sábado, 29 de outubro de 2011

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Definição
Às vezes chamado de "ataque cerebral", um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma interrupção do fornecimento de sangue para qualquer parte do cérebro.
Nomes alternativos
Doença cerebrovascular; infarto cerebral; hemorragia cerebral; derrame isquêmico; acidente cerebrovascular; derrame hemorrágico
Causas, incidência e fatores de risco
O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido porque um vaso sanguíneo no cérebro está bloqueado ou se rompe.
Se a circulação do sangue for interrompida por mais do que alguns segundos, o cérebro não consegue obter sangue e oxigênio. As células cerebrais podem morrer, causando danos permanentes.

Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Existem dois tipos principais de AVC: o isquêmico e o hemorrágico.
AVC ISQUÊMICO
Ocorre quando um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro é bloqueado por um coágulo de sangue.
Isso pode ocorrer de duas maneiras:
Um coágulo pode se formar em uma artéria que já está muito estreita. Isso se chama trombo. Se ele bloquear completamente a artéria, é chamado de AVC trombótico
Um coágulo pode se desprender de outro lugar nos vasos sanguíneos do cérebro ou alguma outra parte do corpo e se deslocar até o cérebro para bloquear uma artéria menor. Isso se chama embolia. Ele causa um AVC embólico
AVCs isquêmicos podem resultar de artérias obstruídas, uma condição chamada arteriosclerose. Isso pode afetar as artérias dentro do cérebro ou as artérias no pescoço que levam sangue ao cérebro.
Gordura, colesterol ou outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias, formando uma substância pegajosa chamada placa. Ao longo do tempo, a placa aumenta gradualmente. Ela frequentemente dificulta que o sangue flua adequadamente, o que pode levar o sangue a coagular.
AVCs isquêmicos também podem ser causados por coágulos de sangue que se formam no coração ou em outras partes do corpo. Esses coágulos se deslocam com o sangue e podem ficar presos nas pequenas artérias do cérebro. Isso se chama embolia cerebral.

Um derrame que afeta o tronco cerebral é uma ameaça potencial à vida. Essa área do cérebro controla funções como respiração e instrução para o coração bater
Determinadas drogas e condições médicas podem fazer com que o sangue tenha mais tendência a coagular e aumentar o risco de um AVC isquêmico. Uma causa comum de AVC isquêmico em pessoas com menos de 40 anos é a dissecção da carótida ou um rasgo na parte interna da artéria carótida. O rasgo deixa o sangue fluir entre as camadas da artéria carótida. Isso causa um estreitamento da artéria carótida, que não ocorre devido à formação da placa.
Alguns AVCs isquêmicos começam sem qualquer hemorragia, então ocorre uma hemorragia na área afetada.
AVC HEMORRÁGICO
O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo em parte do cérebro fica fraco e se rompe, fazendo com que o sangue vaze para o cérebro. Algumas pessoas têm imperfeições nos vasos sanguíneos do cérebro que resultam em mais chances de que isso ocorra. O fluxo de sangue que ocorre depois do vaso sanguíneo se romper, danifica as células do cérebro.
RISCOS DE AVC
A pressão arterial alta é o principal fator de risco para AVCs. Também aumentam o risco de AVC:
Fibrilação atrial
Diabetes
Histórico familiar de AVC
Doença cardíaca
Colesterol alto
Idade avançada
Determinados medicamentos aumentam a probabilidade de ocorrência de coágulos de sangue, e, portanto, as chances de um AVC. Pílulas anticoncepcionais podem aumentar as chances de ocorrência de coágulos de sangue, especialmente em mulheres que fumam e têm mais de 35 anos.
Homens têm mais AVC do que mulheres. No entanto, as mulheres têm um risco maior de AVC durante a gestação e nas semanas imediatamente após a gestação.
O risco de hemorragia no cérebro pode ser intensificado, o qual aumenta a probabilidade de ocorrência de um AVC devido a:
Uso de álcool
Distúrbios hemorrágicos
Uso de cocaína
Lesões na cabeça
Sintomas

