. “Sou gaúcha e vivo na Bahia, onde a religiosidade é muito presente. Meus alunos se chocam com o fato de eu ser ateia e não entendem como posso ser uma boa pessoa. Ética e educação não têm a ver com crenças. Questões de fé me incomodam”, diz.
Filhos
Se os pais passam por situações difíceis por causa de seus posicionamentos diante do assunto religião, será os filhos também enfrentam esse problema? “Uma mãe nunca deseja que um filho sofra qualquer tipo de preconceito, mas isso acontece com frequência. Seja pela cor da pele, preferência sexual ou escolha religiosa. Temos que prepará-los para lidar com essa realidade da melhor forma possível”, explica Cristina, que tem um filho de dois anos e meio.
Iara, mãe de três filhos – de idades que vão de 33 a 37 anos – conta que sempre os ensinou a não debater preferência religiosa. “A minha filha mais velha é ateia e sofre muito mais que eu. Mas a escolha foi dela. Jamais proibi um filho de se interessar por alguma doutrina.”
Será que você é preconceituoso e não sabe?
A bacharel em direito Eliete de Oliveira, 41, mãe de uma garota de 18 anos e um menino de 12, afirma que o mais novo já se interessou pelo espiritismo. “Minha sogra é espírita e ele seguiu, durante um tempo, a mesma doutrina. Não me incomodei. Acho que só seria contra se fosse uma religião que limitasse a vida dele com muitas proibições. O espiritismo não é assim.”
Amigos
Convites para batizados, casamentos, missas, enterros e tantos outros eventos que demonstram a opção religiosa de quem os promove estão presentes, frequentemente, na vida de quem socializa com família e amigos.
Não é diferente com famílias ateias ou agnósticas. Iara aceita tais convites e ensina os filhos que, quando se está na casa de outra pessoa, devem respeitar seus costumes. “Se todos ficam em pé, também ficamos. Se todos sentam, sentamos. Só não rezamos porque não acreditamos naquelas palavras. Mas respeito é fundamental. Por mais que nem sempre nos respeitem”, explica.
Mas há situações delicadas. Ela conta que seus filhos, quando tinham por volta de seis anos, estavam em uma missa e viram uma fila se formar. Sem saber o que estavam fazendo, acabaram comungando. “Muitos ficaram indignados porque eles não tinham confessado. Mas são crianças. Que pecados tão graves podiam ter?”, indaga Iara.
Já Eliete é um pouco mais rigorosa. “Não vamos a eventos religiosos. Só abrimos uma exceção quando minha irmã, que é testemunha de Jeová, casou. Não gosto muito porque as pessoas ficam tentando nos converter. Preciso ficar reafirmando, a todo momento, minha escolha.”
Além de eventos realizados em igrejas, sinagogas e outros templos religiosos, não há como escapar das datas comemorativas celebradas pela população. Natal, por exemplo.Apesar de ser um feriado com conotação religiosa, muitas famílias ateias ou agnósticas encaram como uma reunião familiar especial para encerar o ano que finda. “É muito difícil se isolar. Se você for pensar bem, muita gente nem sabe o que a data representa. Nós nos juntamos e celebramos a união da família, com uma ceia ótima, claro”, revela Eliete. A bióloga Cristina compartilha das atitudes de Eliete. “Não comemoramos o nascimento de Jesus. Na minha casa, natal é tempo de união e Papai Noel”, diz.





Inscrições abertas para Torneio de Sinuquinha

Para os fãs de sinuca, a Secretaria de Esporte e Lazer está preparando o Torneio de Sinuquinha, que acontecerá no dia 4 de setembro, no Pavilhão de Esportes, localizado na praça central Feliciano Sodré, a partir das 9 horas da manhã. As vagas são limitadas. Portanto, é preciso correr logo para se inscrever. "Estamos preparando também uma premiação para os primeiros colocados na competição", informou o secretário Robson Mangefesti. Os interessados devem procurar a sede da secretaria ou ligar para o telefone 2778-1577 para obter mais informações. O incentivo ao esporte e a promoção de lazer de qualidade estão entre as prioridadades da Prefeitura de Casimiro de Abreu. 

Casimiro de Abreu comemora 152 anos de emancipação com vários shows

Para comemorar os 152 anos de emancipação político-administrativa no dia 15 de setembro, a Prefeitura de Casimiro de Abreu prepara uma grande festa. A programação contará com shows musicais, eventos culturais, motocross, entre outros. As festividades começarão no dia 13 e só terminarão no dia 18 no Parque de Exposições Henrique Batista Sarzedas, localizado às margens da BR-101.


O evento será aberto com o Baile da Melhor Idade na Boate Mix, às 20h, e a gravação do DVD da dupla Anderson e Emerson, às 23h. Na quarta-feira (14), a programação começa às 20h com a abertura da tenda Cultur’Art e apresentação de artistas locais. Na parte musical, quem anima o público será a banda Menina do Céu e a dupla sertaneja João Neto e Frederico.O desfile cívico abrirá a programação de quinta-feira (15), a partir das 9h, na Rua Alpheu Marchon. Às 17h, haverá a Sessão Solene da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu que acontecerá no Pavilhão de Esportes da Praça Feliciano Sodré. Serão entregues os títulos de Cidadão Honorário e Cidadão Casimirense a 18 homenageados, além da Medalha Mérito Indaiaçu. No Parque de Exposições, às 19h30, início do Festival Gospel com apresentação de várias bandas locais e show da cantora Fernanda Brum.
Na sexta-feira (16), abertura do Rodeio Show, às 20h30. Com seu pagode contagiante, o grupo Revelação fecha o show da noite. No sábado (17), às 13h30, ocorre o treino oficial de MotoCross, que acontece na pista do Bairro Chic. A dupla Maria Cecília e Rodolfo animam o público no Parque de Exposições, às 23h.
No domingo (18), as atenções estarão voltadas para a prova de MotoCross, às 12h. Na parte da tarde, às 15h, apresentações culturais na tenda Cultur’Art. Às 19h, acontece a missa em comemoração pelos 152 anos de emancipação político-administrativa de Casimiro de Abreu na Igreja Nossa Senhora da Saúde. Encerrando a festividades da cidade show de Nando Reis, às 23h. Vale lembrar que a entrada para todos os shows é franca. A partir de quarta-feira, o público também poderá curtir a boate que será montada no Parque de Exposições com ingressos cobrados na bilheteria.



PROGRAMAÇÃO



13 de Setembro (terça-feira)
20h – Baile da Melhor Idade na Boate Mix
23h – Show com a dupla ANDERSON E EMERSON (Gravação do DVD)

14 de Setembro (quarta-feira)
20h - Abertura da Cultur’Art (apresentação de artista local)
20h30 – Show com a Banda MENINA DO CÉU
22h – Show com a dupla JOÃO NETO E FREDERICO
00h – Boate Mix

15 de Setembro (quinta-feira)
8h30 – Abertura oficial da festa
9h – Desfile Cívico
17h – Sessão Solene – Pavilhão de Esportes na Praça Feliciano Sodré (entrega da Medalha MéritoIndaiaçu)
19h – Início do Festival Gospel (apresentação de várias bandas gospel locais) e FERNANDA BRUM
20h – Abertura da Feira de Indústria e Comércio de Casimiro de Abreu

16 de Setembro (sexta-feira)
17h às 20h – Apresentações da Cultur’Art
20h30 – Abertura do Rodeio Show
23h – Show com a banda REVELAÇÃO
00h – Boate Mix

17 de Setembro (sábado)
13h – Treino Oficial de MotoCross
15h às 20h - Apresentações da Cultur’Art
20h30 – Rodeio Show
23h – Show com a dupla MARIA CECÍLIA E RODOLFO
00h – Boate Mix
18 de Setembro (domingo)
10h- Reconhecimento de pista (Motocross)
12h – MotoCross
14h às 20h - Apresentações da Cultur’Art
19h – Missa Solene – Matriz Nossa Senhora da Saúde
20h30 – Rodeio Show
23h – Show de NANDO REIS



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Como garantir uma aposentadoria confortável

