domingo, 23 de setembro de 2012

Época Infeliz



O desejo de agitação e aprazível entretenimento é uma tentação e uma cilada ao povo de Deus, e especialmente aos jovens. Satanás está continuamente arranjando engodos com que desviar a mente da solene obra de preparação para as cenas que se acham num próximo futuro. Por intermédio dos mundanos, entretém uma constante estimulação a fim de induzir os imprudentes a se unirem aos prazeres do mundo. Existem shows, preleções e uma ilimitada variedade de distrações destinadas a levar ao amor do mundo; e mediante esta união com ele a fé é enfraquecida.
Satanás é um obreiro perseverante, um astucioso e mortal inimigo. Sempre que é proferida uma palavra descuidada, seja de lisonja, seja no sentido de fazer um jovem olhar a algum pecado com menos aversão, ele disso se aproveita, nutrindo a má semente, a fim de que se enraíze e venha a dar farta colheita. Ele é, em todos os sentidos da palavra, um enganador, um hábil encantador. Possui muitas redes finamente tecidas, de inocente aparência, mas astutamente preparadas para emaranhar os jovens e os desprevenidos. A mente natural tende ao prazer e à satisfação do próprio eu. É o método de Satanás encher a mente de desejo em torno dos divertimentos mundanos, de modo a não haver tempo para a pergunta: Como vai minha alma?
Vivemos numa época infeliz para os jovens. Na sociedade predomina um sentimento favorável a permitir que eles sigam a natural inclinação do espírito. Se os filhos são muito irrefreados, os pais se lisonjeiam com a idéia de que, quando forem adultos e raciocinarem por si mesmos, hão de abandonar os hábitos errôneos, tornando-se homens e mulheres úteis. Que engano! Permitem durante anos que um inimigo lhes semeie o jardim do coração, consentindo que princípios errados aí brotem e cresçam, não parecendo discernir os perigos ocultos e o terrível fim da senda que se lhes delineia o caminho da felicidade. Em muitos casos, todos os esforços feitos em torno desses jovens não darão resultado.
Em geral, a norma de piedade entre os professos cristãos é baixa, e é difícil aos jovens resistir às influências mundanas animadas por muitos membros da igreja. A maioria dos cristãos nominais vive realmente para o mundo, enquanto professa viver para Cristo. Não distinguem a excelência das coisas celestiais, não as podendo, portanto, amar verdadeiramente. Muitos professam ser cristãos porque o cristianismo é considerado honroso. Não discernem que o genuíno cristianismo significa levar a cruz, e sua religião pouco poder exerce no sentido de restringi-los quanto a tomar parte nos prazeres do mundo.
Alguns entram no salão de baile, tomando parte em todas as diversões que ele proporciona. Outros não podem ir tão longe; todavia, assistem a reuniões de diversão, a piqueniques e shows, e vão a outros lugares de divertimentos mundanos; e os olhos mais perspicazes não conseguiriam perceber a diferença entre seu aspecto e o dos incrédulos

Nenhum comentário:

Postar um comentário