Os sintomas de AVC dependem da parte do cérebro que é lesada. Em alguns casos, uma pessoa pode nem mesmo estar ciente de que teve um derrame.
Os sintomas geralmente se desenvolvem repentinamente e sem aviso, ou eles podem ocorrer ocasionalmente por um ou dois dias. Os sintomas geralmente são mais graves quando o AVC ocorre pela primeira vez, mas eles podem ficar piores aos poucos.
Pode ocorrer uma dor de cabeça, especialmente se o AVC for causado por hemorragia no cérebro. A dor de cabeça:
Começa repentinamente e pode ser forte
Ocorre quando você está deitado
Acorda você do sono
Piora quando você muda de posição ou se curva, estica ou tosse
Outros sintomas dependem da gravidade do AVC e de qual parte do cérebro é afetada. Os sintomas podem incluir:
Mudança na agilidade (inclusive sonolência, inconsciência e coma)
Mudanças na audição
Mudanças no paladar
Lentidão
Confusão ou perda de memória
Dificuldade para deglutir
Dificuldade para escrever ou ler
Tontura ou sensação anormal de movimento (vertigem)
Falta de controle sobre a bexiga ou intestinos
Perda de equilíbrio
Perda de coordenação
Fraqueza nos músculos da face, do braço ou da perna (geralmente apenas em um lado)
Dormência ou formigamento em um lado do corpo
Alterações de personalidade, humor ou emocionais
Problemas com visão, inclusive visão reduzida, visão dupla ou perda total da visão
Alterações na sensação do toque e na capacidade de sentir dor, pressão, temperaturas diferentes ou outros estímulos
Dificuldade para falar ou compreender outros que estão falando
Dificuldade para caminhar
Exames e testes
Um exame físico e neurológico completo deve ser realizado. Seu médico irá:
Verificar se há problemas com visão, movimento, sensação, reflexos, compreensão e conversação. Seu médico e enfermeiros repetirão este exame ao longo do tempo para ver se seu AVC está ficando pior ou está melhorando
Auscultar para verificar se há algum som anormal, chamado "bruit", quando usar um estetoscópio para auscultar as artérias carótidas no pescoço. Um bruit é causado por fluxo de sangue turbulento
Verificar e avaliar sua pressão sanguínea, que pode estar alta
Os testes podem ajudar seu médico a determinar o tipo, o local e a causa do AVC e excluir outros distúrbios que possam ser responsáveis pelos sintomas:
Uma tomografia computadorizada (TC) do cérebro é feita frequentemente logo depois de começarem os sintomas. Uma ressonância magnética (RM) do cérebro pode ser feita em vez disso ou depois
Uma angiografia por ressonância magnética (ARM) ou angiografia por TC pode ser feita para verificar se há vasos sanguíneos anormais no cérebro que podem ter causado o AVC
O ecocardiograma pode ser feito se o AVC foi causado por um coágulo de sangue do coração
O duplex scan de carótidas (um tipo de exame de ultrassom) pode mostrar se o estreitamento das artérias do pescoço (estenose carótida) levou ao AVC Um angiograma da cabeça pode revelar qual vaso sanguíneo está bloqueado ou sangrando e ajudar seu médico a decidir se a artéria pode ser reaberta usando um tubo fino
Testes de laboratório incluirão um hemograma, tempo de hemorragia e testes de coagulação de sangue (tempo de protrombina ou tempo parcial de tromboplastina). Eles também verificarão o colesterol e o açúcar do seu sangue
O eletrocardiograma (ECG) e o monitoramento do ritmo cardíaco podem ajudar a determinar se um batimento cardíaco irregular (como a fibrilação atrial) causou o AVC
Uma punção lombar (exame de fluido cerebrospinal) também pode ser feita
Tratamento
Um AVC é uma emergência médica. O tratamento imediato pode salvar vidas e reduzir a incapacidade. Procure cuidado médico imediato nos primeiros sinais.
É muito importante para as pessoas que estão tendo sintomas de AVC irem a um hospital o mais rápido possível. Se ele for causado por um coágulo do sangue, um medicamento para dissolver coágulos pode ser administrado.
Na maior parte do tempo, os pacientes devem chegar a um hospital dentro de 3 horas depois que os sintomas começarem. Algumas pessoas podem receber esses medicamentos até 4 a 5 horas depois que os sintomas começam. O tratamento depende da gravidade e causa do AVC.
TRATAMENTO NO HOSPITAL
Os medicamentos que dissolvem coágulos (terapia trombolítica) podem ser usados se o AVC for causado por um coágulo de sangue. Alguns remédios desmancham coágulos de sangue e ajudam a restauram o fluxo sanguíneo para a área lesada. No entanto, nem todos podem receber este tipo de remédio.
Para esses medicamentos funcionarem, a pessoa deve ser examinada e o tratamento deve iniciar em até 3 horas desde que os sintomas começaram pela primeira vez. Uma tomografia computadorizada deve ser feita para ver se o AVC é de um coágulo ou uma hemorragia
Se o AVC for causado por hemorragia em vez de coagulação, os medicamentos que dissolvem coágulos (trombolíticos) podem ocasionar mais hemorragia
Outros tratamentos dependem da causa do AVC:
Os anticoagulantes como heparina ou warfarina podem ser usados para tratar de AVCs devido a coágulos de sangue. Ácido acetilsalicílico ou clopidogrel também podem ser usados
Outros medicamentos podem ser necessários para controlar outros sintomas, inclusive pressão alta. Analgésicos podem ser ministrados para controlar dor de cabeça forte
Em algumas situações, uma equipe especial de AVCs e radiologistas especializados podem conseguir usar angiografia para destacar o vaso sanguíneo obstruído e abri-lo
Em caso de AVC hemorrágico, uma cirurgia é frequentemente necessária para remover o sangue da região ao redor do cérebro e reparar os vasos sanguíneos lesados
A cirurgia na artéria carótida pode ser necessária
Nutrientes e fluidos podem ser necessários, especialmente se a pessoa tiver dificuldade para engolir. Eles podem ser ministrados por uma veia (de modo intravenoso) ou por um tubo de alimentação no estômago (tubo para cirurgia de abertura de conduto no estômago). Dificuldades na deglutição podem ser temporárias ou permanentes. Terapia física, terapia ocupacional, terapia de fala e terapia de deglutição, todas iniciarão no hospital.
TRATAMENTO A LONGO PRAZO
O objetivo do tratamento depois de um AVC é ajudar o paciente a recuperar tantas funções quanto possível e impedir futuros AVCs.
O tempo de recuperação e a necessidade de tratamento a longo prazo diferem de pessoa para pessoa. Problemas em se movimentar, pensar e falar frequentemente melhoram nas semanas a meses depois de um AVC. Muitas pessoas que tiveram o problema ainda continuarão a melhorar nos meses ou anos depois dele.
Evolução (prognóstico)
A perspectiva depende do tipo de AVC, de quanto o tecido cerebral está lesado, de quais funções do corpo foram afetadas e do quão rapidamente o tratamento é recebido. A recuperação pode ocorrer completamente ou pode haver alguma perda permanente de função. Mais da metade das pessoas que têm um AVC são capazes de se mover independentemente em casa.
Se o tratamento com medicamentos que dissolvem coágulos for bem-sucedido, os sintomas de um AVC podem desaparecer completamente. No entanto, os pacientes frequentemente não chegam ao hospital cedo o suficiente para receber esses medicamentos ou há condições médicas complicadas que impedem o seu uso.
Pessoas que têm AVC isquêmico (AVC devido a um coágulo do sangue) têm uma chance melhor de sobreviver do que aquelas que têm um AVC hemorrágico (AVC devido à hemorragia no cérebro).
O risco de um segundo AVC é maior nas primeiras semanas ou meses depois do primeiro e então começa a diminuir com o tempo.
Complicações
Respirar comida no canal de ventilação (aspiração)
Expectativa de vida reduzida
Dificuldade de comunicação
Fraturas
Subnutrição
Convulsividade dos músculos
Perda permanente das funções do cérebro
Perda permanente de movimento ou sensibilidade em uma ou mais partes do corpo
Problemas devido à perda de mobilidade, inclusive contraturas articulares e escaras de decúbito
Ligando para seu serviço de assistência médica
O AVC é uma emergência médica que requer tratamento imediato. Ligue para a emergência local se alguém tiver sintomas do problema.
Prevenção
Para ajudar a evitar um AVC:
Evite comidas gordurosas. Siga uma dieta saudável, com baixo teor de gordura
Não beba mais do que 1 a 2 doses de bebida alcoólica por dia
Exercite-se regularmente: 30 minutos por dia se você não estiver com excesso de peso; 60 - 90 minutos pordia se você estiver com excesso de peso
Meça sua pressão arterial a cada 1 a 2 anos, especialmente se a pressão arterial alta for comum em sua família
Verifique seu colesterol. Se você tiver alto risco de AVC, seu colesterol LDL "ruim" deve estar abaixo de 100 mg/dL. Seu médico pode recomendar que você tente reduzir seu colesterol LDL para 70 mg/dL
Siga as recomendações de tratamento do seu médico se você tiver pressão arterial alta, diabetes, colesterol alto e doença cardíaca
Pare de fumar
A terapia da aspirina (81 mg por dia ou 100 mg a cada dois dias) é recomendada para prevenção de AVCs em todos os homens que têm fatores de risco e em mulheres abaixo de 65 anos que têm risco, desde que os benefícios superem os riscos.
Deve ser considerada para mulheres acima de 65 anos somente se a pressão arterial delas for controlada e o benefício for maior do que o risco de sangramento gastrointestinal e hemorragia cerebral. Pergunte ao seu médico se ácido acetilsalicílico é correta para você.
Seu médico também pode recomendar a terapia com ácido acetilsalicílico ou outro anticoagulante se você tiver tido um ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC no passado, ou se você tiver atualmente:
Insuficiência cardíaca congestiva
Batimento cardíaco irregular (como fibrilação atrial)
Válvula cardíaca mecânica
Outros fatores de risco de AVC
Um tipo de cirurgia chamada endarterectomia carotídea pode ajudar a impedir que novos AVCs ocorram em pessoas com grandes bloqueios em suas artérias do pescoço.



Lula tem tumor na laringe


Câncer é associado a fumo e álcool. Quando diagnosticado no começo, chance de cura é de 90%. Lula será tratado com quimioterapia


O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva realizou exames neste sábado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e foi diagnosticado com câncer localizado na laringe, informou um boletim médico do hospital. Ele será submetido a quimioterapia para tratar o câncer. Nas redes sociais, centenas de pessoas estão mandando mensagens de apoio ao ex-presidente.
Paulo Hoff, diretor do Centro de Oncologia do Sírio-Libanês, disse ao iG que o presidente, "como qualquer pessoa que teve diagnóstico de câncer, está apreensivo, mas está bem".
Ele informou ainda que Lula foi ao hospital fazer exames porque estava muito rouco, com dores na garganta e decidiu investigar o motivo. "É um tumor localizado. Ele não se espalhou pelo pescoço nem pelos vasos linfáticos. Lula fará quimioterapia e radioterapia", completou. O tratamento começará na segunda-feira.
ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse: "O presidente Lula é um homem forte e corajoso. Vencerá essa batalha. Já venceu muitas outras".
O câncer
O câncer de laringe está altamente associado ao fumo e ao consumo de álcool. Se descobertos em estágio inicial, 90% dos casos são curáveis. Se o câncer se espalhou para as áreas ao redor da laringe (gânglios linfáticos e pescoço) as chances de cura ficam entre 50% e 60%. Os tratamentos incluem cirurgia para remoção do tumor, radioterapia e quimioterapia.
O então presidente Lula e presidenta eleita Dilma Rousseff visitam o então vice-presidente José Alencar em dezembro de 2010
Dependendo da gravidade do tumor, o tratamento aplicado pode afetar a fala, a alimentação e até a respiração. Por isso, muitos pacientes frequentemente necessitam fazer reabilitação após a eliminação do tumor.
A maioria dos cânceres de garganta se desenvolve em adultos com mais de 50 anos. Homens são dez vezes mais propensos a ter a doença do que as mulheres.
De acordo com o Sírio-Libanês, a equipe médica que assiste o ex-presidente é coordenada pelos doutores Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto. O hospital é o mesmo no qual o ex-vice-presidente José Alencar e a presidenta Dilma Rousseff foram tratados. Dilma foi diagnosticada com um linfoma em 2009

Diferença de idade ainda atrai olhares e não deve ser disfarçada

Além da curiosidade dos outros, conflitos gerados por vivências diferentes são desafios dos casais
O amor entre pessoas com idades muito diferentes está em todos os lugares, e também na televisão. A novela “Insensato Coração”, da Rede Globo, traz o tema mais uma vez aos lares com o novo casal Carol (Camila Pitanga) e Raul (Antônio Fagundes). Ele, aliás, tem idade para ser pai dela, como dizem. No entanto, o par romântico deve cair no gosto popular, Fagundes é um papa-anjo escolado. Em 1993, na pele do coronel Zé Inocêncio, ele se casou com a jovem Mariana, então namorada do seu filho, vivida por Adriana Esteves. Na televisão ou na fila do supermercado, o assunto não é novo, mas ainda causa – no mínimo – curiosidade.