Veja como planejar tranquilidade financeira para seu futuro se hoje você tem 25 anos, 35 anos, 45 anos ou 55 anos
Pensar em aposentadoria é fazer um plano financeiro para durar a vida inteira. Para ter uma velhice tranquila, o ideal é começar a poupar cedo. Quanto antes se começa, menos esforço se faz. Para o jovem - que ainda percorrerá um caminho de pelo menos 40 anos de trabalho - há tempo para perder, pois há tempo para recuperar.
Assim, o investimento pode ser feito em operações mais arriscadas, que oferecem maior rentabilidade. Aos poucos, vão surgindo mais compromissos – vêm os filhos -, e a tendência é de um perfil mais conservador. Desta forma, as aplicações de maior risco passam a dividir espaço com as mais seguras.
Planejamento financeiro desde a juventude garante futuro tranquilo
A sugestão para quem está na faixa dos 35 anos é investir tanto em renda variável como renda fixa. Se o planejamento começar um pouco mais tarde, a regra é não se expor a risco. Os filhos já não estão em casa, por outro lado, gastos com saúde são maiores. Títulos do Tesouro Nacional, fundos garantidos e outras opções de renda fixa passam a integrar o menu.
Disciplina financeira
Em primeiro lugar, no entanto, é preciso ter em mente que a qualidade do futuro de um indivíduo é ditada por sua disciplina para poupar. “O mais importante, e o maior desafio, é organizar as contas, começar a planejar e ser regrado”, diz Cláudio Boriola, consultor financeiro da Boriola Consultoria, especialista em economia doméstica. Isso não significa ser “escravo do dinheiro”, ressalta o especialista, “mas sim fazer com que tenha uma rentabilidade maior e garanta o futuro financeiro”.
A sugestão de consultores é que tudo seja colocado no papel. Feito isso, a segunda tarefa é cortar gastos desnecessários e determinar quanto vai sobrar por mês para o plano da aposentadoria. Depois, o que vai determinar o melhor destino do dinheiro serão o perfil financeiro do poupador e as respostas a duas perguntas: Em quanto tempo quero aposentar? Qual renda quero ter?
Para cada combinação de respostas, uma série de caminhos a seguir. Com a ajuda de consultores financeiros, o iG trilhou algumas opções para quem quer começar a planejar a aposentadoria.
Há alternativas para quem tem em torno de 25 anos, 35 anos, 45 anos ou mais de 50 anos.



Dez sinais de que você perdeu o controle sobre suas dívidas

Quem esconde compras, mente sobre valores ou paga sempre a parcela mínima do cartão precisa ficar atento; veja também 10 dicas para controlar os gastos
corrigir Dez sinais de que você perdeu o controle sobre suas dívidasQuem esconde compras, mente sobre valores ou paga sempre a parcela mínima do cartão precisa ficar atento; veja também 10 dicas para controlar os gastos Seu nome* Seu e-mail* Mensagem
* campos obrigatórios
A paciente chegou tranqüila ao consultório psiquiátrico. Cinco minutos depois, quando começou a falar sobre seu problema, mostrou sintomas físicos de ansiedade. “Ela tremia e transpirava”, conta Dra Tatiana Filomensky, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. A paciente, que prefere não ter seu nome publicado, é viciada em compras e, como consequência da patologia, acumulou uma dívida de R$ 600 mil.
Ela conta que fica o tempo inteiro pensando no que pretende comprar e como vai fazer para conseguir saciar seu desejo. Seu casamento fracassou e os outros membros da família já não conversam mais com ela. “Ela se sente como uma dependente de crack”, diz a psiquiatra. Nos Estados Unidos, 5% da população têm o mesmo problema, segundo Tatiana, mas ainda não há dados oficiais sobre o Brasil. “Mas o caso é muito mais comum no País do que se imagina, e a maior incidência é na população de 31 a 39 anos,” diz a médica.
Aceitação social do ato de fazer compras dificulta que o endividado perceba que está com problemas
Em casos menos graves, mas também preocupantes, o endividado costuma esconder as compras para que seus familiares não vejam, ou mentir sobre o preço.
Às vezes o comprador não percebe que está ultrapassando um limite saudável de consumo, diz a Dra Vera Rita de Mello Ferreira, psicanalista e doutora em psicologia econômica pela PUC-SP. Mas as especialistas afirmam que é possível identificar sinais de que as compras estão exageradas e dão dicas de como resolver a situação.
A gravidade do problema não é camuflada pelo próprio consumidor, mas sim pelo fato de existir uma aceitação social do ato de fazer compras, o que não acontece com o consumo de drogas, por exemplo. Além disso, o Brasil está passando por um período de enorme incentivo ao consumo e de crédito fácil, o que estimula a população a consumir e tomar empréstimos, sem que as pessoas tenham consciência do problema que pode estar surgindo.
Ação
Identificar o problema é o primeiro passo para resolver a situação. Mas os especialistas advertem que não basta assumir a dificuldade de lidar com as dívidas. É preciso que o endividado encare a realidade e entenda que “as dívidas são um desafio a ser superado,” diz Patrícia de Rezende, psicoterapeuta e orientadora em finanças pessoais.
Para enfrentar o problema, é preciso coragem. “Há casos em que o comprador sabe que está gastando além do que deveria, mas prefere fingir que está tudo bem. Ele vive em um falso otimismo excessivo e costuma dizer a si mesmo: ‘no mês que vem eu dou um jeito nisso’.” diz Vera. “Mas o tempo passa e, com altas taxas de juros, a situação acaba saindo do controle,” acrescenta.
Caso não consiga aceitar a situação sozinho, as especialistas concordam que o endividado deve ter ao menos a iniciativa de buscar ajuda.
Na esfera psicológica, a primeira missão do consumidor – de preferência, com a ajuda de um profissional - é identificar as causas que o levaram a acumular as dívidas, diz Patrícia. Dependendo desta resposta, será trilhado o caminho para resolver a situação.
Estou endividado. E agora?
Funcionário pode reorganizar vida com a ajuda da empresa
Planeje suas despesas e evite novas dívidas
Pequenas despesas que levam a grandes dívidas
No âmbito financeiro, é preciso disciplina para conseguir organizar o orçamento, o que muitas vezes vai demandar alguns sacrifícios, como cortes de gastos e uma diminuição do padrão de vida (veja dicas abaixo).
O ideal, na opinião de Vera, é que o endividado busque um consultor de finanças de confiança para dar dicas sobre como reestruturar as dívidas. Outra opção é ouvir o que amigos e familiares têm a dizer, “desde que sejam pessoas sensatas,” acrescenta a psicoterapeuta.
SINAIS DE QUE SUAS DÍVIDAS PODEM ESTAR FORA DE CONTROLE:
1 - Esconde as compras para que os familiares e amigos não vejam
2 - Mente que os produtos custaram menos do que o valor real
3 - Sempre adia a resolução do problema das dívidas para o ‘mês que vem’
4 - Paga apenas a parcela mínima do cartão de crédito
5 - Toma empréstimo de uma instituição para cobrir a dívida em outra
6 - Tem sempre uma justificativa para suas dívidas, quase sempre "culpando" um terceiro pela situação (salário, governo, patrão)
7 - Faz as contas dos ganhos e despesas considerando seu salário bruto
8 - Possui dívidas longas – superiores a três meses – de compras de itens supérfluos, que não sejam a casa própria, o carro, ou um crédito educativo, por exemplo
9 - Evita falar sobre as dívidas
10 - Não consegue ficar um dia sem comprar algo
DICAS PARA EVITAR O ENDIVIDAMENTO EXAGERADO:1 - Corte despesas desnece
2 - Converse sobre o assunto com amigos e familiares, se forem pessoas sensatas
3 - Não compre por impulso e não confunda necessidade de consumo com desejo de comprar
4 - Nunca gaste contando com ganhos futuros ainda não confirmados
5 - Priorize as despesas básicas e reserve parte do salário para situações de emergência
6 - Não faça novos empréstimos para quitar dívidas atuais, a menos que os juros sejam mais vantajosos
7 - Pague sempre o valor total da fatura do cartão de crédito, pois pagamentos inferiores acarretam a cobrança de altos juros
8 - Evite fazer financiamentos ou empréstimos de longo prazo
9 - Ao financiar, leia, entenda e avalie o compromisso que está assumindo. Informe-se sobre o Custo Efetivo Total (CEF) do empréstimo e compare com o de outras lojas
10 - Decida sobre novas dívidas juntamente com sua família



