quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O stress Feminino


O estresse é cada vez mais um inimigo feminino. As mulheres são quase o dobro dos homens nas estatísticas sobre um dos principais males da sociedade moderna.

A explicação para o fenômeno é que o problema aparece de mãos dadas com a dupla (às vezes tripla) jornada de trabalho, situação enfrentada pela grande maioria das mães brasileiras.

O mais recente estudo que afere a quantidade majoritária de mulheres estressadas foi feito pela seguradora SulAmérica. Foram entrevistadas 29 mil pessoas em 12 Estados brasileiros. Entre as 17 mil pessoas do sexo feminino que responderam à pesquisa, 51% apresentaram nível elevado de estresse. Entre os 12 mil homens entrevistados, a taxa de respostas afirmativas para a queixa foi de 28%, 34 pontos porcentuais a menos do que elas. A sobrecarga, dizem em coro os especialistas, atinge mulheres independentemente do endereço.

“Os homens se permitem um futebol com os amigos aos finais de semana, as mulheres têm mais dificuldade para relaxar” afirma Roberto Galfi, diretor de serviços médicos da SulAmérica.

Assim como Galfi, a presidente do International Stress Management Association (ISMA- Brasil), Ana Maria Rossi, aponta a competição no trabalho simultânea aos afazeres domésticos como a responsável pelos resultados da pesquisa entre o público feminino. “Há algum tempo fizemos uma pesquisa comparativa entre homens e mulheres e perguntamos quais eram os fatores desencadeantes de estresse. As respostas foram bem diferentes e mostraram o peso da função dupla para elas”, afirmou Ana Maria. Enquanto as mulheres apontaram a “sobrecarga no serviço” como grande vilã do estresse, os homens elegeram a “incerteza profissional” como responsável. “As escolhas diferentes mostram as diferenças na manifestação do estresse”, diz a especialista. “E o problema não é restrito aos centros urbanos e nem limitado pelo tamanho da cidade”, informa.

Índices semelhantes no Interior

Além de mostrar as mulheres como vítimas principais do estresse, pesquisas recentes mostram que a queixa rompeu os limites das grandes metrópoles e levou seus danos às cidades do interior, locais antes sempre associados a uma melhor qualidade de vida. Essa migração é mensurada por como anda o coração das mulheres. Um grupo de médicos do governo de São Paulo analisou dados coletados em 10 anos (1996 e 2006) para traçar o perfil das doenças crônicas paulistas e encontrou informações sobre enfarte tão altas na capital quanto no interior.

Os dados foram publicados na edição de outubro do Boletim Epidemiológico Paulista (Bepa) e dão conta de que a taxa de enfarte no Estado é de 50,8 casos em 100 mil habitantes. Superam esse índice não apenas a capital paulista (58,6), como também as áreas de Ribeirão Preto (51,4), São João da Boa Vista (53,8) e Bauru (51,2).

Não é apenas o coração o único vitimado pelo problema. A Organização Mundial de Saúde (OMS) relaciona o estresse a uma lista interminável de doenças, entre elas câncer, depressão, doenças gastrointestinais, infecciosas e distúrbios reprodutivos. Para a presidente da ISMA-BR, apesar de mais conhecimento sobre os mal moderno, as mulheres ainda não colocam em prática hábitos para diminuir o impacto do problema.

“As pessoas continuam adoecendo de forma incrível. Apesar de saberem dos perigos, dos danos do estresse, essa informação não tem surtido o comportamento esperado” diz Ana Maria. A baixo, a especialista sugere um pequeno exercício de relaxamento para colocar em prática sempre que necessário. Confira.

Respire e alivie o estresse

A respiração é chave. Durante o trabalho, em casa, na faculdade, na escola ou no supermercado. Por isso, tente reservar alguns minutos para respirar profundamente, tendo em foco que a tarefa tem a missão de relaxar o corpo.
Inspire pelo nariz, dilatando os músculos do abdômen e expire pelo nariz e pela boca, relaxando os músculos do corpo. Faça isso por um ou dois minutos sempre que puder. Teste o estresse e o impacto dos níveis em sua saúde em www.ismabrasil.com.br.

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