Fagundes na novela Renascer, em 1993
“Existe um preconceito de quem está de fora, de que numa relação assim sempre tem alguém que está se aproveitando e o outro sendo explorado”, explica Eliana Piccoli Zordan, doutora em psicologia e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Conjugalidades e Famílias do URI (Universidade Regional Integrada). Para a especialista, as pessoas têm uma imagem de que nesses casos não há afeto e amor e, por isso, tendem a rejeitar a ideia.
O ser humano é resistente às alterações de padrões de comportamento. Manter o que se aprendeu ao longo de anos parece ser mais confortável do que ousar alguma modificação que gere questionamentos e dúvidas, explica Célia Regina Siqueira, psicóloga. “O tema será alvo de debates até o dia em que passe a ser mais um padrão, absorvido e compreendido”.
Mas como lidar com as situações difíceis neste contexto? Especialistas no assunto e casais que vivem relações com diferença de idade falam sobre experiências e saídas.
Bom humor, acima de tudo
É sua filha? Não, minha esposa. Mariana Costa, coordenadora de suporte técnico, 28 anos, casada há três com João Orubajara, 48 anos, viveu algo parecido. “Fomos comprar uniforme escolar para o filho do João e a costureira achou que fosse pra mim. Morremos de rir porque a senhora não fez por mal”, conta. Fizeram certo. Em situações como essa o ideal é encarar com bom humor. “A saia justa acontece quando as pessoas estão fechadas nos modelos e arranjos conjugais tradicionais. Isso não tem nada a ver com o casal, mas sim com o contexto social”, aconselha Eliana Piccoli.
A escritora Luna Guedes, 29 anos, também tira de letra esse tipo de situação ao lado do marido, o engenheiro Marco Antônio Guedes, 65 anos. “Uma senhora comentou ‘Bonito o senhor seu pai’. Ele mudou de cor, já eu, fiz um carinho no rosto dele e disse ‘concordo com a senhora’, então dei um beijo bem caprichado na boca dele”, conta Luna, que até hoje se diverte com o episódio.
No caso da mulher ser mais velha, no entanto, o conflito maior acaba sendo interno, da própria mulher. Mena Vianna, professora de Brasília, 50 anos, é casada com o eletricista Gilvan José dos Santos, 30 anos. “A questão da idade foi muito mais difícil pra mim. Eu fiquei ressabiada com a diferença e, no início, não queria nada com ele”, conta Mena. “Hoje nós simplesmente não ligamos para os outros”, completa.
Demi Moore, 48 anos, nasceu em 1962, e o marido Ashton Kutcher, 33 anos, nasceu em 1978
A aceitação do parceiro por parte da família é importante em qualquer relacionamento. No caso dos parceiros com diferença de idade, a situação pode ser ainda mais delicada. Sandra Regina da Costa, 57 anos, é casada com Ademar da Costa, 47 anos. “Quando nos casamos eu tinha 28 e ele 18, no interior do Paraná. Muita gente dizia que não ia dar certo, que ele não levaria o casamento a sério e só queria se divertir”. Eles estão juntos há 30 anos e garantem que vivem felizes, mas Sandra acha que a família dele nunca a aceitou 100%. “Nós tivemos duas filhas e sempre vivemos a nossa vida mais à parte. Ele comprou minha briga e nunca ligamos muito para o que os outros pensavam”.
Outro ponto que pode abalar a relação é quando o parceiro mais jovem sonha em ter filhos, mas o mais velho não. Mariana Costa sente que João fica temeroso com o assunto. “Ele acha que vai estar muito velho quando o filho for jovem e tem até medo de não estar mais aqui”. Já Luna Guedes é convicta na sua opção ao lado do marido que já tem filhos de outro casamento. “Eu não quero ter filhos, nunca quis. Temos um cachorro lindo e pra mim está ótima a nossa família”, brinca.
Segundo a psicóloga Célia Siqueira, a escolha de ter ou não ter filhos merece muita reflexão. “Abrir mão de projetos pessoais em nome do outro é algo muito significativo e pode determinar o trajeto do relacionamento”. Eliana complementa: os filhos não precisam ser necessariamente biológicos. “O conceito de família atual está muito mais associado a laços afetivos e de compromisso. Estamos diante de tantas quedas de paradigmas. Um casal homossexual, por exemplo, terá de buscar formas alternativas para ter filhos”. Para a especialista, o relacionamento se manterá enquanto esses e outros conflitos forem negociáveis, independente da idade de cada parceiro.
De geração em geração
Simone Miletic, contadora de 34 anos, casada com o administrador Carlos Miletic, 49 anos, também coleciona situações engraçadas que envolvem choque geracional. “No nosso segundo encontro ele me contou que gostava do Genesis com o Peter Gabriel. E eu perguntei: ‘Peter Gabriel do Genesis?', e ele ‘Sim, eles vieram ao Brasil e tudo, em março de 76’. Respondi: Ah tá, é que nasci em maio. Rimos disso até hoje”.
A diferença entre gerações pode levantar ainda questões mais sérias. Simone concorda que há diferenças. “Ele é mais fechado quando o assunto é homosexualidade, por exemplo. E, mesmo que não admita, tem dificuldade em lidar com o meu papel em casa, é mais machista mesmo”. Mariana Costa também lida com algumas disparidades. “Eu tenho uma tatuagem que o João não aceita. Ele diz que, na época dele, tatuagem era coisa de marginal. Pode?”. Ela conta que o marido também tem dificuldade de aceitar a homossexualidade e a liberdade da mulher de hoje. Para Mariana, isso tem a ver com a época em que ele foi criado e com a educação conservadora que recebeu da família de militares.
Ela tem razão, em partes. “Toda relação é permeada por divergências de valores e opiniões. Independente se há ou não diferença de idade. Mas se duas pessoas estão juntas é porque as afinidades predominam. O mais importante é saber conciliar interesses individuais e conjugais”, aconselha Eliana. Célia acrescenta que é natural que vez ou outra haja divergência de interesses. “É saudável exercitar a individualidade, sem medo e sem culpa”.
Cinco toques para os casais:
1. Enfrente a realidade sem subterfúgios, ou seja, é essencial assumir a idade real, com as facilidades ou limitações inerentes. Não finja ser igual enquanto se é diferente. É justamente na diferença que está a beleza de tais relacionamentos.
2. Conscientize-se de que cada um tem uma história, um passado, valores, projetos e planos que, a partir da decisão de um relacionamento, deverão receber uma nova leitura e uma nova interpretação.
3. Evite dar conselhos iniciados pelo chavão “na minha época...” ao parceiro mais jovem. Isso só distancia o casal.
4. Não exija que o parceiro mais velho pareça mais jovem, como se vestir de maneira inapropriada para a sua idade.
5. Não prive o mais jovem de exercitar sua juventude ou impeça o mais velho de viver sua maturid


Será que você é preconceituoso e não sabe?