domingo, 21 de agosto de 2011

Mensagens de vítimas são testemunho dramático do 11 de Setembro


'Somos jovens e não estamos prontos para morrer', disse homem no WTC; ouça os áudios compilados pelo iG dos ataques às Torres Gêmeas
Às 9:19 do 11 de Setembro de 2001, Brad Vadas deixou uma mensagem na secretária eletrônica de sua noiva, Kris McFerren:
- Kris, houve uma explosão. Estamos presos em uma sala. A fumaça não para de entrar. Não sei o que acontecerá. Mas quero que você saiba que a minha vida foi muito melhor e muito mais rica porque você estava nela.
Após respirar pesadamente, Vadas afirma que fará tudo para sair da Torre Sul do World Trade Center (WTC), onde trabalha em Nova York. Apesar disso, não quer deixar dúvidas:
- Eu te amo. Adeus.
Às 9:59 do mesmo dia Jeffrey Nussbaum pergunta:
- Mãe, o que foi esse barulho?
A dez quilômetros de distância do WTC, Arlene Nussbaum assiste à TV e fala com seu filho, preso no 92º andar da Torre Norte, pelo telefone e responde:
- A outra torre acabou de desabar.
- Meu Deus do Céu!
Veja imagens do 11 de Setembro
Quase todas as imagens que há dos ataques ao WTC no 11 de Setembro foram feitas do lado externo dos prédios. Mas os detalhes dos últimos minutos de vida das vítimas nos aviões sequestrados e nos edifícios atacados ao sul da Ilha de Manhattan podem ser reconstituídos por meio de telefonemas gravados e mensagens de voz deixadas, quase sempre cheias de emoção, aos parentes e amigos. São pequenos registros que mostram, às vezes com detalhes, o que se passava dentro das Torres Gêmeas antes de elas desabarem.
Os diálogos descritos acima foram retirados do livro “102 Minutos - A História Inédita da Luta Pela Vida nas Torres Gêmeas”, dos jornalistas Jim Dwyer e Kevin Flynn. Esses e muitos outros recados e mensagens ajudam a montar o quebra-cabeça do que ocorreu dentro das torres nos 102 minutos que se passaram desde a colisão na primeira torre, às 8h46, até o último desmoronamento, às 10h28.
Na 1 hora e 42 minutos até a queda da última torre, 10.911 ligações foram feitas de dentro do WTC para as telefonistas do Departamento de Bombeiros, de acordo com as fitas liberadas por esse órgão em 2006. O primeiro ataque foi lançado com o voo 11 da American Airlines - um Boeing 767 carregado com 45 mil litros de combustível - contra os andares 93 e 99 da Torre Norte do WTC. O segundo ataque foi perpetrado com o voo 175 da United Airlines, que colidiu entre os andares 77 e 85 da Torre Sul às 9h03, 17 minutos depois do primeiro choque.
Pessoas que estavam acima do ponto de colisão dos aviões nas duas torres (ou imediatamente abaixo dos andares atingidos), que em sua grande maioria não conseguiram achar uma rota de fuga para deixar os prédios, foram autores da maior parte dos telefonemas feitos e das mensagens enviadas.
A vasta destruição nos 17 andares superiores da Torre Norte e nos 33 da Torre Sul deixou ao menos 1.946 mortos – mais de 70,5% do total de vítimas, de 2.753, no WTC. Após os primeiros dez minutos e, principalmente, após o ataque à Torre Sul, as linhas telefônicas foram completamente inundadas com chamadas, deixando milhares incomunicáveis.
 Algumas das ligações e mensagens mais representativas. Muitas foram divulgadas publicamente durante o julgamento do francês Zacarias Moussaoui, que foi acusado de conspirar para matar cidadãos americanos durante o 11 de Setembro, no único julgamento criminal dos ataques, enquanto outras foram veiculadas por uma comissão que investigou os atentados. Elas vêm acompanhadas pela gravação original em inglês e podem ser profundamente emocionantes e chocantes em alguns momentos.
A comissária de bordo Betty Ong, que falou por 23 minutos com a central de operações da American Airlines até o voo 11 se chocar com a Torre Norte do WTC, em NY
Diretamente do voo AA 11
Betty Ong, comissária de bordo da American Airlines, conseguiu fazer uma ligação de 23 minutos com a central de operações da companhia aérea. O tempo corresponde aos últimos minutos do voo até a colisão com a Torre Norte do WTC. Com a voz calma, ela anuncia à atendente Nydia Gonzalez:
- Ninguém atende ao telefone na cabine do piloto. Alguém foi esfaqueado na classe executiva e estamos com dificuldades para respirar aqui na executiva, eu acho que usaram spray de pimenta, ou algo assim. Não conseguimos respirar, mas acho que estamos sendo sequestrados. Estou sentada no fundo do avião, tem alguém vindo da classe executiva, por favor, aguarde... (silêncio)
- O nosso primeiro comissário foi esfaqueado. Outro comissário também. Ninguém sabe quem esfaqueou quem. Nós nem podemos ir até a executiva agora porque ninguém consegue respirar. Oh! O nosso primeiro comissário está sendo esfaqueado nesse momento. O nosso número 5, o passageiro da primeira classe, o comissário e o tesoureiro foram feridos, e nem podemos ir à cabine do piloto porque a porta está trancada. Não sabemos quem está lá.
Escute o áudio até o trecho em que a comissária avisa do sequestro do voo 11:
Ligações para o serviço de emergência 911 no dia 9/11
O número de telefone para emergências em todos os EUA é 911. Nos EUA, o 11 de Setembro é chamado de 9/11 (“nine eleven”), pois em inglês o mês precede ao dia em uma data. Nos minutos e nas horas seguintes aos ataques ao WTC, o 911 recebeu milhares de ligações.
A primeira ligação:
Christopher Hanley, 31 anos. Ele participava de uma conferência no restaurante Windows of the World, no 106º andar da Torre Norte, e foi a primeira vítima a ligar para o 911 naquele dia.
- Alô, estou no 106º andar do WTC. Ouvimos uma explosão agora há pouco.
- 106º andar? – pergunta a atendente
- Sim. Estamos em uma conferência. Vemos fumaça e a situação está ficando muito ruim, não conseguimos descer as escadas.
A atendente passa diretamente aos bombeiros.
- Estamos chegando, vamos ir buscar vocês, por favor, acalmem-se e nos aguardem, estamos a caminho – diz o bombeiro.
- Por favor, venha rápido – diz Christopher – e obrigado.
Os pais de Hanley receberam uma cópia da ligação alguns meses depois dos ataques. Como seu corpo nunca foi encontrado nos escombros das Torres Gêmeas, essa ligação é o último testemunho do rapaz.
“O dia em que recebemos essa gravação foi muito importante. Para mim, ela é muito emocionante para saber exatamente onde estava o meu filho quando tudo aconteceu. A parte que mais me emociona é quando ele diz: ‘Por favor, venha rápido, e obrigado. Por favor e obrigado.’ Mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo sob pressão, Christopher conseguiu manter a calma e ser educado. Fico muito orgulhoso dele por isso”, disse Joe Hanley, pai de Christopher.

A última ligação:
Kevin Cosgrove, 46 anos. Ele estava em seu escritório no 105o andar da Torre Sul, a segunda a ser atingida, mas a primeira a desabar. Na relativamente longa conversa que Kevin tem com a atendente do 911 e do corpo de bombeiros, ele explica em detalhes o que está acontecendo, até que a primeira das torres desaba. É possível ouvir os ruídos do prédio e Cosgrove gritando até a ligação ser cortada.
- Somos jovens e não estamos prontos para morrer. Tenho filhos pequenos. Por favor, mandem alguém aqui logo.
- Entendo, senhor, estamos com todo o nosso pessoal aí. Estou tentando explicar a eles onde está, por favor, fique na linha.
- Oh, por favor, rápido. A fumaça está muito intensa.
- Fique calmo, por favor, sente-se e aguarde – diz o bombeiro.
- Vocês ficam dizendo isso, mas a fumaça está muito forte.
- É tudo o que eu posso fazer, senhor.
- Até que andar vocês já chegaram? – pergunta Kevin.
- Estamos chegando, estamos chegando.
- Não parece, cara. Eu tenho crianças pequenas.
- Eu entendo, senhor, estamos a caminho.
No fim da conversa, Kevin está soletrando o seu nome e o da sua empresa, quando se ouve um forte ruído,e ele grita: "Ai, meu Deus! Ai meu Deus!" É o momento exato em que a primeira torre entra em colapso, e a última chamada recebida de dentro do WTC pelo 911.