Somos menos tolerantes do que julgamos ser? No entendimento de especialistas no tema, sim
O retrato usual que compomos do preconceituoso é o do sujeito que persegue e agride homossexuais. Que desfere ofensas contra negros. Ou que acusa de indigno quem segue uma religião que não a sua. Mas o preconceito não existe só assim, tão explícito.
Ações e posturas recorrentes que revelam outra modalidade de discriminação: é uma forma sutil, manifestada muitas vezes sem que nos demos conta. É possível, sim, ser preconceituoso e nem saber.
Em tese, ninguém quer olhar no espelho e encontrar uma imagem censurável de si. As pessoas, portanto – ou ao menos a maioria delas –, relutam em assumir preconceitos. Sobretudo em tempos de politicamente correto. Mas não deixam de rir quando escutam uma piada que faz chacota de determinado grupo, Eis, aí, esta que talvez seja a fonte mais comum do preconceito que passa despercebido, a situação (supostamente) de humor.
“Não se trata de dizer que se deve ou não rir da piada. Mas, com o riso, estamos identificando um estereótipo – e concordando com ele”, analisa a psicóloga Marian Dias, docente da Unifesp e pesquisadora do LaPE (Laboratório de Estudos sobre o Preconceito), do Instituto de Psicologia da USP. Outro exemplo citado por ela: “Achar que todo homossexual masculino está paquerando o tempo inteiro, que está à procura de alguém”. Não, o fato de você ser homem não o torna automaticamente atraente para todos os gays. E pensar o contrário é, sim, preconceito.
Costumamos ter uma noção generalizada, pronta, sobre alguma classe, de modo que não enxergamos particularidades. O efeito: o indivíduo adota uma “verdade” como se fosse dele e não entende que ela é produção coletiva. Um preconceito interno, uma atitude psicológica individual – mas que decorre de estereótipos socialmente compartilhados.
Aumentando a voz

O indivíduo adota uma “verdade” como se fosse dele e não entende que ela é produção coletiva
Seríamos, então, menos tolerantes do que julgamos ser? No entendimento de especialistas no tema, sim. Marian Dias lembra-se de umas das diferenciações estabelecidas por estudiosos, o preconceito flagrante versus o preconceito sutil. As denominações dizem tudo, e o segundo é precisamente aquele que tantas vezes cometemos sem ser “de caso pensado”. “Surge até de maneira involuntária, na brincadeira, no excesso de zelo”, pondera Marian.
O excesso de zelo de que ela fala é verificável com frequência no tratamento dispensado a portadores de deficiência. Já virou, inclusive, anedota a situação em que a pessoa, ao auxiliar um cego, eleva o volume da própria voz, como se o problema na visão implicasse dificuldades de audição. Um caso extremo. Mas tal confusão de sentidos surge como decorrência de uma vontade de superproteger, de acolher bem. Inapropriadamente bem: no limite, o exagero é sintoma da impressão de que o outro é menos capaz, a despeito do componente inconsciente – automático, irrefletido – da atitude discriminatória.
É como quem diz só dar esmola com a recomendação de que o dinheiro seja gasto com comida. Além de anular a humanidade de quem recebe o trocado, o sujeito que procede assim oferece tutela, atém-se a uma ideia de superioridade.
“Isso é uma das coisas que alimenta políticas assistencialistas, e tem por trás uma visão conservadora”, observa Maria da Graça Gonçalves, professora do departamento de psicologia social da PUC-SP. “É como se o outro não pudesse dizer o que quer, não pudesse participar de uma decisão. O preconceito, claro, alimenta isso. Você supõe que determinado grupo é inferior, ou perigoso (como na polêmica do metrô em Higienópolis). Veja quantas concepções que diminuem o outro estão colocadas na palavra ‘diferenciada’.”
Democracia e individualidade
Para Maria da Graça Gonçalves, sem tolerância à diversidade o próprio exercício da democracia está comprometido. Com a ressalva de que o estabelecimento de relações igualitárias não significa a abolição das diferenças. Estas necessitam ser respeitadas – não anuladas.
“Quando a gente pensa em democracia, a gente pensa em governo, voto. Claro que é importante, mas as questões da democracia passam por estabelecer a democracia em cada lugar. Escola, a família, relações na vizinhança. Isso passa por enfrentar e superar preconceitos de toda ordem.”
A existência de pensamentos conservadores, de padrões, resulta em condutas preconceituosas, mesmo que não ostensivas. Vivemos uma contradição facilmente identificável: a sociedade cultua o individualismo, a singularidade, desde que não se saia do estabelecido. Apesar de esse preconceito discreto, e cotidiano, ter consequências menos graves (de imediato), ele se faz da mesma matéria do preconceito mais visível, violento.
Há outros muitos modos de se expressar a modalidade sutil e velada de discriminação. Desde ofensas dirigidas no trânsito – “tinha de ser mulher!”; “só podia ser um velho!” – a exigência de fotografias em currículos e opções na hora de adotar um filho. Quem as enumera é Mário Davi Barbosa, membro e pesquisador do Nepi (Núcleo de Estudos sobre Preconceito e Intolerância), ligado ao Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina.
A exigência de retrato para análise de vagas de emprego, de acordo com ele, apesar de legalmente proibida, “é feita cotidianamente”. O propósito é fazer a seleção não apenas de atributos técnicos, “mas, e principalmente, das qualidades físicas que não raras vezes são associadas a uma ‘beleza helênica’, ou seja, branca”.
A respeito da adoção, Barbosa considera que muitas crianças vagam de abrigo em abrigo, até chegar à maioridade, por não se enquadrarem em certo perfil. “Ouvi um juiz da infância dizer que é preciso que mudemos nossa visão sobre esse fenômeno, ou seja, que devemos encontrar a melhor família para a criança, e não a melhor criança para as famílias. O que vemos são as famílias tentando encontrar a melhor criança que se encaixe nos moldes pré-concebidos (aparência, idade, cor da pele).”
Formação
Não se pode imaginar alguém que esteja livre de exercer, em absoluto, toda e qualquer espécie de preconceito, alguém que não tenha suas discriminações. Por sutil que elas sejam, porém, é recomendável a reflexão acerca de causas e desdobramentos. Eles se abatem tanto sobre a “vítima” (que vê reforçada sua adequação a um estereótipo nocivo) quanto sobre o “autor” (que tem limitada sua formação, na medida em que se mostra refratário ao entendimento e ao convívio com diferenças).
“Na sociedade atual, a formação plena é impossibilitada, mas, para a psicologia, a gente só se forma se tiver contato com esses outros ‘eus’ diferentes. O sujeito que não aceita a diferença, assim, é mal formado”, afirma a psicóloga Marian Dias.
Segundo ela, não adianta argumentar numa roda que só vai contar aquela piada de loira porque, afinal, “foi inclusive uma loira que me contou primeiro, então não tem problema”. A “justificativa”, avalia Marian, reforça o clichê e aponta a inadvertida conivência do “alvo” da tirada de humor. Por trás do riso, se ele ocorrer, está o reforço de um estereótipo: a sutileza não elimina o preconceito.






Donas de casa sofrem preconceito?

De acordo com pesquisa inglesa, mães que optam por ficar em casa consideram a expressão pejorativa
Profissão: dona de casa. Ou “do lar”, como algumas preferem. O que era a regra para mulheres nos anos 50 hoje é tido como uma opção para muitas mulheres. Embora assumam uma parcela maior dos cuidados com a casa e com a família, muitas não se identificam com a expressão, de acordo com uma pesquisa promovida pela rede de lojas Mothercare com duas mil mães na Inglaterra. Segundo a pesquisa, dois terços delas odeiam o termo e preferem ser chamadas de “mães em tempo integral”.


Maysa Luz, 30 anos, fica em casa com os filhos, mas mantém uma vida intelectual ativa e constrói sites como hobby
Maysa Luz, 30 anos, passou por vários questionamentos sobre ficar em casa – dos outros e dela mesma –, até se definir como “dona de casa que faz sites por diversão” (centoeuma.com.br). Ela é mãe de João Marcelo, 7 anos, Carlos Henrique, 4 anos e Helena, 3 anos. “O que me ofende não é que digam que eu sou dona de casa, mas que pensem que eu não faço nada”, diz Maysa. “O senso comum diz que, se a pessoa não colabora financeiramente, não tem valor, o que desvaloriza o serviço de dona de casa.”
Ela faz o transporte dos filhos para escola, cozinha, cuida da roupa e da limpeza da casa e até a festa de aniversário dos pequenos é feita de cabo a rabo por ela. “Tudo isso se torna invisível porque não tem fatura no final do mês”, afirma. “Mais que tudo eu tinha medo de ficar desinteressante intelectualmente”, confessa. “Medo de passar a ser essa pessoa que só fala das crianças e do preço do tomate.” Para afastar esses fantasmas, ela não abriu mão da atividade intelectual, como a construção de sites, nem do engajamento em listas de discussão de assuntos variados.
A doutora em psicologia e sexóloga clínica Iracema Teixeira acredita que já se desenha no Brasil um movimento de mulheres que ensaiam um retorno para casa, ligado à maternidade. “Sendo uma possibilidade do ponto de vista econômico, é uma escolha para várias mulheres”, afirma. Contudo, elas não se identificam com a imagem consolidada da dona de casa. “A expressão é uma diminuição da mulher: ela é dona de casa, o homem é dono da rua”, pontua. “Existe um julgamento negativo, como se fosse uma mulher abriu mão da prática profissional e por isso pudesse ser desconsiderada.”
“Eu era apenas uma dona de casa, hoje sou atleta”
Ser pai é participar
Essa reorganização da vida doméstica atinge os homens também. “Ele passa a se perceber parte da família, cuidador dos filhos. Existe uma divisão implícita de responsabilidades que estrutura a família”, afirma. “O homem tem que ser ativo nessa escolha, porque implica em decisões de gerenciamento de vida.” Em outras palavras, mesmo que fique em casa integralmente ou meio período, a mulher não é mais a única responsável pelos cuidados da família.

Liliane negociou e hoje cuida dos filhos, mas divide as tarefas com o marido
Foi o acordo que Liliane Gusmão, 39 anos, fez. Mãe de Heitor, 5 anos, e de Anais, 3 anos, ela tinha ajuda de uma empregada doméstica quando morava no Brasil. Há dois anos, se mudou para o Canadá e a sobrecarga pesou. “Chegamos ao acordo de dividir tudo: cuidados das crianças e da casa. Se alguém está mais implicado com estudo e trabalho, um cobre a ausência do outro. Essa é uma das razões de não me denominar dona de casa, porque ele também se responsabiliza neste serviço”, afirma. Tanto que, se perguntam sua ocupação, a arquiteta responde que está procurando emprego ou estudando.
Claro que ficar em casa para dar mais atenção aos filhos se trata de uma opção que não é acessível para todas as mulheres. “Um pouco desse olhar torto, com julgamento, que considera isso não tão apropriado, é porque a mulher de classe média tem condições de escolha e percebeu que tem uma importância, e que o trabalhar fora é um lugar de gratificação e satisfação pessoal”, diz Lenise Santana Borges , professora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e integrantes do Grupo Transas do Corpo.
Lenise afirma que essa separação entre a esfera produtiva – trabalhar fora - e esfera reprodutiva – a vida doméstica – é artificial, não natural. “Quem disse que as mulheres têm que cuidar dos filhos, da casa, e os homens cuidar do aspecto econômico da família? Como é um trabalho invisível e não reconhecido, é uma posição vista como desprivilegiada, porque não leva em conta o quanto essa mulher está contribuindo no orçamento doméstico.”
Ela ressalta que a mulher precisa tomar a iniciativa e cobrar a participação do parceiro. “Na Holanda, por exemplo, a licença-paternidade e maternidade são pensados para que ambos possam ser cuidadores. No Brasil, de certa forma, muitas mulheres podem ver a vida doméstica como um lugar em que não podem transgredir ou um poder do qual não querem abrir mão.”
O que vale é que, quando a mulher pode e opta por ficar em casa, que ela assuma as mudanças e envolva a família. “Antigamente você não tinha como horizonte múltiplas possibilidades de estilos de vida para as mulheres – mas também para os homens, hoje também envolvidos com o cuidado”, diz Lenise. “Hoje temos que lidar com várias possibilidades de como se constituir a família.” A psicóloga Olsa Tessari reforça: “Se você optou por ficar em casa, assuma de vez, e não se sinta culpada por isso. Se está em confilto, precisa de ajuda para se definir. Ficar em cima do muro, traz sofrimento.”








Novas ambulâncias atendem comunidades de Casimiro de Abreu

Duas novas ambulâncias equipadas foram adquiridas pela Prefeitura de Casimiro de Abreu. Os veículos estão sendo utilizados para atendimento das comunidades de Palmital, Rio Dourado e Boa Esperança. O investimento da Secretaria de Saúde foi de R$96 mil. “Encontramos as ambulâncias sucateadas, porém no nosso governo as substituímos para melhor servir à população”, disse o prefeito Antonio Marcos.


A Unidade de Saúde do Palmital passou por reformas e melhorias. Agora, conta com uma ambulância de qualidade que atende à comunidade local de segunda à sexta-feira, de 8h às 17h. Fora deste horário de funcionamento do posto médico, a população conta com a Unidade Móvel de Resgate. “A ambulância é para ser usado exclusivamente nas rotinas que envolvem pacientes atendidos pela Unidade Palmital”, explicou a subsecretária de Saúde Magna Rosa.

Em Rio Dourado, a ambulância está de prontidão 24 horas por dia durante toda a semana, na sede do programa Estratégia Saúde da Família. Além de atender os pacientes e usuários do distrito, o veículo serve ainda à comunidade vizinha de Boa Esperança. Nas dois locais, a população tem acesso ao atendimento emergencial da ambulância via telefone. Três motoristas se revezam nos plantões diários. A iniciativa de renovar a frota de ambulâncias e de ampliar as horas de atendimento à população são compromissos assumidos desde o início da gestão. “O prefeito Antonio Marcos prioriza serviços de qualidade. Na saúde não poderia ser diferente”, comentou Magna Rosa.
Com o objetivo de oferecer mais comodidade, em qualquer hora do dia, a população conta com os serviços móveis de urgência e emergência. Em Palmital, pelo telefone 2771-8091. Para contatar o Resgate Móvel, o número é 0800-0215750. Em Rio Dourado e em Boa Esperança, a ambulância pode ser solicitada por meio dos telefones 2778-3407 e 9243-9801.
Publicado em 28/10/2011



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Uma em cada dez jovens brasileiras tem clamídia, diz estudo

Pesquisa do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids foi feita com garotas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
Estudo realizado pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids e divulgado na manhã desta quinta-feira (27) constata que 9,8% das jovens brasileiras têm clamídia. A pesquisa foi feita com jovens que buscaram atendimento nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao todo, foram colhidos os dados de 2.071 mil garotas entre 15 e 24 anos por todo o país. 4% das jovens também tiveram resultado positivo para a presença de gonorreia, outra doença sexualmente transmissível.
A clamídia afeta principalmente os órgãos genitais e, se não tratada, é uma das principais causas de infertilidade entre homens e mulheres. Infectados pela doença também têm de três a seis vezes mais chances de contrair HIV.
Valdir Monteiro Pinto, coordenador do estudo no CRT/DST-Aids, alerta que a infecção pode ser assintomática em até 80% das mulheres e em 50% dos homens. Quando aparecem, os principais sintomas são: dor ou ardor ao urinar, presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual, dor nas relações sexuais, dor no baixo ventre e doença inflamatória pélvica.
Não existe vacina contra a doença. O uso de preservativos durante as relações sexuais é a melhor forma de prevenção. Uma vez detectada a infecção, o tratamento é feito com antibióticos.




Steven Tyler divulga foto após queda em banheiro no Paraguai

Vocalista do Aerosmith quebrou dois dentes e ficou com um olho roxo após acidente
O vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, divulgou uma foto de seu rosto logo após o acidente que sofreu no Paraguai. O cantor caiu no banheiro do hotel e quebrou dois dentes e ficou com um olho roxo. A imagem foi exibida no "Today Show", programa da emissora americana ABC, durante uma conversa com o músico.
Na entrevista, Tyler negou que a queda sido provocada por abuso de álcool ou drogas. "Eu sei que as pessoas pensam isso", afirmou, lembrando o seu histórico de vícios. "Isso ainda me incomoda um pouco, mas é algo que eu terei que lidar pelo resto da minha vida."
Tyler caiu no hotel em que estava hospedado em Assunção, no Paraguai. Ele estava no país com o Aerosmith por causa de um show. Por causa do acidente, a apresentação foi adiada da terça-feira (25) para a noite seguinte (26).
A clínica em que Tyler foi tratado após o acidente informou em comunicado que suturou os ferimentos e realizou um procedimento odontológico de emergência e que o paciente saiu em bom estado depois de passar quase quatro horas no local.
O Aerosmith se apresenta em São Paulo no próximo domingo (30), na Arena Anhembi, no único show previsto no Brasil. Os ingressos custam entre R$ 220 e R$ 500.