Loucas por casamentos


Se você se emociona com a marcha nupcial e para o carro só para ver uma noiva desconhecida entrando na igreja, não está sozinha
Se você passou dias esperando para ver o vestido de noiva de Kate Middleton e semanas comentando os detalhes e fotos da cerimônia real, não pode negar a existência de uma certa fascinação feminina pelas figuras da noiva e do casamento. A psiquiatra e escritora Neusa Steiner captou esta fascinação em seu aspecto mais grave na peça de teatro “Sangue Seco”, que estreou nesta sexta-feira em São Paulo, com a história de uma mulher que, durante anos, cultivou o hábito de assistir a casamentos de desconhecidos.
O monólogo foi baseado na vida de uma mulher que Neusa conheceu cerca de cinco anos atrás, em um grupo de terapia. “Por anos ela assistia aos casamentos sentada no banco de trás da igreja. Ela era solteira e sempre teve o desejo de se casar, mas nunca conseguiu”, relembra a autora. Para a psicoterapeuta Lidia Rosenberg Aratangy, autora do livro “O Anel que Tu Me Deste: O Casamento no Divã” (Primavera Editorial), a obsessão pelo casamento se sustenta principalmente no espetáculo do ritual, e não no relacionamento. “O fascínio muitas vezes sugere uma fantasia de princesa. Casamento é outra coisa”, diz.
De acordo com a antropóloga e professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Mirian Goldenberg, prestes a lançar o livro “De Perto Ninguém é Normal” (Editora BestBolso), existe sim uma ilusão de que a mulher com um casamento feliz é a mulher mais invejável. Esta fantasia é alimentada diariamente pela teledramaturgia. “O casamento é o final de todas as novelas e representa o momento mais feliz na vida de uma personagem”, compara. Na vida real, no entanto, quando a cerimônia acaba, o casamento de fato começa – e muitas vezes a realidade pode parecer, para usar um termo da fantasia, a da gata borralheira.
A admiração exagerada pelo universo da noiva pode esconder uma idealização do casamento. “Tudo que é exagero pode se transformar em perversidade”, diz a psicanalista Aracelis Mirabello Steagall. “Aquelas que frequentam festas, brigam pelo buquê da noiva, visitam buffets, compram revistas de noivas e até mesmo alugam vestidos sem casamento marcado buscam o conto de fadas”, comenta. E o conto de fadas, assim como o Príncipe Encantado, são fantasias inalcançáveis.
Mas se você está entre as muitas mulheres que já pensaram em parar – ou pararam – o carro no meio da rua só para ver a noiva entrando na igreja, calma. O limite entre a admiração inofensiva pela figura da noiva e a obsessão está mais longe. Lidia sugere estar atenta à importância dada ao casamento enquanto evento: se parece haver mais significado no vestido de noiva do que na vida a dois, pode haver alguma coisa errada.
Da emoção à profissão
O “hobby” casamenteiro também pode virar profissão. A assessora de noivas Mariana Marcozzi, 32 anos, se declara uma apaixonada por casamentos sem embaraço algum: “Tem que gostar muito mesmo para até trabalhar com isso”, acredita.
Daquelas que sempre choram com marcha nupcial, não importa em qual versão, em qual casamento ou quem são os noivos, Mariana se envolveu com o assunto desde pequena, a ponto de guardar revistas sobre o assunto e formar um arquivo imenso de possibilidades para a grande hora de dizer o “sim”. “De tanto fuçar, para o meu casamento só faltava o noivo”. Ela o encontrou – e se casou. Mas brinca que, ao completar cinco anos de união, vão se casar novamente: “Eu casaria várias vezes com ele, se fosse possível”.
Não à toa, o envolvimento de Mariana acabou se tornando profissão. Enquanto viajava, conta ter dado paradinhas para espiar casamentos que aconteciam nas ruas da Grécia ou da Itália. Mas, segundo ela, a fantasia não embota a realidade. “Eu sou bem romântica e muitas vezes me baseio em contos de fada, mas sei como é a vida cotidiana.

Dieta detox






Cardápio de uma semana para limpar o organismo sem prejudicar a saúde
SEGUNDA-FEIRA
Café da manhã
- Suco verde: bater no liquidificador 250ml de água, 1 folha de couve-manteiga, 1 maçã
- 1 fatia de pão light sem glúten com geleia natural sem açúcar

Lanche da manhã
- 1 castanha-do-pará + 1 damasco seco recheado com 1 noz

Almoço
- Salada de folhas verdes, tomate e palmito (temperar com 1 colher de sobremesa de azeite de oliva extravirgem)
- Peito de frango (100g) assado com alecrim
- 3 colheres de sopa de arroz integral + 3 colheres de sopa de feijão azuki
- Abobrinha, cenoura e berinjela grelhadas

Lanche da tarde
- 1 xícara de chá de salada de frutas (melão, morango, kiwi) com 1 colher de sobremesa de linhaça dourada triturada

Jantar
Sopa de abóbora, quinua em farelo e gengibre ralado (Preparo: cozinhar 1 abóbora paulista, ½ cenoura com 400ml de caldo de frango até amolecer. Bater todo o conteúdo no liquidificador e se necessário passar por uma peneira. Colocar a sopa de volta à panela e esperar ferver. Para finalizar, desligar o fogo e acrescentar ½ colher de café de gengibre ralado)

TERÇA-FEIRA
Café da manhã
- Suco antioxidante (Preparo: bater no liquidificador 200ml de água + 1 pedaço do talo do aipo + 4 colheres de sopa de morango, framboesa e amora)
- 1 fatia de pão light sem glúten com azeite de oliva extravirgem

Lanche da manhã
- 1 castanha-do-pará + 1 tâmara seca recheada com 2 amêndoas

Almoço
Salada de alface, rúcula, broto de alfafa, beterraba e cenoura ralada
-1 posta de salmão (120g) assado
- 3 colheres de sopa de arroz integral
- 1 pires de chá de aspargos cozido ao vapor

Lanche da tarde
Creme de mirtillo (bater no liquidificador 100g de mirtilo, 1 banana e 1 colher de chá de mel; colocar em uma cumbuca e polvilar 1 colher de sopa de amaranto em flocos)

Jantar
Salada de folhas com frango ao óleo de linhaça (Preparo: corte 100g de peito de frango em cubinhos e tempere com sal e pimenta a gosto. Passe os cubinhos no ovo batido e, em seguida, passe-os em uma mistura de farinha de linhaça, gergelim e amêndoas trituradas. Coloque os cubinhos em uma assadeira untada com óleo de linhaça e leve para assar em forno médio pré-aquecido a 180°C. Enquanto isso, em uma saladeira, faça uma camada de folhas de alface americana, alface roxa e agrião e sobre elas, arrume os tomatinhos cereja cortados ao meio. Para finalizar arrume os cubinhos de frango sobre as folhas e tempere com limão, óleo de linhaça, salsinha e sal a gosto)

QUARTA-FEIRA
Café da manhã
- Suco verde (bater no liquidificador 200ml de água, 1 folha de couve, 1 rodela média de abacaxi)
- 1 fatia de pão de forma integral sem glúten com geleia natural sem açúcar

Lanche da manhã
- 1 xícara de café de semente de abóbora e/ou girassol

Almoço
- Salada de folhas verdes com pepino e palmito
- 4 colheres de sopa de quinua com grão-de-bico (Preparo: em uma panela, misturar 100g de quinua em grãos com 3 colheres de sopa de suco de limão, 1 xícara de chá de água, 1 colher de sopa de azeite de oliva, 1 colher de sobremesa de curry e sal a gosto. Leve ao fogo até ferver. Cozinhar a quinua e escorrer a água. Acrescentar 1 cenoura ralada, 100g de grão-de-bico cozido, cebolinha e 2 colheres de sopa de amêndoas laminadas. Em uma tigela a parte misturar 3 colheres de sopa de suco de limão, 1 colher de sopa de azeite de oliva extravirgem, sal e pimenta a gosto. Misturar e regar a salada com esse molho)

Lanche da tarde
1 xícara de chá de salada de frutas (maçã, morango, manga) com 1 colher de sopa de linhaça dourada triturada

Jantar
- Salada de agrião, repolho branco picado e gomos de laranja
- Omelete (1 gema e 3 claras) com brócolis