“Mesmo em último caso, a palmada não é válida”, diz terapeuta familiar

Carlos Zuma defende o debate em torno da “Lei da Palmada” e analisa o momento de transição dos modelos de educação dos filhos
Com a criação do Projeto de Lei 7672, que proíbe os pais de castigarem fisicamente os filhos, abriu-se uma discussão que parece ser interminável na sociedade: afinal, é tão maléfico assim dar umas palmadas ou beliscões nos filhos? Na semana passada, a terapeuta infantil Denise Dias, autora do livro “Tapa na Bunda – Como impor limites e estabelecer um relacionamento sadio com as crianças em temos politicamente corretos” (Editora Matrix), concedeu uma entrevista ao Delas defendendo o uso do que se costumou chamar de “palmada pedagógica”. Mas para o psicólogo e terapeuta familiar Carlos Zuma, esse está longe de ser o melhor caminho.
Carlos é secretário executivo do Instituto Noos, organização sem fins lucrativos que visa promover a saúde dos relacionamentos familiares e comunitários, e membro da Secretaria Executiva da Rede “Não Bata, Eduque”. Segundo ele, a violência contra as crianças – por mais que seja um puxão de orelha de leve – não possui nenhuma utilidade benéfica. Pelo contrário: pode deixá-la traumatizada ou ensiná-la que é assim que se faz. “Muitas pessoas estão no automático, repetindo modelos que eles mesmos condenavam”, diz. Confira entrevista com ele.
O que você acha do Projeto de Lei que proíbe castigos físicos, como beliscões e palmadas, para “corrigir” os filhos?
Carlos Zuma: Eu apoio a lei. Mas acho que o melhor ângulo de vê-la não é pela proibição do castigo em si. Prefiro defini-la como uma lei que garante o direito das crianças de serem educadas sem o uso de castigos corporais e tratamentos degradantes. Pelo direito que têm de serem educadas sem apanhar, sem serem humilhadas. Esse é o ângulo pelo qual prefiro vê-la. Uma lei é importante para dar parâmetros de comportamento e para os juízes poderem julgar os casos com base em uma legislação clara. Se isso não acontece, só lhes restam interpretações subjetivas e questões sobre qual o limite entre o mau trato e a boa educação. A lei é importante, portanto, para que não haja subjetividade.
Você acredita que a lei pode ser mesmo efetiva?
Carlos Zuma: Não acredito que uma lei sozinha irá mudar comportamentos já arraigados em nossa cultura. Eu acredito que pode mudar, mas a lei sozinha não funciona: todo o debate em torno dela é que pode trazer a mudança cultural que precisamos. E temos evidências de mudanças já acontecendo. Nossos avós viveram a infância em uma época que era normal as crianças ajoelharem no milho e os professores usarem palmatória como método de educação e disciplina, mas já podemos ver como há uma posição contrária dos pais a isso hoje em dia. Temos, portanto, que ver o castigo físico da mesma forma. O grande problema mesmo é confundir a educação com esse castigo físico, o bater. Quando fazemos alguma campanha sobre o assunto, é impressionante o número de pessoas que questionam como vão educar se não podem bater nos filhos. Tem gente que acha que é uma coisa é sinônima da outra, mas não é.
Ainda em relação à própria lei, haverá alguma maneira de distinguir uma “palmada educativa” de uma real agressão à criança? Você acha que é possível fiscalizar esse tipo de situação?
Carlos Zuma: Justamente porque é muito difícil distinguir uma coisa da outra, o melhor mesmo é determinar que não é necessário bater para educar. E, de fato, não é necessário. Existem gerações e gerações de pessoas que foram educadas sem nunca terem tomado um tapa, e isso não as tornou psicopatas. Claro que a maioria dos pais tem a melhor das intenções quando dão palmadas em seus filhos. Vemos que os pais querem educá-los para não se tornarem um bandido, um marginal, então dizem que preferem bater do que ver a criança apanhar da polícia ou da vida no futuro. A intenção dos pais é a melhor possível, mas as consequências, para as crianças, são sentidas para o resto da vida. E não é só o tapa que faz isso: é a humilhação também.
Como você mesmo cita, alguns pais acreditam que é melhor dar palmada nos filhos para discipliná-los antes que “apanhem” da vida ou até mesmo, literalmente, da polícia. Uma criança que não é disciplinada a palmadas terá menor capacidade de lidar com as adversidades da vida, no futuro?
Carlos Zuma: Uma criança que não foi educada e disciplinada terá maiores chances, sim, de apanhar da vida. Não tenho a menor dúvida disso. Mas a melhor forma de educar e disciplinar não é batendo na criança. Eu não tenho a menor dúvida: crianças que não foram educadas pelos pais sofrem muito mais e levam muito mais tempo para se adaptar à realidade. Mas eu falo em educar sem o uso do castigo corporal. As pessoas não devem confundir uma coisa com a outra.

Carlos Zuma: educar não significa bater
 Como os pais devem impor limites e exercer autoridade sem usar castigos físicos? Você acha que o “tapa na bunda” é necessário em alguns casos – como o de crianças bem mal-educadas?
Carlos Zuma: Eu discordo que, em último caso, a palmada seja válida. Ao bater em seu filho, você pode conseguir que ele aja da maneira correta, mas se aquilo está educando-o ou estragando-o é questionável. Quando você bate, está dizendo: “olha, quando alguém te contraria, quando alguém faz alguma coisa que você não quer, é legítimo bater”. E então surge um aprendizado da violência como resolução de conflitos. Mas a violência é uma forma ruim de resolução de conflitos. Quando a proposta da Lei Maria da Penha surgiu, a mesma discussão veio à tona. Pouquíssimas pessoas discordam da necessidade de existir uma lei que proíba o marido de bater em sua esposa. O direito de uma pessoa não acaba porque ela está dentro de casa, seja esta pessoa um adulto ou uma criança.
 Se palmada e puxão de orelha não são válidos como últimas atitudes dos pais para a criança obedecê-los, o que eles podem fazer?
Carlos Zuma: Não é para usar palmada nem tratamento cruel degradante, mas o castigo é válido, desde que esteja adequado à idade da criança e proporcional ao tipo de comportamento que ela teve. Você pode privar a criança de assistir televisão durante uma tarde porque ela fez uma coisa errada, por exemplo. A criança precisa saber que seus atos têm consequências. Com castigo e explicação, ela pode começar a entender que isso ou aquilo é errado.
 Muitos pais se perguntam por que não deveriam bater em seus filhos, se eles mesmos apanharam durante a infância e cresceram sem traumas. Você acha que esse argumento é válido?


Carlos Zuma: É muito complicado definir o que quer dizer “sem traumas”. Eu duvido que essas pessoas optariam por ser corrigidas como foram – apanhando – se pudessem ter escolhido. Também não é porque eu me vejo sem nenhum trauma hoje que as mesmas atitudes funcionarão para o meu filho. O momento é outro. Uma criança do passado pode ter absorvido melhor o que sofreu de castigo físico em uma época em que ajoelhar no milho era aceitável. Hoje isso não acontece.
Há também o argumento de que violência é ver crianças nas ruas, passando fome e fora da escola, e dar uma palmada ou castigar os filhos não é violência.
Carlos Zuma: A violência hoje em dia nos cozinha em fogo brando e nos acostumamos com ela. Sim, há uma violência contextual atualmente, o Estado não provê todas as necessidades básicas a muitas pessoas. Mas por isso vamos dizer que o tapa em uma criança não é violência? Isso não é argumento. Não é pela existência de uma violência contextual que irei minimizar essa outra violência, que é bater nos filhos. É violência da mesma forma e é errada. Precisamos garantir os direitos de todas as crianças e adolescentes, mas nem por isso irei permitir a violência dentro de casa com agressão física ou humilhante.
Mostrar à criança que seus atos têm consequências é a recomendação dos especialistas O que falta aos pais que tentam educar os filhos na base da palmada?
Carlos Zuma: Estamos em um momento de transição dos modelos de educação, modelos que deram certo em alguns aspectos e errado em outros. O problema é que muitas vezes, ao tentar corrigi-lo, vamos para o outro extremo: do autoritarismo para uma política do “tudo pode”. Os pais estão com pouco tempo para educar os filhos, se sentem muito culpados e não querem se ocupar em dar limites. Mas acredito ser uma transição pela qual estamos passando. Iremos encontrar formas claras de educar as crianças sem precisar bater nelas. Precisamos, para isso, refletir. O que fazemos com o nosso tempo? Temos condições ou não de proporcionar uma boa educação para as crianças que colocamos no mundo? Qual a qualidade do relacionamento que irei manter com meus filho de bater em uma pessoas? É preciso ter essa reflexão, mais do que defender o direito

Tirinhas de peito de frango com brócolis, gengibre e shoyu

Ingredientes

3 colheres (sopa) de molho de soja
1 colher (sopa) de amido de milho
2 colheres (sopa) de gengibre picado
1 kg de peito de frango cortado em tirinhas de 1, 5 cm
1 cebola pequena fatiada em gomos finos
2 colheres (sopa) de óleo de milho
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de Preparo
Em uma vasilha, misture o molho de soja, o amido e o gengibre. Junte o frango e tempere com sal e pimenta. Em uma frigideira, refogue a cebola no óleo até ficar transparente. Junte o frango (sem o líquido) aos poucos e deixe dourar. Adicione o líquido reservado e o brócolis e cozinhe por 5 minutos, até ferver e engrossar um pouco. Se necessário, acrescente um pouco de água para deixar o molho mais fino. Verifique o tempero e se precisar, coloque mais sal. Sirva com arroz branco.



Avon é investigada por reguladores e investidores

Empresa é acusada de agir contra leis de suborno no exterior; papéis da empresa chegaram a cair 19,6% nesta quinta-feira
Órgãos reguladores dos Estados Unidos estão investigando formalmente se a Avon agiu contra leis de suborno no exterior, e a empresa de cosméticos disse que está reavaliando sua estratégia após registrar lucro trimestral muito aquém das expectativas do mercado.
Empresa é acusada por reguladores de crimes contra leis de suborno estrangeiras
A ação da Avon chegou a cair 19,6% nesta quinta-feira enquanto analistas se perguntavam se a empresa poderia elaborar um plano de recuperação tão rapidamente quanto deseja.
Assim como fizeram nos últimos trimestres, analistas colocaram a presidente-executiva Andrea Jung à prova durante a teleconferência trimestral da empresa.
"Por que os investidores deveriam acreditar que a administração e a diretoria têm qualquer controle sobre o negócio neste momento?", perguntou Mark Astrachan, da Stifel Nicolaus, que rebaixou a ação da Avon para "manutenção".
"Olha, eu assumo a responsabilidade por isso", respondeu Jung, que ocupa o posto de presidente-executiva desde 1999 e de presidente do Conselho de Administração desde 2001.
Órgãos reguladores dos EUA também questionaram a Avon sobre seu contato com analistas e terceiros, como parte de uma investigação relacionada à regulação norte-americana sobre a divulgação de informações simultaneamente a todos os investidores.
A Avon afirmou nesta quinta-feira que recebeu uma intimação da Securities and Exchange Commission dos EUA na quarta-feira. A Comissão está investigando o contato da companhia durante 2010 e 2011 com certos analistas e outros representantes da comunidade financeira, afirmou a companhia.
De acordo com Jung, a Avon passou a ter uma performance ruim em mercados importantes como Brasil e Rússia, despejou dezenas de milhões de dólares em sua investigação sobre suborno internacional e se esforçou para conter a queda de vendas no mercado norte-americano.
A Avon reportou vendas abaixo do esperado e disse que não espera mais que sua receita tenha crescimento em torno de 5% este ano.
A receita da empresa no terceiro trimestre foi de US$ 2,76 bilhões, acima dos US$ 2,61 bilhões um ano antes. Porém, as vendas ficaram abaixo da estimativa de analistas de US$ 2,83 bilhões.
O lucro líquido foi de US$ 164,2 milhões, ou US$ 0,38 por ação, contra US$ 166,7 milhões, ou iguais US$ 0,38 por ação, no mesmo período do ano passado.



Lula passa aniversário com amigos e autoridades

Presidenta viria a São Paulo para comemoração na noite desta quinta, mas cancelou visita na última hora
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a visita de amigos na comemoração do seu primeiro aniversário após deixar a Presidência da República. O petista, que completa nesta quinta-feira 66 anos, chegou às 11 horas à sede do Instituto Lula, na capital paulista, local onde despacha atualmente. Ele foi cumprimentado pelos funcionários da instituição, que não esperavam sua presença no local.
Dilma viria para festa, mas cancelou na última hora. Na foto, presidenta e antecessor assopram velas no aniversário do PT
Lula agendou para esta noite uma pequena festa no apartamento onde mora, em São Bernardo do Campo, na qual era esperada a presença da presidenta Dilma Rousseff. A presidenta, no entanto, cancelou a participação na última hora, de acordo com o Palácio do Planalto.
No decorrer de toda a manhã, pacotes e embrulhos chegaram ao instituto. O petista recebeu ainda uma série de telefonemas, entre eles da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, do ministro da Defesa, Celso Amorim, da senadora Marta Suplicy (PT-SP) e do governador do Rio, Sérgio Cabral.
O presidente estadual do PT-SP, Edinho Silva, foi um dos primeiros a visitar o ex-presidente nesta manhã. Ele presenteou Lula com uma garrafa de vinho português e, na saída, disse que o ex-presidente é uma de suas maiores inspirações políticas.
O ex-presidente recebeu ainda as visitas do ex-ministro do Turismo e de Relações Institucionais Walfrido Mares Guia, que coopera atualmente com o Instituto Lula, e do vice-presidente de Relações Institucionais da Embraer, Jackson Schneider.
O ex-presidente também recebeu cumprimentos do presidente da Gaviões da Fiel, Antonio Alan, conhecido como Donizete. O dirigente da torcida organizada, que vai homenagear Lula no carnaval de 2012 com o enredo da escola de samba, presenteou o petista com quatro garrafas de cachaça. "Ele nos recebeu muito bem e gostou bastante dos presentes", afirmou.
Donizete disse ainda que o ex-presidente presenteou o Corinthians ao ter colaborado com o estádio do Itaquera, que receberá jogos da Copa do Mundo de 2014. "Não foi só um presente para o Corinthians, mas para todos os cidadãos de São Paulo."



Prescrição de medicamentos confunde idosos

Orientações vagas dadas pelos médicos prejudicam o uso correto dos remédios
Novo estudo mostra que as prescrições de medicamentos costumam ser tão vagas que os pacientes idosos, muitas vezes em uma rotina de até de 7 comprimidos diários, podem acabar tomando a medicação de forma incorreta.
Além disso, muitos pacientes não se dão conta de que podem tomar diversos medicamentos de uma única vez. A equipe de pesquisa observou que instruções simples e padronizadas, que facilitem a compreensão sobre frequência e dosagem, são de extrema necessidade.
“Ao receber prescrições de vários medicamentos diferentes, os participantes do estudo complicaram a rotina de forma desnecessária”, disse Michael Wolf, professor assistente de medicina da Northwestern University’s Feinberg School of Medicine, de Chicago, que liderou a pesquisa.
Wolf ressaltou que atualmente muitos idosos chegam a tomar até sete medicamentos diferentes todo dia. “Observamos que a medicação estava sendo tomada com maior frequência diária do que o necessário”, disse ele.
O relatório foi publicado na edição de 28 de fevereiro do periódico Archives of Internal Medicine.
Para o estudo, Wolf e sua equipe conversaram com 464 pacientes, entre os 55 e os 74 anos.
Os pesquisadores observaram que, embora a maioria deles tivesse bom nível acadêmico, praticamente a metade não dispunha de “conhecimentos sobre práticas de saúde” – ou seja, a habilidade do paciente de compreender as informações recebidas sobre sua saúde, os remédios que devem ser tomados e a habilidade de desempenhar tarefas relacionadas à sua saúde.
“Estudos realizados nas últimas duas décadas já haviam relacionado o conhecimento insatisfatório sobre a saúde a resultados mais baixos e a piores índices de mortalidade”, disse Wolf.
O pesquisador-chefe conta que, depois de designar aos pacientes uma rotina de sete medicamentos diários, a equipe constatou que os mesmos chegavam a tomar remédios até 14 vezes ao dia. “Eles não deveriam estar tomando a medicação mais do que 4 vezes ao dia”, argumentou Wolf.
Ele explicou que cada paciente precisa encontrar a forma mais eficiente de tomar a medicação, estabelecendo uma rotina. “Constatamos que, quando os pacientes receberam a prescrição de dois medicamentos com exatamente as mesmas instruções, um terço deles não combinou os dois remédios no mesmo horário. Quando eram instruídos a tomar o medicamento com água ou durante as refeições, metade dos pacientes também não combinava a medicação”, ele explicou.
O pesquisador explicou que, que quando dois medicamentos deveriam ser tomados a cada 12 horas, dois em cada três pacientes também não tomavam os mesmos de uma única vez. “Pode ser porque muita gente se preocupa que os medicamentos não possam ser tomados concomitantemente, que isso poderia causar danos”, disse ele.
Para solucionar o problema, Wolf sugere aos médicos que mudem a forma de prescrever os medicamentos. “Em vez de dizer ao paciente para tomar determinado remédio duas vezes ao dia ou a cada 12 horas, a prescrição deveria ser para tomar determinada medicação pela manhã, ao meio-dia, à noite ou na hora de dormir – como em um horário universal de medicações”, ele explica.
Ele complementa que os médicos precisam informar melhor a seus pacientes sobre os medicamentos prescritos, quando e como tomá-los, e quais deles podem ser combinados em um único horário. Laurence Gardner, um dos diretores da University of Miami Miller School of Medicine, concordou que “não é fácil para os idosos simplificar o horário dos medicamentos para tomá-los, ao máximo, quatro vezes ao dia”.
Entretanto, Gardner disse que o estudo não mostrou que os pacientes sofreram danos por não simplificarem a rotina da medicação. Porém, ele complementou que erros podem acontecer com maior freqüência neste tipo de cenário.
Gardner sugere que uma das formas de simplificar a prescrição de medicamentos é o uso de registros médicos eletrônicos. “Apesar de não haver uma economia de custos, é mais seguro para os pacientes. Não seria complicado desenvolver uma linguagem comum sobre a frequência da medicação”, ele argumenta.
Outra especialista, Terri Ann Parnell, diretora corporativa da North Shore-Long Island Jewish Health System, de Nova York, ficou surpresa com a quantidade de pacientes de bom nível acadêmico sem conhecimentos sobre saúde.
“Foi ressaltado no estudo, de forma persuasiva, que a maioria dos participantes era de nível acadêmico alto e, mesmo assim, tinha pouquíssimo conhecimento sobre saúde. Acredita-se que esta falta de informação seja um problema exclusivo dos grupos de baixo nível socioeconômico e acadêmico. Este estudo mostra que este não é o caso”, disse a especialista.
Na opinião de Parnell, os médicos devem usar uma linguagem simples para dar instruções aos pacientes. Além disso, eles podem checar a compreensão pedindo aos pacientes para repetir as instruções recebidas. “A idéia não é testar os pacientes, mas pedir a eles que repitam, com suas próprias palavras, as instruções que acabaram de receber”, ele explica.