QUINTA-FEIRA
Café da manhã
- Suco (bater no liquidificador 1 fatia média de melão + 100g de amora fresca ou congelada + cubos de gelo)
- 1 fatia de pão integral sem glúten com um “fio” de azeite de oliva extravirgem

Lanche da manhã
- 1 damasco seco recheado com 1 nozes + 1 castanha-do-pará

Almoço
- Salada de alface crespa, rúcula, broto de alfafa e tomate cereja
- Macarrão de quinua com shimeji e gengibre (Preparo: refogar a cebola no azeite e colocar gengibre ralado e o shimeji; desligar o fogo quando o cogumelo começar a soltar água e juntar com o macarrão já cozido)

Lanche da tarde
- 1 tapioca coberta com uma banana amassada, canela e 1 colher de sobremesa de amaranto em flocos
Jantar
Sopa de legumes com 100g de frango desfiado (Preparo: cortar em cubos e colocar em uma panela de pressão 1 cenoura, 1 abobrinha, 2 chuchus, 2 tomates maduros sem sementes. Juntar 1 litro de caldo de legumes e cozinhar na pressão por 15 minutos, até os legumes amolecerem. Bater todo o conteúdo no liquidificador e se necessário passar por uma peneira. Colocar a sopa na panela e esperar ferver. Para finalizar acertar o sal, colocar o frango já cozido e desfiado e salpicar folhinhas de manjericão)

SEXTA-FEIRA
Café da manhã
- Suco verde (bater no liquidificador 200ml de água, 1 folha de couve, 1 laranja e 2 ameixas pretas secas)
- 1 fatia de pão de forma integral sem glúten com geleia natural sem açúcar

Lanche da manhã
- 1 tâmara recheada com 2 amêndoas + 2 castanhas de caju

Almoço
Salada de folhas variadas (alface-americana, rúcula, alface-roxa, alface-crespa) com fundo de alcachofra
Filé de peixe sobre espinafre refogado com 2 colheres de sopa de purê de batata-doces

Lanche da tarde
- 1 rodela grossa de abacaxi grelhado com 1 colher de chá de mel e 1 colher de sopa de castanha-do-pará

Jantar
Salada de folhas variadas com omelete (1 gema + 3 claras) recheado de cogumelos Paris

SÁBADO
Café da manhã
- Suco rico em vitamina C (Preparo: bater no liquidificador ½ mamão papaia sem sementes com o suco e as sementes de 1 maracujá, 1 laranja e 1 limão)
- 1 fatia de pão de forma integral sem glúten com azeite de oliva extravirgem

Lanche da manhã
- 1 xícara de café de semente de abóbora e/ou girassol

Almoço
- Salada de folhas com rabanete e cenoura em rodelas
- 100g de peito de frango grelhado
- Arroz integral com lentilhas (4 colheres de sopa)
- Brócolis cozido ao vapor

Lanche da tarde
- 1 xícara de chá de salada de frutas (pera, framboesa, kiwi) com 1 colher de sopa de farinha de linhaça dourada

Jantar
Sopa verde com amaranto em flocos (Preparo: em uma panela, refogar o alho e a cebola. Adicionar 1 litro de água filtrada, ½ couve-flor, 1 xícara de brócolis, 2 folhas de couve e 1 xícara de chá de folha de mostarda e deixar cozinhar. Bater todo o conteúdo no liquidificador e se necessário passar por uma peneira. Adicionar ½ xícara de chá de quinua em flocos e bater mais um pouco. Colocar a sopa na panela e esperar ferver. Para finalizar, acertar o sal, acrescentar salsinha e cebolinha picada.

DOMINGO
Café da manhã
- Suco vermelho (bater no liquidificador 200g de melancia, 200g de morango e gelo a gosto, servir com folhas de hortelã)
- 1 fatia de pão de forma integral sem glúten com azeite de oliva extravirgem

Lanche da manhã
- 1 ameixa preta + 1 damasco seco recheado com 1 noz

Almoço
- Salada de folhas com erva-doce, tomate e pepino
- 4 colheres de sopa de arroz vermelho com frango e curry (Preparo: cozinhar o arroz vermelho com caldo de frango por 25 minutos em panela de pressão. A parte, dourar o alho e a cebola e juntar ao arroz. Cortar o peito de frango (100g) em cubinhos e temperar com suco de um limão, pimenta a gosto e uma pitada de curry. Dourar o frango e para finalizar, colocar o arroz no centro do prato e o frango ao redor)

Lanche da tarde
- 1 tapioca coberta de purê de maçã com 1 colher de sobremesa de amaranto em flocos

Jantar
-Salada de folhas variadas com cenoura e beterraba ralada
- 1 filé de atum com crosta de gergelim



sábado, 20 de agosto de 2011

Encontro de Folclore neste fim de semana

Grande parte do patrimônio cultural do Brasil estará, neste sábado, dia 20, na praça principal de Casimiro de Abreu, a Feliciano Sodré. Trata-se do III Encontro de Folclore que tem por objetivo a valorização e a propagação das diversas manifestações culturais.
Considerando a praça pública um território democrático de aprendizagem, a Fundação Cultural convidou grupos culturais de municípios de dentro e de fora do estado do Rio de Janeiro para apresentarem as manifestações do Folclore Nacional. Passadas de geração em geração, o Jongo, a Folia de Reis, Frevo, Bumba Meu Boi são as heranças culturais do povo brasileiro transformadas em dança, música e sapateado. A idéia é que a partir das 13 horas, os grupos comecem a se apresentar, um seguido do outro, finalizando esta primeira parte do evento com o show da banda Trio Nordestino, às 22 horas.
Para quem ainda tiver fôlego, depois do show, vários grupos de Folia de Reis do estado, co-irmãs da Folia de Reis casimirense Estrela da Guia, retribuirão as visitas recebidas durante o ano e farão um arremate de Folias. Neste momento, todas elas deverão se encontrar e apresentar-se no palco principal.
Para a presidente da Fundação Cultural, Cláudia Rejane, o Encontro de Folclore, propicia que munícipes casimirenses e visitantes conheçam a grande riqueza que o Estado exibe para todo o mundo. “Além de se mostrarem, os grupos culturais visitantes, neste tipo de encontro, podem se fortalece, já que trocam experiências e conhecem outros grupos”, disse.
Já estão confirmadas as presenças dos municípios de São Francisco do Itabapoana, Araruama, São Sebastião do Alto, Macaé e Santa Maria do Jetibá, no Espírito Santo, dentre outros.
Com este evento, o município integra ainda a I Semana Fluminense do Patrimônio, ação planejada pelo IPHAN junto a diversas outras instituições, onde, no período de 13 a 21 de agosto, projetos e eventos diversificados, tendo como temática principal o patrimônio cultural.





Vem aí 2º Simpósio Municipal de Contadores de Histórias

No próximo dia 27, será realizado o evento “Agosto por Gosto”. Trata-se do 2º Simpósio Municipal de Contadores de Histórias. O tema este ano será “Contos dos Quatro Cantos”. Na programação, constam oficinas e apresentações ao público. O evento promovido pela Secretaria de Educação de Casimiro de Abreu contará com a participação de vários profissionais da área. A entrada é franca.
De acordo com a organização, os interessados em participar das oficinas e das apresentações devem se inscrever na Semed, de 22 a 25 de agosto, de 9h às 17h. O endereço é Rua Padre Francisco Maria Tales, 570 , bairro Mataruna. As oficinas acontecerão no Colégio Estadual Casimiro de Abreu (Ceca) e as apresentações performáticas no auditório da Semed. Mais informações pelo telefone 2778-2034.
O evento será iniciado às 9 horas da manhã e será encerrado à meia-noite. Mais uma vez será realizada a maratona de contação de histórias. Entre os participantes estão os servidores Adilson Araújo, Graça Morenah e Shirlene Jardim. Há vários convidados que também se apresentarão. “Teremos ainda a contação de histórias eróticas apenas para maiores de 18 anos. Em todas as performances, o público terá diversão garantida”, afirmou Adilson Araújo.



Sintomas da menopausa: tratamento ainda está longe de um consenso

Pesquisas vêm mostrando que alternativas aos temidos hormônios não funcionam e mulheres seguem com poucas opções de alívio
Para as mulheres que esperavam conseguir combater os sintomas da menopausa com substâncias alternativas de venda livre, como suplementos de soja e linhaça, estudos recentes vêm se mostrando decepcionantes.
Este mês, uma pesquisa médica descobriu que a soja não funciona melhor do que um placebo para as ondas de calor e não exerce qualquer efeito sobre a densidade óssea. Essas descobertas ocorreram logo após achados semelhantes sobre o tratamento com linhaça para as ondas de calor.
“Gostaríamos de poder dizer às mulheres que elas funcionam”, afirma a doutora Silvina Levis, diretora do centro de osteoporose da Universidade de Miami, que liderou o estudo sobre a soja.
“Agora, nós demonstramos que isso não é verdade”, afirma.
Antes de 2002, as pacientes eram tratadas regularmente com estrogênio e progestina, hormônios sujeitos a receita médica que caíram em desuso rapidamente depois que o estudo de referência da Women’s Health Initiative revelou que nas pacientes idosas, os medicamentos levavam a um risco maior de sofrer ataque cardíaco e de ter câncer de mama.
Porém, alguns médicos estão defendendo que esses riscos não se aplicam às mulheres em geral com sintomas de menopausa. Mesmo alguns críticos de longa data da terapia hormonal estão sugerindo que eles sejam reconsiderados para as pacientes com sintomas severos.
Bicicleta ajuda mulheres na pré-menopausa a ganhar menos peso
Estudo após estudo, eles demonstraram que muitos dos tratamentos sem uso de medicamentos – como a erva-de-são-cristóvão, o trevo-violeta, remédios à base de vegetais e, recentemente, soja e linhaça – simplesmente não funcionam.
Os medicamentos prescritos, incluindo antidepressivos, o anti-hipertensivo clonidina e o medicamento contra epilepsia gabapentina, podem trazer alguns benefícios, porém muitas mulheres não toleram seus efeitos colaterais.
“Não existe tratamento alternativo que funcione muito bem, seja ele feito com medicamentos ou com preparados à base de plantas”, afirma a Deborah Grady, decana adjunta de pesquisa clínica e translacional da Universidade da Califórnia, em São Francisco.
Aproximadamente 75% das mulheres na menopausa sentem ondas de calor. Dependendo da pessoa, os sintomas podem ser leves (apenas algumas vezes por semana) ou moderados (diversas vezes ao dia).
Muitas mulheres com sintomas de leves a moderados enfrentam o problema sem precisar de outros tratamentos. Porém, para aproximadamente um terço delas, os sintomas são severos. Elas sentem de 10 a 20 ondas de calor por dia, que ocorrem de dia e de noite, atrapalhando o dia de trabalho e interferindo no sono.
Com frequência, os médicos asseguram às pacientes que os sintomas passarão em alguns anos. Contudo, um relatório publicado em maio na revista Obstetrics & Gynecology revelou, como resultado de um estudo de longo prazo com mulheres na menopausa, que as ondas de calor ocorrem periodicamente por mais de dez anos, em média.
A onda de calor é geralmente descrita como uma sensação súbita de calor sentida primeiro na face e no pescoço. Ela pode causar vermelhidão na face da pessoa, levar à transpiração excessiva e depois, a calafrios. No site Minnie Pauz, mulheres descrevem ter sentido vertigens e torpor, junto com palpitações e ansiedade.
“Um calor subido que inicia no interior do seu corpo”, é como descreve uma das mulheres. “O cabelo fica escorrido e você sabe que, mesmo se tirasse a roupa e corresse pelas ruas agitando os braços na tentativa de resfriar o corpo, isso não funcionaria, porque o calor está dentro e não fora”, relata ela.
A causa exata das ondas de calor é desconhecida, porém, acredita-se que a menopausa atrapalhe o funcionamento do hipotálamo, que é basicamente o termostato do corpo. Como resultado, mesmo alterações pequenas na temperatura do corpo que normalmente passariam despercebidas podem causar ondas de calor.
Entre os tratamentos com medicamentos prescritos, o mais eficaz talvez seja o que utilize antidepressivos, que têm demonstrado reduzir as ondas de calor em quase 60%, segundo os médicos. Os antidepressivos são particularmente benéficos para as mulheres com câncer de mama ou distúrbios de coagulação do sangue, que não podem optar pelos hormônios.
Porém, alguns médicos afirmam sentir-se frustrados em relação ao recado transmitido a muitas mulheres para que procurem tratamento alternativo à reposição hormonal. Segundo Holly Thacker, diretora do centro especializado em saúde da mulher da Clínica Cleveland, para muitas os benefícios de um tratamento hormonal eficaz superam os riscos e elas não devem ter medo de considerá-lo.
“Seria como dizer a uma pessoa com diabetes e dependente de insulina que ela deveria usar outros medicamentos em vez de insulina”, afirma.
“Vejo as mulheres confiando em substâncias alternativas e chegando com muitas delas, sem saber o que estão colocando no corpo. Muitas das informações são erradas e elas estão confusas”.
Segundo Grady, crítica de longa data do uso generalizado de hormônios, médicos e pacientes parecem ser menos tolerantes em relação aos riscos associados aos hormônios do que a outras drogas, embora os sintomas da menopausa cheguem a ser tão intoleráveis quanto os da enxaqueca ou outros problemas de saúde.
“Nós estamos, de certo modo, dispostas a tomar remédios contra enxaqueca, com seus efeitos nocivos, porque eles funcionam muito bem, mas não estamos dispostas a tomar estrogênio”, afirma ela.
"Nós nos preocupamos em relação aos efeitos nocivos associados ao estrogênio, porém, importantes efeitos adversos são razoavelmente comuns. A questão é saber se as mulheres estão dispostas a correr esse risco em troca de um tratamento muito eficaz para sintomas que, se não fossem tratados, arruinariam suas vidas".





"Já atravessamos 70% da tempestade", diz mulher de Marcos Paulo

Antonia Fontenelle postou no twitter mensagem otimista sobre a batalha do diretor contra o câncer. Ele segue sem previsão de alta
Um boletim divulgado no início da tarde deste sábado (20) pela equipe médica que cuida de Marcos Paulo, diz que "o estado de saúde do ator e diretor permanece sem nenhuma complicação do processo cirúrgico que extirpou um câncer no esôfago no domingo (14) passado".
"Me tira daqui", diz Marcos Paulo ao acordar do coma
Ainda segundo a equipe coordenada pelos Drs. Fernando Maluf, Rubens Sallum e Alfredo Salim Helito, do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo, "o paciente permanece na UTI sem previsão de alta".
ENTREVISTA: "Vou ganhar essa batalha", diz diretor sobre o câncer
Já a mulher de Marcos Paulo, Antonia Fontenelle, postou uma mensagem mais otimista em seu Twitter: "Por aqui o barquinho continua firme e forte, já atravessamos 70% da tempestade, mas os navegantes são duros na queda e os deuses ainda resolveram ajudar. Resumindo: Vitória garantida!".