Álcool e remédio: 5 interações que você deve evitar

Mesmo os medicamentos vendidos sem receita podem gerar efeitos adversos perigosos caso ingeridos com álcool
Se os medicamentos vendidos nas prateleiras das farmácias parecem mais seguros apenas porque não exigem receita médica, é bom ficar alerta: eles podem prejudicar o corpo quando o consumo de álcool – mesmo que moderado – é adicionado ao tratamento.
A Academia Americana de Médicos da Família lista cinco remédios e os efeitos adversos de misturá-los ao álcool:
• Anti-inflamatórios não-esteróides podem levar a sangramentos gastrointestinais se o consumo de álcool supera duas doses por semana
• Acetaminofeno pode causar danos sérios ao fígado caso seja ingerido com álcool
• Algumas marcas de anti-histamínicos vendidas sem prescrição médica podem gerar lentidão e sonolência caso misturadas a um inocente drinque
• Quem tem o costume usar descongestionantes nasais e remédios para tosse que contêm dextrometorfano, um supressor da tosse, devem evitar ao máximo o consumo de álcool, pois ele pode aumentar a sonolência
• Misturado com suplementos a base de plantas medicinais, como kava kava, erva de São João ou valeriana o álcool pode potencializar sonolência e lentidão



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Estudo afirma que maconha causa "caos cognitivo" no cérebro

Consumo da droga causa alterações no cérebro que podem gerar problemas neurofisiológicos e de conduta, segundo pesquisa inglesa
Homem fuma cigarro de maconha em manifestação na Alemanha: em ratos, a droga alterou partes do cérebro ligadas à memória e tomada de decisões
O consumo de maconha está associado a alterações na concentração e na memória que podem causar problemas neurofisiológicos e de conduta, indicou nesta terça-feira um estudo publicado pela revista Journal of Neuroscience.
Os pesquisadores descobriram que a atividade cerebral fica descoordenada e inexata durante os estados de alteração mental com resultados similares aos observados na esquizofrenia.
O estudo, produzido por cientistas da Universidade de Farmacologia de Bristol (Inglaterra), analisou os efeitos negativos da maconha na memória e no pensamento, o que pode provocar redes cerebrais "desorquestradas".
O doutor Matt Jones, um dos autores da pesquisa, equiparou o funcionamento das ondas cerebrais ao de uma grande orquestra na qual cada uma das seções vai estabelecendo um determinado ritmo e uma afinação que permitem o processamento de informações e que guiam nosso comportamento.
Para comprovar a teoria, Jones e sua equipe administraram em um grupo de ratos um fármaco que se assemelha ao princípio psicoativo da maconha, a cannabis, e mediram sua atividade elétrica neuronal.
Embora os efeitos nas regiões individuais do cérebro tenham sido muito sutis, a cannabis interrompia completamente as ondas cerebrais através do hipocampo e do córtex pré-frontal, como se as seções de uma orquestra tocassem desafinadas e fora de ritmo.
Jones indicou que estas estruturas cerebrais são fundamentais para a memória e a tomada de decisões e estão estreitamente vinculadas à esquizofrenia.
Os ratos se mostravam desorientadas na hora de percorrer um labirinto no laboratório e eram incapazes de tomar decisões adequadas.
"O abuso da maconha é comum entre os esquizofrênicos, e estudos recentes mostraram que o princípio psicoativo da maconha pode provocar sintomas de esquizofrenia em indivíduos sãos", explicou Jones.



Linguine com frutos do mar

60 minutos


Porções: 4
Ingredientes

400 g de linguine di grano duro
50 ml de azeite extravirgem
10 camarões 25/1
10 lulas inteiras
500 g de vôngoles com concha
3 dentes de alho
1 pimenta malagueta seca inteira
500 g de tomate cereja
100 ml de vinho branco seco
Salsa fresca a gosto
Sal refinado a gosto

Modo de Preparo
Colocar os vôngoles em água com abundante sal por 30 minutos, para eliminar eventuais resíduos de areia. Escorrer, lavar bem e reservar. Limpar os camarões e cortar em pedaços. Limpar as lulas e cortar em anéis. Temperá-los com sal e pimenta.
Em uma frigideira grande e funda, colocar o azeite e saltear os camarões. Reservar. Adicionar as lulas e saltear. Reservar.
Na mesma frigideira, acrescentar o alho cortado em cubinhos e a pimenta picada e dourar levemente. Adicionar os tomates cortados em 4 e deixar que cozinhem por 5 minutos. Juntar o vinho branco e reduzir à metade.
Acrescentar os vôngoles e cozinhar com tampa até que se abram.
Escorrer a massa cozida em abundante água salgada, pouco antes do ponto al dente, e colocá-la no molho. Finalizar a cocção da massa, adicionar os camarões e as lulas reservados e finalizar com a salsa finamente picada e um fio de azeite. Ajustar a consistência do molho com um pouco da água do cozimento da massa.






Barra de São João passa a ter subsecretaria de Esporte e Lazer

O prefeito de Casimiro de Abreu Antonio Marcos deu posse na última sexta-feira, dia 21, ao novo subsecretário de Esporte e Lazer Leandro Ramos. A cerimônia ocorreu nas instalações do Ginásio Poliesportivo, recém-reformado pela Prefeitura. Na ocasião, foi anunciada a transferência da Subsecretaria de Esporte para o distrito de Barra de São João. O vereador João Medeiros também participou da solenidade de posse.
— Leandro chega à Secretaria de Esporte para somar. Trata-se de um grande profissional, respeitado em Barra de São João e que terá a missão de desenvolver os projetos esportivos no distrito. A vinda da Subsecretaria para o distrito vai descentralizar os serviços e aproximar o morador dos responsáveis pelo esporte no município —, disse Antonio Marcos.
O novo subsecretário Leandro Ramos enfatizou o trabalho das Escolinhas do Prodesporte com as crianças, de olho nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. “O objetivo é criar uma identidade do esporte em Casimiro de Abreu. Em Barra de São João, o foco será as Olimpíadas, além da capacitação de projetos e dar continuidade ao trabalho do Prodesporte que já acontece na cidade”. A Subsecretaria de Esporte e Lazer funcionará no interior do Ginásio Poliesportivo de Barra de São João. Mais informações pelo telefone 2774-5211.

Publicado em 24/10/2011