Ceará tenta tirar de Pernambuco o título de "pai" do forró

Pesquisadores do Estado tentam emplacar uma música de 1937 como a primeira música do gênero
Pernambuco e Ceará sempre dividiram o título de precursor do ritmo que ficou conhecido popularmente como forró. O pernambucano de Exu, Luiz Gonzaga, e o cearense de Iguatu, Humberto Teixeira, foram autores de músicas que descreviam tanto a seca e a fome da região quanto as belezas do sertão nordestino. O clássico “Asa branca”, de autoria dos dois, representa bem isso. Agora, músicos cearenses atribuem esse pioneirismo a outro artista.
Ouça a música que os cearenses tentam emplacar como 1º forró
 O primeiro registro fonográfico de um forró teria sido feito por um violeiro. Em outubro de 1937, Xerêm gravou "Forró na roça". Apesar de ser cearense, essa foi a única canção do estilo gravada pelo cantor. Xerêm partiu adolescente para Minas Gerais, formou dupla caipira e virou cantor de moda de viola.
Em comemoração ao centenário de nascimento do cantor e compositor, a Associação Cearense do Forró reivindica para o Ceará o pioneirismo do ritmo. Um disquinho de cera que pertence ao acervo do pesquisador musical Miguel Ângelo de Azevedo seria a prova documental de que o cearense gravou um forró 12 anos antes de Luiz Gonzaga gravar "Forró do Mané Vito" e em pouco tempo popularizar seu jeito diferente de tocar a sanfona.
Violeiro no forró
O pesquisador chama a atenção para um ponto curioso dessa história. Xerêm não era um legitimo forrozeiro. Longe disso, ele era um cantor de moda de viola caipira. Cedo ele foi viver em Minas Gerais com os pais e lá adquiriu novas referências musicais. “Essa música da década de 30, na verdade, nem era o forró que se tocava na época. Era uma levada de que o Xerêm se lembrava do tempo em que vivia no Ceará, na década de 20”, conta o pesquisador.
O "Forró de Mané Vito"
 A partir de 1926, Xerêm se apresentou em circos e teatros pelo Brasil integrando a Trupe de Crianças Pequenas Edson, formada por seu pai. Em 1937 foi para o Rio de Janeiro com a irmã Nadir, com quem formou a dupla Xerém e Tapuia. Eles gravaram dois discos e chegaram a se apresentar na Rádio Tupi.
Mesmo Xerêm sendo, na verdade, um violeiro caipira, a Associação Cearense do Forró, quer registrar o forró como patrimônio intelectual e imaterial do povo brasileiro, criado a partir da gravação de ´Forró na roça´, pelos cearenses Xerêm e Tapuia, em 1937.
Luiz Gonzaga, o rei do baião - e do forró
O diretor do Memorial Luiz Gonzaga de Recife, Mauro Alencar, ouviu pela primeira vez a música "Forró na roça" a pedido da reportagem do iG. Para o pernambucano pesquisador da música popular nordestina, a canção só tem “forró” no título. “Isso não é forró nem baião. É música mineira, lembra o calango, ritmo mineiro dos ‘bão’”, ironiza.
O estilo musical que se convencionou chamar forró sequer é considerado de fato um gênero por muitos músicos e pesquisadores. A palavra, na verdade, seria uma corruptela de uma expressão lusitana. “Tem várias teorias. Eu vou com a que a palavra vem de forrobodó, que quer dizer baile popular. Em Portugal é assim que eles chamam as festas populares, que é exatamente o que chamamos as nossas festas, de forró”, defende Mauro Alencar.
O forró "Vira e Mexe"
 O pesquisador explica que o ritmo a que atribuem o nome de forró é o baião, criado por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. “O baião gênero musical foi inspirado no baião gênero de literatura popular oral. É o baião dos violeiros repentistas nordestinos", afirma.
Essa também é a opinião de um músico que se consagrou tocando o mesmo instrumento que Luiz Gonzaga popularizou no Braisl. O sanfoneiro Waldonys, cearense de Fortaleza, toca há 20 anos como músico profissional e tem no currículo a gravação de um disco com o Gonzagão quando tinha apenas 15 anos. Ele conheceu, conviveu e tocou com Luiz Gonzaga. “Para mim, foi ele que criou o baião, tempos depois acelerou o ritmo, colocou um baixo adiantado, foi mexendo daqui e dali e aí que virou o forró como é conhecido hoje”, conta.
Waldonys explica que a musicalidade trazida por Luiz Gonzaga era completamente original para a época, porque ele inventou uma nova forma de tocar a sanfona, criando uma técnica que hoje é imitada por todo sanfoneiro que se preze. “Ele começou com o jogo de fólio. Isso deu um swing novo nesse estilo. Tem um molho que foi expresso pela primeira vez na canção “Vira e mexe”, exemplifica. “O que eu conheço de forró da minha vida desde a década de 1980 para mim foi criado pelo seu Luiz Gonzaga. O que podem ter feito é usar o nome e não estar fazendo o ritmo”, conclui Waldonys.



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quando a dor de ser obeso é maior do que o prazer de comer








Patricia decidiu se livrar da obesidade e já perdeu, sem cirurgia, 50 quilos em um ano
Na contramão dos mais de 150 mil brasileiros que optaram pela cirurgia de estômago ou daqueles que lotam os consultórios médicos em busca de uma fórmula para emagrecer, Patricia Faccio Marques, 37 anos, decidiu encarar a luta contra a obesidade não com o bisturi, mas com duas armas há tempos recomendadas pelos médicos: reeducação alimentar e exercícios.
Foi desta forma, e com muita força de vontade, que a professora de química de sorriso fácil e voz suave conseguiu perder 50 quilos em um ano. Para chegar à meta ainda faltam mais 30 quilos.
No auge da obesidade, há dois anos, a balança alcançou os 147 quilos e seu Índice de Massa Corporal (IMC) era 41. A cirurgia bariátrica é recomendada para obesos com IMC de 40. Mas não foram os números que a assustaram.
“Eu estava no banheiro de um shopping, e vi uma criança me olhando. Eu sorri e ela me perguntou: ‘Tia, por que você é assim?’ O que você responde para uma criança nessa hora?”, relembra.
A pergunta ecoou com mais força ao ver-se em uma foto, durante uma viagem à Paranapiacaba. “Eu vi o meu tamanho. Não cabia mais nos lugares, ficava apertada na poltrona do cinema. Deixei de ir a parques de diversão porque não cabia em nenhum brinquedo, não passava a catraca do ônibus. Quando ia sair, pensava ‘será que vou caber na cadeira?’”, relata.
Vestir-se também passou a ser um problema. Usando número 62 de calça, nem nas lojas especializadas para tamanhos grandes ela encontrava roupas que lhe servissem. Qualquer peça nova tinha de ser feita sob medida. “A obesidade começou a me incomodar pela primeira vez na vida”, relata.
Patricia nunca foi uma criança magra. Fez seu primeiro regime aos 5 anos, quando chegou a tomar remédios. Foi engordando mais em cada fase da vida, mas sente que perdeu o controle com a separação dos pais, aos 11 anos. Na época, além da nova situação, teve de assumir os cuidados com a casa e com os irmãos e a falta de tempo para cuidar de si resultou em quilos a mais. Durante toda a vida, tentou dietas da moda, remédios, fórmulas manipuladas, academia de ginástica, caminhadas no parque. O resultado foi o famoso efeito sanfona (engorda-emagrece).
As formas arredondadas, porém, nunca a incomodaram. “Sempre fui gordinha, sempre fui feliz, tive namorado, casei. Eu ia à praia e usava biquíni porque aquela era eu, não estava preocupada se as pessoas achavam bonito ou não”, afirma.
No entanto, a foto e a criança trouxeram à tona o descontentamento com a figura que naquele momento estava refletida no espelho. “Passei a não gostar do que via, não me sentia confortável nas minhas roupas. Foi então que decidi mudar.”
A virada
Aos 35 anos, Patricia foi demitida da empresa onde trabalhava há 10 anos. O que era para ser um revés virou uma oportunidade para finalmente olhar para si. Apoiada pelo marido, decidiu parar de trabalhar para colocar em prática o que sempre não passou de um projeto: emagrecer. O momento coincidiu com o emagrecimento de uma amiga, que passou a “fórmula”: alimentação regrada, atividade física intensa e muita dedicação. Nada de remédios ou dietas milagrosas.
Empolgada com o exemplo e cheia de força de vontade, matriculou-se em uma academia próxima de casa. Com a ajuda de uma professora de educação física e uma nutricionista montou uma rotina de treino de seis horas diárias de exercícios e um cardápio de 1600 calorias.
Pela manhã, dividia as quatro horas de ginástica entre alongamento, musculação, hidroginástica e caminhada na esteira. À noite, acompanhada pelo marido, passava mais duas horas entre a piscina e a esteira.
No cardápio, arroz, feijão, salada, carnes, pães, quase nada foi cortado. O que mudou foi a quantidade. Até doce de leite entra na dieta. “Eu posso comer doces, mas me preocupo com quanto. Se fosse a comida que engordasse, não ia ter gente magra no mundo. Eu fui aprendendo a ter bom senso na hora de comer. Minha porção semanal, por exemplo, é de seis brigadeiros pequenos, ou duas colheres de doce de leite, que eu adoro”, conta. Além disso, ela prefere consumi-los aos finais de semana ou depois do almoço, por exemplo.
Na geladeira, alimentos saudáveis como legumes, frutas e verduras ganharam mais espaço. A pimenta e o gengibre, que ajudam o metabolismo, foram inclusos no dia a dia. A única coisa banida foi a fritura.
“Não faz sentido colocar gordura para dentro se o objetivo é colocá-la para fora”, reflete. O óleo não é usado nem para refogar o arroz ou o feijão.
Quando sai com os amigos, resiste às porções de batata-frita e outras frituras e procura no cardápio o que parece menos calórico. Ao viajar, leva na mala o liquidificador, gengibre e salada. “Como nem todo mundo tem o hábito de comer salada, eu sempre levo. E meu suco com gengibre não pode faltar, então eu me garanto”, ri.
O desânimo não teve tempo nem espaço nessa nova rotina, já que tanto sacrifício é, desde o início, rapidamente recompensado. A cada semana, Patricia perde em torno de um quilo, somando uma média de 4 quilos ou até 6 quilos por mês. As roupas, que antes não cabiam, passaram a ficar folgadas e ela já consegue encontrar algumas peças em lojas no shopping. Andar de ônibus não é mais um problema e a cadeira do cinema passou a acomodá-la sem grandes preocupações.
Metade do caminho
Hoje, 50 quilos mais magra e 10 manequins a menos, a química voltou ao mercado de trabalho, e se esforça para manter na agenda pelo menos quatro horas de exercícios diárias. O objetivo é alcançar os 70kg, menos da metade do seu peso inicial, até o fim deste ano. “Mas não sei se é o ideal porque nunca fui magra, não sei como vou ficar”, diz. O caminho até agora foi árduo, não só pela rotina puxada. A batalha mais complexa ela ainda está travando: precisa aprender a controlar a compulsão alimentar.
“Assim como um drogado busca a droga, ou um alcoólatra busca a bebida, o obeso busca a comida. Sou igual a um drogado. Eu passei por perdas grandes nos últimos meses e muitas vezes busquei a comida como solução para aquela tristeza. A comida é uma droga, se usar muito posso ter uma ‘overdose’, que se reflete no meu corpo”, relata. Para ela, a sociedade encara o gordo como um “folgado e preguiçoso” e não consegue enxergar que obesidade é uma doença.
“As pessoas entendem quando alguém tira licença do trabalho para cuidar de uma dor nas costas, ou qualquer outro problema de saúde. Eu tinha IMC de obesidade mórbida, que poderia me levar à morte. Mas ninguém compreendeu quando eu parei de trabalhar para cuidar da alimentação e fazer exercícios. E nenhum médico pensou em me dar um atestado para que eu pudesse passar um tempo me tratando”, reflete.
Ao ser perguntada de onde tira tanta determinação para resistir firme às tentações, ela fala com tristeza. “Quando a dor de ser obesa é maior do que o prazer de comer, você emagrece.”








Cuidado com os alimentos que “dão barriga”

Eles podem distender momentaneamente o abdome ou colaborar com as gordurinhas extras na região. Fique atento às suas escolhas
Uma barriguinha saliente pode ter diversas causas: herança genética, alteração hormonal, retenção de líquido, excesso de peso, má postura. Mas certos alimentos também levam a uma incômoda distensão abdominal.
”Alimentos formadores de gases (como feijão, frituras, pães, enlatados), gordurosos e com excesso de sal podem aumentar o volume da barriga”, diz a nutricionista funcional Elaine de Pádua, diretora da clínica DNA Nutri, de São Paulo.
É importante ter atenção na hora de consumi-los, porque, além da questão estética podem provocar desconforto físico.
“O bom é que eles podem ser substituídos por opções mais saudáveis”, diz a nutricionista Paula Gandin, de São Paulo, membro da diretoria do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (CBNF).
A seguir as especialistas fazem um raio X desses alimentos e apontam caminhos que colaboram com uma barriga mais chapada.
Pão branco e massas: alimentos feitos com a farinha refinada fornecem um carboidrato suscetível a fermentação e produção de gases que levam à distensão abdominal. “Pessoas com hipersensibilidade ao glúten (proteína presente no trigo) ou com doença celíaca podem apresentar ainda sintomas como a flatulência. Nestes casos, a melhora ocorre com uma dieta de eliminação que deve ser avaliada por um profissional de saúde capacitado”, esclarece Paula Gandin. Sugestão saudável: opte por pães e massas integrais, ricos em fibras.
Açúcar: a sacarose propicia o desenvolvimento da disbiose intestinal (desequilíbrio da flora do intestino), fazendo com que as bactérias benéficas diminuam e as bactérias prejudiciais proliferem, podendo levar à distensão. “O excesso também se transforma em energia de reserva e aumenta a quantidade de gordura abdominal”, diz Elaine de Pádua. Sugestão saudável: tente abandonar o uso excessivo de açúcar e, aos poucos, descubra o sabor natural dos alimentos.
Bebida alcoólica: o álcool aumenta a permeabilidade da mucosa do intestino, aumento o quadro de desequilíbrio da flora (bactérias) intestinal, podendo levar ao aumento de volume abdominal. Sugestão saudável: evite o consumo exagerado de bebidas alcoólicas.
Como fazer boas escolhas no supermercado
A diferença entre a gordura da barriga e a dos quadris
Refrigerante: estufa a barriga por causa da presença do gás e pelo açúcar contido em algumas bebidas. Sugestão saudável: prefira sucos de frutas naturais.
Feijão: alguns carboidratos (oligossacarídeos) presentes no feijão escapam da digestão e são metabolizados pelas bactérias presentes na parte baixa do trato digestório, podendo causar gases e flatulência.
“Muitas vezes, são apenas observados os fatores negativos da flatulência, no entanto esses ácidos produzidos na fermentação estimulam os movimentos peristálticos do intestino e, assim, evitam a constipação”, esclarece Paula Gandin. Sugestão saudável: eliminar o alimento da dieta não é uma boa opção, devido ao grande valor nutricional. Deixar de molho e trocar de tempos em tempos a água dos grãos, antes de cozinhar, ajudam a reduzir o problema da formação de gases.
Repolho e couve-flor: esses vegetais são da família das brássicas, nas quais estão presentes compostos sulfurados capazes de aumentar a produção de gases. Sugestão saudável: seu consumo não deve ser desestimulado, pois muitas pesquisas mostram seus efeitos positivos na prevenção de doenças crônicas.
“Pessoas muito sensíveis podem evitar comer na mesma refeição dois ou mais tipos de brássicas (como brócolis, couve-manteiga, couve de bruxelas e nabo, entre outros)”, diz a nutricionista Paula.
Pimentão verde: durante o processo de amadurecimento os pimentões variam de cor, indo do verde ao amarelo ou vermelho. Os verdes são colhidos antes da maturação e como estes vegetais só amadurecem no pé, não mudam a tonalidade. No entanto, para muitas pessoas o pimentão verde pode ser de difícil digestão quando comparados aos outros.
“Alimentos mal digeridos podem causar estufamento e até formação de gordura devido ao processo inflamatório instalado”, diz Elaine de Pádua. Sugestão saudável: prefira pimentão amarelo ou vermelho.
Laticínios: para quem tem intolerância a lactose consumi-los pode gerar flatulência e diarreia. Sugestões saudáveis: leite de cereais (quinoa, arroz); leite de sementes (gergelim, girassol); leite de oleaginosas (amêndoas, castanha-do-pará); extrato de soja. “A introdução desses alimentos deve ser avaliada por um nutricionista a fim de garantir, por meio de toda a dieta, o aporte diário adequado de vitaminas e minerais”, explica Paula Gandin.
Produtos industrializados (bolacha, refrigerante, macarrão pronto, embutidos): substâncias químicas presentes nestes alimentos sobrecarregam o fígado e a vesícula. “Isso aumenta as chances de armazenar gordura principalmente no abdome, já que nesta região temos mais receptores de insulina que dão o comando para armazenar gordura”, explica a diretora da clínica DNA Nutri. Sugestões saudáveis: opte por frutas e alimentos naturais, integrais, sem corantes ou conservantes.
Confira outras dicas para uma barriguinha mais enxuta:
- Mastigue lentamente os alimentos. Mastigar mais vezes ajuda a emagrecer
- Evite beber líquidos em excesso durante as refeições
- Prefira alimentos integrais ricos em fibras
- Tenha o hábito de tomar água ao longo de todo o dia
- Pratique atividade física: além de queimar calorias isso ajuda no bom funcionamento do organismo de maneira geral. Conheça os Programas de caminhada e corrida do iG
- Aumente o consumo de alimentos diuréticos, como erva doce, salsão, coentro, berinjela, endívias, alho, limão, noz-moscada, cebola, salsa, hortelã, abacaxi, melancia e maracujá